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3- Exame neurológico do sistema motor- Resumo Neurologia

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um arco reflexo simples, trata-se do reflexo patelar onde bate-se o martelo 
no tendão muscular, existe um impulso aferente que viaja pela coluna posterior da medula, esse nervo sensitivo faz 
sinapse com um neurônio motor na via anterior da medula, e esse neurônio eferente chega até o músculo e a perna é 
projetada para frente e para cima. 
A importância de se treinar os reflexos está no 
fato de que ele dará junto com tônus e força a 
topografia da lesão. 
Os reflexos são graduados diferente da força: 
 Grau 0: ausentes 
 Grau 1: hipoativos 
 Grau 2: normoativos 
 Grau 3: vivos: não patológico, um pouco 
mais exacerbado e dentro do parâmetro 
normal. 
 Grau 4: exaltados: são os patológicos, 
incluem o clônus, como por exemplo ao fazer 
a dorsiflexão do pé há movimentos repetição 
que tendem para o infinito. São movimentos repetidos inesgotáveis. Neste grau também entra o sinal de Babinsk, quando 
se estimula o pé e tem-se um reflexo patológico, quando se estimula o pé do paciente em sua região lateral e tem-se a 
extensão do hálux e abertura em leque dos outros dedos, isso nos aponta para uma hiperreflexia. Outro sinal é o de 
Hoffman, onde no dedo médio faz se a extensão da falange distal e espera-se a flexão dos outros dedos, marcadamente 
do polegar. São sinais sucedâneos aos reflexos exaltados. Sabe-se que um reflexo está exaltado quando ele se encontra 
muito forte, ou quando a área reflexógena está aumentada. 
 
Em lesão de primeiro neurônio motor há fraqueza, o tônus estará aumentado – rigidez espástica, e o reflexo estará 
aumentado também, patológico. Em lesão de segundo neurônio motor, como na poliomielite, há fraqueza e o tônus 
encontra-se diminuído, bem como os reflexos. Portanto, além da fraqueza há outras condições que dizem se é uma 
doença de primeiro ou segundo neurônio. 
Quanto as neuropatias, como a Síndrome de Guillain Barré a força estará diminuída, o reflexo também estará muito 
diminuído e em boa parte dos casos estará ausente, o tônus geralmente encontra-se normal ou um pouco diminuído. 
 
REFLEXOS 
 Bicipital: no tendão do músculo bíceps coloca-se o dedo e bate o martelo, neste reflexo estaremos testando o 
nervo musculocutâneo e a raiz nervosa de C7. 
 Tricipital: bate-se o martelo um pouco acima do cotovelo enquanto que o paciente se encontra com o braço 
relaxado e o examinador oferece apoio ao braço. Neste reflexo testa-se o nervo radial e a raiz nervosa de C6. 
 
HELEN MARCONDES – T5 
 Estilorradial: bate-se no rádio do paciente, neste reflexo testa-se o nervo radial e a raiz nervosa de C6. 
 Patelar: bate-se bem abaixo do joelho, neste reflexo se está avaliando o nervo femoral e as raízes de L2 – L4. 
 Aquileu: bate-se no tendão de aquiles, neste reflexo está se avaliando o nervo isquiático e raízes nervosas baixas 
– sacrais. 
 Reflexos superficiais: basicamente os reflexos cutâneo abdominais, tanto na região superior, média como 
inferior. Faz-se um estimulo sensitivo. Exemplo: no abdômen superior em direção ao umbigo, e verifica-se alguma 
movimentação da parede abdominal. Faz-se também no terço médio em direção ao umbigo e no terço inferior 
em direção ao umbigo, tanto de um lado como do outro.