Doenças do Trato Gastrointestinal
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Doenças do Trato Gastrointestinal
Com o processo de envelhecimento, algumas 
mudanças ocorrem em diferentes órgãos, 
tecidos e células do organismo. Em especial o 
sistema digestório é afetado nas estruturas da 
cavidade oral. 
Sinais e Sintomas 
O que precisamos observar no exame físico? 
\u2744 Dor/ desconforto abdominal; 
\u2744 Distúrbios do apetite 
\u2744 Pirose: sensação de queimação (azia) 
\u2744 Disfagia: dificuldade para engolir 
\u2744 Halitose: Mau cheiro 
- Cetônico: cetoacidose diabética 
- Urêmico: Insuficiências renais com retenção 
nitrogenada 
- Hepático: Insuficiências hepáticas graves 
\u2744 Náusea e vômito: não relacionados apenas ao 
TGI 
\u2744 Regurgitações 
\u2744 Constipação e/ou diarreia. 
\u2744 Hematêmese ou/e melena \u2013 presença de 
sangue nas fezes ou vômito 
\u2744 Icterícia: aumento de concentração de 
bilirrubina na corrente sanguínea. 
Alterações na BOCA 
 O que é preciso observar? 
\u2744 Presença de aftas, gengivite, dentes 
desgastados, inflamação e fissuras na língua. 
\u2744 No idoso é necessário orientar sobre a 
importância da higiene bucal. 
\u2744 Importante saber também, que em certos 
casos será necessária uma intervenção 
multidisciplinar, como associação ao tratamento 
dietético e tratamento odontológico. 
\u2744 É necessária atenção para todos esses 
fatores e consequentemente ajustar a 
consistência da dieta conforme a necessidade 
do paciente. 
Esôfago 
 É o órgão de passagem de alimento, da 
cavidade oral para o estômago. 
\u2744 No idoso ocorre a diminuição dos movimentos 
peristálticos como alteração fisiológica já 
discutida. 
\u2744Disfagia: Qualquer dificuldade na deglutição 
que vá resultar em alguma interferência na 
precisão e sincronia dos movimentos dos 
músculos associados com a deglutição. 
\u2744 Causa da disfagia: 
Latrogênica: drogas, pós-operatório, radiação; 
Infecciosa: difteria, botulismo, sífilis. 
Miopatia: afecção das fibras musculares. 
Xerostomia: baixa produção de saliva 
Neurológicas: tumor cerebral, esclerose 
múltipla, entre outras. 
- A causa mais comum de disfagia é o acidente 
vascular cerebral. 
- A dificuldade de engolir pode não ser causada 
por doenças subjacentes. Algumas causas 
comuns são pedaços grandes de comida, 
mastigação inadequada, boca seca, pílulas ou 
alimentos quentes demais. Também é difícil 
engolir ao falar, rir ou quando se está deitado 
Disfagia orofaríngea 
Anormalidade que afeta o controle do 
movimento do palato, faringe, esfíncter 
esofágico -> é uma disfagia mais superior do 
TGI. 
 
\u2744 Via de administração da dieta: 
enteral/gastrostomia ou oral. 
\u2744 Para a via oral é necessário atentar-se a 
viscosidade (resistência do liquido ao fluxo) e a 
textura (sensações percebidas durante a 
deglutição). 
\u2744 É importante atentar-se ao uso de líquidos 
devido ao risco de aspiração, recomendação de 
espessamento com farinhas a base de milho, 
gomas, a partir de fibras solúveis, ágar-ágar ou 
espessantes. 
\u2744 As consistências espessadas podem ser de 
néctar, mel ou pudding. 
\u2744 Pode ser usado também complementos 
alimentares que podem oferecer 1-2kcal de 
proteína. 
 
Disfagia esofágica 
É uma anormalidade que afeta o esôfago, o que 
leva a dificuldade de protusão através do 
estômago. Ela acomete a parte mais inferior do 
TGI. 
\u2744 Ela pode ser causada por obstrução, 
espasmos difusos ou distúrbios não específicos 
de motilidade. 
\u2744 Acalásia: distúrbio de motilidade do esôfago 
inferior causada pela diminuição da inervação da 
musculatura esofágica, o que leva a falência do 
esfíncter esofágico inferior \u2013 disfagia. 
 
\u2744 Recomendações: 
- Energética: Hipercalórica 
- Proteíca: Hiperproteica. 
- Se houver inflamação da mucosa, é bom 
evitar sucos e frutas ácidas, condimentos 
muito fortes, especiarias picantes e irritantes 
e, também com temperaturas elevadas. 
\u2744 Algumas estratégias para aumento da 
oferta energética e proteica a partir do 
incremento de complemento em alguns 
alimentos, já que o risco de desnutrição a longo 
prazo é maior: 
- Leite: incremento de leite em pó, mel, creme 
de leite, sorvete. 
- Sopas: incremento de azeite/óleo vegetal, 
margarina, queijo ralado/picado, requeijão. 
- Carne: incremento de ovos, queijo, molhos a 
base de leite. 
- Frutas: incremento de farinhas, leite 
condensado, mel, aveia, leite em pó, chocolate, 
sorvete. 
- Pães e cereais: incremento de geleia, mel, 
manteiga/margarina derretida, queijo. 
- Suplementos em pó ou líquidos: incluir nos 
intervalos entre as refeições. 
Estômago 
Doenças mais comuns que acometem o 
estômago: 
\u2744 Úlceras: lesões crônicas que ocorrem em 
qualquer local do trato gastrintestinal, inclusive 
estômago, quando exposto à ação agressiva dos 
sucos pépticos ácidos. 
- Lesão cavitária na mucosa gástrica ou mesmo 
intestinal. 
- A acidez do estômago pode ser um fator que 
cause a úlcera, por mais que o próprio corpo 
tenha seu sistema de defesa, esse sistema 
pode não ser suficiente e pode ser prejudicial. 
- Sintomas: dor ou sensação de queimação, 
pirose, vômito, anorexia, constipação, 
sangramento. 
- Também pode ocorrer desconforto 
epigástrico e dor, essa dor piora pela noite. 
- A depender da situação o paciente pode ter 
hemorragia franca ou perfuração, essa 
hemorragia pode gerar anemia. 
\u2744 Gastrite: É a inflamação da mucosa gástrica, 
podendo ser crônica ou aguda. 
- Etiologia: idiopática, possivelmente há defeitos 
nos mecanismos protetores gástricos. 
- Inúmeros fatores podem levar à gastrite. 
- Pode estar associada: álcool, tabagismo, 
quimioterápicos, isquemia e choque, trauma 
nasogástrico (por conta de sondas), estresse 
intenso. 
- Causas: imprudência na alimentação, ingestão 
de álcool, ingestão excessiva de medicamentos. 
- Sintomas: Náuseas e vômitos, pirose, 
gastralgia, eructação, desconforto abdominal, 
anorexia. 
- Gastrite crônica: Muito associada a presença 
de Heliocobacter pylori. Há uma inflamação na 
mucosa que resulta na atrofia da mesma com 
a formação de carcinomas (pode gerar 
displasia). 
- Alterações das células (o estômago tenta se 
adaptar), nessa imagem causou uma 
metaplasia intestinal). 
TERAPIA NUTRICIONAL 
É importante se atentar as possíveis 
deficiências de energia, proteína, ferro e b12, 
pois os pacientes param de se alimentar por 
conta dos desconfortos. 
\u2744 Leite (cálcio): Consumido dentro de uma 
dieta saudável, é um alívio momentâneo, hoje 
em dia não é recomendado aumentar o 
consumo para diminuir a dor. 
\u2744 Em caso de sangramento: Iniciar o jejum e 
introduzir inicialmente líquidos (mais fácil de ser 
digerido) e depois ir evoluindo a dieta do 
paciente, 
\u2744 Antioxidante: Vitamina C tem efeitos 
importantes na erradicação de bactérias em 
pacientes com úlcera peptídica (500mg/dia). 
\u2744 Capsaicina: presente na pimenta e 
pimentões (alguns estudos mostram que é 
benéfico e outro dizem que não é), importante 
avaliar cada caso individualmente. 
A DIETA 
- Energia: suficiente para manter ou recuperar 
o estado nutricional 
- Distribuição calórica: normal 
- Consistência: Geral ou adaptada as condições 
da cavidade oral. 
- Fracionamento: 4 a 5 refeições (evitar longos 
períodos de jejum) 
- Frutas ácidas: respeitar a tolerância do 
paciente. O pH do estomago é mais ácido que 
qualquer gruta, por isso não seria necessário 
evita-las. No entanto, alguns pacientes 
relataram dispepsia após ingerir alimentos 
cítricos. 
Obs: avaliar a tolerância do paciente à alimentos 
ácidos. 
- Ambiente durante a alimentação: Procurar 
fazer em ambientes tranquilos, 
\u2744 Alimentos com efeitos positivos: 
- Ricos em fibras (vegetais em geral). 
- A fibra tem um efeito benéfico (age como 
tampão e reduz concentração de ácidos biliares 
no estômago e diminui o tempo de trânsito 
intestinal, o que leva a uma menor distensão 
abdominal). 
\u2744 Alimentos que deve evitar: 
- Bebidas alcoólicas: irrita a mucosa 
- Café: mesmo descafeinado, aumenta a 
produção de ácidos gástricos, resultando na 
irritação da mucosa. 
- Chocolate: contem xantinas, que contribui para 
a irritação