A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
61 pág.
Apostila Certificação Aneps

Pré-visualização | Página 20 de 20

deve esforçar-se por resgatá-lo o quanto antes. Ou então recorrer ao banco, tomar um crédito pessoal e liquidar o rotativo, porque o juro do crédito pessoal é frequentemente menor do que o juro do cartão de crédito.
3. Empréstimos bancários: sempre que possível o correntista deve recusar o conhecido “crédito pré-aprovado”, que lhe permite obter um empréstimo bancário. Embora o empréstimo tenha custos menores do que cartões de crédito, ainda assim são muito altos, e deve ser reduzido ou recusado.
4. O consumidor deve analisar se o empréstimo representa uma vantagem comercial efetiva para ele. Caso contrário, recorra ao Procon ou informe-se junto ao Banco Central.
5. Na compra de lotes de terreno em lançamentos imobiliários, o consumidor deve conferir a situação legal do loteamento e as consequências de uma suspensão ou atraso nos pagamentos. Na cidade de São Paulo este serviço é feito pela Secretaria Municipal da Habitação, por meio das subprefeituras. Na cidade de São Paulo o consumidor deverá primeiramente procurar a subprefeitura para verificar sobre a possibilidade de regularização do loteamento.
6. O consumidor deve estar atento às consequências da falta de pagamento de prestações a que está obrigado por contrato.
7. Na compra de carros usados (anunciados hoje em dia como “seminovos”), o consumidor deve cercar-se de cuidados relacionados à qualificação da empresa vendedora do carro e ao estado real do veículo, lembrando-se que que, em compras de particular, não há como recorrer ao Procon. Documentos autênticos, identificação correta do chassis e placas de identificação do veículo, situação de multas ou bloqueios pelo número do RENAVAM através do site do DETRAN.
8. Compras com juros igual a 0%: na economia brasileira o juro igual a zero é um sinal de que a compra à vista pode ser feita com desconto, que será maior ou menor quando comparado à quantidade de prestações. “Juro zero em duas vezes” resulta num desconto muito  menor do que “juro em 15 vezes sem entrada”, quando o consumidor pode pedir maiores descontos sobre o preço “de tabela”.
5.2.8 Outros lembretes do CDC
É necessário sempre repisar o Código dos Direitos do Consumidor:
· É crime fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir informações sobre a natureza, característica, quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou garantia de produtos e serviços;
· É crime utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, constrangimento físico ou moral, afirmações falsas, incorretas ou enganosas, ou de qualquer outro procedimento que exponha o consumidor, injustificadamente, ao ridículo ou interfira com seu trabalho, descanso ou lazer.
O agente deve sempre informar ao cliente, na concessão de financiamento de CDC:
· Qual a soma a pagar, com e sem financiamento.
· Quais os acréscimos legais previstos;
· Número e períodos das prestações;
· Total de juros pelo atraso no pagamento
· CET – custo efetivo total – da operação.
· No caso do inadimplente, multas não podem superar 2% do valor da prestação;
· Cliente tem direito a liquidar antecipadamente a dívida total ou parcial, co m redução proporcional dos juros e demais acréscimos;
· Cliente deve receber cópia impressa do contrato;
· Contrato tem que conter as remunerações, taxas, tarifas, comissões, multas e quaisquer outras cobranças;
· Toda publicidade veiculada deve ser identificável e precisa ser cumprida;
· Cliente com idade ou condição física preferencial deve ser  atendido com prioridade.
As principais reclamações quando a produtos financeiros são:
· Problema na quitação antecipada das dívidas;
· Cobrança de tarifas e taxas indevidas, que foram aceitas na assinatura do contrato por falta de informações;
· Envio de cartões de crédito sem a devida solicitação do cliente;
· Juros e valor de dívida muito elevados
5.2.9 O cadastro de clientes do SFN
O Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional é um sistema informatizado, centralizado no Banco Central do Brasil, que permitirá indicar onde os clientes de instituições financeiras mantêm bens, direitos e valores, diretamente ou por seus representantes legais e procuradores.
A Lei determinou ao Banco Central a manutenção de um "cadastro geral de correntistas e clientes de instituições financeiras, bem como de seus procuradores". O legislador considerou que há dificuldades em identificar contas de depósitos e ativos mantidos no sistema financeiro por pessoas físicas e jurídicas, o que tem comprometido investigações e ações destinadas a combater a criminalidade.
O Cadastro não conterá dados de valor, de movimentação financeira ou de saldos de contas/aplicações, mas apenas os seguintes dados de relacionamento dos clientes com as instituições do Sistema Financeiro Nacional - SFN:
· A identificação do cliente, seu representante legal e procurador;
· A instituição financeira onde o cliente mantém seus ativos e/ou investimentos;
· As datas de início e fim de relacionamento, se houver.
O Cadastro permitirá, ainda, que sejam requisitados às instituições financeiras, por ofício eletrônico, os dados de agência, número e tipos de contas mantidas pelo cliente.