EXECUÇÃO EM ESPÉCIE- AULA 4 marcado
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EXECUÇÃO EM ESPÉCIE- AULA 4 marcado


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AULA 04
EXECUÇÕES EM ESPÉCIE
	EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER E NÃO FAZER E ENTREGA DE COISA (certa ou incerta)
As execuções das obrigações de fazer, não fazer e de entregar coisa observam regramentos diversos em razão do título em que são fundadas. 
Veja o quadro abaixo:
	Obrigação
	Título Judicial
	Título Extrajudicial
	Fazer e não Fazer
	Arts. 497, NCPC
	Arts. 815 e ss., NCPC
	Entregar coisa
	Art. 498, caput, NCPC (coisa certa)
Art. 498, parágrafo único, NCPC (coisa incerta)
	Arts. 806 a 810, NCPC (coisa certa)
Arts. 811 a 813, NCPC (coisa incerta)
1.1 Fundadas em Título Judicial (arts. 497 e 498 do NCPC)
Art. 497. Na ação que tenha por objeto a prestação de fazer ou de não fazer, o juiz, se procedente o pedido, concederá a tutela específica ou determinará providências que assegurem a obtenção de tutela pelo resultado prático equivalente.
Parágrafo único. Para a concessão da tutela específica destinada a inibir a prática, a reiteração ou a continuação de um ilícito, ou a sua remoção, é irrelevante a demonstração da ocorrência de dano ou da existência de culpa ou dolo.
Art. 498. Na ação que tenha por objeto a entrega de coisa, o juiz, ao conceder a tutela específica, fixará o prazo para o cumprimento da obrigação.
Parágrafo único. Tratando-se de entrega de coisa determinada pelo gênero e pela quantidade, o autor individualizá-la-á na petição inicial, se lhe couber a escolha, ou, se a escolha couber ao réu, este a entregará individualizada, no prazo fixado pelo juiz.
	Nas execuções de obrigações de fazer, não fazer e entregar coisa, fundadas em título judicial, vigora o princípio da primazia da tutela específica;
	Para forçar o devedor ao cumprimento imediato e específico da obrigação, o juiz pode adotar mecanismos processuais de coerção indireta, independentemente de requerimento da parte: multa diária (astreinte); busca e apreensão; remoção de pessoas e coisas; desfazimento de obras; impedimento de atividade nociva 
IMPORTANTE: TUTELA GENÉRICA
Art. 499. A obrigação somente será convertida em perdas e danos se o autor o requerer ou se impossível a tutela específica ou a obtenção de tutela pelo resultado prático equivalente.
Art. 500. A indenização por perdas e danos dar-se-á sem prejuízo da multa fixada periodicamente para compelir o réu ao cumprimento específico da obrigação.
	Não for possível a tutela específica;
	Se o autor abrir mão da tutela específica, preferindo a indenização;
	Obrigação se converterá em perdas e danos (execução segue por quantia certa).
1.2 Fundada em Título Extrajudicial (art. 815 e ss. do NCPC)
a) Obrigação de fazer ou não fazer
Art. 815 \u2013 obrigação de fazer; Art. 822 \u2013 obrigação de não fazer;
Art. 815. Quando o objeto da execução for obrigação de fazer, o executado será citado para satisfazê-la no prazo que o juiz lhe designar, se outro não estiver determinado no título executivo. 
Art. 822. Se o executado praticou ato a cuja abstenção estava obrigado por lei ou por contrato, o exequente requererá ao juiz que assine prazo ao executado para desfazê-lo.
PRIMEIRA FASE
 É a fase de cumprimento voluntário.
Citado, o executado pode apresentar três condutas:
1) fazer, ou desfazer o que já fez;
2) oferecer embargos à execução no prazo de 15 dias; ou
3) permanecer inerte.
SEGUNDA FASE
Na ocorrência dos dois últimos casos, passa-se para a segunda fase, que é o da execução forçada.
	OBRIGAÇÃO DE FAZER FUNGÍVEL
Art. 817. Se a obrigação puder ser satisfeita por terceiro, é lícito ao juiz autorizar, a requerimento do exequente, que aquele a satisfaça à custa do executado.
Parágrafo único. O exequente adiantará as quantias previstas na proposta que, ouvidas as partes, o juiz houver aprovado.
Art. 818. Realizada a prestação, o juiz ouvirá as partes no prazo de 10 (dez) dias e, não havendo impugnação, considerará satisfeita a obrigação.
Parágrafo único. Caso haja impugnação, o juiz a decidirá.
Art. 819. Se o terceiro contratado não realizar a prestação no prazo ou se o fizer de modo incompleto ou defeituoso, poderá o exequente requerer ao juiz, no prazo de 15 (quinze) dias, que o autorize a concluí-la ou a repará-la à custa do contratante.
Parágrafo único. Ouvido o contratante no prazo de 15 (quinze) dias, o juiz mandará avaliar o custo das despesas necessárias e o condenará a pagá-lo.
Art. 820. Se o exequente quiser executar ou mandar executar, sob sua direção e vigilância, as obras e os trabalhos necessários à realização da prestação, terá preferência, em igualdade de condições de oferta, em relação ao terceiro.
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	OBRIGAÇÃO DE FAZER INFUNGÍVEL
Art. 821. Na obrigação de fazer, quando se convencionar que o executado a satisfaça pessoalmente, o exequente poderá requerer ao juiz que lhe assine prazo para cumpri-la.
Parágrafo único. Havendo recusa ou mora do executado, sua obrigação pessoal será convertida em perdas e danos, caso em que se observará o procedimento de execução por quantia certa.
As obrigações infungíveis, pela sua própria natureza, não permitem a prestação do serviço por terceiro, quando então, nos termos do art. 821, o juiz assinará prazo para que o executado pessoalmente cumpra com a obrigação.
Havendo recusa ou mora do executado, a obrigação se converterá em perdas e danos, a ser apurada em incidente ao processo executivo, e seguirá as regras da execução por quantia certa.
IMPORTANTE: Vale ressaltar que, fungível ou infungível a obrigação, será sempre possível ao credor optar pela conversão em perdas e danos.
	OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER 
Art. 822. Se o executado praticou ato a cuja abstenção estava obrigado por lei ou por contrato, o exequente requererá ao juiz que assine prazo ao executado para desfazê-lo.
Art. 823. Havendo recusa ou mora do executado, o exequente requererá ao juiz que mande desfazer o ato à custa daquele, que responderá por perdas e danos.
Parágrafo único. Não sendo possível desfazer-se o ato, a obrigação resolve-se em perdas e danos, caso em que, após a liquidação, se observará o procedimento de execução por quantia certa
Obrigação de não fazer, determina o art. 822 que o juiz, a requerimento do exequente, mandará citar o executado para que desfaça o ato no prazo que fixar. Havendo recusa ou mora, o exequente requererá ao juiz que se determine o desfazimento (por um terceiro) às custas do executado.
Se não for possível o desfazimento do ato, ou quando o credor assim preferir, a obrigação de não fazer será convertida em perdas e danos, observando aqui também o procedimento da execução por quantia certa.
CONTINUAÇAO AULA 20.05.2020
b) Obrigação de entregar coisa certa ou incerta
Nessa execução também existem duas fases: a fase da execução voluntária e a fase da execução forçada.
PRIMEIRA FASE: VOLUNTÁRIA
Em se tratando de coisa certa, citado, o executado terá 15 dias para entregar a coisa (art. 806).
Art. 806. O devedor de obrigação de entrega de coisa certa, constante de título executivo extrajudicial, será citado para, em 15 (quinze) dias, satisfazer a obrigação.
§ 1º Ao despachar a inicial, o juiz poderá fixar multa por dia de atraso no cumprimento da obrigação, ficando o respectivo valor sujeito a alteração, caso se revele insuficiente ou excessivo.
§ 2º Do mandado de citação constará ordem para imissão na posse ou busca e apreensão, conforme se tratar de bem imóvel ou móvel, cujo cumprimento se dará de imediato, se o executado não satisfizer a obrigação no prazo que lhe foi designado.
Em se tratando de coisa incerta, o executado será citado para entregá-la individualizada, se lhe couber a escolha (art. 811). Se a escolha couber ao exequente, esse o fará na petição inicial (art. 811, parágrafo único). Qualquer das partes poderá impugnar a escolha feita pela outra no prazo 15 dias, quando então o juiz decidirá de plano ou, se necessário, ouvindo o perito de sua nomeação (art. 812).
Art. 811. Quando a execução recair sobre coisa determinada pelo gênero e pela quantidade, o executado será citado para entregá-la individualizada,