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ATIVIDADE PRÁTICA - TÓPICOS ESPECIAIS

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Pró-reitoria de EaD e CCDD 1 
 
Disciplina de Tópicos Especiais em Engenharia de Produção 
Prof. Emerson Seixas 
Atividade Prática 
Tópicos Especiais em Engenharia de Produção 
CLÁUDIO ROBERTO TOZIN – RU 698099 
 
INTRODUÇÃO 
Em 1989 a lata de alumínio para bebidas chegou ao Brasil devido à 
produção interna da chapa nas especificações para o produto, e também à vinda 
de empresas detentoras da tecnologia de fabricação. 
Nos últimos 30 anos ocorreu uma significativa mudança nas empresas 
produtoras de latas de alumínio para bebidas, que eram produzidas inicialmente 
em três partes (corpo, fundo e tampa), utilizando os equipamentos que eram 
usados na fabricação da antiga lata de aço, as latinhas transformaram-se em 
aprimoradas embalagens de consumo e acompanham o que há de mais moderno 
na tecnologia. 
Este trabalho tem por objetivo relatar como ocorre o processo de fabricação 
de uma lata de alumínio de 350 ml. 
 
DESENVOLVIMENTO 
Em um período de 24 horas, uma unidade fabril é capaz de produzir mais de 
3 milhões de latas. No Brasil, existem três fabricantes de latas de alumínio para 
bebidas, a Crown, a Latapack-Ball e a Rexam 
O processo de produção da lata de alumínio é considerado simples, e é 
padronizado para todas as fabricantes. Para ser produzida são necessárias duas 
linhas diferentes de produção, uma delas para o copo e a outra para a tampa. 
O copo passa por oito etapas que serão descritas a seguir: 
 
 
 
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1) Formação do copo: o alumínio laminado chega à fábrica na forma de 
grandes bobinas (Figura 1) e entra na prensa de estampagem (Minster). O 
equipamento computadorizado corta a chapa em vários discos dando-lhes a 
forma de um copo raso. Nesta fase o alumínio ainda tem a espessura da 
lâmina original. Toda a sobra desta etapa (esqueleto) é reciclada para a 
produção de novas chapas. 
 
2) Formação do corpo e aparas: O copo raso segue para outra máquina 
(BodyMaker) onde a lata começa a ter o formato final. O copo raso é 
submetido a uma grande pressão por uma série de anéis de precisão, cada 
um levemente menor do que o anterior. Este movimento reduz a espessura 
da parede do copo e o torna mais longo gradativamente, além de formar o 
fundo da lata. Depois as latas passam pelo Trimmer, equipamento que 
apara a borda superior dos corpos já esticados, para que todos eles 
tenham o mesmo comprimento nominal (Figura 2). 
 
 
 
 
 
 
3) Lavagem e Secagem: Já nivelados, os copos são submetidos a uma 
lavagem interna e externa de alta eficiência que visa à remoção de 
partículas e resíduos oriundos do processo de formação do corpo, 
 
Figura 1 – Bobina de alumínio 
Fonte: ABRALATAS 
 
 
 
 
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passando depois por um forno de secagem. Após esta etapa as latas já 
estão prontas para receber a impressão de seus rótulos. 
 
4) Impressão do rótulo e revestimento externo: Os copos lavados e secos 
entram na fase de impressão dos rótulos. Na impressão, os rótulos são 
feitos por um sistema de dry offset e podem receber várias cores ao 
mesmo tempo. As máquinas mais modernas conseguem imprimir acima de 
duas mil latinhas por minuto (Figura 3). 
 Em seguida, quase que simultaneamente, a lata recebe uma camada 
externa de verniz incolor, para dar melhor acabamento e brilho, além de 
evitar que a tinta descasque, e outra camada no fundo da lata, para 
garantir mobilidade da lata. 
 
5) Secagem, cura e revestimento interno: As latas já rotuladas passam por 
outro forno, agora com intuito de curar o verniz de proteção externa. Em 
seguida, é aplicado verniz interno que forma um revestimento de proteção 
na parte de dentro da lata. Este procedimento é realizado para garantir que 
o líquido envasado não entre em contato com a superfície metálica, 
evitando algum tipo de oxidação ou alteração no sabor da bebida. As latas 
então são levadas a outro forno, para secagem e cura do verniz interno. 
 
6) Formação do pescoço: O copo já rotulado é encaminhado ao processo 
de formação do pescoço (Necker), o qual a extremidade aberta do copo é 
submetida e uma pressão que diminui o diâmetro da abertura, formando o 
pescoço e o perfil da borda para encaixe da tampa. 
 
7) Controle de qualidade: As latas passam por um processo de controle de 
qualidade em cada etapa de sua formação. No estágio final, é realizada 
 
 
 
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uma série de testes adicionais, incluindo feixe de luz de alta intensidade e 
câmeras de inspeção interna e externa, onde são detectados os mínimos 
defeitos. As latas com defeito são automaticamente excluídas. 
 
8) Paletização: Depois de prontas e inspecionadas as latas são embaladas 
para armazenagem e transporte, empilhadas em pallets, onde são 
empilhadas em engradados para serem estocados nos galpões, até serem 
levadas por caminhões apropriados para as fábricas de bebidas. Lá, as 
latas são novamente esterilizadas antes de serem utilizadas. 
 
Fabricação da tampa 
A primeira etapa do processo de fabricação da tampa é chamado de 
formação da tampa básica. Na prensa, é cortado um disco que é moldado através 
de várias etapas. Por fim, é formada a reborda, numa etapa em que são 
moldadas as partes da tampa que irão garantir sua recravação, ou seja, sua 
fixação na lata. 
Aplicação do composto selante: As tampas básicas recebem uma 
quantidade controlada de selante, sobre uma área específica da reborda. O 
selante ajuda a garantir a perfeita vedação no momento da recravação, evitando, 
assim, vazamentos ou perda de gás. 
Formação do anel e conversão da tampa básica em tampa acabada: 
Agora, as tampas básicas se transformam em tampas acabadas. É um processo 
que envolve minuciosas operações de conformação do metal para a formação 
dos relevos, do rebite para sustentação do anel e da linha de corte que permite a 
abertura da tampa. Trata-se de uma etapa extremamente complexa e que exige 
rigoroso controle. 
Devido a sua fragilidade, as latas de alumínio quando estão vazias, não 
podem ser transportadas por longos períodos. Já as tampas podem ficar a 
quilômetros das fábricas de bebidas e costumam até ser exportadas para outros 
países. 
Logística reversa: Desde que começou a ser produzida no Brasil, há mais 
de 30 anos, a lata de alumínio para bebidas sempre esteve vinculada a 
programas de reciclagem. O objetivo da indústria sempre foi o de garantir o 
retorno da matéria-prima ao ciclo produtivo e, ao mesmo tempo, de proporcionar 
benefícios ambientais, sociais e econômicos. Surgia ali um modelo inicial de 
 
 
 
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logística reversa, o mesmo hoje previsto na atual Política Nacional de Resíduos 
Sólidos para todos os materiais. Quando descartadas corretamente, as latas de 
alumínio retornam às prateleiras dos mercados em até 60 dias. 
 
CONCLUSÃO 
Percebe-se que o processo de fabricação de latas de bebidas de alumínio já 
está bastante desenvolvido tecnologicamente, e as empresas responsáveis pela 
produção destas, buscam constantemente por alta performance, flexibilidade, 
competitividade, melhoria continua, fazendo investimentos em inovações 
tecnológicas e em profissionais competentes para gerir projetos de forma eficaz 
para alcançar os objetivos estratégicos das organizações, visando sempre a 
redução de desperdício e o aumento do lucro. 
Este tipo de embalagem tem grande aceitação pelo mercado de bebidas e 
pelo consumidor. Tendo um retorno financeiro garantido, sendo assim as 
indústrias investem muito para atender os requisitos ambientais e na implantação 
da logística