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Neurotransmissão adrenérgica e Colinérgica - Farmacologia

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Muscarínicos 
Ganglionares 
Farmacologia 
Neurotransmissão adrenérgica e Colinérgica 
 
 Classes vistas até agora: 
 Agonistas; 
 Antagonistas; 
 
 Estimulantes; 
 Bloqueadores; 
 
 Bloqueadores da JNM: 
 Despolarizantes; 
 Não-despolarizantes; 
 
 Intensificadores da neurotransmissão colinérgica: 
 iAche central; 
 iAche periférica; 
 
1. Intensificadores da neurotransmissão colinérgica: 
 Atuam inibindo a enzima que degrada a acetilcolina ou estimulando sua 
liberação. 
 Ação central – São os principais fármacos utilizados no tratamento da 
Doença de Alzheimer, uma doença neurodegenerativa. 
 Ocorre o aumento da neurotransmissão colinérgica na região onde 
está ocorrendo a perda dos neurônios. 
 As regiões onde ocorre a perda neuronal, regiões responsáveis 
pelo aprendizado, memória e cognição são ricas em 
neurotransmissão colinérgica. 
Doença de Alzheimer: A doença se inicia como uma confusão mental, 
ansiedade aumentada, irritabilidade, alteração de humor, falhas na linguagem e 
perde de memória a longa prazo. A pessoa já não consegue fazer ações básicas 
do cotidiano. Em termos etiopatológicos os neurônios ricos em neurotransmissão 
colinérgica são substituídos por neurônios sem capacidade de excitabilidade 
elétrica e o surgimento das placas amiloides, sem função cerebral. 
As regiões mais afetadas com o surgimento dessas placas são regiões no 
sistema nervoso central, núcleos da rafe, córtex do hipocampo e prosencéfalo 
basal. O principal neurotransmissor que tem sua atividade diminuída é a 
acetilcolina, mas outros neurotransmissores também são afetados. 
O que acontece? Existem as chamadas proteínas precursoras amiloides e 
uma enzima chamada secretase, que faz a clivagem da proteína precursora, em 
condições normais. Quando a clivagem ocorre em uma posição chamada de 
alfa, é liberada a proteína amiloide não amilidogênica, que tem a função de 
reciclar os neurônios. O problema para o desenvolvimento do Alzheimer é 
quando a enzima secretase cliva a proteína precursora amiloide em locais 
errados, em posições que não a alfa. Essa clivagem em local errado irá liberar 
proteínas amiloides amilidogênicas, que não consegue ser desintegradas e 
Reversíveis 
se acumulam. Com o acúmulo ocorre a perda neuronal, que pode ocorrer por 
vários motivos. 
Por exemplo, dentro de nossos axônios existem proteínas de sustentação 
chamadas de proteínas TAU. Com a placa amiloide, a proteína TAU começa a 
ser fosforilada e, como não existe mais sustentação, ocorre a perda do neurônio 
e a não transmissão do impulso nervoso. 
Tratamento da doença de Alzheimer: Alguns inibidores da enzima 
acetilcolinesterase com ação central. Mas, a medicina não para e existem 
estudos de fármacos em desenvolvimento com base em anticorpos 
monoclonais. As proteínas B-amiloides são isoladas, e é criado o anticorpo 
específico para a eliminação das placas B-amiloides. 
 Ação periférica – são subdivididos em 3 classes: 
 Ação rápida – Aplicação em diagnóstico da Miastenia Gravis 
 Ação intermediária – Tratamento da Miastenia Gravis 
 Ação prolongada – Toxicologia (Pesticidas, inseticidas e 
praguicidas) – Carbamatos (Ex: Chumbinho) e 
Organofosforados (Gás Sarin). 
 
 Miastenia Gravis: 
 Doença auto-imune onde nosso sistema imune começa a atacar nossa 
placa motora e ocorre a perda dos receptores nicotínicos. Como 
consequência ocorre uma falha muscular e falha na transmissão 
neuromuscular. Doença degenerativa que leva ao relaxamento muscular. 
 Para tentar compensar a falta da conexão da acetilcolina com o receptor 
nicotínico, aumentamos a concentração do neurotransmissor inibindo a 
enzima acetilcolinesterase. 
 Por isso, os inibidores da AChe de ação periférica de ação curta são 
utilizados para diagnóstico, enquanto os de ação intermediária 
(Carbamatos – prolongados, porém reversíveis) são utilizados para 
tratamento. 
 O único problema desses inibidores de Ache de ação periférica são os 
organofosforados pois são irreversíveis e de ação ultraprolongada. A 
pessoa só pode ser salva se houver uma intoxicação por 
organofosforados caso tenha-se um antídoto. 
 
 Sintomatologia clínica da intoxicação por organofosforados: 
 Se ocorre a inibição da AChe, nós exacerbamos a neurotransmissão 
colinérgica, assim, tudo que é normal fisiologicamente, é aumentado e 
ocorre uma síndrome colinérgica. 
 Se a pessoa sobrevive a síndrome colinérgica, ocorre uma síndrome 
intermediária, que pode durar até uma semana. Não está diretamente 
direcionada a inibição da acetilcolinesterase. 
 Se a pessoa sobrevive a síndrome intermediária, ocorre a polineuropatia 
retardada que é literalmente a perda da transmissão central para a 
periferia. 
 
MAO – Monoamina 
Oxidase 
Atua no SNC 
COMT – Catecol O-
metil transferase 
Atua no SNP 
 Tratamento da intoxicação: 
 Administra-se antagonistas muscarínicos (atropina) que bloqueia a ACh. 
 
 Neurotransmissão Noradrenérgica e Doença de Parkinson: 
 Noradrenalina e adrenalina são os principais neurotransmissores 
representantes do sistema nervoso autônomo simpático. 
 A adrenalina é produzida na medula da glândula suprarrenal através de 
uma transformação química a partir da noradrenalina. 
 Os efeitos centrais são mais realizados pela noradrenalina enquanto os 
efeitos mais periféricos são realizados pela noradrenalina e adrenalina. 
 
 Rota Biosintética da produção dos neurotransmissores do SNA simpático: 
 A matéria prima, o aminoácido precursor dessa rota é a tirosina. 
 A tirosina será transformada em DOPA pela enzima tirosina hidroxilase. 
 A DOPA será transformada em dopamina através da enzima DOPA 
descarboxilase. 
 A dopamina será transformada em noradrenalina pela enzima dopamina 
B-hidroxilase. 
 Na medula da glândula suprarrenal a noradrenalina é convertida em 
adrenalina. 
 A etapa fundamental para a síntese das catecolaminas é a primeira etapa. 
 A introdução na vesícula sináptica pode ser tanto na forma de dopamina 
quanto na forma de noradrenalina. 
Na porção mais externa da suprarrenal, no córtex, é onde são produzidos os 
hormônios corticoides, que são os hormônios esteroidais. 
 
 Metabolismo das catecolaminas: 
 O metabolismo das catecolaminas podem ter várias vias em função de 
onde a enzima atua em determinado substrato. São sistemas enzimáticos 
não microssomas e não hepáticos, não ocorrem no CYP450 e nem no 
fígado. 
 O importante de se saber sobre esse metabolismo é que existem duas 
enzimas que vão atuar em dois diferentes pontos. 
 
 
 
 
 
 A enzima MAO irá atuar no terminal amino da molécula de noradrenalina 
e irá ter maior atuação no SNC. 
 A enzima COMT irá atuar no terminal hidroxila e irá ser mais presente 
nos tecidos nervosos periféricos. 
 A dopamina também é metabolizada pela MAO e pela COMT. 
Alfa 
A1 B3 B1 B2 A2 
Beta 
 Receptores das catecolaminas: Noradrenérgicos e adrenérgicos. 
 Os receptores noradrenérgicos e adrenérgicos são de dois tipos: alfa e 
beta. Esses por sua vez possuem subtipos: 
 
 
 
 
 
 Todos os receptores da adrenalina e noradrenalina são receptores 
acoplados à proteína G. 
 O alfa 1 é o único que irá ativar fosfolipases. 
 O alfa 2, beta 1 e beta 2 são relacionados com a adenilato ciclase, 
originando AMPc. 
 B1, B2 e B3 tem acoplamento positivo para a proteína G, propagam o 
potencial de ação. 
 Receptor A2 tem acoplamento negativo para a proteína G, ou seja, 
não propagam o potencial de ação. 
 Os receptores A2 são receptores pré-sinápticos, de regulação 
homotrópica, ou seja, quando a noradrenalina ou a adrenalina se ligam 
ao receptor alfa 2, não há a ativação da adenilato ciclase e, assim, 
ocorre a inibição da liberação de noradrenalina e a ausência do efeito 
fisiológico. 
A1 – Contração muscular e relaxamento do TGI; 
A2 – Pré-sináptico, diminui a atividade.