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Parvovirose Canina

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Parvovirose Canina
Acadêmicas: Isabella Diefenbach e Ritiele Lorenci.
Professor: Vitor Da Rocha Sperotto.
Introdução
A parvovirose canina é uma doença conhecida no Brasil e no mundo, altamente contagiosa e uma das mais importantes enfermidades em cães filhotes, caracterizada por diarreia sanguinolenta, febre alta e vômitos, possui alta morbidade e mortalidade. 
Etiologia
Parvovírus canino 1 (PVC-1);
 “vírus diminuto dos cães”; 
Relativamente não patogênico;
Miocardite em animais jovens/Gastroenterite, pneumonite.
Parvovírus canino 2 (PVC-2);
Enterite parvoviral canina;
Enterite aguda e altamente contagiosa;
Cepa predominante;
Caracterizada pela gravidade dos sinais e elevada mortalidade em filhotes susceptíveis. 
Etiologia
Família: Parvoviridae;
Vírus extremamente pequeno;
Esférico;
Icosaédrico;
Possuem molécula de DNA linear de fita simples como genoma;
Etiologia:
Replicação: Células na fase S do ciclo celular ou em divisão.
Células da medula óssea, células embrionárias, células do epitélio intestinal e sistema linfático.
Particula infecciosa resistente.
Estável na presença de pH entre 3,0 e 9,0.
Inativação a temperatura de 56o C por 60 minutos.
Podendo sobreviver no meio ambiente durante anos.
 
Replicação:
1. Absorção: Virion se liga a uma célula hospedeira e funde-se com a membrana da célula.
2. Penetração: O virion penetra na membrana e o material genético viral entra na célula hospedeira.
3. Descapsidação: O ácido nucleico viral é libertado.
4. Transcrição e replicação: O material genético viral reprograma a célula hospedeira para fabricar os componentes virais.
5. Montagem: O ácido nucleico é montado de maneira a formar virions completos.
6. Libertação: Os novos virions são libertados a partir da célula hospedeira e circulam no interior do hospedeiro.
Etiologia
O parvovírus canino responsável por gastroenterite aguda é limitado somente aos canídeos. 
Infecções naturais têm sido descritas em:
Cães domésticos (Canis familaris);
Cães-do-mato (Speothos venaticus);
Coiotes (Canis latrans);
Lobinhos (Cerdocyon thous);
lobos-guarás (Chrysocyon brachyurus).
Fatores predisponentes:
 Idade;
 Fatores genéticos;
 Stress;
Infecções simultâneas com parasitas ou bactérias intestinais.
Rottweiler, Doberman e Husky (maior taxa de mortalidade que outras raças);
Cães de raças puras são mais susceptíveis a doença.
Patogenia
Doença altamente contagiosa;
As manifestações clínicas da parvovirose canina são principalmente de origem gastrointestinal;
Também considerada uma doença sistêmica, pois as suas lesões e consequências não se manifestam só a nível do sistema gastrointestinal. 
Contaminação ORONASAL
Replicação 1:
Tecido linfoide da orofaringe.
Gânglios linfáticos mesentéricos.
Timo.
Corrente sanguínea
Viremia 3° a 4°d
Replicação 2 
MEDULA OSSEA - TECIDO LINFOIDE - EPTELIO INTESTINAL
Neutropenia
Imunossupressão
MORTE
Linfopenia
ENTERITE VIRAL
Septcemia
Patogenia
A gravidade dependerá do estado imunológico do hospedeiro.
Devido a viremia, o agente é disseminado pelo organismo, onde alcança tecidos fundamentais para a sua replicação como: 
Medula óssea, tecido linfóide e epitélio intestinal.
Patogenia
Infecta o epitélio germinativo das criptas intestinais:
Achatamento das vilosidades, a necrose e colapso do epitélio, acarretando a exposição da lâmina própria da mucosa. 
Essas células estão em constante mitose e são responsáveis pela reposição do epitélio absortivo das vilosidades;
O vírus começa a ser excretado nas fezes a partir do terceiro dia após a infecção e se intensifica com o surgimento da doença;
Epidemiologia
Direta ou indireta.
Oronasal.
Fezes, secreções, fômites ou ambientes contaminados;
Vírus ubíquo.
Resistente a maioria dos desinfetantes com exceção do hipoclorito de sódio.
Sinais Clínicos
Diarreia;
Vômitos;
Odor característico;
Anemia;
Desidratação;
Hipertermia/hipotermia.
Cor amarelada
Hemorrágica 
Estrias de sangue 
Sinais clínicos:
Sinais clínicos:
Forma miocárdica:
Filhotes descendentes de cadelas não imunizadas ;
Infectados no útero, ou nas primeiras semanas de vida;
Diagnostico: Post-mortem;
Morte súbita;
Sem sinais clínicos.
Diagnóstico:
Histórico
Sinais Clínicos.
Hemograma. 
Neutropenia-Linfopenia, repetir em 24h a 48h.
Diagnóstico:
Ensaio Imuno Enzimático direto (ELISA). 
Possui elevada especificidade +90%, porém pode ter falso negativo em função da diluição do vírus nas fezes.
Diagnóstico:
Sorodiagnóstico.
Hemaglutinação.
Microscopia eletronica (pode sofrer variação).
Reação em cadeia polimerase PCR. 
Detecção de anticorpos IgM ou IgG, titúlos altos de IgM podem ocorrer tanto após vacinação recente ou infecção natural.
Possui alta sensibilidade, gera resultados positivos 46 dias após a infecção.
Achados patológicos:
Exame externo:
Mucosas pálidas;
Olhos fundos;
Diminuição da condição corporal;
Conteúdo fecal na região perineal;
Achados patológicos:
Exame interno: Destruição do epitélio intestinal.
Intestino delgado:
Hiperemia das alças intestinais.
Aumento e depressão das placas de peyer.
Achados patológicos:
Mucosa gástrica edematosa e com presença de muco ou sangue.
Linfonodos reativos, baço aumentado e atrofia do timo.
Serosa intestinal está enrugada, granular, inelástica e coberta por fibrina.
Achados patológicos:
Secção transversal do coração evidenciando dilatação da cavidade ventricular esquerda e palidez miocárdica
Coração marcadamente globoso e difusamente pálido. 
Achados patológicos:
Coração globoso;
Extensa área pálida;
Hepatomegalia;
Bordas abauladas..
Histologia:
A – Intestino Delgado, Depressão das Placas de Peyer.
(H&E- 40x)
B – Intestino Delgado, Fusão das Vilosidades Intestinais. 
(H&E – 40x)
Histologia:
A: Miocardite linfoplasmocitária, degeneração hialina de fibras cardíacas. Notar infiltrado inflamatório linfoplasmocitário (seta). Objetiva 40x, H.E. 
B: Cardiomiócito com corpúsculo de inclusão de parvovírus intranuclear basofílico (seta). Objetiva 100x, HE. 
Profilaxia:
Desinfecção das instalações.
Pessoas.
Fômites.
Insetos.
Hipoclorito
Formalina 
Raios solares?
Profilaxia:
Evitar contato de animais doentes com animais sadios.
Cães de qualquer idade podem ser infectados.
Imunização da mãe?
Imunização de animais doentes?
Profilaxia:
Primeira vacinação: 
Cães com 6 semanas de idade ou mais velhos devem receber 3 doses com 3 semanas de intervalo entre cada administração.
Revacinações: Recomenda-se revacinação anual, com dose única.
Conclusão:
OBRIGADA!