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Dentistica Completo ( Proteção pulpar, histopatologia da lesão da carie, base, sistema adesivo e resina)

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Dentística(II)
Proteção Pulpar
Anatomia Dental
 
 Dentina
Prolongamento do odontoblasto 
 
 Dentina Peritubular
Túbulos dentinários Corpo do Odontoblasto
 Teto da câmara Pulpar 
↪ Teto da câmara pulpar é o limite entre a dentina e polpa;
↪ Dentro do túbulo dentário contém água (fluído dentinário), no qual o prolongamento do odontoblasto fica “boiando” (sendo sustentado pelo o fluído);
↪ Dentro do túbulo dentário apresenta terminações nervosas que vem da polpa, que enovelar (envolver/enrolar) o prolongamento do odontoblasto;
↪ Se contar dentina, corta também os túbulos dentários e terminações nervosas (no qual dói muito), podendo causar um dano a polpa (em menor ou maior grau), pois depende do trauma que é gerado na dentina, podendo ser uma carie, preparo cavitário, preparo para a coroa, lente de contato, faceta, bruxismo, trauma oclusal
↪ De um túbulo dentinário ao outro (o espaço que se apresenta entre eles), contém a dentina Intertubular
Classificação de Profundidade das Cavidades
→ Rasa: O assoalho da cavidade está entre esmalte e dentina (pode não ter sensibilidade)
→ Média: Sobra metade de DR 
→ Profunda: Sobra 1mm de DR
→ Muito Profunda: Sobra 0,5mm de DR
◾Assoalho é o “chão” /” piso”
◾DR: dentina remanescente, é o quanto que dentina que sobrou
→ Em uma dentina rasa apresenta 15 mil túbulos dentinários
→ Em uma dentina média apresenta de 15 a 30 mil túbulos dentinários
→ Em uma dentina profunda apresenta de 45 a 60 mil túbulos dentinários 
Conforme aumenta a profundidade aumenta a quantidade e o diâmetro dos túbulos 
Teoria Hidrodinâmica de Brânnstron 
	Está relacionada a dor da movimentação dos fluídos no interior dos túbulos, para a fora e para dentro, estimulado por diferença de pressão as terminações nervosas. 
↪ Preparo cavitário: Estimulo positivo que pode provocar a dor, dependendo da intensidade, do estado de vitalidade pulpar e do limitar de dor (calor expande);
↪ Jato de ar: Estimulo negativo em que o fluído tenta sair, causando dor (frio contrai);
↪ Açúcar: Estimulo iônico negativo (atrai água);
↪ Condensação do amalgama: Estimulo positivo (pressão)
O calor expande e o frio contrai os túbulos dentinários, gerando a sensibilidade. 
Para entender melhor.. . .
Teoria da Hidrodinâmica de Brännström
	A Teoria da Hidrodinâmica apresentada por Brännström na década de 1960 continua sendo a melhor explicação para a transmissão do loros a dentinária. De acordo com a teoria hidrodinâmica, quando um estímulo é aplicado na dentina, ocorre o deslocamento de fluido dentro dos túbulos. O movimento do fluido dentinário, em direção à polpa ou em sentido contrário, promove uma deformação mecânica das fibras nervos as que se encontram no interior dos túbulos ou na interface polpa/dentina, que é transmitida como uma sensação dolorosa.
	Uma vez que a hipersensibilidade dentinária está associada a áreas de dentina exposta na região cervical dos dentes, os túbulos dentinários envolvidos são estimulados por alterações de temperatura ou de pressão osmótica, ocorrendo um deslocamento do fluido dentinário. A movimentação no interior dos canalículos dentinários pode desencadear, nas fibras nervosas da polpa, uma estimulação, que é representa da pela sensação de dor.
 	Para a sensibilidade dos dentes, creme dental não é o indicado, o certo é, retirar o que está afetando (fator causador) doce, coca-cola, oclusal, exposição dentinaria, lesão cervical. Os mesmo (cremes dentais) pode ocorrer a inversão da polaridade, assim podendo ter a agressão mas não estar sentindo (igual a anestesia).
→ Dentina primaria, quando o dente erupciona; Dentina
→ Dentina secundaria, nunca para de ser formada, 
durante a vida inteira; Fisiológic
→Dentina terciária, (dentina terciária reacional) estimulo patológico (cárie/ bactéria)
Tratamento expectante
	↪ Para cavidades extremamente profundas. ↩ 
	
→ Capeamento pulpar indireto 
	Faz-se a limpeza cavitária com auxílio de um algodão ou pincel aplicador de adesivo com solução de Clorexidina 2% (agente antimicrobiano, ajuda a matar as bactérias, Ca (OH)2). Removendo a maior quantidade de tecido cariado possível (com curetas/colher de dentina e/ou brocas em baixa rotação) removendo parcial do tecido cariado, removendo totalmente das paredes e deixando parte no fundo (consiste na não remoção total da cárie devido ao risco de exposição pulpar). Com um jato lavar bem. Repedindo novamente o processo, removendo mais próximo da parede pulpar).
	Terá que estimular formação de dentina, colocando na região mais profunda o hidróxido de cálcio (pasta-pasta) em uma camada bem fina (os odontoblastos serão estimulados e formando a dentina terciaria) e selar com uma restauração de CIV. 
Forramento é todo procedimento que o dentista faz através da utilização de um material (protetor) que vai proteger a polpa mas principalmente, estimular os odontoblastos a produzem dentina.
→Não pode ser maior que 1mm (microexposição pulpar) !!
Como saber que tem mais ou menos que 1mm?
Com uma radiografia, visual (ver o assoalho meio rasado).
Após um período de espera de 45 a 60 dias, será estimulado a reação dentina terciaria.
→ Capeamento pulpar direto 
	Quando ocorre pequena exposição pulpar durante acabamento do preparo (mas sem contaminação da polpa por cárie)
	Consiste em aplicar medicação diretamente sobre a polpa exposta, na tentativa de preservação da vitalidade do dente.
	Utiliza-se a mesma técnica mas o material utilizado para o capeamento pulpar é o (1) hidróxido de cálcio P.A (em pó), irá utilizar por cima o (II) hidróxido de cálcio (pasta-pasta).
Histopatológica da Lesão de Cárie
 
Relembrar...
	I Aplicação de Clorexidina 2%;
	II Curetagem pelas paredes circundantes (com curetas/colheres de dentina sempre de a preferência), se for pequena a cárie pode ser utilizada brocas em baixa rotação, com tamanho compatível com a lesão de cárie; 
 Pode utilizar a alta rotação?
Não, pois você não terá sensibilidade tátil, para saber se está cortando dente sadio.
→ Histopatológica apresenta tanto em dentina quanto esmalte;
Revisão sobre a dinâmica do processo DES – RE (desmineralização e remineralizarão):
Consumo de açúcar pelo hospedeiro → Consumo de carboidratos fermentáveis pelo S.mutans → Produção de ácidos, lático → queda do pH na matriz do biofilme.
Não vamos esquecer que a cárie é uma doença multifatorial e essa característica explica diversos fatores que permitem sua ocorrência ou não e HISTOLOGICAMENTE ela não vai ocorrer de forma igual no Esmalte, na Dentina e no Cemento – por conta da composição da matéria orgânica desses tecidos
	
Cárie em Esmalte (o professor não explicou)
A lesão de cárie em esmalte é marcada inicialmente pela perda dos cristais de cálcio e fosfato que desprendem do tecido dental para a matriz do Biofilme. Permanecem poros por onde irá se difundir o ácido. A diferença entre as camadas se dá pelo número e diâmetro dos poros.
Se eu olhar um corte transversal em microscopia eletrônica de uma cárie de esmalte teremos as seguintes estruturas histopatológicas:
→ Camada superficial ou de Darling;
→ Corpo da lesão
→ Zona escura
→ Zona translúcida
⇢ Se analisarmos o esmalte como um todo ele será mineralizado de uma forma homogênea? 
Não. A camada mais superficial é mais mineralizada porque está em contato direto com a saliva. Todas as vezes que você escova os dentes coloca essa camada em contato com uma grande quantidade de flúor além de todos os processos de DES – RE. Sobre esse esmalte se depositou biofilme, o ácido adentra principalmente pelas periquimácias (linhas no esmalte) desmineralizou essa camada superficial e formou poros muitos discretos, mas suficientes para penetrar o ácido. O ac penetra e encontra um esmalte menos mineralizado e forma poros maiores. Ou seja, a desmineralização acontece maior na subsuperfície.
Quando o ácido penetra forma primeiro a camada translúcida. Poros não tão grandes.A medida que os poros aumentam de tamanha deixa de ser a camada translúcida e se tona Zona escura e se aumentar um pouco mais forma o corpo da lesão. Se eu tenho os poros aumentados permite adentrar bactérias do biofilme junto com o ácido e subtrato, acelero o processo de DES. 
⇢ Porque eu tenho essas diferenças?
Por conta das diferentes colorações da histologia. Coloração por Quinolina. Se forma uma mancha um pouco escura quer dizer que os poros são tão grandes que o corante atravessou. Uma zona bem corada significa uma região de zona escura em que o pigmento cora a parede dos poros. Em uma zona translúcida o corante não consegue atravessar ou se fixar e não cora bem. A diferença de coloração me mostra qual o grau de lesão daquele tecido. A mancha Branca que eu olho na clínica é a partir do corpo da lesão e tudo completo. Em certo momento a subsuperfície fica tão desmineralizada que não suporta a fina camada superficial e quebra, formando uma cavidade. 
⇢ Se eu remineralizar, essa mancha branca pode desaparecer? 
Não. Pode perder o aspecto de opacidade e irregularidade, mas não desaparece. Para isso faço um procedimento de abrasão para desgastar a camada superficial e na subsuperfície a camada de esmalte estará com a coloração normal. 
↪ Manutenção da Camada Superficial ↩ 
Proteção das proteínas salivares ricas em prolina. Tonam aquela região resistente ao ataque ácido porque ocupam as lacunas entre os cristais;
Composição e estrutura da superfície – fica mais resistente pela formação de apatita fluoretada;
Concentração de flúor no meio bucal; Nesse processo de remineralizarão ele torna-se escurecido se adquirir pigmento da alimentação. Aparecem sulcos escurecidos que são confundido com lesões de cárie. São ex lesões brancas. Posso deixar se o esmalte adjacente estiver com a coloração normal. Se tiver uma lesão de mancha branca devo intervir.
Estágio da Patogenia:
→ Zona Translucida
→ Zona Escura
→ Corpo da Lesão
→ Mancha Branca 
→ Superfície “gredosa” - RX 
→ Cavitação – perda da integridade e continuidade da camada superficial áreas remineralizadas
Maior tamanho dos cristais, maior conteúdo de flúor e baixa solubilidade da proteínas. 
(TUDO SOBRE CÁRIE EM ESMALTE FOI RETIRADA DA INTERNET)
Cárie em Dentina 
	Dividida em quatro camada:
↪ 1 Zona Destruída: resto alimentares, bactérias, tecido dentinario destruído;
Região onde a cárie deixo rastro de destruição (progredindo para a polpa), dentina amolecida e pastosa.
↪ 2 Dentina Infectada pela Cárie: dentina desmineralizada, desnaturalizada (a matriz orgânica está destruída), desorganizada; 
Dentina amolecida e com muitas bactérias.
 
 Por que a dentina infectada é mole? A primeira coisa que os odontoblastos vão secretar é a orgânica (ou seja a parte mole que é as fibras colágenas).
A dentina sadia é mais rígida, porque DEPOIS que o odontoblasto secreta a parte orgânica (parte mole, relacionada a colágeno, proteína, a MATRIZ ORGANICA), ele começa o processo de mineralização (produzir centros de mineralização, que vão fazer com que a dentina fica mineralizada, que a parte INORGANICA). →
 
➸ Matriz orgânica (é igual uma rede de futebol (ele é mole, quando empurramos), para mineralizar, colocamos hidróxido apatita, cálcio, fosfato (assim se encaixando nos furos da “rede” (então cada espaço é a parte inorgânica), então colocando alguma toxina (que reduz o pH), este espaços que eram preenchido (não estão mais), fazendo com que a dentina seja desmineralizada. 
↪ 
↪ 3 Dentina Afetada pela Cárie: é desmineralizada, porém não desnaturada, ou seja, não removemos essa camada (assim mantendo a mesma);
↪ 4 Dentina Esclerosada: é rígida com coloração escurecida (acastanhada ou enegrecida (preta ou marrom)).	Antigamente era retirado as 4 camadas, até que se encontrasse o tecido rígido (tecido sadio) e o material restaurador era o amálgama (ele não restaura nada).
Por que paramos na terceira? Porque queremos remineralizar uma dentina, só que isto está associado ao material restaurador (cimento de ionômero de vidro (ele libera flúor), e resinas que vedam muito bem as margens, assim fazendo com que não entre alimento em que as bactérias consomem, e se não tem mais alimento chegando ali, elas morrem de inanição (estado de uma célula ou de um organismo que carece de um elemento indispensável à sua vida), assim não produzem toxina, podendo ter o controle de produção de cárie, assim o processo de remineralizarão irá ocorrer pelo o material restaurador utilizado (no caso o ionômero de vidro) ou pelo o próprio odontoblasto (que irá secretas minerais, cristais) que vão ajudar na mineralização desta dentina.
 
Base (Voltando ao Outro Assunto)
	A cárie é irregular, assim tendo que fazer uma base (quando esta próximo da polpa, fazemos o capeamento pulpar indireto).
	Quando for feito por amálgama (apenas ele, sem base (isso não pode é exemplo)), por ser um material condutor irá transmitir o calor para a polpa, assim o paciente irá sentir dor, por isso é necessário fazer a base.
	 A base é necessária para nivelar a polpa, mas também é um isolante térmico e isolante elétrico.
Corrente Galvânica 
É uma corrente com fluxo constante de elétrons em uma só direção. O fluxo da corrente não sofre interrupção nem varia sua intensidade na unidade de tempo.
Quando se morde um papel alumínio, leva um “choque” (é a sensibilidade), isso ocorre quando se apresenta dois matérias metálicos na boca (podendo ser restauração em amálgama e aparelhos ortodônticos) e se o pH da saliva permitir, gera uma corrente galvânica, ocorrendo uma troca de elétrons, podendo levar uma agressão nos odontoblastos.
	 O material para ser utilizado de base em restauração de amálgama é o CIV preferencialmente ou OZE tipo II (I.R.M).
Para entender melhor...
	
	→A.R.T, sigla em inglês “Atraumatic Restorative Treatment”, significa “tratamento restaurador à traumático”, por não ter trauma/dor para o paciente (se você for para um local onde não se encontra energia para que possa ligar seu compressor, pode ser realizada com apenas uma cureta/colher de dentina). Ele precisa de C.I.V (cimento de ionômero de vidro);
	→Adequação de Meio Bucal, ela relacionada a profilaxia, dieta, técnica de escovação e realizar uma curetagem rápida (não precisa ser alguma coisa muito elaborada). Utilizar o material restaurador que é óxido de Zinco e Eugenol “OZE” (de tal forma q o paciente for comer, não entre, para que o paciente não sinta dor), ele produz um efeito Anódino (efeito analgesia, alivio da dor), assim quando for restaurar irá retirar o mesmo, realizando a restauração corretamente;
	→ Tratamento Expectante, consiste na não remoção total da cárie devido ao risco de exposição pulpar. Desse modo, remove-se a maior quantidade de tecido cariado possível, assim “achando petróleo”/ começa a sair sangue, chamando vulgarmente de “curativinho” é utilizado o material restaurador como cimento de hidróxido de cálcio (na região mais profunda), cobrir com Oxido de zinco e Eugenol (material restaurador temporário), assim formando dentina terciaria ou cimento de ionômero de vidro, tem que ser temporário, não adianta fazer com resina composta , pois depois de 40/45 dias tem que fazer novamente. É criar condições para que seja curetado com maior segurança e evite a exposição pulpar.
	→Teste de Vitalidade Pulpar, serve para ter a certeza que a polpa está viva, podendo fazer uma restauração, se não fizer isso e for feito a adequação do meio bucal, utilizando OXI, irá gerar gazes (igual uma panela de pressão) e isso faz com que o paciente sinta muita dor (e ele irá xingar a sua 7 gerações). Se ele não responde o teste, significa que ele está necrosado (então não se coloca NADA, ficando com a cavidade aberta). Deve ser realizado:
 
Exame clínico + Exame radiográfico + Teste de vitalidade pulpar + Anamnese 
O teste de Vitalidade Pulpar pode ser realizado por:
	↪ Teste térmico: frio ou calor (avisar o paciente);
FRIO: quando colocar o gás(gelado) no cotonete, levar ao dente do paciente, se o paciente não levantar a mão (pode ser indicio que o dente está com modificação pulpar; pode ocorrer que ao fazer este mesmo processo o paciente levantar a mão imediatamente, só que quando tira o paciente permanece com a mão levantada por um tempo e lentamente ir baixando a mão, isso pode ser o dente esteja vivo, assim apresentando uma pulpite (uma inflamação da polpa, ela é reversível, se tratar de remover o agente causa (carie, bruxismo, trauma oclusal, clareamento dental)); 
CALOR: utiliza o bastão de guta perche, levando ao dente do paciente e ele apresenta uma exacerbação da dor é provável que apresente uma pulpite porem irreversível (ou seja será um tratamento endodôntico (canal)); em alguns casos o paciente pode ter um alivio da dor que é uma pulpite transitória (de irreversível para reversível) é o tipo de resposta que não se pode confiar muito.
	
	↪ Teste de Percussão: Vertical e horizontal 
Vai pegar o cabo do espelho, e vai bater no dente no sentido vertical e no sentido horizontal 
VERTICAL: se o paciente sente dor (que dá até um pulo na cadeira) é bem provável que haja um problema nesta região do ápice (se tem problema no ápice, a polpa está comprometida, são problemas endodônticos (canal));
HORIZONTAL: se o paciente vier a sentir dor, é provável os ligamentos periodontais esteja comprometido em algum lugar ou esteja tendo problema com o osso alveolar (podendo ser uma reabsorção com o osso alveolar, um processo inflamatório do periodonto, encaminhar para um periodontista) ou poder ser um trauma oclusal (restauração alta, bruxismo, apertamento).
	↪ Teste de Palpação:
Vai apertar a região da lingual e da vestibular, na altura do repioápice se o paciente sentir dor é provável que esta manifestação que tenha no ápice já tenha percutido em nível ósseo de periodonto.
	
	↪ Teste de Mobilidade (não está diretamente relacionada ao teste de vitalidade pulpar)
Vai segurar a região vestibular e língual, tentando movimentar, se o dente movimentar muito pouco (até 1mm (chamasse de GRAU 1), se movimentar até 2mm (GRAU II), se movimentar mais que isso (GRAU III)
O tártaro (calculo dentário) promove este tipo de problema (movimentação).
 	
Os mesmo não são definitivos, mas o apanhado/somatória, faz com que tenha um diagnóstico. 
Sistemas Adesivos 
	Hoje a odontologia é resumida em adesivo, usamos para tudo de fazer uma restauração até cimentar um bráquete. O sistema adesivo está envolvido em tudo.
	Oque é o sistema adesivo?
	É o fato de pegar um produto colocar entre duas estruturas que elas fiquem unidas (um jeito “rustico” de se falar).
	Sempre que for utilizar o sistema adesivo tem que tomar cuido (tem que perder tempo/fazer bem feito), não adianta ter a melhor resina do Mundo, se não caprichar na fase do sistema adesivo, pode vir a cair a restauração, fraturar, ter uma margem, mancha, sensibilidade pós operatória.
	
→Estratégia adesiva: que tipo de adesivo irá utilizar nos casos. 
	O sistema adesivo é dividido em:
	↪ Sistema convencionais: mais utilizado, conhecido como “etch and rinse”, condicione e lave.
	↳ Sistema de 3 passos:
	Ácido fosfórico + Primer + Adesivo (frascos separados)
 O esmalte é mais facil de firmar/condicionar por ser um tecido extremante mineralizado, apresentando 2% de água, diferente da dentina que apresenta maior quantidade água.
	
O ácido fosfórico a 37%, tem a função de deixar a superfície com irregularidade/porosa, que vai condicionar, assim facilitar a penetração do adesivo e quando é polimerizado (com fotopolimerizador) “trava” tudo, através de micro retenções.
	A dentina por ser um meio úmido (apresenta 10% de agua e 70% de material orgânica), usamos a técnica smear layer, para que tenha uma melhor adesão.
Smear layer. . .
Uma vez que a superfície dentinária é cortada ou desgastada com instrumentos rotatórios ou manuais, formam-se macro e micropartículas semelhantes ao pó produzido pela serragem da madeira. O termo “smear layer” é mais usado para descrever os microfragmentos ou microdetritos deixados sobre a dentina durante o preparo cavitário. O termo também se aplica a qualquer tipo de fragmento produzido iatrogenicamente pelo corte ou desgaste, não somente da dentina mas também do esmalte, cemento e mesmo da dentina do canal radicular. A camada agregada, barro ou lama dentinária, é um substrato dinâmico, produzido clinicamente e consiste de duas camadas: a camada externa superficial e amorfa (“smear on”), agregada sobre superfície dentinária, e a interna (“smear in” ou “plug”), formada por micropartículas que forçadamente penetram por alguns micrômetros no interior do complexo tubular da dentina.
 
	
	Não podemos deixar seca a dentina (sempre manter a dentina úmida), pois se seca as fibras ficam “grudadas” / colabada, assim não sendo possível a aplicação do adesivo, não irá passar no meio dentinario.
 
	
	Mas se está úmido, como é que gruda/ 
tem adesão?
	Terá que preparar a dentina, utilizando o Primer (a função é permitir que o adesivo penetre a dentina e tenha a união da mesma.
O Primer apresenta em sua composição, o monômero hidrofílico, se chama Hema, fazendo com que grude na dentina e na resina. Ainda sobre sua composição o mesmo apresenta álcool, acetona, álcool+ água (ele faz todo o papel de mexer na dentina úmida), jogando um ar suavemente irá evaporar o álcool e água, permanecendo apenas a acetona, assim tendo ao adesão do adesivo (que no caso é hidrofóbico).
	De preferência da mesma marca.
Usamos Primer (se for separado) apenas em dentina. 
	↳ Sistema de 2 passos:
	Ácido fosfórico + Primer e Adesivo (único frasco)
 	A técnica muda, assim tendo que fazer 2 camadas, primeiro aplicar e jogar um jato de ar suavemente (nesta primeira fez ele faz o papel do primer) e a segunda fez (faz o papel do adesivo).
 
	→ Tempo de aplicação do ácido fosfórico:
		↳ Esmalte 30 segundos 
		↳ Dentina 15 segundos 
	↪Sistema autocondicionantes: Sem necessidade de condicionamento ácido fosfórico a 37% prévio.
	↳2 Passos clínicos: 
	Primer ácido + Adesivo 
	O Primer faz o papel de, ácido fosfórico 37% e de primer, ele mesmo já é o condicionante prévio, e depois se aplica o adesivo convencional.
	Primeiro irá passar o primer ácido com o microbrush por toda a cavidade por 20 segundos, joga o ar (fazer evapora o solvente), e aplica novamente por 20 segundos, joga novamente o ar, em segundo aplicar o adesivo, remove o excesso, assim estando pronto o sistema adesivo.
	Apresenta 10 MDP que é o cálcio de hidroxiapatita, ela tem uma finalidade com a parte inorgânica da dentina, melhorando a adesão. 
	Este sistema é menos propenso ao erro na dentina, mas não funciona bem em esmalte é fraco.
	 ↳ Ele pode vir em um frasco só: 
	 Primer ácido e adesivo 
	Não funciona tão bem quanto o de 2 passos.
	Uma aplicação clínica. 
	↪ Sistema universais: Podem ser utilizados em ambas técnicas (condiciona e lava ou autocondicionantes, sem a necessidade de um ácido fosfórico prévio) de acordo com a necessidade do caso. Por isso se chamam universais. 
	Os resultados desse sistema está funcionando muito bem. Ele é um ácido, primer e adesivo em um só frasco. Você escolhe qual a melhor técnica a ser utilizada. É a versão melhorada do sistema autocondicionantes de um passo, suavizando o ácido.
	Mas ainda não funciona tão bem em esmalte. 
	Tanto para adesivos universais e autocondicionantes, Podendo utilizar uma estratégia do condicionamento seletivo do esmalte, optar pelo o uso do ácido fosfórico 37% em esmalte lavar e aplicar o adesivo em dentina.
Substrato
◾Adesão apenas em esmalte → Diastema
◾Adesão em esmalte e dentina → Preparos
◾Profundidade da cavidade → Permeabilidade
◾Dentes despolpados
◾Proteção do complexo polpa
◾Tipo de dentina (Ex: reparadora, reacional, esclerosada)
	
Resinas
	A resina está extremamente em alta, por ser um material extremamente versátil (coroa, faceta, colar braquete), economiza um tecido dentário (não precisa fazer um preparo agressivo), 
A versatilidade das ResinasComposta 
→ Material de eleição para restaurações diretas;
→ Questão estética, no qual antigamente era mais difícil, por questão de adesão e a estética “copiando o natural”;
→ Propriedades:
	↳ Adesão à estrutura dental;
	↳ Resistência ao desgaste;
	↳ Resistência mecânica;
	↳ Contração de polimerização melhorada (o único problema (toda resina contrai) com o tempo as resinas mais atuais elas conseguem ter uma contração de polimerização melhorada (quando a resina vem ela é mais “mole” e quando colocamos o fotopolimeralizador ela endurece, fazendo com o volume de resina diminua, sofrendo uma contração (hoje em dia bem menos));
	↳ Cores, semelhantes ao dente, estabilidade;
	↳ Efeitos Ópticos;
	↳ Manuseabilidade;
	↳ Estética;
Composição das Resinas Atuais 
Composição: 
	↳Matriz Orgânica (Bis- GMA, UDMA, TEGMA, BisEMA) → Monomêros
	↳ Matriz Inorgânica (Quartzo, Sílica, Bário, etc)
Carga Inorgânica
Silano 
Matriz Orgânica
	
	Na matriz Orgânica é a região onde ocorre a reação de polimerização (se encontra os monômeros) inibidor de polimerizado (para que não endureça no frasco), cor/pigmento. 
	 Na matriz orgânica e inorgânica, elas não de “misturam”, precisando do agente de união que é o Silano, assim fazendo com que as cargas seja um material só/ se unindo.
Classificação das Resinas Compostas
➢ Viscosidades:
	↳ Flow → Fluídas (viscosidades baixas);
	↳ Regulares, é a maioria/ mais encontrada no mercado (viscosidades alta);
	↳ Compactável (viscosidades muito alta/ condensáveis).
 
➢ Polmerização:
	↳ Química (onde tem 2 frasco (ativador e iniciador));
	↳ Fotopolimerização (utilização de um agente físico que é a luz através da estimulação das moléculas Canforoquinona (que se encontra nas resinas)).
➢ Partículas é a mais importante, realizada pelo o tamanho da sua partícula, que mais influência no trabalho: 
	↳ Macropartículas (apresenta duas pastas, uma iniciadora e a outra ativadora assim quando se mistura ocorre a polimerização) → Boa Resistência mas baixo polimento.
Quando aplicada, ao realizar o polimento as macropartículas se soltavam, assim quando passava a língua sentia os “buracos/crateras”. Mas era a única que se tinha na época 
	
	
	↳ Micropartículas, apresenta alta lisura superficial, mas não indicada para áreas de grandes esforços (não indicado para o uso de dentes que usem força oclusal), indicado em Classe III e Classe V (onde não apresenta tanta força oclusal), ainda é usada mas é mais usada como camada final de restaurações estéticas.
	↳ Híbridas/ Microhíbridas (uso universal), união dos dois melhores “mundos” (mistura das micropartículas com as macropatículas), é usado em todos os procedimentos, com bastante resistência, um polimento adequado (não é o melhor do mundo, mas é bom), contração de polimento reduzida.
	↳ Nanohíbridas (como o nome já diz, apresenta nanopartículas), colocaram nanoparticulas na composição da matriz inorgânica, melhorando mais ainda as qualidades mecânicas da resina, mais opção de tonalidade, contração melhorada, “um up na resina”. Tem resinas no mercado que tem o nome de nanohíbridas, mas trabalham com microhíbridas (por ter poucas partículas nanohíbridas). Utilizado em maior quantidade. Ela veio das resinas nanoparticúladas.
	↳ Nanoparticúlas, apenas a 3M tinha essa patente, melhorando bastante as resinas e suas propriedades, excelente ao desgaste. Elas são partículas de 20 nanomero a 75 namomero. Apresenta um nanocomplexo que se chama Clusters (pegaram uma quantidade de nanoparticulas e silanizaram todo o complexo), assim melhorando a resistência e polimento. 
➢ Seleção de cor:
	Dimensões da cor:
		↳ Matiz: Denominação de uma família de cor (nome), ex: Vermelho
		↳ Croma ou saturação: Intensidade/pigmento/tonalidade de determinada matiz (cor)
l
		↳ Valor ou Brilho: luminosidade da cor
 
	A escala Vita uma boa base para saber as cores (mas ela usada em cerâmica deixando a desejar a nossa escolha em relação a resina) apresenta letras que representam as famílias de cor enquanto os números o grau de saturação, ex: A1, A2, A3. . . . 
	É dividida em 4 famílias, “A” (apresenta 5 números), “B” (apresenta 4 números), “C” (apresenta 4 números) e “D” (apresenta 3 números) que corresponde a suas matizes e o número corresponde a saturação.
➢ Propriedades físicas (efeitos ópticos):
	↳ Translucidez é a propriedade onde passa um pouco de luz mas não é transparente (não passa 100% de luz);
	↳ Opacidade, quando não vê o outro lado;
Sem fotoativação 
Com fotoativação 
	↳ Fluorescência, a luz que incide sobre o dente, como a luz ultravioleta (que é transparente), bate no dente e o dente reflete na luz visível, e quando não se apresenta e fluorescência ou é muito baixa no dente o mesmo fica apagado, dando o aspecto que está faltando o dente. Isso é uma característica da dentina;
	↳ Opalescência uma característica do esmalte, ela tem uma capacidade da luz quando bate no esmalte uma parte fica, a outra volta e uma que ultrapassa o dente, a que volta é que nós vemos (a refletida) com aspecto azulado/esbranquiçado e a luz que ultrapassa o dente tem um aspecto alaranjado (dá para ver pelo o espelho clinico pela a face lingual), e a contra opalescência é quando se enxerga o alaranjado do dente pela a face vestibular;
70% a 80% dos dentes apresenta matiz A
Fator C em dentistica é o número de paredes aderidas, sobre o número de paredes livres
Escolha de Cor
	Sempre antes do isolamento (pois deixa o dente desidratado/ ressecado, assim ele reflete mais luz (deixa mais branco), tem que estar com o dente úmido, com luz natural (o mais natural possível, com luz de 5500K, que é a própria da cadeira (algumas não são)), ambiente mais claro possível e pegar a escala seca, assim usar a matiz, croma e luminosidade
Em nossos olhos apresentamos, os cones e os bastonetes; os cones definem cor e os bastonetes é a quantidade de luz que entra mas apresentamos muito mais bastonetes na visão do que cones. Assim sabemos mais claro e escuro.
Fotopolimerização 
	Um outro pilar necessário para sua restauração é a fotopolimerização que é um fator de longevidade da restauração.
	A luz vai ser emitida sobre nossa resina e vai estimular o fotoiniciador que é a canforoquinona ou algum outro tipo de fotoiniciador e vai dar início a reação de polimerização ou seja os monômeros que estão na camada orgânica vão se aproximar e se transformar em polímeros (por isso se chama polimerização).
	
	O fotopolimerizador tem que ter uma energia de pelo menos 16J/CM2, se ele não entrega essa energia o mesmo não é capaz de polimerizar bem a resina (sempre deixe mais tempo polimerizar mais do que está escrito na bula da resina).
	Contração de polimerização, se não for controlada, pode causar uma fenda ente a restauração e o dente (a contração é um fenômeno que gera uma tensão essa tensão se for muito maior que a adesão, ocorre uma fratura/tenda), assim tendo me minimizar a contração de polimerização, não colocando resina em quantidade superior a 2mm de incremento (quanto maior o volume de resina, maior o numera contração, maior a tensão gerada) tem que ir preenchendo aos poucos, assim não gerando dor pós operatória, carie secundaria ou trincas.
	Se colocar incrementos muito grande vai ocorrer o Fator C elevado (ele é mais importante nas cavidades dos dentes posteriores, nos anteriores (por ter maior área de escape) não influencia tanto quanto os posteriores. É o fator de configuração cavitária, ele é baseado quanto mais paredes eu encostar as resinas de uma vez só maior meu Fator C. 
Para o alivio do Fator C, foi lançado no mercado as resinas Bulk Fill (Preencher em massa), hoje em dia ela tem sido bastante utilizada, pois ser resinas de baixíssimas contração de polimerização, apresenta monômeros com uma “espécie de molas” podendo ter polimerizar uma quantidade maior de resina:
	↳ Incremento único/bloco;
	↳ Incremento de 4/5 mm;
	↳ Contração de polimerização mais controlada;
	↳ Escoamento considerável;
	↳ Propriedades mecânicas passíveis de receber carga;
	↳ Estética boa;
	↳ Muito translucida;
	Fluida (nãopode preencher inteira, só até 4mm, assim deixando espaço para preencher com resina convencional, pois não tem boa propriedade mecânica e não dá para esculpir) ou em massa (consegue preencher toda a cavidade e esculpir com a própria resina).

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