Tutoria_SP6
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1- Descrever o que é bioeletrogênese e como ocorre o processo de neurotransmissão.
Explicação inicial pré bioeletrogênese:
O impulso nervoso pode ser imaginado como um minúsculo sinal de eletricidade que percorre um neurônio em um nível mais elementar, consiste em partículas químicas que se movimentam pela membrana da célula de um lado para o outro. 
Explicação sobre bioeletrogênese:
A membrana facilita ou dificulta a passagem de certas substâncias (permeabilidade seletiva). Essa passagem se faz de duas maneiras: transporte passivo (sem gasto de energia) e transporte ativo (com gasto de energia). O transporte passivo se refere ao movimento cinético molecular de substâncias com ou sem auxílio de uma proteína carreadora específica. Sem gasto de energia, portanto a favor do gradiente de concentração. São exemplos de transporte passivo: difusão simples e difusão facilitada. Na difusão simples a substância passa através dos poros da membrana, a favor do gradiente de concentração sem gasto de energia. Um exemplo, disto, é a bomba de Na+_ K+. Na difusão facilitada a substância necessita de uma proteína carreadora específica para transportá-la. O transporte ativo é realizado com ajuda de uma proteína carreadora (como a difusão facilitada) só que contra o gradiente de concentração, havendo, portanto, gasto de energia (ATP). Um exemplo, disto, é a Bomba de Na+_ K+ ATPase.
Processo de neurotransmissão:
O que é neurotransmissão? Os neurotransmissores são substâncias químicas que permitem que os sinais passem de um neurônio para a outra célula.
Os sinais levados de um neurônio a outro em junções especializadas chamamos de sinapse. A transmissão mais frequente é o terminal axonal de um neurônio com os dendritos de outro neurônio. As estruturas envolvidas na sinapse são:
· Terminal pré-sináptico: Apresenta-se na forma de botão, contém numerosas vesículas com substâncias neurotransmissoras. Ex: Acetilcolina e Noradrenalina.
· Fenda sináptica: Situada entre o terminal pré-sináptico e a membrana pós-sináptica.
· Membrana pós-sináptica: Nestas existem receptores específicos de neurotransmissores.
Um terminal pré-sináptico está separado por uma fenda sináptica e contém mitocôndrias e vesículas preenchidas com neurotransmissor, um medidor químico que altera a permeabilidade da membrana. A chegada do impulso nervoso ao terminal pré-sináptico faz com que o Cálcio entre na célula fazendo com que as vesículas sinápticas se unam ao terminal pré-sinático (exocitose), levando a descarga do neurotransmissor para dentro da fenda sináptica. As vesículas dos botões pré-sinápticos que contém milhões de neurotransmissores podem exercer ações inibidoras ou excitadoras na membrana pós-sináptica.
Quando um determinado neurotransmissor passa por difusão através da sinapse, ele é ligado a uma proteína receptora presente na membrana pós-sináptica e desta combinação resulta a abertura de canais iônicos. Quando se abrem canais de Na+, este penetra na porção pós-sináptica e determina uma despolarização. Esta despolarização caracteriza o potencial Pós-Sináptico Excitatório (PPSE), que é um potencial local. A despolarização aproxima o potencial da membrana do seu limiar que poderá acompanhar o Potencial de Ação (PA). Pode ocorre também que o neurotransmissor aumente a permeabilidade do K+. Este sairá do interior da célula e fará com que este se torne mais negativo determinando uma hiperpolarização da membrana.
A hiperpolarização caracteriza um Potencial Pós-Sináptico Inibitório (PPSI) que, como o excitatório, também é potencial local. A hiperpolarização afasta a membrana de seu limiar diminuindo, portanto, a excitabilidade.
2- Identificar as vias neurológicas sensitivas relacionadas à gustação e olfação
Gustação ou Paladar:
· NC VII (Nervo Facial)
· NC IX (Nervo Glossofaríngeo)
· NC X (Nervo Vago)
Principal órgão receptor da gustação: Língua.
Consegue ter 4 sensações básicas: Doce, salgado, azedo e amargo
Ela ocorre através dos quimiorreceptores, que tem a localização:
· Papilas linguais (valadas, fungiformes, foliáceas)
· Palato mole
· Laringe \u2013 epiglote
· Porções superiores do esôfago
Quimiotransdução:
Atuação da substância química, dissolvida na saliva, no receptor \u2192 ativação da proteína G (gustducina) \u2192 ativação de uma enzima efetora \u2192 quebra de PIP2 (fosfatidil) em DAG (diacilglicerol) e IP3 (inositol trifosfato) \u2192 ativação dos canais de Ca++ pelo IP3 (inositol trifosfato) \u2192 ativação dos canais TRPM5 (Potencial de receptor transitório) \u2192 despolarização por correntes de Na+
Transmissão:
Os estímulos passam das papilas gustativas na boca ao trato solitário, localizado na medula oblonga (bulbo). Em seguida, os estímulos são transmitidos ao tálamo; do tálamo passam ao córtex gustativo primário e, subsequentemente, às áreas associativas gustativas circundantes e à região integrativa comum que é responsável pela integração de todas as sensações.
Olfação:
· NC I (Nervo Olfatório)
Vias neurais do olfato:
· Amígdala (aversão)
· Núcleo accumbens (prazer)
Principais áreas/estruturas:
· Núcleo olfatório anterior;
· Tubérculo olfatório;
· Córtex piriforme;
· Núcleo amigdalóide anterior;
· Córtex periamigdalóide;
· Córtex entorrinal lateral.
3- Reconhecer a importância dos sentidos da gustação e olfação
Gustação:
O paladar é um importante sentido do corpo humano que nos permite reconhecer os sabores, além de sentir a textura dos alimentos ingeridos. A língua é o principal órgão desse sentido e é capaz de diferenciar entre os gostos doce, salgado, amargo, azedo
Olfação:
tem uma função importantíssima na distinção de sabores dos alimentos. Quando mastigamos, sentimos o paladar e o cheiro simultaneamente e as informações sobre determinada comida ou bebida são enviadas para o cérebro.
4- Caracterizar a integração sensorial entre olfação e gustação
Os sentidos gustativo e olfativo são chamados sentidos químicos, porque seus receptores são excitados por estimulantes químicos. Os receptores gustativos são excitados por substâncias químicas do ar. Esses sentidos trabalham conjuntamente na percepção dos sabores. O centro do olfato e do gosto no cérebro combina a informação sensorial da língua e do nariz.
O olfato e paladar estão intimamente relacionados. As papilas gustativas da língua identificam os sabores, ao passo que os nervos localizados no nariz identificam os odores. Ambas as sensações são transmitidas ao cérebro, que integra as informações para que os sabores possam ser reconhecidos e apreciados. Alguns sabores como o salgado, o amargo, o doce e o ácido podem ser reconhecidos sem que o sentido do olfato intervenha. No entanto, sabores mais complexos (como o da framboesa) requerem ambos os sentidos, paladar e olfato, para serem reconhecidos.
5- Identificar causas para alterações dos sentidos de olfação e gustação (fumo, quimioterapia, radioterapia, vírus (coronavírus), neoplasias, outras).
Quimioterapia: 
Alterações do paladar provocam mudanças no gosto dos alimentos durante ou após o tratamento do câncer. Alguns alimentos podem tem sabor diferente, podem não ter muito gosto ou simplesmente tudo pode ter o mesmo gosto. Comidas amargas, doces, salgadas podem ter sabor diferente do que antes do tratamento, e algumas pessoas podem sentir um gosto metálico ou químico na boca, especialmente após comer carne ou outros alimentos com grandes quantidades de proteína. As alterações no paladar podem levar à aversão alimentar, perda de apetite e perda de peso. Cerca de 50% das pessoas que recebem quimioterapia apresentam variações no paladar.
Fumo:
A exposição ao fumo parece alterar significativamente os dois sistemas quimiorreceptores. A capacidade gustativa está comprometida, quanto à percepção de substâncias salgadas, amargas e doces-principalmente as duas últimas -, bem como à impressão hedônica global (prazer). Dessa forma, a preferência alimentar pode variar. Já na olfação, há alterações ultra estruturais no epitélio, perda na habilidade de identificação de odores (hiposmia) e sensação de queimação e dor na mucosa.
Radioterapia:
A radiação