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Educação Especial e Inclusiva - Base Teórica

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Educação Especial 
Base teórica 30.09.2020 
 
 
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A Constituição promulgada em 1988, traz no artigo 3º, inciso IV um dos objetivos fundamentais: 
 
“promover o bem para todos, sem preconceito de origem, raça, cor, sexo, idade e quaisquer outras 
formas de discriminação. Garante atendimento as pessoas com deficiência preferencialmente 
na rede regular de ensino.” (BRASIL,1988,p.2). 
 
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De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9.394/96), o 
Atendimento Educacional Especializado, assegurado no artigo 58 § 1º e § 2º, ressalta que: 
§ 1º. Haverá, quando necessário, serviço de apoio especializado, na escola regular, para atender 
as peculiaridades da clientela de Educação Especial. 
§ 2º. O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre 
que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas 
classes comuns de ensino regular. 
(LDB 9.394/96) 
 
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A lei Nº 10.845, de 5 de março de 2004, institui o Programa de Complementação ao Atendimento 
Educacional Especializado às pessoas com Deficiência e ressalta no artigo 1º que: 
Fica instituído, no âmbito do Fundo Nacional de desenvolvimento da Educação – FND, programa 
de complementação ao Atendimento Educacional Especializado às Pessoas Portadoras de 
deficiências – PAED, em cumprimento do disposto no inciso III do artigo 208 da Constituição, 
com os seguintes objetivos: 
I – garantir a universalização do atendimento especializado de educandos portadores de deficiência 
cuja situação não permita a integração em classes comuns de ensino regular; 
II – garantir, progressivamente, a inserção dos educandos portadores de deficiência nas classes 
comuns de ensino regular.”(MEC/SEESP, 2006: 190). 
 
De acordo com a LDB (artigo 58), existe a possibilidade do Atendimento Educacional 
Especializado, ocorrer fora do ambiente escolar, entretanto, o ensino regular não deve ser 
substituído, e sim, apoiado através de intervenções que visem o aprendizado e o desenvolvimento 
do aluno. 
Conforme define a LDB, a Educação Especial é uma modalidade de educação escolar, 
voltada para a formação do indivíduo, com vistas ao exercício da cidadania. 
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Como elemento integrante e indistinto do sistema educacional, realiza-se 
transversalmente, em todos os níveis de ensino, nas instituições escolares, cujo projeto, 
organização e prática pedagógica devem respeitar a diversidade dos alunos, e exigir diferenciações 
nos atos pedagógicos que contemplem as necessidades educacionais de todos. 
A expressão “necessidades educacionais especiais” pode ser utilizada para referir-se a 
crianças e jovens cujas necessidades decorrem de sua elevada capacidade ou de suas 
dificuldades para aprender. Está associada, portanto, a dificuldades de aprendizagem, NÃO 
necessariamente vinculada a deficiência(s). 
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A atual Política Nacional de Educação Especial, define como aluno portador de 
necessidades especiais aquele que... 
“... por apresentar necessidades próprias e diferentes dos demais alunos no domínio das 
aprendizagens curriculares correspondentes à sua idade, requer recursos pedagógicos e 
metodologias educacionais específicas.” 
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A classificação desses alunos, para efeito de prioridade no atendimento educacional 
especializado (preferencialmente na rede regular de ensino), consta da referida Política e dá 
ênfase a alunos com: 
• Deficiência mental, visual, auditiva, física e múltipla; 
• Condutas típicas (problemas de conduta); 
• Superdotação. 
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As políticas recentes de educação especial têm indicado as seguintes situações para a 
organização do atendimento: 
 
• Integração plena na rede regular de ensino, com ou sem apoio em sala de recursos. 
• Classe especial em escola regular. Pelas dificuldades de integração dos alunos em salas 
de ensino regular, algumas escolas optam pela organização de salas de aula exclusivas ao 
atendimento de alunos com necessidades especiais. 
• Escola especializada, destinada a atender os casos em que a educação integrada não se 
apresenta como viável, seja pelas condições do aluno, seja pelas do sistema de ensino. 
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Alunos com grave deficiência mental ou múltipla têm, na grande maioria das vezes, um longo 
percurso educacional sem apresentar resultados de escolarização previstos no... 
Inciso I do art. 32 da LDBEN: “o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios 
básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo.” 
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Nesse caso, e esgotadas todas as possibilidades apontadas no art. 24 da LDBEN, deve ser dada, 
a esses alunos, uma certificação de conclusão de escolaridade, denominada terminalidade 
específica. 
 
Terminalidade específica, portanto, é... 
“uma certificação de conclusão de escolaridade, com histórico escolar que apresenta, de 
forma descritiva, as habilidades atingidas pelos educandos cujas necessidades especiais, 
oriundas de grave deficiência mental ou múltipla, não lhes permitem atingir o nível de conhecimento 
exigido para a conclusão do ensino fundamental, respeitada a legislação existente, esgotadas as 
possibilidades pontuadas no art. 24 da Lei n.º 9.394/96 e de acordo com o regimento e a proposta 
pedagógica da escola.” 
A referida certificação de escolaridade deve possibilitar novas alternativas educacionais, tais 
como o encaminhamento para cursos de educação de jovens e adultos e de preparação para o 
trabalho, cursos profissionalizantes e encaminhamento para o mercado de trabalho competitivo 
ou não. 
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De acordo com o Decreto nº 6571, de 17 de setembro de 2008: 
Art. 1º A União prestará apoio técnico e financeiro aos sistemas públicos de ensino dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios, na forma deste Decreto, com a finalidade de ampliar a oferta 
do atendimento educacional especializado aos alunos com deficiência, transtornos globais do 
desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, matriculados na rede pública de ensino 
regular. 
§ 1º Considera-se atendimento educacional especializado o conjunto de atividades, 
recursos de acessibilidade e pedagógicos organizados institucionalmente, prestado de forma 
complementar ou suplementar à formação dos alunos no ensino regular. 
§ 2º O atendimento educacional especializado deve integrar a proposta pedagógica da 
escola, envolver a participação da família e ser realizado em articulação com as demais políticas 
públicas. 
 
O atendimento educacional especializado (AEE) deve ser realizado no período