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Direito Sociais do Trabalho

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o princípio da indisponibilidade dos direitos, uma vez que as normas autônomas estarão elevando o patamar setorial de direitos trabalhistas;
OBS - Se estabelecer um patamar superior ao da legislação não haverá violação por estas normas serem mais favoráveis 
- Quando as normas autônomas transacionarem, setorialmente, direitos de indisponibilidade relativa e não direitos de indisponibilidade absoluta.
Entende-se que os direitos trabalhistas são indisponíveis, no entanto existe uma disponibilidade relativo e uma absoluta
·	DIREITOS RELATIVOS
- Atos de renúncia do empregado, pelo qual o empregado despoja-se unilateralmente de direitos. 
- Normas de indisponibilidade relativa - devemos entender, por exemplo, os direitos referentes à modalidade de pagamento salarial, ao tipo de jornada fixada, ao fornecimento ou não de utilidades, dentre outros.
- Comportam transação são limites objetivos à adequação setorial negociada. 
·	DIREITOS ABSOLUTOS
- Normas de indisponibilidade absoluta que não poderão ser transacionadas nem mesmo por interveniência sindical; 
- Normas de indisponibilidade absoluta - são aquelas que constituem um patamar civilizatório mínimo que não poderá ser reduzido ou retirado, sob pena de afrontar o princípio da dignidade da pessoa humana.
- Não podem ser transacionados e as partes não podem abrir mão desses direitos 
- São exemplos de parcelas de indisponibilidade absoluta
·	Anotação da CTPS, o pagamento do salário-mínimo, as normas de medicina e segurança do trabalho, as normas previstas na Constituição Federal (art. 7º), dentre outras. 
Obs.: É importante lembrar que o art. 7º da CF/88 traz exceções, permitindo a flexibilização das normas trabalhistas, via de regra, sob a tutela sindical em seus incisos VI, XIII e XIV. 
·	Algumas exceções como calamidade pública entre outras podem mudar essas regras
·	Esses direitos poderão ser analisados concomitantemente ou versar apenas sobre um conteúdo. Dependerá da negociação.
NATUREZA JURÍDICA DAS NEGOCIAÇÕES COLETIVAS 
- Há uma discussão acerca do tema, no entanto Ricardo Resende, destaca que predomina o entendimento no sentido de que se trata de contratos (negócios jurídicos) criadores de normas jurídicas
- A melhor expressão a ser usada deve ser “Instrumentos Normativos Coletivos”, independentemente de ser convenção, acordo etc.
- Maurício Godinho Delgado, explanando mais sobre o tema destaca três teorias que surgiram para explicar a natureza jurídica das negociações coletivas: 
·	Teorias contratuais: (ou civilistas), nas quais havia a tentativa de inserir os acordos e convenções nos modelos estabelecidos pelo direito civil; 
·	Teorias de transição: as quais tentavam enquadrar os negócios coletivos em modelos distintos do estabelecido no direito; as teorias jurídico sociais
·	 Normativistas: nestas há um enfoque na função normativa
- OBS - Atualmente esta preponderando a Teoria do Contrato Social Normativista, a qual é denominada uma teoria mista tem um pouco da Contratual e um pouco das teorias sociais Normativistas.
- De acordo com Maurício Godinho Delgado, a chamada teoria mista, que enfatiza essa combinação peculiar — contrato criador de norma jurídica —, é, sem dúvida a que melhor explica a natureza jurídica dos diplomas negociais coletivos. São eles, desse modo, pactos de origem societária, envolvendo seres coletivos, a que a ordem jurídica atribui aptidão para gerar regras jurídicas.
São Pactos Geradores De Normas:
·	Diplomas negociais coletivos
·	Instrumentos coletivos normativos
EFEITOS JURÍDICOS DAS NEGOCIAÇÕES COLETIVAS
Os conteúdos das negociações coletivas contêm regras que geram feitos jurídicos que podem ser inter partes e erga omnes (esses efeitos variam conforme a natureza das disposições).
·	- Inter partes está relacionado ao efeito produzido pelos dispositivos obrigacionais (contratuais) existentes para os pactuantes do acordo ou convenção coletiva. Os efeitos inter partes são aqueles obrigacionais entre os pactuantes 
·	- Erga omnes - concerne aos dispositivos normativos (jurídicos) que vão disciplinar a relação dos representados, observado, como salienta Godinho Delgado, as fronteiras da respectiva representação e base territorial, tanto das categorias profissionais, quanto econômicas. Os efeitos erga omnes tem efeito jurídico, abarca todos os cidadãos, e poderá ser levado a apreciação do judiciário que deverá respeitar via de regras desde que não afronte as regras legislativas.
VIGÊNCIA DAS NEGOCAÇÕES COLETIVAS
- Os Sindicatos convenentes ou as empresas acordantes promoverão, conjunta ou separadamente, dentro de 8 (oito) dias da assinatura da Convenção ou Acordo, o depósito de uma via do mesmo, para fins de registro e arquivo, no Departamento Nacional do Trabalho, em se tratando de instrumento de caráter nacional ou interestadual, ou nos órgãos regionais do Ministério do Trabalho e Previdência Social, nos demais casos.
- Preleciona o artigo 614, §1º que as Convenções e os Acordos entrarão em vigor 3 (três) dias após a data da entrega dos mesmos no Ministério do Trabalho e Emprego. 
CLT - > Art. 614 - Os Sindicatos convenentes ou as emprêsas acordantes promoverão, conjunta ou separadamente, dentro de 8 (oito) dias da assinatura da Convenção ou Acôrdo, o depósito de uma via do mesmo, para fins de registro e arquivo, no Departamento Nacional do Trabalho, em se tratando de instrumento de caráter nacional ou interestadual, ou nos órgãos regionais do Ministério do Trabalho e Previdência Social, nos demais casos. 
§ 1º As Convenções e os Acôrdos entrarão em vigor 3 (três) dias após a data da entrega dos mesmos no órgão referido neste artigo. 
- Segundo José Augusto Rodrigues Pinto, "nenhuma formalidade se antepõe à eficácia da Convenção Coletiva, uma vez assinada pelas partes legitimadas a celebrá-la, nada impedindo o seu registro público para efeitos de emprestar-lhe validade 'erga omnes', por efeito da publicidade. 
·	O ENTENDIMENTO JURIPRUDENCIAL MAJORITÁRIO 
- Entendimento jurisprudencial segue no esteio de não haver conflito entre o disposto na CLT e o princípio da autonomia sindical insculpido na Constituição Federal. 
- Orientação Jurisprudencial nº 35 da Seção de Dissídio Coletivos do Tribunal Superior do Trabalho - Ainda que seja obrigatório o depósito da convenção ou do acordo coletivo de trabalho, tratam-se de documentos comum as partes, cuja fotocópia simples não autenticada pode fazer prova em juízo, desde que não haja impugnação ao seu conteúdo.
***********Desta forma cai por terra o entendimento do José augusto Rodrigues e o depósito é obrigatório nos termos do artigo 614
·	DURAÇÃO DAS NORMAS COLETIVAS NOS CONTRATOS DE TRABALHO
CLT -> Artigo 614 - § 3o  Não será permitido estipular duração de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho superior a dois anos, sendo vedada a ultratividade.  
- Em relação ao prazo de vigência é importante saber que a duração máxima de um instrumento coletivo, seja convenção ou acordo coletivo, é de dois anos. 
- A prorrogação de norma coletiva, somente, será possível quando não for ultrapassado o prazo máximo de dois anos.
****OBS! Não é permitido que após esse prazo as normas continuem vigentes, no entanto poderá haver prorrogação se o contrato tiver menos de dois anos não ultrapassando esse limite. Não há quantidade de prorrogação limitada podendo ocorrer quantas não ultrapassarem o prazo estipulado. 
·	Exemplificando: Uma convenção coletiva foi pactuada por 1 ano, ela poderá ser prorrogada por mais 1 ano. 
Orientação Jurisprudencial 322 Da Sdi-1 Do Tst Acordo Coletivo De Trabalho. Cláusula De Termo Aditivo Prorrogando O Acordo Para Prazo Indeterminado. Inválida. Nos termos do art. 614, § 3º, da CLT, é de 2 anos o prazo máximo de vigência dos acordos e das convenções coletivas. Assim sendo, é inválida, naquilo que ultrapassa o prazo total de 2 anos, a cláusula de termo aditivo que prorroga a vigência do instrumento coletivo originário por prazo indeterminado. 
*****Portanto, não poderá ser pactuada norma coletiva com prazo de vigência de três anos, porque a OJ