A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
179 pág.
ARTE E MUSICALIZAÇÃO APLICADAS À EDUCAÇÃO

Pré-visualização | Página 8 de 34

■ Arte Grega 
 ■ Arte Romana, Bizantina e Gótica
 ■ Arte do Oriente
 ■ Arte e Inovação
 ■ Arte Barroca
 ■ Arte no Brasil
INTRODUÇÃO
Olá, caro(a) aluno(a).
Estudamos um pouco sobre conceitos, paradigmas e perspectivas da Arte, isto 
é, já demos a largada, completamos a primeira volta e aceleramos nesta corrida 
do conhecimento acadêmico. Tenho certeza que essa temática tem contagiado 
e despertado um interesse cada vez maior em você.
Continuando com a metáfora da corrida, adentramos na nossa segunda volta 
e ela é tão importante quanto à primeira. Largar bem é fundamental, entretanto 
perder o ritmo pode nos prejudicar muito, logo, o nosso objetivo é manter um 
bom compasso de estudo, a busca pelo novo, e, para isso, precisamos sempre 
de combustível. Assim, o nosso combustível, neste momento, é o conhecimento 
sobre a história da arte.
Nesta unidade, esmiuçaremos a construção histórica e evolução da Arte, 
das estéticas, artistas e obras fundamentais para a consolidação de tendências e 
estilos artísticos. Verificaremos particularidades da história da arte no mundo 
e, também, do Brasil, observando as práticas artísticas no período colonial, após 
a independência e na República.
Como é notório, todo conhecimento é baseado em uma construção de 
teorias, acertos e erros, pesquisas e pesquisadores que vão consolidando, histo-
ricamente, fundamentos sobre determinado assunto. Com a Arte não é diferente, 
sua trajetória temporal; seu contexto social, político, religioso; artistas visioná-
rios alicerçaram e continuam consolidando pontos fundamentais no estudo da 
história da arte, por isso, é indispensável que observemos esses períodos, artis-
tas e obras para aprofundarmos nosso conhecimento.
Da mesma forma que a história de nossa família é fundamental para a for-
mação da nossa vida e personalidade, as características da história da arte são 
obrigatórias para compreendermos mais profundamente a arte como algo inato 
ao ser humano e significá-la com mais consideração na escola e na nossa vida.
Se a corrida não acabou, o nosso carro não pode parar agora no início de 
sua segunda volta, por isso, abasteça com muito ânimo, determinação, vontade 
de seguir sempre além e continuemos o nosso percurso.
Bons estudos!
Introdução
Re
pr
od
uç
ão
 p
ro
ib
id
a.
 A
rt
. 1
84
 d
o 
Có
di
go
 P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
45
ARTE: UM PANORAMA HISTÓRICO
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIU N I D A D E46
ARTE NA PRÉ-HISTÓRIA
A origem exata da arte é, normalmente, desconhecida, pois datas e fatos não são 
precisos e nem sempre marcam a origem desses acontecimentos. Por exemplo, 
quando o ser humano começou a utilizar uma linguagem elaborada, semelhante 
a que temos hoje? Realmente, é muito difícil precisar.
Adotando o princípio que arte é uma maneira de expressar, de construir, 
manipular e transformar coisas do nosso cotidiano, como: tecer, pintar, fazer 
esculturas ou utensílios domésticos ou de caça, construir uma casa, um local de 
devoção religiosa, entendemos que todos os povos viveram e produziram ou se 
beneficiaram da arte.
Talvez você esteja se questionando sobre alguns objetos que são conside-
rados arte, como: cerâmica, arco e flecha, pinturas em cavernas, são artísticos? 
Devemos lembrar que a arte tem seu caráter de utilidade, o critério de beleza não 
é universal e as técnicas e materiais evoluíram junto com o ser humano. Assim, 
entendemos que esse primeiro momento de manifestação artística tem uma liga-
ção estreita com a sua utilidade.
©
sh
ut
te
rs
to
ck
Arte na Pré-História
Re
pr
od
uç
ão
 p
ro
ib
id
a.
 A
rt
. 1
84
 d
o 
Có
di
go
 P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
47
Os povos pré-históricos e primitivos - entendemos primitivos não por serem 
“simples” e sim por estarem na linha da história mais próximos da nossa origem 
- manifestaram a sua necessidade de arte com pinturas, construções, esculturas 
que, muitas delas, registraram grandes feitos.
As descobertas de desenhos de animais, celebrações, caças nas paredes de caver-
nas e rochas na Espanha e França no século XIX datam da Era Glacial, pinturas 
feitas com instrumentos rudimentares de ossos, ferro, condimentos que man-
chavam (uma espécie de tinta) marcam a arte rupestre.
A explicação mais provável para essas pinturas rupestres ainda é a de 
que se trata das mais antigas relíquias da crença universal no poder 
produzido pelas imagens; dito em outras palavras, parece que os ca-
çadores primitivos imaginavam que, se fizessem uma imagem de sua 
presa – e até espicaçassem com suas lanças e machados de pedra -, os 
animais verdadeiros também sucumbiriam ao seu poder (GOMBRI-
CH, 2012, p. 42).
Muitos povos primitivos utilizaram a arte como uma forma de celebração de 
suas crenças e magias, rituais, solenidades. Muitas danças estão ligadas à arte 
como uma forma de representação de sua política, tradição que era simulada no 
mundo real por meio da arte.
Outro ponto relevante é que a arte dos povos primitivos demonstrava suas 
técnicas, instrumentos e capacidade evolutiva, isto é, muitas ferramentas que 
eram utilizadas para o registro na parede de uma caverna, a manufatura de um 
pote, um vaso, por exemplo, demonstravam a capacidade daquela tribo. “Não 
podemos deixar de nos maravilhar com a paciência e a firmeza manual que esses 
artesãos primitivos adquiriram ao longo dos séculos de especialização”, afirma 
Gombrich (2012, p. 44).
Um artista é uma pessoa que participa conscientemente na produção de 
uma obra de arte.
 (Dickie)
ARTE: UM PANORAMA HISTÓRICO
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIU N I D A D E48
Cada povo primitivo desenvolveu a sua forma de arte, como a criação de 
máscaras para os deuses ou para a guerra, talhas em madeira ou na pedra, potes 
de cerâmica, pinturas corporais, utensílios domésticos, produção de tecidos ou 
de couros etc.
ARTE EGÍPICIA
A imagem mais comum, ao pensarmos no Egito, são as pirâmides e, com elas, 
as histórias dos faraós e suas grandes façanhas. Sabemos que toda civilização do 
Egito Antigo está interligada por seu pensamento político e religioso, pois o seu 
sistema político dominante era um tipo de monarquia, mas com preceitos reli-
giosos, o Faraó era considerado deus.
O Egito é um dos mais antigos núcleos de arquitetura. Predominam 
as linhas horizontais e os telhados são sempre em terraço. Vigor e es-
tabilidade são características principais dessa arquitetura monumental 
(DUCHER, 2001, p. 16).
A partir disso, entendemos como a população egípcia e seus escravos suportaram 
por tanto tempo e com tanto esforço as obras gigantescas como as já comenta-
das pirâmides, os templos, as cidades muradas etc.
A arte produzida pelos egípcios foi monumental, perfeccionista e instigante. 
A crença de preservar o corpo dos monarcas e retratá-los fielmente em uma escul-
tura de mármore, especialmente o seu rosto, era baseada no pensamento que 
assim ele se manteria vivo para sempre. Esses retratos em mármore são impres-
sionantes pela técnica e qualidade que foram feitos, “talvez seja por causa dessa 
rigorosa concentração nas formas básicas da cabeça humana que esses retratos 
permanecem tão impressionantes”, declara Gombrich (2012, p. 58).
Arte Egípicia
Re
pr
od
uç
ão
 p
ro
ib
id
a.
 A
rt
. 1
84
 d
o 
Có
di
go
 P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
49
Os padrões de representação (pintura, escultura e entalhamento) eram bem 
definidos na arte do Egito Antigo, o princípio básico era de mostrar as figuras/
cenas no plano que melhor as representassem, ou seja, a melhor forma que são 
vistos e analisados, alinhando, sobrepondo planos e perspectivas.
Um bom exemplo disso são as representações do corpo humano, figura em 
que a cabeça era representada de perfil, lateralmente, no entanto os olhos

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.