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Texto de taquigrafia

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Prof.ª Dora Lúcia de Aguiar Silveira
TAQUIGRAFIA
Atividade: ler o texto e elaborar Mapa Conceitual – data postagem 13-08-2020.
Data para postagem com resposta do aluno – 17-03-2020.
HISTÓRICO DA TAQUIGRAFIA
Taquígrafo é o profissional que domina a arte de escrever rapidamente, através de sinais, com utilização de métodos de registro.
Profissionais da taquigrafia, que corresponde a escrita através de sinais específicos, desenvolvem atividades principalmente nas áreas judiciária, parlamentar e secretarial.
A taquigrafia (do grego Takys - depressa e Graphia - escrita) ou estenografia é um termo geral que define todo método abreviado ou simbólico de escrita.
Por ser um sistema de escrita abreviada utiliza, em geral, sinais originados da geometria, mas também tirados das letras do alfabeto da língua portuguesa.
A taquigrafia pode ser utilizada não só profissionalmente, em seu mais alto grau de aperfeiçoamento nos campos comercial, judiciário e parlamentar, mas também como instrumento de trabalho nos diversos setores profissionais e intelectuais; sendo bastante utilizada por secretários em empresas multinacionais, estudante, professores, escritores, jornalistas, enfim, para todos os que precisam fazer anotações rápidas.
Alguns estudiosos atribuem a invenção da taquigrafia aos hebreus e, outros, aos gregos.
No entanto, o primeiro sistema organizado de taquigrafia, compreendido como uma grafia diferente por meio de sinais especiais e aceito oficialmente pelos historiadores como o primeiro sistema organizado de taquigrafia, foram as “Notas Tironianas”, ou “Abreviaturas Tironianas”, sinais taquigráficos inventados por “Tiro” (Marco Túlio Tiro), escravo e secretário de Cícero, o grande orador e político romano.
Segundo o historiador G. Sarpe, no seu livro “Prolegomena ad Tachygraphiam romanam”, publicado em 1829, o primeiro apanhamento taquigráfico foi feito por ocasião de um discurso de Cícero contra Verres (um magistrado romano notório pelo seu péssimo mandato como governador da Sicília entre 73 e 71 a.C) No que diz respeito ao Judiciário e as Casas do Congresso Nacional, a taquigrafia é um instrumento imperioso por tratar-se de registros de pronunciamentos e julgamentos de 2ª Instância e que, por vezes, são anexados aos autos processuais, seguindo para Cortes Superiores e Anais da Câmara e Senado.
O trabalho não admite atrasos, eis a razão de um taquígrafo seguir o outro em intervalos curtos, que variam entre 10 a 20 minutos, numa escala de entrada no plenário, para possibilitar mais rapidez na transcrição do texto e manter a fidedignidade do registro com o intuito de melhor servir com eficiência e eficácia as solicitações de deputados, senadores, desembargadores, secretários, advogados e jurisdicionados.
Por outro lado, ressalta-se que a utilização dos métodos taquigráficos propiciam a economia de tempo e o desenvolvimento intelectual, uma vez que disciplina a inteligência, estimula a agilidade e combate a indisposição mental, auxilia o raciocínio, estimulam os dois hemisférios cerebrais, desenvolvem o poder e a velocidade de compreensão e facilita o exercício profissional.
Ao contrário de ser uma área profissional em declínio, utilizada largamente nas áreas judiciária e parlamentar, a taquigrafia teve ampliado o espaço no mercado, sendo cada vez mais requisitada na área empresarial para acompanhamento de eventos como palestras, seminários, dentre outros.
Invenção da Taquigrafia
Hebreus e gregos disputam a prioridade na invenção da taquigrafia; os primeiros insistem que citações feitas por Davi, no Salmo 44, mencionam a pena de um escritor veloz.
O povo grego rebate dizendo que o filósofo e general ateniense Xenofonte, 300 anos a.C., usava um sistema de escrita abreviada.
O que se sabe é que a palavra Taquigrafia deriva mesmo do grego Tachys rápido; Graphein - escrever.
A taquigrafia é, portanto, uma técnica profissional de escrita rápida.
Além da boa assimilação desse complicado ofício, do taquígrafo são exigidas habilidades mentais e físicas específicas para a realização de um bom trabalho.
O dia-a-dia desse profissional é marcado por situações que certamente seriam consideradas angustiantes para qualquer leigo no assunto.
Suponha-se que alguém, durante uma conversa, esteja falando a uma velocidade de 120 palavras por minuto (velocidade considerada normal, já que muitas vezes falamos bem mais rápido que isso); um segundo de distração e o taquígrafo pode perder completamente o �fio da meada�, e atrapalhar-se na transcrição de um discurso.
Por isso, além de bom conhecimento teórico, o profissional precisa manter a tranquilidade a fim de construir um texto fiel ao de seu orador.
O mercado de trabalho do taquígrafo é vasto, já que a carência de profissionais qualificados é grande.
Ele pode atuar nos órgãos de Poder Público, como profissional liberal, em empresas privadas, com participação em palestras, seminários e congressos nas diversas áreas do conhecimento.
A data
Comemora-se no dia 3 de maio o Dia Nacional do Taquígrafo. Esta data foi escolhida pela classe, reunida soberanamente em um congresso -  o 1° Congresso Brasileiro de Taquigrafia, realizado em 1951, em São Paulo, e promovido pelo Centro dos Taquígrafos de São Paulo  para comemorar o Dia do Taquígrafo.
A data foi escolhida porque foi exatamente no dia 3 de maio de 1823 (há 197 anos, portanto) que foi instituída oficialmente a taquigrafia parlamentar no Brasil, para registrar dados na primeira Assembleia Constituinte do Brasil.
A introdução da taquigrafia no parlamento brasileiro deve-se a José Bonifácio de Andrada e Silva.
Homem de ciência, estadista, escritor, orador parlamentar, poeta, e considerado o mais culto dos brasileiros do seu tempo, José Bonifácio de Andrada e Silva, o �Patriarca da Independência� (assim intitulado por ter exercido papel preponderante junto a Dom Pedro I na preparação da independência do Brasil), ao ver a grande utilidade da taquigrafia nos parlamentos de outros países, lutou pela implantação de um corpo de taquígrafos no parlamento brasileiro.
Assim se expressou José Bonifácio, na sessão da Constituinte, de 22 de maio:
�”Eu quero somente fazer uma explicação para ilustrar a matéria. Logo que se convocou esta Assembleia viu Sua Majestade à necessidade de haver taquígrafos; eu fui encarregado de dar as precisas providências. Um oficial da Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros se incumbiu de abrir uma aula de taquigrafia; e alunos matriculados trabalharam nessa aula. Para que fossem mais assíduos Sua Majestade lhes mandou dar uma diária de duas patacas (moeda antiga de prata, que valia 320 réis). Obrigando-se eles a aprender esta arte de que deviam fazer uso em serviço da mesma Assembleia. Eis aqui o que tenho que dizer para que sirva de regulamento na deliberação.”�
O oficial da Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros a que se refere José Bonifácio é Isidoro da Costa e Oliveira Júnior. Incumbido por Sua Majestade de preparar os primeiros taquígrafos parlamentares brasileiros, criou um Curso de Taquigrafia, e ensinou o método Taylor.
Foram oito os primeiros taquígrafos parlamentares do Brasil, que fizeram parte do histórico período da primeira Assembleia Constituinte do Brasil (em 1823):
.Possidônio Antônio Alves
.João Caetano de Almeida e Silva
.Pedro Afonso de Carvalho
.Manoel José Pereira da Silva
.João Estevão da Cruz
.José Gonçalves da Silva
.Vitorino Ribeiro de Oliveira e Silva
.Justiniano Maria dos Santos
Foi árduo o trabalho dos primeiros taquígrafos. As condições em que trabalhavam eram adversas. Era reduzido o número desses profissionais (oito); escrevia-se com pena de pato (material não apropriado para apanhamentos taquigráficos em altas velocidades); não contavam com sistema de som e gravadores como hoje em dia; a tradução dos apanhamentos taquigráficos era feita à mão, já que não dispunham de máquinas de escrever; ficavam situados a grande distância dos oradores, pois, por causa de um preconceito da época, era vedada a entrada de taquígrafos no interior do recinto (o recinto era

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