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ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL I

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durante 
os atendimentos. 
2.3 RECURSOS FINANCEIRO 
O Sistema Único de Assistência Social (SUAS), sistema público que 
organiza de forma descentralizada os serviços socioassistenciais no Brasil. Possui 
um modelo de gestão participativa, que permite a captação de recursos nas três 
esferas de governo para a execução e o financiamento da Política Nacional de 
Assistência Social (PNAS), é baseado nessas perspectiva que o Centro de 
Referência da Assistência Social – CRAS recebe recursos financeiros para 
desenvolvimento de suas ações, que são divididos em quatro blocos: o PAIF, o 
serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, o programa Primeira Infância e 
os benefícios eventuais. 
O PAIF é cofinanciado pelo Ministério da cidadania por meio do Piso 
Básico Fixo (PBF) com transferência do Fundo Nacional de Assistência Social para o 
Fundo Municipal de Assistência Social no valor R$ 6.000,00 reais mensais. Há ainda 
o recebimento de recursos do cofinanciamento estadual para o PAIF, no valor de R$ 
1.125,00 reais mensais. 
O serviço de convivência e fortalecimento de vínculos também é 
cofinanciado pelo Ministério da cidadania através de recursos do cofinanciamento 
federal alocados no Bloco da Proteção Social Básica na ordem de parcelas (até 12 
anual) de R$ 7.521,67. Há ainda o recebimento de recursos do cofinanciamento 
estadual para o SCFV alocados no bloco Básico Variável - PBV na ordem de 
parcelas (até 12 anual) de R$ 774,00. 
O Programa Criança Feliz também é cofinanciado pelo Ministério da 
cidadania, com transferência do Fundo Nacional de Assistência Social para o Fundo 
Municipal de Assistência Social no valor R$ 7.500,00 reais mensais. 
Os benefícios eventuais recebe recursos do cofinanciamento 
estadual para o piso PBE - BENEFÍCIOS EVENTUAIS, na ordem de R$ 500,00 
mensais. 
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Além dos recebimentos de recursos financeiros do governo federal e 
estadual, todos os programas da Assistência Social também são cofinanciados por 
recursos municipais, esses não possuem um valor fixo mensal, pois são alocados de 
acordo a necessidade de cada programa. 
3 ÂMBITO INSTITUCIONAL 
3.1 CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO 
 
O Centro de Referência de Assistência Social tem como público alvo 
Famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade e riscos sociais, pessoas com 
deficiência, idosos, crianças retiradas do trabalho infantil, pessoas inseridas no 
Cadastro Único, beneficiários do Programa Bolsa Família e do Benefício de 
Prestação Continuada (BPC), entre outros. 
Atualmente atende cerca de 1.500 pessoas e ou famílias, de forma 
direta ou indiretamente, dessas aproximadamente 890 são famílias referenciadas, ou 
seja, tem registro em prontuários de atendimento, estando 200 em situação de risco 
e vulnerabilidade social. Desse total, realiza por ano, um acompanhamento mais 
próximo e regular de 400 usuários. 
Do total de usuários acompanhados, 277 encontravam-se em 
situação de extrema pobreza, ou seja, com renda domiciliar per capita abaixo de R$ 
70,00. Isto significa que 7,4% da população municipal vive nesta situação. Do total 
de extremamente pobres, 119 (42,9%) viviam no meio rural e 158 (57,1%) no meio 
urbano. 
Há ainda, 19 crianças na extrema pobreza na faixa de 0 a 3 anos e 4 
na faixa entre 4 e 5 anos. O grupo de 6 a 14 anos, por sua vez, são de 55 indivíduos 
na extrema pobreza, enquanto no grupo de 15 a 17 anos havia 30 jovens nessa 
situação. Foram registradas 19 pessoas com mais de 65 anos na extrema pobreza. 
39,0% dos extremamente pobres do município têm de zero a 17 anos. 
Há de se destacar ainda que, 90% dos usuários atendidos são 
mulheres, responsáveis pela família e pelo sustento dela. 
 
3.2 PROCESSO DECISÓRIO 
As decisões tomadas no CRAS de Lajedão são baseadas nas 
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orientações técnicas da cartilha do CRAS e normativas produzidas pelo governo 
federal e estadual, que afirma que a padronização dos instrumentos para todos os 
CRAS, a forma de organização da unidade, frequência de reuniões da equipe com 
coordenador, com entidades do território, dentre outros. A coordenadora juntamente 
com a equipe devem planejar semanalmente as ações, viabilizar a troca de 
experiências entre os técnicos, aprimorar o trabalho interdisciplinar, melhorar os 
processos de gestão e contribuir para o planejamento da Assistência Social no 
município, sendo a tomada de decisão realizado de forma conjunta, em consonância 
com a gestora da Assistência Social. 
O trabalho em equipe do CRAS é organizado através de reuniões de 
planejamento mensal, onde são definidas as ações que serão desenvolvidas durante 
um certo período, o que são fundamentais para o seu funcionamento. 
As reuniões recorrentes de planejamento com a equipe de referência 
do CRAS, deve fazer parte do processo de trabalho desenvolvido, sendo a mesma 
indispensável para a garantia da interdisciplinaridade do trabalho em equipe. Com 
isso, cabe ao coordenador a função de detectar necessidades de capacitação da 
equipe, encaminhar junto com o grupo objetivos e traçar metas para assim, efetivar o 
CRAS como uma unidade pública de possibilidade ao cidadão ter acesso aos 
direitos socioassistenciais. 
A coordenação do CRAS também leva em consideração para suas 
decisões, as orientações do Conselho Municipal de Assistência Social – CMAS, que 
também tem um caráter fiscalizador das ações desenvolvidas na unidade, é o órgão 
que garante que realmente as atividades estão sendo desenvolvidas de acordo as 
normas técnicas e que os recursos estão sendo corretamente aplicados. 
 
3.3 RELAÇÃO DEMANDA/COBERTURA DO ATENDIMENTO 
A capacidade de atendimento dos CRAS é estabelecida pela Norma 
Operacional Básica - NOBSUAS/2005 e varia de acordo com o porte do município e 
com o número de famílias em situação de vulnerabilidade social, assim definido: 
• Pequeno Porte I – mínimo de 1 CRAS para até 2.500 famílias 
referenciadas; 
• Pequeno Porte II - mínimo de 1 CRAS para até 3.500 famílias 
referenciadas; 
• Médio Porte - mínimo de 2 CRAS, cada um para até 5.000 famílias 
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referenciadas; 
• Grande Porte - mínimo de 4 CRAS, cada um para até 5.000 famílias 
referenciadas; 
• Metrópoles - mínimo de 8 CRAS, cada um para até 5.000 famílias 
referenciadas. 
 
O CRAS de Lajedão é de pequeno porte I e tem capacidade para 
atender e referenciar até 2.500 famílias anual. Com isto, o CRAS tem uma cobertura 
de em média 1.500 famílias 60% da quantidade máxima, sendo que destas 890 
(35%) estão referenciadas e possuem prontuário de atendimento. 
 
3.4 SERVIÇO SOCIAL NA INSTITUIÇÃO 
Todos as unidades de CRAS devem possuir equipes de referência 
mínima, essas equipes são constituídas por servidores efetivos responsáveis pela 
organização e oferta de serviços, programas, projetos e benefícios de proteção 
social básica e especial, levando-se em consideração o número de famílias e 
indivíduos referenciados, o tipo de atendimento e as aquisições que devem ser 
garantidas aos usuários. No CRAS de Lajedão, que é Pequeno Porte I, a equipe é 
formada por: 4 técnicos de nível superior, sendo 3 assistentes sociais, 1 psicólogo; 2 
técnicos de nível médio. Os três assistentes sociais possuem responsabilidades 
diferentes no CRAS, sendo 1 para o desenvolvimento do PAIF, 1 para os benefícios 
eventuais e 1 para o programa primeira infância no SUAS. 
O profissional de Serviço Social em sua relação com a sociedade 
em um território de vulnerabilidade social possui junto ao aparato do CRAS, a 
materialização social de uma poderosa intervenção no resgate da cidadania através 
de atividades desenvolvidas no CRAS, compõem a sua essência pois concretizam 
suas principais funções, como a gestão de território e a oferta do PAIF, para seus 
usuários, que é o principal serviço da Proteção Social Básica e que obrigatoriamente 
deve ser oferecido pelo CRAS. 
 
 
3.5 COTIDIANO DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL 
A presença de um assistente social em um CRAS