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PIM II - SEGUNDO SEMESTRE - MAGAZINE LUIZA - NOTA 8,0

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crises. 
Segundo (Welsch,1996) orçamento é um plano administrativo que abrange 
todas as fases de operações em um período futuro definido. É a expressão formal 
das políticas, planos objetivos e metas estabelecidas pela alta administração para a 
empresa e para suas subdivisões. Ele está inserido no campo da economia 
empresarial, por se tratar de um instrumento que permite que todas as decisões 
econômicas sejam tratadas de forma padronizada, facilitando o controle dos 
recursos financeiros. 
Orçamento é peça componente do planejamento global das empresas. Ele 
estimula os executivos a estudarem os problemas e investigarem cuidadosamente 
as possibilidades antes de tomarem a decisões. É uma ferramenta indispensável 
para sustentar o processo de tomada de decisões e assume compromissos nítidos 
com a gestão empresarial e com a criação de valor para o proprietário. 
2.2 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 
Para ser competitiva, a empresa deverá pagar melhor do que o mercado. 
Essa competitividade não é medida apenas em termos de salário bruto, mas 
considera também, benefícios, oportunidades de carreira, segurança no emprego e 
etc. 
 
 
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2.3 RH TÁTICO 
 Uma das principais diferenças do estratégico para o tático é que o primeiro 
é voltado para a organização como um todo, já o segundo é orientado às áreas e 
departamentos da empresa e aos gerentes. Podemos dizer que o RH tático é a 
decomposição do RH estratégico para cada setor, para cada área da empresa. Em 
outras organizações, o órgão de recursos humanos situa-se em nível intermediário 
e, portanto, não decisório. 
 Tem uma visão por unidades de negócio ou departamentos, foca no médio 
prazo e define as principais ações de cada departamento. É nesta etapa, por 
exemplo, que se definem os planos de marketing, de produção, de pessoal. A partir 
do plano tático temos o objetivo tático, criado para garantir que os objetivos 
estratégicos sejam alcançados. O nível intermediário compõe-se da média 
administração, isto é, das pessoas ou órgãos que transformam as estratégias 
formuladas para atingir os objetivos empresariais em programas de ação. 
 No Magazine Luiza, o gerente de uma loja, por exemplo, não executa 
apenas as suas funções operacionais e administrativas, ele pode definir preço, 
aprovar o credito, criar propagandas e campanhas em sua cidade, contratar e 
demitir pessoas, participar de ações da comunidade, sempre de acordo com os 
princípios e valores da companhia e com o código de conduta. O gerente é sempre 
acompanhado, mas tem sua autonomia garantida. Cada gerente dirige a loja como 
se fosse dono dela. 
 Cabe ao nível intermediário administrar o nível operacional e cuidar das 
decisões departamentais relacionadas com o dimensionamento e a alocação dos 
recursos necessários a atividades da organização. 
 No Magazine Luiza, é priorizado o reconhecimento das pessoas, investir no 
desenvolvimento da alma dos seus clientes e colaboradores são características 
acentuadas diariamente na rotina da empresa. Com esse ponto de vista, a área de 
gestão financeira é a essência da vida e sobrevivência da empresa, pois permite a 
bom desempenho de toda estrutura organizacional. A preocupação com a área é 
facilmente compreendida, já que tem atingido seus propósitos e objetivos, 
controlando de forma eficaz as entradas e saídas de recursos financeiros, 
contribuindo para o sucesso desta grande empresa e mantendo o equilíbrio entre o 
desenvolvimento econômico e do de seus colaboradores. 
 
 
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3.0 CONTABILIDADE 
A contabilidade para uma empresa é de total importância, pois é ela que 
fornece informações importantes, como registrar e controlar as movimentações 
contábeis ocorridas dia após dia na empresa. 
"O grande objetivo da contabilidade é de prover seus usuários em geral como 
o máximo possível de informações sobre o patrimônio de uma empresa e suas 
mutações” (Lv Contabilidade Introdutória 11ª edição. Ed Atlas). 
Sendo assim é de total importância, pois auxilia em diversos processos como, 
por exemplo: auxilio no fluxo de caixa, Balanço Patrimonial (ativos e passivos da 
empresa), acompanhamento, apuração, análise de receitas, custos, despesas e 
analise de possível lucratividade e rentabilidade da empresa. 
O setor da contabilidade se comunica diretamente com o setor de finanças 
através de um sistema interno e integralizado no quais ambos os setores trocam 
informações, assim gerando os dados contábeis da empresa. Tudo funciona de 
forma correta, para que a junção das informações contábeis com a do 
comportamento do mercado financeiro estejam corretas, para obter um trabalho e 
um resultado satisfatório. 
A contabilidade da empresa retrata diversas mutações ocorridas pelo 
patrimônio, gerando informações qualitativa e quantitativa sobre a mesma, assim 
tanto em termo monetário como termo físico. E também é importante, pois com o 
balanço podemos ter a base tanto nos lucros como nos prejuízos, tendo a diferença 
entre bens e direitos e obrigações da empresa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4.0 MERCADOS CAPITAIS 
O Magazine Luiza chegou ao mercado acionário em maio de 2011 no qual os 
sinais de crescimentos de consumo estavam perdendo força. O volume de crédito 
no País em março de 2011 era de segunda menor expansão em 13 meses, segundo 
relatório do Banco Central divulgado na época. A desaceleração veio depois que o 
governo intensificou as iniciativas para frear a demanda e a inflação por meio de 
restrições ao crédito. 
O Magazine Luiza divulgou a venda de ações para investidores individuais 
com anúncios em jornais e na televisão, estrelados pela presidente da empresa. A 
estratégia foi adotada em um momento em que o crescimento recorde da economia 
e do emprego criava uma nova classe de acionistas em potencial. 
Em 1992, o Magazine Luiza cria o primeiro modelo de comércio eletrônico e 
nesse mesmo ano lança suas primeiras lojas virtuais, e em 2000, o e-commerce. 
Finalmente em abril de 2011, o Magazine Luiza decide abrir o capital na Bolsa de 
Valores e pretendia vender até 67,9 milhões de ações entre R$ 16 e R$ 21 cada, 
que começaram a ser negociados em maio de 2011. 
No primeiro dia, os papéis acionários de código MGLU3 encerraram com 
valorização de 2,81%, negociadas a R$ 16,45, MGLU3 é o código de negociação na 
B3 (Bolsa de valores oficial do Brasil, antiga BM&BOVESPA) das ações ordinárias 
do Magazine Luiza. Os recursos levantados com a venda dos papéis que arrecadou 
R$ 926 milhões na Oferta Pública Inicial (OPI) foram usados na reestruturação e 
expansão da rede pelo país. 
Estimulado pelo juro baixo de empréstimos, assim como incentivos fiscais da 
época, principalmente o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) especial para 
eletrodomésticos da chamada linha branca entre 2011 e 2014, perecia fazer sentido 
todo o investimento, porém, em 2014 a taxa básica de juros Selic (Sistema Especial 
de Liquidação e Custódia) já estava em 10,4% ao ano e depois, chegou aos 14,15% 
(valor mais alto da série histórica). 
Em meio a tudo isso, veio a crise, o desemprego, a queda no poder de 
compra e consequentemente a demanda pelos produtos também caiu. Em 2015 as 
vendas de móveis e eletrodomésticos teve a queda mais expressiva de todo o 
segmento: -14%. Com isso, a dívida só crescia e os papéis acionários de código 
http://idg.receita.fazenda.gov.br/acesso-rapido/tributos/ipi
https://aprenda.guiainvest.com.br/irving-kahn-homem-que-lucrou-crise-1929/
 
 
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MGLU3 despencavam. Em dezembro de 2015 chegaram ao valor mais baixo: 
R$0,96 por ação. 
Com suas ações em baixa e a varejista vista como praticamente “quebrada”, 
quase ninguém pensava em investir no Magazine Luiza, era uma situação muito 
arriscada. O Magazine precisava se reestruturar e voltar a crescer no médio e longo 
prazo foi então que no início de 2016, Frederico Trajano, filho de Luiza Helena, foi 
nomeado Diretor Executivo (CEO) e presidente do grupo.