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Tributário - responsabilidade

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único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração.”
· Se o contribuinte confessar o fato, corrigindo sua declaração, e pagando a diferença de imposto porventura devida, será beneficiado pelo instituto da denúncia espontânea, não sendo punido. A configuração da denúncia como espontânea, com o consequente benefício do afastamento da responsabilidade pela infração, depende de que a confissão seja realizada antes que o Fisco tome qualquer providência tendente a lançar o tributo.
· Para o STJ, o pagamento deve ser à vista, não admitindo o parcelamento do valor devido.
· Também entende que o instituto não pode ser aplicado nos casos de descumprimentos de obrigações meramente formais (acessórias). Ex: se o contribuinte não entregar a declaração de imposto de renda no prazo fixado em lei, será multado, mesmo que confesse o ilícito e entregue a declaração antes de qualquer procedimento administrativo formalizado pela Receita Federal.
· Finalmente, o mesmo STJ tem entendido que extingue a punibilidade tanto das multas punitivas (de ofício), quanto das multas administrativas (moratórias, por atraso no pagamento) 
· Já os órgãos administrativos fazendários entendem que a denúncia espontânea não tem o poder de impedir a aplicação da multa de mora (administrativa).
lançamento TRIBUTÁRIO: 
· Nada obstante o crédito surgir junto com a obrigação tributária, em alguns casos, apesar de já constituído, o crédito ainda não apresenta exigibilidade, o que somente ocorrerá com a edição de um ato administrativo denominado de lançamento.
· Tributos: seus recolhimentos dependem da edição do lançamento, ex.: IPTU e Contribuição de Melhoria;
· Outros Tributos: seus recolhimentos não necessitam da edição do lançamento, ex.: IPI, IR e ICMS.
"Convém ponderar, ao demais, que, em certos casos de inadimplemento do dever jurídico tributário por parte do sujeito passivo, cabe à Fazenda Pública efetuar a cobrança do tributo através do lançamento - auto de infração, por exemplo -, independentemente da condição de tratar-se de tributo suscetível ou não ao lançamento no tocante à fase de cumprimento espontâneo da relação jurídica tributária. É o caso do ICMS não declarado e apurado em auditoria fiscal."
· Nem sempre o crédito surge em estado de liquidez, apto para ser exercido, pronto para ser postulado, necessitando para tanto de um "problemático processo de apuração". 
"A ocorrência do fato gerador dá nascimento à obrigação tributária. Em diversas situações, porém, embora ocorrido o fato gerador, a lei tributária não requer do sujeito passivo nenhum pagamento se e enquanto não houver, por parte do sujeito ativo, a prática de um específico ato jurídico, que se reflete num escrito formal (isto é, um documento escrito, na forma prevista em lei), do qual se deve dar ciência ao sujeito passivo, a fim de que este fique adstrito a, no prazo assinalado (no próprio documento ou na lei), satisfazer o direito do credor, sob pena de serem desencadeados os procedimentos tendentes à cobrança via constrição judicial.Nestes casos, não obstante se tenha tido o nascimento da obrigação tributária, com a realização do fato gerador (p. ex. alguém deter a propriedade de certo imóvel urbano construído), o indivíduo só será compelível ao pagamento do tributo pertinente (IPTU) se (e a partir de quando) o sujeito ativo (município) efetivar o ato formal previsto em lei, para a determinação do valor do tributo, dele cientificando o sujeito passivo."
· Por isso, pode-se afirmar que entre o momento do nascimento do direito do sujeito ativo da obrigação tributária (ocorrência do fato gerador) e o momento em que a obrigação se torna exigível (lançamento), a legislação exige a ocorrência deste ato administrativo. Em outros casos, porém não existe tal desdobramento de situações, ocorrendo com os tributos cuja lei atribua ao sujeito passivo o dever de pagamento independentemente do lançamento pelo sujeito ativo.
"Ocorrido o fato gerador, o sujeito passivo tem o dever de praticar as operações necessárias à determinação do valor da obrigação tributária e recolher o montante apurado, sem que, para isso, se imponha a prática de qualquer ato pelo sujeito ativo (além do simples dever de receber o valor do tributo e dar quitação, condicionada embora à verificação posterior da acurácia da valoração fática e do cálculo que o sujeito passivo tenha efetuado).
Nessas hipóteses, a regra é o sujeito passivo cumprir o dever legal de recolher o tributo antes de qualquer manifestação do sujeito ativo."
· Sujeito ativo: procede ao lançamento e notifica o sujeito passivo para que pague no prazo convencionado, sob pena de não o fazendo sujeitar-se a cobrança judicial. 
1 - lançamento (ato do sujeito ativo) como requisito necessário de exigibilidade da obrigação tributária, sem o qual não se pode exercer nenhuma medida para cobrança do tributo;
2 - lei cria para o sujeito passivo o dever de efetuar o pagamento, independentemente de o sujeito ativo realizar o lançamento:
2.1 - se pagar o tributo devido conforme exigido pela legislação, estará cumprida a obrigação tributária sem que tenha sido necessária a prática do lançamento;
2.2 - se omitir-se, o sujeito ativo então deverá realizar o lançamento, notificando o sujeito passivo, para cumpra seu dever legal dentro de certo prazo (submetendo-se além do tributo, ao pagamento das penalidades cabíveis). 
O lançamento é sempre necessário, mesmo no item 2.1, mediante "homologação" expressa. Caso o sujeito ativo não realize a "homologação expressa", o decurso de certo tempo, fará com que ocorra a "homologação tácita" do lançamento. 
"Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível."
 
"Lançamento é o ato jurídico administrativo, da categoria dos simples, modificativos ou assecuratórios e vinculados, mediante o qual se declara o acontecimento do fato jurídico tributário, se identifica o sujeito passivo da obrigação correspondente, se determina a base de cálculo e alíquota aplicável, formalizando o crédito e estipulando os termos de sua exigibilidade."
1) Ato jurídico administrativo: lançamento é ato jurídico administrativo e não procedimento;
2) Da categoria dos simples, modificativos ou assecuratórios e vinculados: simples (resultam da externação de vontade um único órgão), modificativo ou assecuratórios (produzem meramente alterações de direitos ou obrigações preexistentes, sem inová-los ou suprimi-los - acresce informações nas relações jurídicas tributárias que nasceram em estado de indeterminação) e vinculado (inexiste grau de subjetividade do agente para autuar);
3) Mediante o qual se declara o acontecimento do fato jurídico tributário: o lançamento deve ter ligação com um fato concreto (ocorrido dentro de certas circunstância de tempo e espaço);
4) Se identifica o sujeito passivo da obrigação correspondente: o lançamento deve identificar o sujeito passivo, externando ao mesmo o conteúdo da exigência que deverá cumprir (enunciando-lhe o nome, o domicílio, dados de registro e outros);
5) Se determina a base de cálculo e alíquota aplicável, formalizando o crédito: o administrador deverá procurar no contexto da lei própria os critérios para medir a intensidade do fato jurídico tributário;
6) Deve ser estipulado o limite temporal dentro do qual o sujeito devedor deverá cumprir a prestação que lhe é exigida.
OS ATRIBUTOS DO LANÇAMENTO:
"É a notícia que a Administração dirige ao sujeito passivo do tributo, dando-lhe conhecimento da celebração do ato de lançamento e dos termos da exigibilidade do crédito."
· O lançamento está para sentença judicial, como a notificação está para