TRABALHO 1 DIREITO CIVIL - Sucessões
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TRABALHO 1 DIREITO CIVIL - Sucessões


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TRABALHO DIREITO CIVIL \u2013 SUCESSÕES
Professor: Vinícius Della Torres
Aluno: André Luís Fonseca Rezende
 Situação: 
Eduardo casou com Flavia em 12.08.2010, no regime de comunhão parcial de bens. 
Ele é analista judiciário do TRF1, subseção judiciária de Uberlândia. 
Ela é oficiala de justiça do TRT, Justiça do Trabalho de Uberlândia.
Desta constância de casamento não adveio o nascimento de filhos. 
Foram adquiridos 03 (três) apartamentos no valor de R$ 400.000,00 cada e 02 (dois) carros no valor de R$ 200.000,00 cada. Obs.: apenas um apartamento está financiamento com um débito de R$ 100.000,00 (cem mil reais), dívida em nome de ambos. 
Eduardo não quer mais se manter casado, uma vez que Flávia teve um caso extraconjugal.
 Eduardo lhe pergunta: 
Tarefa: 
1- Dê seu parecer jurídico para cada uma das dúvidas de Eduardo; 
a- O que posso fazer? Há algum meio jurídico existente? 
Pode se divorciar, e como não possui filhos, pode fazê-lo no cartório extrajudicial caso houver consenso entre o casal. Se não houver tal consenso, o divórcio se dará via judicial.
b- Tenho que pagar pensão para Flávia? Caso negativo, por curiosidade como deveria ser este pagamento/valor? 
Não tem que pagar a pensão, uma vez que Flávia tem uma renda alta.
O valor estipulado para a pensão será menor (de caráter subjetivo), para garantir apenas a subsistência de Flávia, não havendo a necessidade de garantir o lazer, já que ela deu causa à separação. 
c- Como fica a partilha? 
Mediante acordo, ficará conforme o acordado. Caso contrário, a partilha será de 50%, sendo crédito e ônus para ambos.
d- Gostaria que ela voltasse a usar o nome de solteira, Flávia Fernandes Torres, é possível? 
Depende; como a Flávia deu causa, Eduardo pode solicitar que ela use o nome de solteiro. Contudo se ela for conhecida na sociedade com este sobrenome, ela permanecerá com o sobrenome.
2- Faça a ação judicial cabível, sabendo que não há acordo entre as partes. 
AO JUIZO DE DIREITO DA _____ª VARA DE FAMÍLIA E SUCESSÕES DA COMARCA DE UBERLÂNDIA/MG 
EDUARDO DA SILVA SALES, nacionalidade, casado, analista judiciário, portador da Cédula de Identidade nº, inscrito no CPF nº, endereço eletrônico, residente e domiciliado em Uberlândia (rua, bairro, cidade, CEP), por intermédio de sua procuradora, conforme instrumento de procuração anexo, portadora da inscrição profissional OAB nº, vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência, propor a presente 
AÇÃO DE DIVÓRCIO LITIGIOSO NOS TERMOS DO ART.266, CF. 
Em face de FLÁVIA FERNANDES SALES, nacionalidade, casada, oficial de justiça, portadora da Cédula de Identidade nº, inscrita no CPF nº, endereço eletrônico, residente e domiciliada em Uberlândia (rua, bairro, cidade, CEP), pelos fatos e motivos que passa a expor. 
I. DOS FATOS.
O Requerente contraiu matrimônio com a Requerida no dia 12 de agosto de 2010, sob o regime de comunhão parcial de bens, conforme Certidão de Casamento Registrado às Fls. Xx, livro x, nº x, (certidão anexa). 
Ocorre que estão separados de fato desde (data), em razão da impossibilidade de conviver harmoniosamente, pelo fato da requerida ter tido um caso extraconjugal. 
Desta constância não adveio o nascimento de filhos. Foram adquiridos 03 (três) apartamentos no valor de R$400.000,00 (quatrocentos mil reais) cada e 02 (dois) carros no valor de R$200.000,00 (duzentos mil reais) cada. Vale ressaltar que, apenas um apartamento está financiado com um débito de R$100.000,00 (cem mil reais), dívida em nome de ambos. (escrituras públicas anexas). 
Logo, por não haver um acordo amigável em realizar o divórcio consensual, o requerente vem socorrer ao judiciário.
II. DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS.
A Emenda Constitucional nº 66, datada de 13.07.2010, deu nova redação ao parágrafo 6º do artigo 226 da Carta Magna. Disposição esta, que trata sobre a dissolução do casamento civil. Com o novo texto, foi suprimido o requisito de separação judicial por mais de um ano, ou de separação de fato por mais de dois anos. De modo, que em conformidade com a Constituição Federal em seu artigo 226, parágrafo sexto, em vigor:
Art. 226. (...)
§ 6º O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio. (Redação dada Pela Emenda Constitucional nº 66, de 2010).(GRIFEI)
Desta feita, perfeitamente cabível a presente ação, pois o pedido esta de acordo com a Carta Magna e a Legislação processual e civil vigente.
O Código Civil assim assevera:
Art. 1.571. A sociedade conjugal termina:
IV - pelo divórcio. (GRIFEI).
Ante o exposto de que o Requerente e a Requerida se encontram separados de fato há algum tempo, em virtude do ocorrido relatado acima, tornando-se impossível uma reconciliação, faz-se necessário o divórcio.
De acordo com o que dispõe o art. 1.658 do Código Civil:
\u201cNo regime de comunhão parcial, comunicam-se os bens que sobrevierem ao casal, na constância do casamento, com as exceções dos artigos seguintes.\u201d. (GRIFEI). 
Art. 1.660. Entram na comunhão:
I - os bens adquiridos na constância do casamento por título oneroso, ainda que só em nome de um dos cônjuges;
II - os bens adquiridos por fato eventual, com ou sem o concurso de trabalho ou despesa anterior;
III - os bens adquiridos por doação, herança ou legado, em favor de ambos os cônjuges;
IV - as benfeitorias em bens particulares de cada cônjuge;
V - os frutos dos bens comuns, ou dos particulares de cada cônjuge, percebidos na constância do casamento, ou pendentes ao tempo de cessar a comunhão.
(GRIFEI).
Art. 1.662. No regime da comunhão parcial, presumem-se adquiridos na constância do casamento os bens móveis, quando não se provar que o foram em data anterior.
(GRIFEI).
	Acerca das dívidas adquiridas:
Art. 1.663. A administração do patrimônio comum compete a qualquer dos cônjuges.
§ 1 o As dívidas contraídas no exercício da administração obrigam os bens comuns e particulares do cônjuge que os administra, e os do outro na razão do proveito que houver auferido. (GRIFEI).
Sendo assim, no caso em tela, restou provado através dos documentos (certidão de casamento e escrituras publicas dos bens móveis e imóveis) que os bens adquiridos após o casamento pertencem a ambos, assim como as dívidas contraídas. 
Desta forma, é necessária a partilha dos bens do casal.
III. DOS BENS E DA PARTILHA.
	
	O requerente e a requerida estão casados sob regime parcial de comunhão de bens e durante a união adquiriram alguns bens que devem ser partilhados.
O Código Civil assim dispõe a cerca do Regime de Comunhão Parcial de Bens:
\u201cArt. 1.658. No regime de comunhão parcial, comunicam-se os bens que sobrevierem ao casal, na constância do casamento, com as exceções dos artigos seguintes\u201d. (GRIFEI). 
Sendo o casamento regido pela comunhão parcial de bens, entram na partilha do patrimônio aqueles adquiridos na constância da relação, a título oneroso, ainda que por um só dos cônjuges, nos termos do artigo 1.660, inciso I, do Código Civil.
Durante a união, foram adquiridos os seguintes bens, conforme documentos anexos:
1. 03 (três) Apartamentos, localizados (rua, bairro, cidade), no valor de R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais) cada;
2. 02 (dois) carros, (modelo, placa, chassi), no valor de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) cada.
Ocorre que, como já exposto acima, apenas um apartamento está financiado com um débito de R$ 100.000,00 (cem mil reais), conforme documento anexo. 
Desta forma, o Requerente tem direito a 50% (cinquenta por cento) na partilha dos bens. Assim, em relação aos apartamentos, o mesmo tem direito a receber proporcionalmente o valor de R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais).
Acerca da partilha do valor dos automóveis, o Requerente tem direito a receber proporcionalmente o valor de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais).
Por fim, no correspondente a dívida, o requerente é responsável pelo valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais). 
IV. DOS ALIMENTOS.
O casal não tem filhos em comum e a Requerida encontra-se plenamente capaz de produzir seu próprio sustento, haja vista que trabalha como oficial de justiça do TRT de Uberlândia/MG, não necessitando, dessa forma, de