Fundamentos de Controle e Prevenção da Poluição
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Fundamentos de Controle e 
Prevenção da Poluição 
 
 
Sumário 
 
1. Introdução ..................................................................................................... 2 
2.Poluição Atmosférica........................................................................................... 5 
3 . Poluição nos recursos hídricos .......................................................................... 23 
4 . Poluição do solo .............................................................................................. 34 
5. Poluição sonora ................................................................................................ 41 
6 . Considerações Finais ....................................................................................... 44 
7. Conclusões ...................................................................................................... 47 
8 . Referencias ..................................................................................................... 48 
 
 
 
1. Introdução 
 
Define-se como poluição a interferência do homem no meio em que está 
inserido direta ou indiretamente, seja através de substâncias ou de energia, 
provocando um efeito negativo no seu equilíbrio. 
 
O homem existe há milhões de anos e sempre retirou seu sustento do meio 
ambiente. 
 
No entanto, graças à capacidade de raciocínio e de criar condições de vida mais 
favoráveis, a humanidade cresceu e continua crescendo, dominando a maior 
parte do planeta. 
 
O número de pessoas, que no início do século XXI já ultrapassava a casa de 
seis bilhões, faz aumentar a necessidade de empregos e alimentos, 
constituindo-se assim no primeiro e grande fator de poluição ambiental: o 
crescimento demográfico. 
 
Uma vez que a área de terras cultiváveis não pode crescer no mesmo ritmo que 
a população, o necessário aumento de produção só pode ser atingido mediante 
uma intensificação da agricultura nas áreas já disponíveis. 
 
Para tal, torna-se necessária uma eficiente produção de fertilizantes, seja em 
forma de adubos orgânicos, seja em forma de fertilizantes minerais, exigindo-se 
ainda uma proteção eficiente das plantas cultivadas contra pragas de origem 
vegetal ou animal. 
 
Mas a necessidade do emprego de meios químicos de proteção é perfeitamente 
criticável, porque embora eles possam aumentar a produção em até 50%, a 
fabricação e o uso de fertilizantes e pesticidas se constituem no segundo maior 
componente da poluição ambiental. 
 
O segundo problema, gerado a partir do primeiro, ocorre pelo fato de o 
homem, como nenhum outro ser vivo, conseguir transformar as matérias-
primas de que dispõe, de forma a torná-las úteis para si, seja como 
ferramentas ou máquinas, seja como objeto de lazer ou arte. 
 
No processo de confecção de todos estes artigos, formam-se grandes 
quantidades de resíduos inúteis, que com o tempo acabam por comprometer o 
ambiente. 
 
Além disso, durante esses processos de fabricação, não é consumida apenas a 
energia própria do corpo humano; há consumo de energias provenientes de 
outras fontes. 
 
Assim sendo, todo o processo de industrialização se constitui num dos 
principais responsáveis pela poluição ambiental. 
 
A história da poluição ambiental já começou a ser escrita há vários séculos. Já 
no início da história formaram-se, por ação do homem, produtos de despejo e 
resíduos tóxicos na água dos rios ou na atmosfera. 
 
Por isso, tentou-se desde cedo controlar, através de decretos e normas, a 
produção e remoção desses detritos. 
 
Na antiga Grécia, por exemplo, os curtumes, com seus gases de cheiro 
desagradável, só podiam ser construídos com autorização especial. 
 
As fundições de prata eram obrigadas a ter chaminés particularmente altas, 
para que os gases tóxicos formados (SO2) se pudessem distribuir melhor pela 
atmosfera. 
 
Na antiga Roma, existia um decreto segundo o qual os matadouros, curtumes, 
fabricantes de azeite e lavanderias, que provocavam libertação de cheiros 
desagradáveis, eram apenas permitidos em locais desabitados. 
 
Também os fornos dos fabricantes de vidro só podiam ser levantados em áreas 
restritas das cidades, devido aos gases poluentes liberados (HF). 
 
Na cidade de Zwickau, na Saxônia, o emprego de carvão de pedra nas forjas foi 
proibido na área urbana, em 1348. 
 
Por meio de uma iniciativa popular, os moradores da cidade de Goslar 
conseguiram proibir, em 1407, a calcinação de minérios nas vizinhanças da 
cidade, pois a poluição provocada pelo fumo das fundições tornara-se 
insuportável. 
 
Assim o homem, por necessidade ou ganância,vem interferindo negativamente 
no ambiente ao longo do tempo, poluindo a atmosfera, o solo a água e tudo o 
que nos cerca. 
 
A forma mais correta de se combater essa forma de agressão ao ambiente é 
controlar os recursos e aprender a utilizá-los com sabedoria. 
2. Poluição Atmosférica 
 
A atmosfera é uma camada relativamente fina de gases e material particulado 
que envolve a Terra. 
 
Essa camada é essencial para a vida e o funcionamento ordenado dos 
processos físicos e biológicos sobre o planeta, uma vez que protege os 
organismos da exposição a níveis arriscados de radiação ultravioleta. 
 
Ademais, contém os gases necessários para os processos vitaisde respiração 
celular e fotossíntese, além de também fornecer a água necessária à vida. 
 
Nosso planeta apresenta uma camada de ar de aproximadamente 800 
quilômetros de espessura, sendo que a quase totalidade do ar situa-se apenas 
numa faixa de 40 quilômetros, tornando-se uma atmosfera rarefeita nos 760 
quilômetros restantes. 
 
A atmosfera se divide em camadas, que estão relacionadas com propriedades 
químicas e físicas, influenciando diretamente na tendência de mudança de 
temperatura da atmosfera de acordo com a altura (fig.1). 
 
A atmosfera terrestre apresenta uma mistura de vários gases, como o 
nitrogênio (78,1%), o oxigênio (20,9%), vapor de água e uma pequena 
quantidade de dióxido de carbono (0,03%) e gases residuais. 
 
 
Figura 1- Camadas atmosféricas. Fonte: <http://camadasatmosfera.xpg.uol.com.br/> (acesso 
em: 11 fev. 2016). 
 
A poluição atmosférica pode ser definida como qualquer forma de matéria ou 
energia com intensidade, concentração, tempo ou características que possam 
tornar o ar impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde, inconveniente ao bem-estar 
público, danoso aos materiais, à fauna e à flora ou prejudicial à segurança, ao 
uso e gozo da propriedade e à qualidade de vida da comunidade. 
 
Refere-se às mudanças susceptíveis de causar impacto no nível ambiental 
através da contaminação por gases, partículas sólidas, líquidos em suspensão, 
material biológico ou energia. 
 
A adição dos contaminantes ou de elementos resultantes desses impactos 
podem provocar danos à saúde humana ou ao ecossistema. 
 
A poluição do ar tem sido a mais sentida pela população, pois necessitamos do 
oxigênio para nossa sobrevivência. 
 
Portanto, é um tema extensivamente pesquisado nas últimas décadas e 
caracteriza-se como um fator de grande importância na busca da preservação 
do meio ambiente e na implementação de um desenvolvimento sustentável, 
pois seus efeitos afetam de diversas formas a saúde humana, os ecossistemas 
e os materiais. 
 
Vários fatores influenciam o nível de poluição de uma determinada área, tais 
como: 
 
\u2022 Tipos e qualidades de poluentes produzidos pelas atividades 
comunitárias; 
\u2022 Topografia; 
\u2022 Meteorologia, como umidade relativa do ar, ventos, precipitações, luz 
solar, temperatura, massas de ar. 
 
A frequência, a duração e a concentração dos poluentes a que estão expostos 
os receptores são determinadas pelos movimentos atmosféricos, o que faz da 
atmosfera o meio de propagação desses poluentes emitidos. 
 
A combinação da estabilidade atmosférica com a ausência