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03 aula - Estudo de Norma Penal

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TEORIA GERAL DA NORMA PENAL
Prof.º Edigardo Neto
Aplicação da Lei Penal
É fonte formal imediata do Direito Penal.
Obs.: A lei penal não é PROIBITIVA, mas DESCRITIVA. A lei é expressa por uma PROIBIÇÃO INDIRETA, descrevendo o fato como pressuposto da SANÇÃO. (TEORIA DA NORMA). Karl Binding.
Características:
Exclusividade – lei.
Imperatividade – imposição de pena.
Generalidade – a todos.
Impessoalidade – efeitos futuros.
Anterioridade.
Criam crimes e cominam penas. Estão na Parte Especial e nas Leis Penais.
Apresentam todos os elementos da conduta criminosa.
Reservam a complementação da definição da conduta a uma outra norma legal, a um Ato da Administração Pública ou ao Julgador.
São as que não criam crimes nem cominam penas.
Lei Penal
Incriminadora
Não Incriminadora
Completa ou Perfeita
Incompleta ou Imperfeita
Aplicação da Lei Penal
Incriminadoras
Preceito Primário
Descrição abstrata da conduta criminosa (proibição indireta ou mandamento)
Teoria das normas (Karl Binding)
Preceito Secundário
Pena cominada em abstrato
Aplicação da Lei Penal
Não Incriminadoras
Permissivas 
Exculpantes 
Interpretativas
De aplicação ou complementares
Diretivas
Integrativas ou de extensão
Aplicação da Lei Penal
Normas Completas ou Perfeitas – São aquelas que apresentam todos os elementos da conduta criminosa.
Retroatividade da Norma Penal em Branco (Alberto Silva Franco):
Homogênea – sempre retroativa.
Heterogênea 
Excepcionalidade 
Normalidade 
Normas Incompletas ou Imperfeitas
Tipos Abertos
Norma Penal em Branco
Inversa
Própria, Em Sentido estrito ou Heterogênea
Imprópria, em Sentido Amplo ou Homogênea
Heterovitelina
Homovitelina
Aplicação da Lei Penal
Interpretação da Lei Penal
Interpretação Analógica 
Interpretação Extensiva / Restritiva 
Analogia – Integração da Lei Penal.
In malam partem.
In bonam partem.
Quanto ao sujeito que a interpreta
Autêntica – eficácia retroativa.
Doutrinária – não vincula.
Quanto ao modo
Literal
Quanto ao resultado 
Declarativa 
Extensiva 
Jurisprudencial – força vinculante nas situações concretas e nas súmulas vinculantes.
Teleológica ou Lógica
Histórica
Sistemática
progressiva
Restritiva 
Aplicação da Lei Penal
Tempo do Crime:
Teoria da Atividade
Teoria do Resultado
Teoria da Ubiquidade 
Sucessão de Leis Penais no Tempo:
Atividade – Irretroatividade
Extra atividade
Retroatividade
Ultra atividade 
Regra: Lei vigente ao tempo do fato (tempus regit actum).
Princípio da Coincidência:
Todos os elementos do crime devem existir no momento da conduta.
Crime permanente e Crime continuado?
Súmula nº. 711 do STF.
Natureza Jurídica: Causa de Extinção da Punibilidade
Coisa Julgada?
Juiz Competente? – Súmula nº. 611 do STF.
Lei mais benéfica durante o Vacatio?
Combinação de Leis?
Manutenção do caráter proibitivo da conduta em outro tipo penal.
Lei Penal no Tempo
Novatio legis
Novatio legis in pejus
Abolitio criminis
Continuidade Normativo-típica 
Novatio legis in mellius
Aplicação da Lei Penal
Ultra atividade
Ultra atividade do entendimento jurisprudencial?
Autorrevogabilidade
Possui um prazo determinado (início e fim)
Estado de Emergência
Lei Temporária 
Lei Excepcional
Aplicação da Lei Penal
TERRITORIALIDADE
Aplica-se a lei do país a que pertence o agente.
Nacionalidade do ofendido.
Nacionalidade do bem lesado.
Sujeição à lei do país onde for encontrado . Tratados Internacionais de Cooperação de Repressão.
Aplicação da lei nacional aos crimes cometidos em aeronaves e embarcações privadas, quando praticados no estrangeiro e aí não sejam julgados.
Território por Extensão – art. 5º, § 1º, CP.
Embaixadas – Extensão do território?
Passagem Inocente - Lei nº. 8.671/93.
Territorialidade
Territorialidade
Temperada ou Mitigada
Art. 5º, CP.
Nacionalidade ou Personalidade ativa
Nacionalidade ou Personalidade passiva
Defesa ou Real
Justiça Penal Universal ou Justiça Cosmopolita
Representação, pavilhão ou Bandeira
Aplicação da Lei Penal
Crimes à distância – Crimes em trânsito – Crimes plurilocais
LUGAR DO CRIME
Ubiquidade ou Mista
Art. 6º, CP.
Resultado 
Atividade
Aplicação da Lei Penal
EXTRATERRITORIALIDADE
Entrar o agente no território nacional (condição de procedibilidade).
Condições objetivas de punibilidade.
Ser punível no país em que foi praticado.
Estar o crime dentre os quais a lei brasileira autoriza a extradição.
Não havido absolvição ou cumprimento de pena no estrangeiro.
Não havido perdão, extinção da punibilidade, segundo lei mais favorável.
Não ter sido pedida ou ter sido negada a extradição.
Ter havido requisição do Ministro da Justiça.
STJ – Justiça Estadual (regra). Justiça Federal (exceção – art. 109, CF/88).
PENA CUMPRIDA NO ESTRANGEIRO – art. 8º, CP.
Quantidade das penas – abatimento da pena cumprida no exterior.
Qualidade das penas – atenuação da pena imposta considerando a pena cumprida.
Obs.: Exceção ao princípio do ne bis in idem.
Incondicionada
Art. 7º, § 1º, CP. 
Hipercondicionada
Art. 7º, § 3º, CP. 
Condicionada
Art. 7º, § 2º, CP. 
Aplicação da Lei Penal
INTRATERRITORIALIDADE
Prerrogativas Funcionais
Imunidade Relativa:
Foro;
Prisão;
Processo;
Testemunha.
Imunidade Diplomática
(Direito Púbico Internacional) 
Chefes de governo ou de Estado estrangeiro e suas famílias e membros da comitiva.
Embaixador e sua família.
Funcionários do corpo diplomático e suas famílias.
Funcionários da Organizações Internacionais.
Inviolabilidade.
Agentes Consulares – Imunidade Funcional Relativa – atos de ofício.
Imunidade Parlamentar
(Atipicidade)
Art. 53 a 56, CF/88.
Material
(Imunidade Absoluta) 
Formal 
Aplicação da Lei Penal
EFICÁCIA DA SENTENÇA ESTRANGEIRA – art. 9º, CP.
Determinação de valor mínimo indenizatório pelo Juiz Criminal – art. 397, CPP.
STJ – Homologa (exame formal – art. 788, CPP) – Súmula nº 420, STF “Não se homologa sentença proferida no estrangeiro sem prova do trânsito em julgado”.
Art. 15, LINDB.
Obs.: Medida de Segurança – tratado de extradição ou Requisição do Ministro da Justiça.
CONTAGEM DO PRAZO – art. 10, CP.
Prazos improrrogáveis.
Inclusão do dia do começo e exclusão do dia do fim, por interpretação doutrinária.
Favorecer o réu.
FRAÇÕES NÃO COMPUTÁVEIS DA PENA – art. 11, CP.
No montante final da pena. 
Aplicação da Lei Penal
CONFLITO APARENTE DE NORMAS PENAIS
Concurso de Crimes
Especialidade
Art. 12, CP.
A lei especial afasta a aplicação da norma geral.
subsidiariedade
O fato regulado por uma lei é também regulado por outra, tendo um âmbito de aplicação comum, mas abrangendo diversas normas (soldado de reserva).
Consunção 
O crime meio deve ser absorvido pelo crime fim (crime progressivo).
Alternatividade 
Crimes de conteúdo variado ou de ação múltipla (alternativa ou cumulativa). 
Contém todos os elementos da norma geral, acrescido das especializantes.
Progressão criminosa – o agente substitui o seu dolo.
A realização de vários verbos, no mesmo contexto fático e sucessivamente, dar causa a crime único.

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