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E a tecnologia, atualmente, é vital para a criação de mercados modernos e seguros.
O Brasil é um exemplo desse desenvolvimento, através de seus sistemas de registro, compensação e liquidação de operações, tais como:
	SPB
	Sistema de Pagamentos Brasileiro, conjunto de procedimentos, regras, instrumentos e sistemas operacionais integrados com a finalidade de transferir fundos do pagador para o recebedor e, com isso liquidar uma obrigação.
As economias de mercado dependem deste sistema para movimentar fundos decorrentes das atividades econômicas (produtiva, comercial e financeira), tanto em moeda local como em moeda estrangeira.
	Selic
	Sistema computadorizado administrado pelo Banco Central.
Destina-se ao registro de títulos e depósitos interfinanceiros por meio de equipamento eletrônico de teleprocessamento, em contas gráficas abertas em nome de seus participantes, bem como ao processamento, utilizando o mesmo mecanismo, de operações de movimentação, resgates, ofertas públicas e respectivas liquidações financeiras.
Destina-se à custódia de títulos escriturais de emissão do Tesouro Nacional e do Banco Central, bem como ao registro e à liquidação de operações com os referidos títulos.
	Cetip
	Sociedade administradora de mercados de balcão organizados, ou seja, de ambientes de negociação e registro de valores mobiliários, títulos públicos e privados de renda fixa e derivativos de balcão.
É uma câmara de compensação e liquidação sistemicamente importante, nos termos definidos pela legislação do SPB – Sistema de Pagamentos Brasileiro, que efetua a custódia escritural de ativos e contratos, registra operações realizadas no mercado de balcão, processa a liquidação financeira e oferece ao mercado uma Plataforma Eletrônica para a realização de diversos tipos de operações online, tais como leilões e negociação de títulos públicos, privados e valores mobiliários de renda fixa.
	CORE
	Nova câmara de compensação da BM&FBovespa, que unifica os sistemas de clearing existentes, e permite o exercício da função CCP (contraparte que garante os pagamentos dos investidores em caso de quebra de um dos participantes do mercado). Com a adoção do sistema CORE, é possível administrar toda sorte de riscos envolvendo as negociações com diversos ativos, como ações, câmbio, instrumentos financeiros, valores mobiliários e commodities, negociados na Bolsa. A nova plataforma substitui as câmaras de compensação existentes na estrutura da BM&FBovespa.
Concorrem ainda para mitigar os riscos de liquidez no Brasil:
· a existência de mercados organizados para a transferência de riscos (mercado de derivativos da BM&FBovespa),
· o grau de confiança nos agentes econômicos e financeiros que regem a Economia,
· e a grande variedade de instrumentos financeiros que permite aos administradores de carteiras selecionar operações apropriadas para praticamente todos os objetivos de investimento dos investidores brasileiros.
Esta situação não beneficia mercados de ativos não financeiros, como os mercados imobiliário e o mercado de arte.
2.1.7 Outros tipos de riscos
Outros tipos de risco são os seguintes:
	Risco legal
	· Possibilidade de perda em caso de situações envolvendo modificações na legislação ou no regime tributário a que se submetem as aplicações financeiras.
· São ainda riscos legais julgamentos desfavoráveis em situações contratuais, compromissos em contratos omissos, mal redigidos ou sem amparo legal.
· Assinaturas em contratos por pessoa que não representa a instituição, não-execução de garantias, informalidade na execução de ordens de compra e venda de investimentos, estão entre as principais situações de risco legal.
· Possibilidade de questionamento jurídico da execução dos contratos, processos judiciais ou sentenças contrárias ou adversas àquelas esperadas pela Instituição e que possam causar perdas ou perturbações significativas que afetem negativamente os processos operacionais
	Risco sistêmico
	· Risco que compromete todo um sistema.
· Risco generalizado
· Também chamado risco sistemático
	Risco soberano
	· Risco legal, ou político, de liquidação e de outros riscos relacionados com transações com títulos públicos de um país.
· Risco empresarial em outro país, em face de problemas de natureza política ou econômica, de diversas naturezas
· Quando relacionado a transações internacionais, denomina-se risco de país, ou risco geográfico.
	Moral hazard
	· Risco moral.
· Risco que a existência de um contrato possa afetar o comportamento de uma ou mais partes. O exemplo clássico está na indústria de seguros, onde a cobertura contra uma perda pode modificar para pior o comportamento do segurado, em relação ao risco. Um motorista de carro com seguro total pode começar a dirigir de modo afoito, com excesso de velocidade, simplesmente porque "está no seguro"
	Aversão ao risco
	O investidor avesso ao risco não participa de um negócio pelo prazer do risco, como faz o jogador, mas sim porque vislumbra um prêmio de risco adequado.
	Prêmio de risco
	· Taxa adicional exigida pelo investidor, em função do nível de risco do financiamento oferecido.
· Diferença entre a taxa de juros de uma aplicação com risco e de uma aplicação sem risco. Constatada a diferença, aceitar o risco merece um prêmio.
	Risco de fraude
	Possibilidade de ocorrência de evento que cause prejuízo direto ou indireto para a organização, oriundo de ações de pessoas ou empresas que venham subtrair recursos da conta de um banco participante em favor de terceiros ou ainda de outras ações que caracterizem ato de má-fé
	Risco de reputação
	Possibilidade de ocorrer publicidade negativa, verdadeira ou não, em relação à prática da condução dos negócios da Instituição, gerando declínio na base de clientes, litígio ou diminuição da receita
	Risco operacional
	Possibilidade de perda decorrente da falta de consistência e adequação dos sistemas de informação, processamento e operações, falhas nos controles internos, fraudes ou qualquer tipo de evento não previsto
2.1.8 Conceito de garantia
São ativos, recursos financeiros, direitos, contratos e outros instrumentos depositados para assegurar o cumprimento das obrigações dos participantes de uma operação financeira.
É também o documento, compromisso ou assinatura com que se assegura a execução de direito ou obrigação contratado, ou a satisfação de um crédito.
2.1.9 Tipos de garantias
As principais garantias exigidas em operações financeiras estão relacionadas a seguir:
	Real
	· Garantia que constitui um direito real sobre os direitos patrimoniais de outrem, garantia hipotecária ou pignoratícia.
Exemplos: penhor de bens móveis ou direitos (recebíveis), hipoteca de bens imóveis, anticrese;
	Pignoratícia
	· Garantia real conferida ao credor através de penhor mercantil, de direitos, de títulos de crédito etc, onde o bem ou direito permanece empenhado até o cumprimento da obrigação garantida, ou por determinado prazo.
·  Ela torna a propriedade do bem precária até a liquidação da dívida
	Fidejussória
	Garantia por aval, fiança ou cláusula contratual, na forma de responsabilidade pessoal do garantidor
	Quirografária
	· Garantia em que o credor concorre com demais credores quirografários no caso de liquidação da companhia.
· O credor quirografário é aquele destituído de qualquer privilégio ou preferência.
	Fiduciária
	· Garantia de dívida através de alienação fiduciária, garantia baseada no crédito ou na confiança pública
	Acessória
	Garantia adicional, como o seguro do bem adquirido
	Valores em garantia
	Valores empenhados pelo devedor em favor do credor, para garantir adimplemento de obrigações assumidas por aquele perante esse
2.1.10 O aval e a fiança
Aval
É a declaração que consiste na assinatura do declarante lançada em título de crédito, em razão da qual o declarante se compromete a garantir, de forma autônoma, as obrigações de outra pessoa que figure no título;
É ainda a garantia pessoal, plena e solidária, que se dá em favor de qualquer obrigado ou coobrigado em título cambial.
Caracterizam o aval:
· o