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ATIVIDADE DISCURSIVA ANTROPOLOGIA

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ATIVIDADE DISCURSIVA
ALUNA: FRANCISCA TAINARA MARTINS DE SOUSA
Considerando o contexto mencionado acima, elabore um texto dissertativo, contemplando os seguintes aspectos:
 
a) Primeiro momento da antropologia como etnografia.
A Antropologia do século XX é uma resposta crítica à Antropologia do século XIX: uma ciência que se pretendia histórica, que queria reconstituir a história dos povos humanos para explicar como alguns deles tinham chegado ao “estado de civilização” e muitos outros não, ficando em “estágios” anteriores de “selvageria” ou “barbárie”. Para reconstituir os diversos estágios, a Antropologia do século XIX se tornou a especialista em “povos primitivos”, que imaginava e analisava mediante a leitura de relatos de viajantes, expedições científicas, missionários ou informes das oficinas coloniais, material que, no século XIX, se tornou bastante volumoso se comparado ao existente nos séculos anteriores. Dissemos que a etnografia tem três momentos: a formação, o trabalho de campo e a escrita. A formação teórica é a bagagem indispensável para ir a campo. Não adianta se apressar para ir a campo sem ela, pois a capacidade de levantar problemas em campo advém da familiaridade com a bibliografia do tema. A “sacada” etnográfica só virá do tempo em campo e de nossa formação. A nossa formação nos familiariza com as “sacadas” que tiveram todas as outras gerações de antropólogos prévias à nossa, com o qual aprendemos a ver. Ao cabo da formação do antropólogo o nosso olhar se torna um “olhar devidamente sensibilizado pela teoria disponível” e o nosso ouvido um “preparado para eliminar todos os ruídos” (CARDOSO, 1998, p. 19, 21).
b) Reflexão sobre a escola evolucionista, funcionalista e estruturalista de antropologia 
O Evolucionismo Social foi a escola do século XIX responsável pela sistematização do conhecimento acerca dos “povos primitivos”, o qual foi organizado em trabalhos de gabinete, sem a observação "in locu".
De modo geral, argumentavam em favor do evolucionismo nas sociedades humanas, onde evoluiriam das “primitivas” para as “civilizadas”. Seus principais representantes foram:
· Herbert Spencer e sua obra “Princípios de Biologia” (1864)
Tylor e sua obra “A Cultura Primitiva” (1871). 
O Funcionalismo surge no início do Século XX e estabelece um modelo de etnografia com seus trabalhos de trabalho de campo (Observação participante).
O principal representante foi Bronislaw Malinowski e sua obra “Argonautas do Pacífico Ocidental”, publicada em 1922.
O Estruturalismo irá florescer nos anos de 1940, ao buscar as regras estruturantes das culturas presentes na mente humana.
Teve como grande representante, Claude Lévi-Strauss com sua obra “Pensamento selvagem”, publicada em 1962.
c) Tendência pós-moderna ou crítica de antropologia.
A chamada geração pós-moderna de antropologia norte-americana, representada por autores como J .Clifford, G . Marcus, James Boon, Paul Rabinow, entre outros, tem recebido forte inspiração teórica de pensadores europeus como M .Bakhtin, M. Foucault, R .Barthes, P. Bourdieu, o que nos leva primeiramente a considerar alguns dos argumentos destes pensadores, principalmente aqueles relacionados com a filosofia da linguagem e com a epistemologia das ciências. Inicialmente foi M. Bakhtin quem chamou atenção para alguns determinantes da linguagem; dizia ele que, "assim como, para observar o processo de combustão, convém colocar o corpo no meio atmosférico, da mesma forma, para observar o fenômeno da linguagem, é preciso situar os sujeitos - emissor e receptor do som - bem como o próprio som, no meio social". (BAKHTIN,1988:70). Para Bakhtin a enunciação resulta da interação de indivíduos socialmente organizados e a palavra função das pessoas as quais se dirige pois, segundo ele, não pode haver linguagem com um interlocutor abstrato. O contexto social não se reduz, entretanto, a sobre determinar a estrutura da enunciação (forma e estilo, por exemplo) enquanto sua causa externa (a situação extra verbal), configurando, antes, um elemento necessário e constituinte da própria estrutura semântica gerada no e através do enunciado.
Referências: http://nau.fflch.usp.br/sites/nau.fflch.usp.br/files/upload/paginas/critica_antropologica.pdf
https://www.todamateria.com.br/as-escolas-antropologicas/
https://journals.openedition.org/pontourbe/300