Língua Brasileira de Sinais - Aspectos gramaticais e a Lei de Libras
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Língua Brasileira de Sinais - Aspectos gramaticais e a Lei de Libras


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INTRODUÇÃO À LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS 
Aspectos gramaticais e a \u201cLei de Libras\u201d. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
São Carlos, 2017. 
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 SUMÁRIO 
 
1. \u201cLEI DE LIBRAS\u201d 3 
2. UNIDADES MÍNIMAS DE FORMAÇÃO DE SINAIS 5 
3. STATUS LINGUÍSTICO 7 
4. ALFABETO MANUAL 8 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1. LEI DE LIBRAS 
Cada país possui sua própria língua de sinais, ela não é universal. Aqui no 
Brasil não é diferente, a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) tem sua origem na 
Língua de Sinais Francesa, sendo reconhecida como uma língua com estrutura 
própria por meio da Lei 10.436/2002. 
De acordo com a LEI Nº 10.436, DE 24 DE ABRIL, DE 2002, a Língua 
Brasileira de Sinais \u2013 LIBRAS foi decretada pelo Congresso Nacional e 
sancionada pelo PRESIDENTE DA REPÚBLICA e dispõe dos seguintes tópicos: 
\u201cArt. 1º- É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a 
Língua Brasileira de Sinais - Libras e outros recursos de expressão a ela 
associados. 
Parágrafo único. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais - Libras a 
forma de comunicação e expressão, em que o sistema linguístico de natureza 
visual-motora, com estrutura gramatical própria, constituem um sistema 
linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de 
pessoas surdas do Brasil. 
Art. 2º- Deve ser garantido, por parte do poder público em geral e empresas 
concessionárias de serviços públicos, formas institucionalizadas de apoiar o uso 
e difusão da Língua Brasileira de Sinais - Libras como meio de comunicação 
objetiva e de utilização corrente das comunidades surdas do Brasil. 
Art. 3º- As instituições públicas e empresas concessionárias de serviços 
públicos de assistência à saúde devem garantir atendimento e tratamento 
adequado aos portadores de deficiência auditiva, de acordo com as normas 
legais em vigor. 
Art. 4°- O sistema educacional federal e os sistemas educacionais 
estaduais, municipais e do Distrito Federal devem garantir a inclusão nos cursos 
de formação de Educação Especial, de Fonoaudiologia e de Magistério, em seus 
níveis médio e superior, do ensino da Língua Brasileira de Sinais - Libras, como 
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parte integrante dos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs, conforme 
legislação vigente. 
Parágrafo único. A Língua Brasileira de Sinais - Libras não poderá substituir 
a modalidade escrita da língua portuguesa. 
Art. 5º- Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Brasília, 24 de abril de 2002; 181° da Independência e 114° da República. 
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO 
Paulo Renato Souza\u201d 
A LIBRAS é determinada como uma língua gestual, por estar associada 
aos sinais que representa. A língua gestual é universal, entretanto, os 
significados diferem entre os países. Apesar de os gestos possuírem a mesma 
representação, há diferentes significados. A compreensão da LIBRAS a 
utilização das mãos para trabalhar os sinais e a partir desses movimentos, a 
combinação deles ocorre de forma natural a comunicação com os surdos. 
 
 
 
 
 
 
 
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2. UNIDADES MÍNIMAS DE FORMAÇÃO DE SINAIS 
Quando falamos de \u201cfonemas\u201d da Libras estamos nos referindo às suas 
unidades espaciais que não têm nada a ver com som ou fone, porém, que 
funcionam igualmente aos fonemas das línguas orais. 
Como podemos observar os princípios e mecanismos que são utilizados na 
estruturação de palavras a partir de unidades mínimas são os mesmos em 
português e em Libras. O que difere é a natureza das características das 
unidades que são restritas pela modalidade oral-auditiva, em português, e pela 
modalidade visual/espacial, em Libras. 
 É devido às mesmas restrições que as unidades ou fonemas do português 
se organizam ou estruturam sequencialmente ou linearmente no tempo 
enquanto que as unidades ou \u201cfonemas\u201d da Libras se estruturam 
simultaneamente ou ao mesmo tempo no espaço. 
As unidades mínimas distintivas em Libras são as seguintes de acordo com 
os parâmetros Configuração de Mãos, Ponto de Articulação, Movimento-
Orientação e Expressão Facial. Explicitando de uma forma mais detalhada, 
temos: 
\u2022 Configuração de mão: as várias formas que a mão adquire durante 
a realização dos sinais; 
\u2022 Movimento: envolve várias formas e direções, eles podem ser: 
internos da mão, do pulso ou direcionais no espaço; 
\u2022 Locação: também chamado de ponto de articulação (PA), diz respeito 
à área do corpo ou do espaço em que o sinal é realizado; 
\u2022 Orientação da mão: é a direção para a qual a palma da mão aponta 
durante a realização do sinal, ela pode ser: para cima, para baixo, 
para o corpo, para a frente, para a direita ou para a esquerda; 
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\u2022 Expressões não-manuais: são os movimentos realizados pela face, 
pelos olhos, pela cabeça ou pelo tronco durante a realização dos 
sinais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3. STATUS LINGUÍSTICO 
No Brasil, A LIBRAS adquiriu status linguístico em 24 de abril de 2002 com 
a sanção da lei nº 10.436, regulamentada pelo decreto 5.626 de 05 de dezembro, 
que a reconhece como meio legal de comunicação e expressão das 
comunidades surdas brasileiras. Esta mesma lei prevê ainda que o poder público 
e as concessionárias de serviços públicos devem garantir formas 
institucionalizadas de apoiar o uso e difusão da LIBRAS como meio de 
comunicação objetiva 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4. ALFABETO MANUAL 
Trata-se da soletração com as mãos. Normalmente o alfabeto manual é 
utilizado para soletrar os nomes de pessoas, de lugares, de rótulos, etc. Na 
Figura 01 constam os sinais do alfabeto manual. 
Figura 01: Alfabeta Manual da LIBRAS. 
 
Fonte: Blog Por Sinais.1 
 
1 Disponível em: < http://porsinais.blogspot.com.br/2013/01/aspectos-estruturais-da-libras.html/> Acesso 
em 01 de dez. de 2016.