Doença Intestinal
3 pág.

Doença Intestinal


DisciplinaDietoterapia II1.911 materiais6.422 seguidores
Pré-visualização1 página
Doenças Inflamatórias Intestinais 
Introdução 
Nas doenças intestinais é possível apresentar 
um quadro inflamatório, o intestino fica 
inflamado, geralmente causando dor abdominal 
e diarreia recorrentes, esses fatores podem 
afetar principalmente a absorção dos 
nutrientes. 
\u2665 Má absorção: é a redução na captação e 
transporte de nutrientes adequadamente 
digerido pela mucosa (vitaminas, 
oligoelementos). -> no intestino que se encontra 
o maior sítio de absorção. 
- Várias situações podem afetar a 
absorção de nutrientes a nível intestinal. 
 Doença celíaca, crohn, fibrose cística, 
diarreias, cirurgias intestinais, bariátrica, 
neoplasias intestinais, deficiência de 
dissacaridades (lactase). 
\u2665 Sintomas presentes no Trato Digestivo: Dor e 
distensão abdominal, flatulência, diarreia, 
mucosite, perda ponderal. 
\u2665 Sintomas Hematopoiético: Anemia ferropriva, 
megaloblástica, sangramento. 
Sinais e Sintomas 
- Diarreia, esteatorréia (perda de gordura pelas 
fezes), perda de peso, anemia de ferro ou 
perniciosa, dor em membros e ossos. 
- Sinais de sangramento, edema (proteínas 
totais e albumina reduzidas), distensão 
abdominal e flatulência. 
 
 
 
 
 
- Observar os sinais e sintomas e ligar de 
acordo com a deficiência nutricional, exemplo, 
esteatorreia o nutriente mal absorvido são os 
lipídios e os ácidos biliares. 
Síndrome do Intestino Curto 
É um estado clínico de má absorção intestinal 
secundário à perda da superfície mucosa 
funcionante, em consequência de ressecção 
cirúrgica. 
 Algumas causas: 
- Ressecção cirúrgica (ex. na doença de crohn, 
neoplasias). 
- Derivações do trânsito intestinal (fístulas, 
cirurgia bariátrica) 
- Perda das células mucosas (enterócitos) \u2013 
devido a infecção, isquemia, quimio e/ou 
radioterapia. 
- Identificar a parte do intestino que foi 
retirada e fazer uma ligação com os possíveis 
nutrientes cuja absorção seja prejudicada. 
Doença de Cronh 
- É uma doença inflamatória intestinal crônica 
que afeta o TGI. 
- Pode afetar 
qualquer segmento do 
trato digestivo, desde 
a boca até o ânus, 
porém, com maior 
afinidade para o 
segmento distal do 
intestino delgado (íleo 
terminal) e segmento 
proximal do intestino grosso. 
\u2665 Fatores de risco: tabagismo, sedentarismo, 
alimentação inadequada. 
\u2665 Sintomas: Emagrecimento, desidratação, 
diarreia, perda de eletrólitos, esteatorreia, má 
absorção de nutrientes em geral. 
- A DC é silenciosa e facilmente controlada por 
longos períodos. 
\u2665 Complicações: hemorragia, fissura (dolorosa) 
e a fistula. Quando a inflamação persiste no íleo 
e no cólon, um estreitamento e uma obstrução 
parcial pode ocorrer. Nessa situação é 
Figura 1 Doença de Crohn x Colite 
recomendada uma cirurgia para tratar esse 
problema. 
- Inflamação do intestino + obstrução 
intestinal mecânica + fístula (conexão do 
intestino com outros órgãos). 
\u2665 Quando a DC persiste por muitos anos, há um 
aumento do risco de câncer. 
Retocolite Ulcerativa Inespecífica 
Doença inflamatória intestinal que afeta 
exclusivamente o cólon e o reto, de forma 
contínua e a manifestação mais comum é a 
diarreia sanguinolenta. 
 
 
 
 
 
- Diferente da DC que vai dando saltos no 
intestino e acometendo algumas partes. 
O que pode causar as DII ? 
- Genética; 
- Contaminação intestinal (evidencias que uma 
bactéria anormal cresce na porção intestinal); 
- Imunológica (sistema imune age por causas 
desconhecidas e produz anticorpo contra o 
intestino). 
\u2665 Diagnóstico: A colonoscopia é a melhor 
maneira de diagnosticar quando a doença está 
no cólon. 
\u2665 Tratamento: É medicamentoso ou cirúrgico, é 
importante se manter saudável através de 
uma nutrição balanceada e exercícios 
adequados. 
- A cirurgia é comumente necessária durante o 
curso da doença. Pode envolver a remoção de 
uma porção do intestino, ou simples drenagem 
de abscesso ou fístula. A cirurgia não cura a 
doença de crohn. 
 
 
 
DC X RETOCOLITE 
\u2665 Crohn 
- Intestino delgado e colon 
- Ocorre manifestação intestinal 
\u2665 Retocolite Ulcerativa 
- Limitada ao reto e cólon 
- Ocorre manifestação intestinal 
 
 
 
 
 
 
 
- Verificar pólipos a nível intestinal -> Presente 
na colite 
- Fistulas estão presentes na doença de cronh 
 
 
 
 
 
 
Terapia Nutricional na DII 
\u2665 Via de administração: oral, enteral e 
parenteral (aguda): a preferencial sempre será 
oral, dependendo do estado do paciente, 
escolher outras vias. 
\u2665 Consistência: Pastosa, pois ajuda na melhor 
digestão desse paciente, visto que o TGI está 
comprometido. 
\u2665 Volume: Normal ou diminuído (depende do 
paciente), a ideia é aumentar o fracionamento, 
porém com o volume reduzido, não é 
interessante gerar uma sobrecarga nesse 
intestino. 
\u2665 Fracionamento: Aumentado 
\u2665 Temperatura: adequada as preparações 
\u2665 Energia: normo ou hipercalórica (depende do 
paciente). 
\u2665 Proteínas: Hiperproteíca até 1,4 \u2013 1,6 g/kg/dia 
\u2013 desnutrido até 2g. O paciente possui um risco 
de déficit de massa muscular, por isso a 
recomendação é aumentada. 
\u2665 Carboidratos: Normoglicídica (é bom evitar 
preparação concentrada) 
\u2665 Fase aguda: Controle de mono e dissacarídeos, 
dieta isenta de leite, evitar soluções 
hiperosmolares. 
- Rica em fibras solúveis (para formação de 
AGCC para as células intestinais \u2013 efeito 
prebiótico) e pobre em insolúveis. 
\u2665 Fase de remissão: Evoluir progressivamente 
a fibras insolúveis. 
\u2665 Lipídios: Hipolipídica < 20% - são poucos os 
casos que se recomenda dieta hipolipídica. (No 
refluxo gastroesofágico e DII) 
\u2665 Vitaminas e minerais: suplementos 
vitamínicos minerais de vit b12 
- Esteatorreia: suplementação de vitamina 
lipossolúveis, se atentar ao cálcio, 
- Anemia: suplementar ferro 
- Corticoide: necessidade aumentada de K 
\u2665 Água: no mínimo 1,5 ml/kcal 
\u2665 Carne vermelha: isenta, pois a purinas são 
irritantes de mucosa. 
\u2665 Dieta Antifermentativa: Relacionado com 
formação de gases -> brócolis, couve-flor, 
couve, repolho, nabo, cebola crua, pimentão 
verde, rabanete, pepino e batata-doce. 
- Grão de leguminosas: feijão, ervilha, grão de 
bico, lentilha. 
- Melão, abacate, melancia 
- Frutos do mar: Mariscos e ostras 
- Ovo cozido/frito consumido inteiro (mas pode 
fazer parte da preparação de bolo/torta) 
- Semente oleaginosas: Castanhas, nozes, 
amendoim, castanha de caju. 
- Bebidas gasosas como refrigerante 
- Excesso de açúcar; 
- Doces concentrados (goiabada, cocada etc) 
- Importante lembrar que a formação de 
gases é muito individual, é bom verificar a 
tolerância do paciente a determinado alimento. 
Anotações Extras