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DISSERTAÇÃO-PEDAGOGIA-HOSPITALAR

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(2009) and Vasconcelos and Kohn ( in 2010). We believe that the educational 
intervention in the hospital allows the development of recreational and educational 
practices that contribute to the humanization process in this environment permeated by 
pain and suffering and that the curative of the disease are not sufficient to give the 
patient the desired quality of life while it is treatment and, therefore, the humanization 
projects are very important, because they promote an environment that fosters 
relationships between patients / team of health professionals / family members and 
ensures the rights of children in physical, cognitive and affective. 
 
Keywords: Pedagogy Hospital, humanization, education. 
 
 
 
7 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
 
Figura 1 Mapa de Sergipe localização da cidade de Estância 23 
Figura 2 Barco de Fogo 25 
Figura 3 Fachada do Hospital à Rua Camerino 33 
Figura 4 Tela “Miséria e Caridade” 34 
Figura 5 Hospital, em 1959 36 
Figura 6 Hospital, em 2004 41 
Figura 7 Fachada do Hospital à Rua Dr. Jessé Fontes, em 2004 41 
Figura 8 Ala Pediatrica 121 
Figura 9 Brinquedoteca 123 
Figura 10 Interior da Brinquedoteca 123 
Figura 11 Logomarca do Projeto "Doentes Sim, Tristes não!" 133 
Figura 12 Logomarca do Projeto "Biblioteca Viva" 139 
Figura 13 Biblioteca Viva 140 
Figura 14 Interior da Biblioteca Viva 140 
Figura 15 Logomarca do Projeto "Musicoterapia: Música que cura" 142 
Figura 16 Musicoterapia: participação de Voluntária 142 
Figura 17 Musicoterapia:participação de Enfermeira 142 
 
 
 
8 
 
 
LISTA DE SIGLAS 
 
 
ECA Estatuto da Criança e do Adolescente 
 CNE Conselho Nacional de Educação 
CNPq Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico 
GTHH Grupo de Trabalhos de Humanização Hospitalar 
HIV Vírus da Imunodeficiência Humana 
HRAM Hospital Regional Amparo de Maria 
LDB Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 
MEC Ministério da Educação 
PDBA Projeto Desafio, Brinquedo e Alegria 
PNHAH Programa de Humanização da Assistência Hospitalar 
PUC-PR Pontifícia Universidade Católica do Paraná 
REFORSUS Reforço à Reorganização do Sistema Único de Saúde 
SAREH Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar 
SEED Secretaria de Educação 
SEESP Secretaria de Educação Especial 
SETI Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná 
SUS Sistema Único de Saúde 
 
9 
 
SUMÁRIO 
 
INTRODUÇÃO 11 
 
CAPÍTULO I 
O HOSPITAL E SUA HISTÓRIA 21 
1.1 Breve Histórico do Hospital Regional Amparo de Maria – HRAM 22 
1.2 Aspectos históricos da formação da cidade de Estância 22 
1.3 O Hospital: dos Lazaretos à Casa de Saúde 26 
1.4 Hospital Amparo de Maria: a regionalização 35 
1.5 De estabelecimento modelo à intervenção judicial 41 
 
CAPÍTULO II 
ESTADO DA ARTE 44 
2.1 Escola Hospitalar 46 
2.2 Classe Hospitalar 58 
2.3 Pedagogia Hospitalar 68 
2.4 O aspecto inclusivo da Pedagogia Hospitalar 82 
2.5 O profissional pedagogo na Pedagogia Hospitalar 84 
2.6 Políticas Públicas que implementam a Pedagogia Hospitalar no Brasil 86 
 
CAPÍTULO III 
A INFÂNCIA E O BRINCAR: BRINQUEDOTECAS NA PERSPECTIVA DA 
HUMANIZAÇÃO HOSPITALAR 
94 
3.1 A infância e o brincar na cultura infantil e no ambiente hospitalar 95 
3.2 A Brinquedoteca 114 
3.3 O processo de humanização do Hospital Regional Amparo de Maria 120 
3.4 O desenvolvimento das atividades de humanização hospitalar no HRAM 125 
3.5 Projetos de Humanização x Práticas Educativas 130 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
145 
REFERÊNCIAS 
 
148 
10 
 
REFERÊNCIAS ELETRÔNICAS 151 
ANEXOS 152 
Anexo I Roteiro de Entrevistas 153 
Anexo II Entrevista 1 155 
Anexo III Entrevista 2 157 
Anexo IV Entrevista 3 160 
Anexo V Entrevista 4 161 
Anexo VI Entrevista 5 162 
Anexo VII Entrevista 6 164 
Anexo VIII Entrevista 7 167 
 
11 
 
INTRODUÇÃO 
 
Diferentes instituições sociais têm realizado trabalhos importantes relacionados 
à área educacional. Esta pesquisa tem como objeto de estudo uma dessas instituições, o 
Hospital Regional Amparo de Maria – HRAM, em Estância (SE), que desenvolveu uma 
série de projetos lúdico-educativos com pacientes internados na pediatria, visando 
aproximar duas áreas: saúde e educação. 
Nosso principal objetivo foi investigar a proposta de humanização hospitalar, 
verificando os projetos de intervenção lúdico-educativas do pedagogo na área da saúde, 
e apresentar a relevância do desenvolvimento dessas práticas nesta área. 
Para o desenvolvimento da pesquisa, nos norteamos por alguns objetivos 
específicos nos quais se buscou compreender o caráter humanístico do Hospital 
Regional Amparo de Maria, analisar as ações definidas na proposta de intervenção 
lúdica e educativa, refletir sobre o processo de articulação e interação entre os 
profissionais da saúde e a pedagoga, conhecer o olhar de diferentes profissionais que 
atuam na ala pediátrica do HRAM a respeito da proposta da intervenção pedagógica. 
 Vários estudos acadêmicos sobre essa temática já foram realizados, 
apresentando dados que indicam que crianças e adolescentes, após serem hospitalizados, 
apresentam diversos problemas no seu retorno à escola, como queixas relacionadas à 
frequência
1
, ao acompanhamento dos conteúdos, evasão, repetência. 
 A pedagogia hospitalar tem sido um tema relevante, discutido por profissionais 
de diversas áreas, como educadores, psicólogos, assistentes sociais, médicos, além de 
legisladores que se debruçam a pensar políticas públicas que possam desenvolver ações 
afirmativas em prol do desenvolvimento de projetos e adequação de hospitais com 
pediatria nesta nova concepção de internação que tem como base a humanização 
hospitalar. 
Este tema também nos instiga a refletir sobre as possibilidades educacionais de 
crianças e adolescentes que necessitam de internações constantes, seja por períodos 
curtos ou por longos períodos de tempo, e que precisam de acompanhamento 
educacional, para não terem prejudicada a sua escolarização. 
 
1
 O trabalho foi revisado de acordo com a nova ortografia, inclusive nas citações. Optou-se por manter a 
grafia original nas citações de textos produzidos antes de 1960. 
12 
 
Este acompanhamento é importante para desenvolver as potencialidades destes 
pacientes que, mesmo passando por um momento difícil, muitas vezes traumático, 
podem trabalhar suas capacidades cognitivas e emocionais através de uma rotina de 
estudos e de atividades lúdicas com o intuito de minimizar o sofrimento e os danos 
causados por esse momento em suas vidas. 
Estamos tratando da humanização na área de saúde, que visa olhar para o 
paciente de maneira integral, tendo em vista que suas necessidades vão além da 
condição de saúde em que se encontra; por estar fragilizado, precisa ainda mais de afeto, 
respeito e uma rotina que se aproxime da sua rotina fora do ambiente hospitalar, de 
forma a abrandar as dificuldades desse período de internação. 
 A educação é um direito de todas as crianças e adolescentes, e isso inclui o 
universo dos que se encontram hospitalizados. A legislação brasileira, através da 
Constituição Federal (1988), do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA (1990), 
da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB (1996), da Secretaria de 
Educação Especial – SEESP (2002) e do Conselho Nacional de Educação – CNE 
(2002), regulamenta a atuação do profissional da educação no ambiente hospitalar, 
integrando uma equipe multidisciplinar que atua visando melhorar o quadro clínico e 
emocional da criança/adolescente hospitalizado. 
 No entanto, precisamos problematizar esta questão, tendo em vista a situação de 
desconforto, de isolamento da criança, do afastamento do seu convívio com seus 
familiares e amigos, que causam traumas sofridos pelas crianças submetidas a 
tratamentos hospitalares, que podem comprometer

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