A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
15 pág.
APARELHO CICULATÓRIO

Pré-visualização | Página 7 de 8

fígado pela veia porta. No fígado, as
eventuais substâncias tóxicas são
eliminadas, enquanto as substâncias
nutritivas sofrem uma importante
transformação química. Antes de entrar no
fígado, a veia porta se divide em dois
ramos, direito e esquerdo, os quais, por
sua vez, se tornam a subdividir em
numerosos vasos e enfim se resolve em
uma rica rede de capilares.
Convenientemente transformado, o sangue
sai do fígado pelas veias sub-hepáticas que
desembocam na veia cava inferior.
O Sangue
É o nosso tecido líquido,
responsável pelo transporte de gases,
nutrientes e demais elementos, que devem
ser continuamente transportados através do
nosso corpo, de um tecido ao outro.
É responsável, também, pela
defesa de nosso organismo contra a invasão
de microorganismos estranhos que, a todo
o momento, tentam se proliferar em nosso
corpo.
É formado por uma parte líquida
(o plasma, onde se dissolvem diversos
elementos como proteínas, açúcares, sais,
íons, etc.), e uma parte sólida, formada por
células (as hemácias, que são células
vermelhas e os leucócitos, células brancas)
e plaquetas, que são fragmentos de uma
célula chamada megacariócito.
Hemácias
Também chamadas de eritrócitos,
são as células vermelhas do sangue.
Apresenta esta coloração devido à
presença, em seu citoplasma, de grande
quantidade de hemoglobina, responsável
pelo transporte de oxigênio no sangue. As
hemácias são células anucleadas, em forma
de discos bicôncavos, bastante maleáveis
(devido às grandes dimensões da mem-
brana celular com relação ao pequeno vol-
ume citoplasmático), podendo, com isso,
passar por capilares bastante delgados sem
que ocorra o rompimento da própria mem-
brana celular.
Cada milímetro cúbico de sangue
contém, aproximadamente, 5.000.000
hemácias.
São produzidas na medula óssea
(principalmente de ossos membranosos
como esterno, costelas e ilíaco) a partir de
uma célula-mãe chamada hemocitoblasto.
Durante alguns dias, em sua evolução,
passa por vários estágios sucessivos
(eritroblasto basófilo, eritroblasto
policromatófilo, normoblasto) até que, na
forma de reticulócito, através de diapedese,
passam através da parede de capilares
sanguíneos e vão fazer parte do sangue.
Em 1 ou 2 dias cada reticulócito se
transforma numa hemácia madura. Cada
hemácia vive, aproximadamente, 120 dias.
A produção de hemácias pela
medula é bastante estimulada por uma
proteína presente no plasma chamada
eritropoietina. Quanto maior for o nível
plasmático de eritropoietina, maior será a
proliferação dos hemocitoblastos na medula
óssea e, conseqüentemente, maior será a
produção de hemácias.
Se uma pessoa sofre uma
hemorragia, aumenta sua atividade física ou
mesmo se mesma se desloca para uma
104
região de altitude bastante elevada,
algumas células presentes no parênquima
renal, ao detectarem a oferta reduzida de
oxigênio que então passam a receber,
imediatamente aumentam a síntese da
eritropoietina.
Enquanto a hemácia vai sendo
formada, na medula óssea, em seu
citoplasma uma importante molécula
protéica vai sendo continuamente
sintetizada e se acumulando no interior da
célula: a hemoglobina. Para que ocorra uma
normal produção de hemoglobina, é
necessário que não haja falta de um min-
eral muito importante para sua síntese: o
íon ferro. Na falta de ferro haverá, como
conseqüência, falta de hemoglobina no inte-
rior das hemácias, o que afetará
nitidamente o transporte de oxigênio no
sangue. Por isso é muito importante que o
íon ferro esteja freqüentemente presente na
alimentação das pessoas.
Devido a grande importância do
íon ferro na produção de hemoglobina e
devido a importância da hemoglobina no
transporte de oxigênio no sangue, existe
um sistema importante, também, para
transporte e armazenamento do ferro em
nosso organismo:
O ferro, presente principalmente
em alimentos como carnes, fígado, gema
de ovos, feijão, couve, lentilha, espinafre,
etc., logo após ser absorvido, na parede do
intestino delgado, se liga a uma proteína
presente no plasma denominada
transferrina. Ligado à transferrina o ferro é
transportado na corrente sanguínea.
O ferro também permanece, du-
rante semanas a meses, armazenados em
nosso organismo, na forma de ferritina.
Para se transformar em ferritina o ferro se
liga a moléculas presentes, principalmente
no fígado, chamadas de apoferritina.
Leucócitos
Também chamados de glóbulos
brancos, são as células responsáveis pela
defesa de nosso corpo.
Cada milímetro cúbico de sangue
contém aproximadamente 6.000 a 8.000
leucócitos.
Existem 5 tipos de leucócitos:
- neutrófilos
- eosinófilos
- basófilos
- monócitos
- linfócitos
Os 3 primeiros tipos (neutrófilos,
eosinófilos e basófilos) apresentam
grânulos citoplasmáticos. Por isso são
também denominados granulócitos.
Já os monócitos e linfócitos não
apresentam grânulos citoplasmáticos. Por
isso são conhecidos como agranulócitos.
Devido ao aspecto do núcleo,
neutrófilos, eosinófilos e basófilos são
conhecidos como polimorfonucleares,
enquanto que monócitos e linfócitos são
conhecidos como mononucleares.
Os quatro primeiro tipos de
leucócitos citados acima (neutrófilos,
eosinófilos, basófilos e monócitos) são
produzidos na medula óssea, a partir de
uma célula-mãe chamada mieloblasto.
Já os linfócitos são produzidos em
diversos tecidos denominados linfóides
(gânglios linfáticos, amídalas, adenóides,
timo, apêndice, etc.) e são todos derivados
de uma célula primordial linfocítica. Os
linfócitos atuam de uma forma diferente
dos demais leucócitos. São responsáveis
por um sistema de defesa, denominado
sistema imunológico.
Propriedades dos Leucócitos
- fagocitose
- diapedese
- quimiotaxia
- movimento amebóide
Em quase todos os tecidos de
nosso corpo existem células de defesa
habitando tais tecidos, desempenhando o
papel de uma primeira linha de defesa
nesses tecidos quando invadidos por algo
estranho, que deveria ser imediatamente
eliminado. Tais células de defesa, fixas e
teciduais, são denominadas macrófagos. Os
macrófagos são células com grande poder
de fagocitose.
Eis alguns exemplos de macrófagos
e os tecidos onde habitam:
- células de Küppffer - fígado
- macrófagos alveolares - pulmões
- histiócitos teciduais - sub cutâneo
- microglia - cérebro
- células reticulares - gânglios linfáticos,
baço e medula óssea
Os monócitos, que são célulasFormação do Coágulo
105
Imunidade Celular. Formam clones de
linfócitos específicos para combater os
agentes portadores dos antígenos
detectados a cada ataque e os lançam na
circulação. Suas células precursoras,
primitivas, teriam sido processadas, durante
a vida fetal, no timo.
- Linfócitos B: Responsáveis por uma
modalidade de defesa chamada
Imunidade Humoral. Não formam clones.
Cada vez que detectam a presença de
agentes com antígenos estranhos,
transformam-se inicialmente e células
maiores chamadas plasmoblastos. Estas,
então, passam a formar centenas de células
chamadas plasmócitos. Cada plasmócito
produz e libera na circulação, a cada
segundo, milhares de moléculas protéicas
de imunoglobulinas. As imunoglobulinas são
especificamente formadas com a
capacidade de detectarem e se aderirem a
cada estrutura portadora daqueles mesmos
antígenos detectados por suas células
produtoras.
Os anticorpos (imunoglobulinas)
vão sendo liberados na circulação e podem
eliminar os agentes considerados estranhos,
destruindo-os, através de uma ação direta
ou indireta.
Ação Direta
As imunoglobulinas ligam-se
diretamente às estruturas antigênicas dos
agentes estranhos. Podem, então,
desencadear diversos efeitos como:
- aglutinação: os anticorpos, aderidos aos
seres estranhos, aderem-se uns aos outros,
formando verdadeiros “grumos” ou
aglutinados. Estes serão, certamente, mais
facilmente destruídos por outras células
específica tendência de se aderirem às
estruturas