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Redação modelo: Os prejuízos da leitura negligenciada

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Tema: Os prejuízos da leitura negligenciada
	Na Idade Média, como forma de controlar as crenças da população, a Igreja escondeu e destruiu diversos livros para evitar que o povo tivesse acesso ao conhecimento, dessa forma, o conhecimento científico e tecnológico ficava restrito aos círculos do clero. Contudo, o acesso à leitura hoje é facilitado pelas diversas ferramentas à disposição nos meios comunicativos e digitais. Esse acesso simplificado ocasionou o advento de mudanças no meio literário que, por vezes, atingem o indivíduo de maneira antagônica. Nessa perspectiva, convém analisar a negligência da leitura e seus prejuízos.
	A princípio, a superficialidade dos textos digitais é uma implicação recrudescente da problemática. A esse respeito, o filósofo Immanuel Kant propôs a “menoridade intelectual”, caracterizando como a incapacidade do indivíduo de pensar por si mesmo. Nessa perspectiva filosófica, é possível perceber que a frivolidade das informações contidas nos textos de redes sociais leva os indivíduos a perderem a capacidade de argumentação própria, pois, certamente, o conhecimento advindo dessas leituras é raso e restringe o desenvolvimento de ideias alternadas da conjuntura observada. Portanto, é necessário incentivar o aprofundamento dos conhecimentos e argumentos em detrimento de sua síntese.
	Outrossim, a digitalização da leitura também é um efeito da problemática. Em 2007, a Amazon lançou um aparelho chamado “Kindle”, que tem como função a leitura de livros digitais, tendo hoje vários adeptos. Nesse cenário, o advento do livro digital democratiza de modo eficaz o acesso à leitura, em contrapartida, é notável a desvalorização de bibliotecas e livrarias que possuem grande valor histórico e cultural, além de contribuir no mercado da pirataria digital, desqualificando o trabalho do escritor, quando sua obra circula gratuitamente. Logo, é imprescindível que a leitura impressa não seja desqualificada, haja vista sua importância cultural e histórica.
	Os prejuízos da leitura negligenciada representam um desafio e, por conseguinte, medidas devem ser adotadas. Convém ao Ministério da Educação, por meio de campanhas que devem ser divulgadas nos meios de comunicação e amplamente compartilhadas nas redes sociais, atentar sobre aos prejuízos de basear o conhecimento em informações superficiais da internet, para incentivar o diálogo racional de ideias diferentes, evitar falácias da argumentação e divulgação de informações falsas. Ademais, cabe ao Ministério da Cidadania, com investimentos estáveis e adequados, ampliar as bibliotecas públicas e atualizar seus acervos literários, para assim, valorizar os livros impressos e estimular a preservação de obras e documentos históricos. Com essas medidas, será possível, gradativamente, amenizar os prejuízos ocasionados pela leitura negligenciada e usufruir das ferramentas facilitadoras do acesso ao conhecimento, não mais restrito ao poder da Igreja, como na Idade Média.