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Apostila Certificação Aneps

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internos, qualidade da mão-de-obra, custódia, alavancagem.
2.1.2 Gestão do risco
É o conjunto de técnicas que visa a avaliar, de acordo com um padrão estatístico ou determinista, as perdas causadas por variações nas condições de mercado, operacionais, de crédito etc.
Destinam-se a minimizar a possibilidade de descontinuidade do processo de liquidação de operações, inclusive mediante a adoção de técnicas, modelos e sistemas reconhecidamente aceitos.
A gestão do risco deve começar com uma compreensão dos fatores que o definem.
Refere-se não somente às práticas destinadas à limitação dos riscos individuais, como também aos métodos sistemáticos e quantitativos para identificar, monitorar e controlar os riscos agregados, que envolvem todas as áreas de atividades da instituição.
A gestão de risco exige múltipla abordagem gerencial, envolvendo diversas áreas de tomada de decisão da empresa:
· Financeira (provedora dos recursos);
· Operacional (processos e tecnologias operacionais);
· Marketing (necessidades do mercado e a concorrência);
· Recursos Humanos (capacidade da empresa para executar as tarefas necessárias).
2.1.3 O risco de crédito
Risco de crédito é a possibilidade de não pagamento por parte:
· do tomador de recursos, ou
· do emitente de um título de crédito;
· do comprador a prazo
Decorre de situações de inadimplência e de insolvência do devedor da obrigação.
Entre estas situações, uma exposição a um maior risco de mercado pode redundar num aumento do risco de crédito.
Alguns dos principais fatores de risco de crédito se transformam em risco ou sub-riscos, que devem ser monitorados separadamente, como:
· risco de inadimplência
· risco de deterioração de crédito
· risco de garantia real
O risco de crédito é uma parte inevitável do processo de venda a prazo para os estabelecimentos industriais e comerciais, de financiamentos e empréstimos para as instituições financeiras.
Existe sempre a possibilidade do tomador de empréstimos ou comprador que utiliza financiamentos para suas aquisições, não pagar o compromisso na data contratada.
Desse modo, o risco de crédito consiste não somente em risco de a contraparte ficar totalmente inadimplente com suas obrigações, mas também em apenas poder pagar uma parte de seus compromissos, após a data combinada.
Normalmente, nas instituições financeiras, para minimizar o risco de crédito, são constituídas garantias adicionais.
Como evitar o risco de crédito? Ou diminuí-lo?
Levantando o máximo de informações sobre o cliente ou financiado, definindo, com elas, a curva de probabilidade de risco dos eventos contratados naquela situação. As empresas comerciais, industriais ou prestadoras de serviços poderão ou não ter interesse em assumir o risco na concessão de crédito nas vendas a prazo para seus clientes.
No caso de desinteresse na assunção do risco de crédito ou do interesse na sua redução, a empresa pode buscar caminhos para tal proteção, como:
	Redução do risco
	· Investir em informações pode representar diminuição do risco de crédito, mas tem seu limite.
· É viável enquanto o custo das informações adicionais for menor que o benefício proporcionado pela diminuição do risco.
	Diluição do risco
	Diversificação da concessão de crédito para um determinado perfil de cliente, determinada região ou dependente de determinado segmento de atividade econômica.
	Transferência do risco
	· Parceria com uma instituição financeira que assume todo o risco, concedendo o crédito dentro dos seus padrões. 
· Desta forma, com custos operacionais menores (despesas operacionais de crédito e de perda eliminadas), a empresa busca a competitividade no preço, beneficiando-se no fluxo de caixa com as vendas vista.
2.1.4 O grau de informaçoes
Existe uma correlação entre o risco e o grau de informações obtidas pelo observador para determinada contingência.
Quanto mais informado estiver o observador sobre determinado evento futuro, as probabilidades que compõem a curva de contingência ou riscos possíveis do evento podem ser alteradas, para melhor ou para pior, de acordo com a qualidade das informações.
Assim, o conhecimento básico sobre a quem está sendo concedido crédito engloba as seguintes informações em relação aos candidatos a crédito:
· Identificação do beneficiário do crédito;
· Fontes de pagamento (rendimentos) e estabilidade dessa fonte;
· Localização do devedor - residência e trabalho.
Esta análise, não raramente, e é feita de forma superficial, tornando o crédito vulnerável e arriscado, não criando a relação nível de informação x nível de risco x nível de sinistro de crédito, básica para qualquer processo de gerenciamento de carteira de crédito no varejo.
A capacidade de administrar o risco e de, através dela, atingir a disposição de assumi-lo, efetuando seleções progressivas, são elementos imprescindíveis à geração de negócios que impulsiona o crescimento das empresas.
A gestão do risco deve começar com o conhecimento da natureza das várias tendências do risco e a diferença entre elas.
Particularmente, o risco de crédito, para as empresas que necessitam vender a prazo, sofre a influência de inúmeras variáveis, algumas controláveis e outras externas (fora de seu controle), cuja mitigação depende do acompanhamento e monitoramento dos acontecimentos nas diversas áreas envolvidas – processo interno, governo, mercado, economia mundial e outras.
2.1.5 O risco de mercado
Define-se o risco de mercado como sendo a possibilidade de perdas:
· decorrentes da flutuação adversa do valor de ajuste diário de mercado financeiro durante o período necessário para liquidação;
· em função de flutuação desfavorável do valor de ativos, valores mobiliários ou qualquer outro instrumento utilizado pelo mercado financeiro;
· decorrente da má utilização de instrumentos financeiros, como hedge e swap, diversificação excessiva ou insuficiente, etc.
Alguns riscos que compõem o risco de mercado:
	Risco de variação na taxa de juros
	Quando há descasamento de prazos entre a captação de recursos para a concessão do crédito e sua liquidação
	Exemplo: capta a 12 meses, financia a 36 meses
	Risco cambial
	Mesma situação relatada acima, agora em relação a variações nas taxas de câmbio
	Exemplo: capta com dólar a R$ 2,00, financia com dólar a R$ 1,70
O administrador de recursos busca gerenciar suas carteiras focado no objetivo de mitigar o risco.
Quando ele constata movimento de preço de ativos, esse fato representa risco e a perda deve ser quantificada diariamente, através da marcação a mercado do investimento.
A perda decorrente deste risco caracteriza-se pela redução do valor de mercado do ativo.
A quantificação do risco de mercado está ligada à volatilidade de mercado ou à volatilidade de determinado investimento.
O risco de mercado é maior em situações que apresentam maior variação de valor nos preços, ou seja, quando há maior oscilação de preço em relação à sua média.
2.1.6 O risco de liquidez
O risco de liquidez se caracteriza pela possibilidade de perda decorrente da falta de compradores ou de vendedores para realizar operações com o mínimo de esforço e sem alterações expressivas nos preços dos ativos.
O risco de liquidez é um risco financeiro devido à incerteza de poder realizar as operações de uma empresa.
Outras características apontam situações em que uma entidade não consegue cumprir com seu objeto social porque não consegue achar outra entidade interessada em assumir o lado contrário da operação a um preço de mercado.
Uma instituição pode perder acesso à liquidez se o sua classificação de crédito cair, ou se um outro evento levar outras contrapartes a evitar operar com a companhia. Pequeno volume de negócios podem aafetar a liquidez da empresa.
Uma firma também está exposta a risco de liquidez se os mercados do qual ela depende estiverem sujeitos a possível perda de liquidez.
Quanto mais desenvolvido for um mercado tanto mais ele será líquido. Mercados poucos desenvolvidos, ao contrário, podem ser um obstáculo à compra ou à venda de ativos financeiros, ocasionando quase sempre alteração nos preços