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Mecanismos de tolerância imunológica que leva o bloequeio da auto-imunidade

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Mecanismos de tolerância imunológica que leva o bloqueio da auto-
imunidade – Larissa Leslye 
Se essa tolerância falhar – temos doenças autoimunes 
Pq não desenvolvermos doenças autoimunes? 
Nosso sistema imune normal está preparado para não reagir com moléculas próprias que tenham 
potencial antigênico – antígenos próprios ou tolerogenos (antígenos dos nossos tecidos que os 
linfócitos não podem agir) 
➢ Esse tolerogenos são antígenos resistentes 
Podemos ter linfócitos agindo contra esses tolerogenos, mas esses linfócitos têm que ser bloqueados. 
No timo e na medula óssea nós produzimos linfócitos reativos, mas eles têm que ser bloqueado 
Como eles são bloqueados? 
Produzimos vários clones dos linfócitos com vários tipos de receptores, existe uma recombinação 
genica ampla para produzir vários tipos de linfócitos para vários tipos de microrganismos. 
Mas também podemos produzir linfócitos que reage contra nosso tecido – encaixa em antígenos 
próprios, mas temos que bloqueá-los 
→ Durante o processo de gerar diferentes receptores algumas células T e B podem reconhecer 
antígenos próprios, mas precisamos ser tolerantes a esses antígenos próprios. 
Tolerância – estado de não responsividade imune a auto antígenos. 
Há dois tipos 
Central: ocorre nos órgãos linfoides primários – medula óssea para linfócito B e timo para linfócito T 
Periférica: ocorre nos órgãos secundários – tecidos periféricos 
 
→ Quando produzimos os linfócitos auto-reativos ele não 
pode sair para circulação, então eles têm que passar por 
uma checagem na medula óssea e no timo. Como isso? 
pois temos armazenadas na medula óssea e no timo 
vários antigenos próprios acumulados, para fazer essa 
testagem. 
Se o linfócito reconhecer esses antígenos próprios: 
Se for o linfócito B: passa por apoptose, ou ele muda seu 
receptor – tem uma edição do receptor. 
Se for linfócito o T: apoptose ou ele é estímulo a se 
tornar um linfócito T regulador (ativa a transcrição de 
genes passando a ser outro linfócito que produz outros 
tipos de citocinas.) 
POSSÍVEIS CAUSAS: 
INFLAMAÇÃO AGUDA OU PERSISTENTE: linfócitos 
migrando muito rápido para o local de inflamação – 
podendo falhar essa testagem, indo linfócitos reativos nos órgãos periféricos 
FALHAS NA TESTAGEM... 
Quando temos esse linfócito auto-reativo que escapou das testagens e migrou para circulação: 
Nos órgãos periféricos, ele vai tentar bloquear eles: 
- Pode induzir o linfócito T e B a apoptose no órgão periférico 
- Sofre supressão do linfócito T regulador 
- Podem sofrer anergia (reconhece antígeno próprio, mas não responde) 
TOLERANCIA CENTRAL DE LINFOCITOS T 
Se ele encontrar uma célula apresentadora com antígenos 
próprios (que vai ter mesmo nessas regiões para fazer o teste), 
e reconhecer esses antígenos, ele vai ser induzido a apoptose. 
Ou ele vira um linfócito T regulador, produzindo citocinas 
supressoras que inibe a proliferação: IL-10 (inibe perfil TH1 -
inibe inflamação); TGF – BETA (fator de crescimento 
transformante – é uma citocina que inibe a proliferação de 
linfócitos); além disso ele expressa o CTLA-4 (receptor que 
bloqueia o B7) 
TOLERANCIA PERIFERICA DO LINFOCITO T 
Ele não sofreu apoptose nem se tonou linf T regulador, ele conseguiu escapar da checagem: 
Então ele não vai ter o segundo sinal CD28 para ligar com o B7 (da APC), então ele vai entrar em 
dormência – anergia. 
OBS: Ele não tem esse segundo sinal pois a APC apresentando antígeno próprios não expressa B7, e 
essa APC tem preferência para o linfócito T regulador, esse linfócito T regulador vai se ligar a APC, 
bloqueando o B7, não permitindo que a APC se ligue a linfócitos auto-reativos 
 
TOLERANCIA CENTRAL DE LINFOCITOS B 
Se ele reconhecer um antígeno próprio, 
ele irá sofrer apoptose. Ou então vai 
editar a região variável, seus receptores. 
Se ele escapar desses mecanismos na 
medula óssea: 
TOLERANCIA PERIFERICA DO 
LINFOCITO B 
Ele vai ter uma redução do receptor; 
ausencia de sinal pelo linfócito T 
(portanto não vai funcionar, vai entrar 
em anergia) 
 
 
→ A maioria das doenças imunes são de linfócito T autorreativo. 
Se todos esses mecanismos falharem temos as doenças autoimunes. 
Podem ser doenças autoimunes restritas em determinado órgão ou pode ser sistêmica. 
→ Quando falha a autoimunidade? 
- Predisposição genética: HLA (forma linfócitos autoreativos, promovendo falha no mecanismo de 
tolerância – vão migrar para o tecido causando doença autoimune) 
- Infecções virais persistentes (vai ter que sair muito linfócito T e B dos órgãos primários, exacerbando 
a produção, dando erro) 
- Mimetismo molecular ou reação cruzada (microrganismo apresenta antígenos semelhantes aos 
nosso corpo) 
- Liberação de Ag sequestrados devido trauma de órgãos imunologicamente privilegiados. 
 
FATORES GENÉTICOS DA AUTOIMUNIDADE: genes HLA 
 
PAPEL DAS INFECÇÕES NA AUTO-IMUNIDADE: 
Algumas doenças auto-imunes são advindas de doenças infecciosas virais ou bacterianas. 
As infecções agudas ou persistentes teciduais provocam maior recrutamento de linfócitos no local, 
podemos ter linfócitos autorreativos no local, e esse linfócito autoreativo pode ser ativado por uma 
célula dendrítica que está ao mesmo tempo 
expressando antígenos do microorganismo e 
antígenos próprios, portanto além de ela estar 
apresentando o antígeno do patógeno, ela está 
expressando B7. Cm isso ela ativa esses linfócitos 
autorreativos. 
Outro fator associado com as infecções uma das 
causadoras de doenças autoimunes é por causa da 
reação cruzada. Determinado epitope – região 
antigênica do patógeno é parecido com nosso 
antígeno, então o linfócito vai fazer uma reação 
cruzada, reconhecendo esse antígeno próprio como 
antígeno ruim, produz anticorpos e destrói as células. 
 
SITIOS IMUNOLOGIAMENTE PREVILEGIADOS: locais onde os antígenos ficam preservados 
naquelas regiões, onde o linfócito tem dificuldade de chegar nessa região e os antígenos têm 
dificuldade de sair tbm dessas regiões → olhos, testículos e cérebro. 
Nessas regiões os antígenos não são testados na medula óssea e no timo. No entanto se esses órgãos 
sofrerem um trauma, os antígenos podem cair na circulação ativando linfócito T. E este irá migram 
para essa região. No caso do olho, mesmo se o problema está em um, migra para os dois olhos 
causando destruição tecidual.