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ICMS 
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Imposto 
extraordinário 
Imposto 
extraordinário 
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8 – NORMAS GERAIS DO DIREITO TRIBUTÁRIO 
Instrumentos primários: são instrumentos que podem inovar no 
ordenamento jurídico, conforme prescreve o art. 59 da CF/88. 
 
Instrumentos secundários: ao contrario do anterior, este não pode inovar 
no ordenamento, apenas regular o que disciplina nos instrumentos 
primários. são os atos administrativos normativos, como decretos, 
regulamentos, atos, instruções, circulares, portarias, ordens de serviço, etc.; 
incluem-se ainda, os costumes administrativos e os convênios entre órgãos 
estatais. (CTN art. 100). 
 
***Diante da prescrição do art. 151, III da CF/88,8 é possível a União Federal, 
por meio de tratado internacional, conceder isenção de tributos estaduais e 
municipais? 
 
O Presidente da República não subscreve tratados como Chefe de 
Governo, mas como Chefe de Estado, o que descaracteriza a existência 
de uma isenção heterônoma, vedada pelo art. 151, inc. III, da 
Constituição. 4. Recurso extraordinário conhecido e provido. (STF. RE 
229096 / RS. Relator(a): Min. ILMAR GALVÃO. 
Julgamento: 16/08/2007) 
 
 
8 Art. 151. É vedado à União: III - instituir isenções de tributos da competência dos Estados, do 
Distrito Federal ou dos Municípios. 
 
 CIDE 
combustíveis 
Fixação BC do 
IPTU e IPVA 
 ICMS 
combustíveis 
 
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Legalidade estrita: as matérias previstas no art. 97 CTN somente podem 
ser definidos em lei. Seria a aplicação da reserva legal. 
Em resumo, a lei tributária deve se abster de dar indicações genéricas, 
devendo definir “in abstracto” todos os elementos relevantes do tributo, a 
saber (art. 97 do CTN): 
• Sujeito ativo – a quem pagar 
• Sujeito passivo – quem deve pagar 
• Fato gerador 
• Prestação - objeto - obrigação – dar (quanto deve se pagar) ou 
fazer (obrigação acessória). 
• Base de cálculo + Alíquota + Multa 
 
***Não engloba correção monetária e prazo para recolhimento – RE 
172.394/SP 
 
****As Resoluções do Senado Federal: É extremamente importante 
conhecer os casos em que o Senado Federal tem competência para tratar, 
mediante resolução, de matéria tributaria de interesse dos estados e do 
distrito federal. São eles: 
 
1) No que concerne ao IPVA (CF, art. 155, §6º, I), o Senado fixará 
(obrigatoriamente) as alíquotas mínimas. 
 
2) Quanto ao ITCMD, o Senado fixará (obrigatoriamente) suas 
alíquotas máximas (CF, art. 155, §1º, IV): 
 
3) No tocante ao ICMS, o Senado detém três competências distintas: 
 
a) Estabelecer, obrigatoriamente, com iniciativa do 
Presidente da Republica ou de um terço dos senadores e 
aprovação da maioria absoluta deles, as alíquotas 
aplicáveis as operações interestaduais e de exportação (CF, 
art. 155, §2º, IV). Com o advento da Emenda Constitucional 
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42/2003, a imunidade das exportações ao ICMS passou a 
abranger todas as mercadorias. 
 
b) Estabelecer, facultativamente, com iniciativa de um terço 
dos Senadores e aprovação da maioria absoluta deles, as 
alíquotas mínimas aplicáveis as operações internas (CF, art. 
155, §2º, V, “a”). 
 
c) Estabelecer, facultativamente, com iniciativa da maioria 
absoluta dos Senadores e aprovação de dois terços deles, 
as alíquotas máximas aplicáveis as operações internas. 
 
***Tratados e Convenções Internacionais: Os tratados e as convenções 
internacionais tem grande importância no direito tributário interno, tendo 
em vista sua posição hierárquica; 
 
• Status de Emenda Constitucional – quando versar sobre 
direitos humanos e for aprovado por 3/5 (art. 5 § 3º CF) 
 
• Status de supralegalidade – versarem sobre direitos humanos 
e aprovados por maioria simples antes de 88; 
 
• Status de Lei Complementar – aprovados em matéria 
tributária e desde que seja tratados lei e não tratados contrato 
(art. 98 CTN e Resp 426.945/PR) 
 
• Status de Lei ordinária – regra geral 
 
 
***Diante da prescrição do art. 151, III da CF/88,9 é possível a União Federal, 
por meio de tratado internacional, conceder isenção de tributos estaduais e 
municipais? 
 
9 Art. 151. É vedado à União: III - instituir isenções de tributos da competência dos 
Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. 
 
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EMENTA: O Presidente da República não subscreve tratados como 
Chefe de Governo, mas como Chefe de Estado, o que descaracteriza a 
existência de uma isenção heterônoma, vedada pelo art. 151, inc. III, 
da Constituição (STF. RE 229096 / RS. Relator(a): Min. ILMAR GALVÃO. 
Julgamento: 16/08/2007) 
 
As Normas Complementares 
 
O artigo 100 do CTN10 enumera as normas complementares das leis, dos 
tratados e das convenções internacionais e dos decretos: 
 
Os Atos Normativos Expedidos pelas Autoridades Administrativas: Os 
atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas são normas 
editadas pelos servidores da administração tributária que visam a detalhar 
a aplicação das normas que complementam. 
 
Da mesma forma, a portaria ministerial pode fundamentar a edição de uma 
Instrução Normativa pelo Secretario da Receita Federal, desde que esta 
Instrução Normativa não contrarie as regras constantes da Portaria, e assim 
por diante. 
 
• Decreto regulamentar: para fiel execução de leis, não 
pode extravasar, não cria. Competência privativa dos chefes 
dos executivos.. No âmbito federal, vide art. 84, IV da CF/88 
(RIPI, RIR, RICMS, RISS, etc.) 
 
• Instruções ministeriais: para o fim de promover a 
execução de leis, decretos e regulamentos que digam 
respeito à pasta dos ministros de estado. 
 
10 “Ementa: .... V. As normas complementares do Direito Tributário são de grande 
valia porquanto empreendem exegese uniforme a ser obedecida pelos agentes administrativos fiscais (art. 
100 do CTN). Constituem, referidas normas, fonte do Direito Tributário porquanto integrantes da categoria 
‘legislação tributária’ (art. 96 do CTN).....” (STJ. REsp 460986/PR. Rel.: Min. Luiz Fux. 1ª Turma. 
Decisão: 06/03/03. DJ de24/03/03, p. 151.) 
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• Circulares: ordenação uniforme do serviço administrativo, 
visam setores específicos com o fim de orientar agentes 
cometidos de atribuições especiais. 
 
• Portarias: consubstanciam regras gerais ou individuais que 
um superior edita para serem observadas por seus 
subalternos. 
 
• Ordens de serviço: autorizações ou estipulações concretas, 
para um determinado tipo de serviço a ser desempenhado 
por um ou mais agentes. 
 
• Outros atos estabelecidos pelas autoridades 
administrativas: pareceres administrativos e decisões de 
órgãos singulares ou colegiais, que quando reiteradamente 
convergentes, aplicam-se, com força normativa. 
 
 
As Decisões dos Órgãos Coletivos e Singulares de Jurisdição 
Administrativa a que a Lei atribua Eficácia Normativa: A Constituição 
Federal prevê a aplicação dos princípios do contraditório e da ampla defesa 
tanto aos processos judiciais quanto aos administrativos. Como 
conseqüência, é obrigatória aos entes administrativos a criação de um 
órgão administrativo ao qual os contribuintes e responsáveis possam 
direcionar sua impugnações quando entenderem ser indevida qualquer 
imposição da administração tributaria. 
 
A título de exemplo, na esfera federal existem as Delegacias da Receita 
Federal de Julgamento – DRJ, que já foram órgãos singulares – quando 
então a competência para julgar era deferida com exclusividade ao 
Delegado de Julgamento. Hoje, as DRJ podem ser consideradas órgãos 
coletivos, visto que os julgamentos são realizados por turmas compostas