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Direito Sociais do Trabalho

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ou melhorar a condição de vida proletária. 
As origens do sindicalismo são encontradas na Inglaterra. 
·	Em 1720 surgiu a primeira associação de trabalhadores, os chamados TRADE-UNIONS
proibição de associações e de reuniões, 
·	Lei Le Chapellier
França 
·	Lei contra a Conjura, 
·	Inglaterra 
·	Consideravam o movimento sindical ilegal
Em 1824, na Inglaterra - projeto dando existência legal aos sindicatos. 
·	Uma série de greves trouxe a revogação da medida em 1825. 
Em 1834 fundou -se a união dos Grandes Sindicatos Nacionais Consolidados, congregando meio milhão de trabalhadores,
·	O reconhecimento oficial dos sindicatos, na Inglaterra, deu -se em 1871, com a Lei dos Sindicatos.
Constituição de Weimar,1919, foi a primeira a permitir expressamente a liberdade associativa dos trabalhadores.
·	Alemanhã
·	O intervencionismo 
O 'New Deal' (em português, novo acordo ou novo trato) foi o nome dado à série de programas implementados nos Estados Unidos entre 1933 e 1937, sob o governo do presidente Franklin Delano Roosevelt, com o objetivo de recuperar e reformar a economia norte-americana, e assistir os prejudicados pela Grande Depressão (1929).
O intervencionismo fomentou a liberdade sindical a qual vários empresários se opunham de forma ferrenha, entre eles Henry Ford.
·	Concretização do Direito Sindical/Coletivo
·	Em 1948, com a Declaração Universal dos Direitos do Homem, determina que todo homem tem direito a ingressar num sindicato. A OIT determinou as linhas gerais que devem reger a atividade sindical em sua convenção n°87 de 1948.
Sindicalismo no Brasil 
1º.) de 1890 a 1919, caracterizado pela preponderância concomitante ou alterna¬da das ideologias anarquista e de resistência, tais como se vão defrontar no congresso de 1906; 
A Carta de 1891 não fez menção específica a associação de trabalhadores, permitindo a associação para fins pacíficos. Por não haver vedação surgiram os primeiros sindicatos, chamados ligas operárias, por influência dos imigrantes. 
2º.) 1919 a 1930, marcado pelo Trata¬do de Versalhes e a criação da Comissão de Legislação Social na Câmara nos Deputados, quando há maior conscientização geral do movimento, com a obtenção de medidas legislativas, sob pressão operária; 
3º.) de 1930 a 1937, quando se manifesta o controle dos sin¬dicatos pelo Estado, iniciando-se aqui o paternalismo e o dirigismo do movimento pelas agências estatais; A partir da Constituição de 1934 permitiu a sindicalização dos trabalhadores;
4º.) de 1937 a 1946, quando se manifestam as mesmas características da fase anterior, porém totalmente exacerbadas e levadas à máxima potência; 
5º.) de 1946 a 1964, quando impera maior liberdade e relativo afrouxamento do controle, apesar de continuar em vigor a mesma legislação ordinária; 
6º.) de 1964 em 1988, quando voltam a do¬minar as características do quarto período, com a instituição do Estado autoritário e discricionário, também a Carta 1967 permitiu a livre associação sindical.;
7º.) de 1988 em diante – promulgação da CF, que prevê vários aspectos do sindicalismo, inclusive o direto à greve. 
·	Com a Constituição de 1988, o sindicalismo brasileiro (sistema sindical) ganhou maior liberdade, sendo vedada toda e qualquer restrição neste sentido, mesmo que seja por parte do Estado. 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO E DIREITO SINDICAL 
DIREITO COLETIVO DENOMINAÇÃO 
Direito Industrial- remontando à época da Revolução Industrial inglesa.
Direito Operário -Para designar o Direito Coletivo do Trabalho, tendo praticamente a mesma influência da corrente acima exposta, mas em detrimento do foco dado ao local em que as atividades eram desenvolvidas (indústria), o presente segmento direcionou-se ao executor das atividades, ou seja, o operário em si. 
Direito Corporativo - Se referia a um direito social. No sentido de que se referiria à parte do Direito Social (que seria o Direito do Trabalho como um todo) que “considera os economicamente fracos de um ponto de vista coletivo”21, estudando os agrupamentos de trabalhadores e empregadores que são a ele inerentes em diversos segmentos, seja no seio sindical, seja, por exemplo, nas antigas Juntas de Conciliação e Julgamento (que eram formadas, cada qual, por um juiz togado e dois juízes classistas, sendo, através da EC 24/1999, devidamente extintas e substituídas pelas Varas do Trabalho, presididas tão somente por um juiz togado), trazendo, a partir daí, o conceito de “corporação”. 
Direito Sindical - Focando o estudo na entidade representativa de trabalhadores e empregadores, eis que a sua análise se confunde com todos os reflexos coletivos do Direito do Trabalho. Assim, o estudo da entidade sindical seria o essencial, eis que dela derivaria o próprio Direito do Trabalho em seu aspecto coletivo. Grandes nomes da doutrina italiana, como Giuseppe Santoro-Passarelli, Gino Giugni e Francesco Milani, assim como a nacional, a exemplo de Amauri Mascaro Nascimento. 
CONCEITO DIREITO COLETIVO: Gustavo Garcia assim o conceitua: “Segmento do direito do trabalho que regula a organização sindical, a negociação coletiva, os instrumentos normativos decorrentes, a representação dos trabalhadores na empresa e a greve.” 
Amauri Mascaro Nascimento entende o Direito Coletivo do Trabalho como: “Ramo do direito do trabalho que tem por objetivo o estudo das normas e das relações jurídicas que dão forma ao modelo sindical.” 
Maurício Godinho Delgado tem como conceito: “Complexo de institutos, princípios e regras jurídicas que regulam as relações laborais de empregados e empregadores e outros grupos jurídicos normativamente especificados, considerada sua atuação coletiva realizada autonomamente ou através das respectivas entidades sindicais.” 
CONCEITO DIREITO SINDICAL: É um ramo do Direito responsável pelo estudo das relações profissionais, no sentido de tutelar interesses de diferentes categorias, em proveito dos seus elementos e componentes e em harmonia com os interesses da produção. 
DIREITO COLETIVO X DIREITO SINDICAL 
Não são as mesmas coisas!!
Direito coletivo do Trabalho – Gênero 
Direito sindical – espécie 
O professor Amauri Mascaro nascimento entende que o direito coletivo do trabalho por ser um ramo de maior amplitude engloba todo direito sindical, tratando este tão somente das relações estritamente ligadas aos sindicatos e suas relações. O direito coletivo regularia, por exemplo, a representação de trabalhador dentro da própria empresa, fato que não é acobertado pelo direito sindical. 
“Art. 11. CF - Nas empresas de mais de duzentos empregados, é assegurada a eleição de um representante destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores.” 
AUTONOMIA DO DIREITO COLETIVO DO TRABALHO 
A doutrina divide o Direito do Trabalho em: Direito Individual Direito Coletivo.
Dentro de tal divisão discute-se, inicialmente, a existência ou não de autonomia do Direito Coletivo frente ao Direito Individual. 
Teoria da Unidade do Direito do Trabalho 
Parcela considerável da doutrina entende que o Direito Coletivo é ramo do Direito do Trabalho (ao lado do Direito Individual), eis que não possui todos os elementos essenciais para ser considerado como ramo autônomo (vasta matéria e legislação, assim como princípios e institutos próprios).
	Teoria da Autonomia do Direito Coletivo do Trabalho 
Direito Coletivo é autônomo em relação ao Direito Individual. 
Isso porque aquele possui sujeitos participantes distintos desse (“categoria” em detrimento do trabalhador considerado individualmente), além de objeto peculiar (satisfação dos interesses da categoria em detrimento do indivíduo trabalhador) e tipo de relação jurídica específica (atuando o Direito Coletivo de forma unilateral como princípio mais favorável/conteúdo mínimo de todos os contratos que a ele se submetem, não lidando somente com a bilateralidade inerente à relação de emprego). 
Teoria da Autonomia do Direito Coletivo do Trabalho em Fase de Transição. 
Antônio Álvares da Silva e Jose Claudio Monteiro (teoria da autonomia do direito coletivo do trabalho)

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