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Fundamentos do Controle 
de Ruído Industrial
Avaliação do Ruído Ocupacional e Ambiental
Responsável pelo Conteúdo:
Prof.ª Me. Fernanda Anraki Vieira
Revisão Textual:
Prof. Esp. Claudio Pereira do Nascimento
Nesta unidade, trabalharemos os seguintes tópicos:
• Norma de Higiene Ocupacional 01 (NHO-01).
Fonte: iStock/Getty Im
ages
Objetivos
• Capacitar o aluno para realizar o monitoramento do ruído ocupacional e ambiental;
• Instruir o aluno quanto à elaboração do relatório da medição.
Caro Aluno(a)!
Normalmente, com a correria do dia a dia, não nos organizamos e deixamos para o 
último momento o acesso ao estudo, o que implicará o não aprofundamento no material 
trabalhado ou, ainda, a perda dos prazos para o lançamento das atividades solicitadas.
Assim, organize seus estudos de maneira que entrem na sua rotina. Por exemplo, você 
poderá escolher um dia ao longo da semana ou um determinado horário todos ou alguns 
dias e determinar como o seu “momento do estudo”.
No material de cada Unidade, há videoaulas e leituras indicadas, assim como sugestões 
de materiais complementares, elementos didáticos que ampliarão sua interpretação e 
auxiliarão o pleno entendimento dos temas abordados.
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de 
discussão, pois estes ajudarão a verificar o quanto você absorveu do conteúdo, além de 
propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de 
troca de ideias e aprendizagem.
Bons Estudos!
Avaliação do Ruído Ocupacional e Ambiental
UNIDADE 
Avaliação do Ruído Ocupacional e Ambiental
Contextualização
Para que as avaliações de ruído sejam realizadas adequadamente, é fundamental ter 
conhecimento das normas aplicáveis a cada caso. Na avaliação dos níveis de ruído de 
uma exposição ocupacional, utiliza-se os parâmetros estabelecidos na Norma Regula-
mentadora 15 (NR-15) e a na Norma de Higiene Ocupacional 01 (NHO-01), ambas do 
Ministério do Trabalho.
Quando se trata de uma avaliação ambiental para fins de conforto e incômodo, 
utiliza-se a NBR 10152. Já para a avaliação do conforto da comunidade e pertur-
bação do sossego público, utiliza-se a NBR 10151 ou legislações municipais mais 
rigorosas específicas.
Além da compreensão das normas, é necessário determinar os ciclos de exposição 
que se deseja avaliar e saber como atuar em campo durante a avaliação. Ou seja, 
como abordar e orientar as pessoas avaliadas, como acompanhar o monitoramento 
ambiental, entre outros cuidados que também influenciam diretamente no resultado 
da medição. 
Assistiremos a mais um vídeo do Napo antes de darmos continuidade ao conteúdo.
Assista ao vídeo e reflita com Napo. Disponível em: https://youtu.be/7iwLEgOaOOU.
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Norma de Higiene Ocupacional 01 (NHO-01)
A Norma de Higiene Ocupacional 01 (NHO-01) é uma norma técnica, elaborada 
pela Fundacentro, órgão de pesquisas do Ministério do Trabalho, com o objetivo de 
estabelecer critérios e procedimentos para a avaliação da exposição ocupacio-
nal ao ruído, que implique risco potencial de surdez ocupacional (BRASIL, 2001).
Tal norma se aplica a qualquer exposição ocupacional aos ruídos contínuos, in-
termitentes ou de impactos, porém não se aplica à caracterização de condições de 
conforto acústico. A seguir, serão estudados os procedimentos de avaliação do ruído 
(BRASIL, 2001).
Sobre os procedimentos de medição na Norma de Higiene Ocupacional 01 (NHO-01). 
Disponível em: https://goo.gl/03CTpQ.
Abordagem dos Locais e das Condições de Trabalho
A NHO-01 diz que a avaliação de ruído deverá ser feita de forma a caracterizar a 
exposição de todos os trabalhadores considerados no estudo (BRASIL, 2001). Isto sig-
nifica definir uma estratégia de medição que contemple todas as situações de exposição 
no ambiente de trabalho. 
Para que não seja necessário avaliar todos os trabalhadores, pode-se verificar se 
existem grupos homogêneos de trabalhadores, ou seja, grupos de trabalhadores que 
estão expostos às mesmas condições de trabalho, de forma que o resultado de uma 
avaliação seja representativo para todos os trabalhadores que compõem tal grupo 
(BRASIL, 2001). Assim, avaliando uma exposição típica do grupo homogêneo, está 
se avaliando todo grupo.
Se houver dúvidas quanto à possibilidade de redução do número de trabalhado-
res a serem avaliados, a abordagem deverá avaliar todos os trabalhadores expostos 
(BRASIL, 2001).
As medições devem ser representativas das condições reais de exposição, ou seja, 
devem contemplar todas as condições, operacionais e ambientais habituais, que envol-
vem o trabalhador no exercício de suas funções (BRASIL, 2001). 
O período de amostragem deverá ser escolhido de forma que este seja represen-
tativo da jornada de trabalho. Se forem identificados ciclos repetitivos, eles deverão 
ser suficientes para caracterizar a jornada. Se forem identificados ciclos irregulares ou 
grande variação de ruído, deverão ser medidos números maiores de ciclos para carac-
terizar a exposição (BRASIL, 2001). 
Se no decorrer da jornada o trabalhador executar duas ou mais rotinas indepen-
dentes de trabalho, a avaliação poderá ser feita separadamente em cada uma das 
rotinas e posteriormente calcular a exposição diária (BRASIL, 2001). 
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UNIDADE 
Avaliação do Ruído Ocupacional e Ambiental
Igualmente, se houver dúvidas quanto à possibilidade de redução do tempo de amos-
tragem, esta deverá envolver toda a jornada de trabalho (BRASIL, 2001). 
Os procedimentos de avaliação não devem interferir na medição. Condições não 
rotineiras, ou seja, eventuais, devem ser avaliadas e interpretadas isoladamente. Ainda, 
deve-se obter informações administrativas que comprovem as condições verificadas em 
campo (BRASIL, 2001).
Exemplo:
1) Uma fábrica possui 02 galpões, cada um com 05 prensas. Em cada prensa 
operam 03 trabalhadores com função de prensista. Quantas medições de 
ruído são necessárias? Como seriam feitas as avaliações?
A estratégia de avaliação de ruído é definida pela equipe responsável e varia 
conforme diversos aspectos que serão abordados a seguir.
a) O quê ou qual função desejo avaliar?
Neste item será definido o objeto da avaliação. Por exemplo, se é um equi-
pamento ou uma função. Lembrando que este objeto pode ser fixo ou móvel. 
Para o exemplo dado, é necessário saber se as prensas são iguais ou diferen-
tes. Se as prensas forem iguais em um mesmo ambiente, é possível avaliar a 
função de prensista que será válida para todos os prensistas que operarem este 
modelo de equipamento naquele local. Já se as prensas forem diferentes, é 
possível medir o nível de ruído emitido pelas prensas. Seria avaliado qualquer 
trabalhador que executasse atividades na referida prensa e o resultado obtido 
seria válido para os respectivos equipamentos. 
b) Quantos locais de trabalho serão avaliados?
Uma vez definido o objeto da avaliação, caso este trate de um objeto fixo 
(Ex.: equipamento estacionário ou função executada em um único ambiente de 
trabalho), será realizada apenas uma avaliação no local desejado. No exemplo 
dado, cada galpão deverá ser avaliado separadamente, a não ser que se garanta 
que as condições de ambos os galpões são idênticas, neste caso, podendo-se 
avaliar somente um galpão.
Caso o objeto seja móvel, a abordagem poderá ser feita por local de traba-
lho ou por função. Por exemplo, um trabalhador que transita em mais de uma 
área poderá ter posicionado o equipamento nele e já se obter o resultado para 
aquela função, ou poderá avaliar cada ambiente de trabalho, estimar o tempo 
despendido em cada local e calcular a exposição do trabalhador. A escolha da 
estratégia de avaliação dependerá do que for mais adequado à situação.
c) Quantos trabalhadores serão avaliados?
Conforme já mencionado,