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FARMACOLOGIA NA SEPSE

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1 Larissa Leslye 
FARMACOLOGIA NA SEPSE 
o Potencialmente letal 
o 50% de mortalidade – UTIS brasileiras – estudo spread 
o 90% de mortalidade se 3 disfunções orgânicas estiverem presentes 
Fisiopatologia: chuva de interleucinas, citocinas, TNF que agride o epitélio que atrapalha a 
comunicação tecido e VS 
o Sepse geralmente por infeção bacteriana, MAS podemos ter viral; 
Pq a mortalidade é alta? Devido a instabilidade hemodinâmica; uma das causas de choque 
séptico; essa instabilidade tem duas fases (que podem ocorrer rapidamente): 
o Instabilidade Hemodinâmica: 
- Inicialmente: fase hipodinamica com redução de volume intravascular e eventualmente 
depressão miocárdica 
- Pós algumas medidas de ressuscitação volumétrica: aumento do DC; com redução vascular 
sistêmica (vasoplegia) - vasod periférica generalizada; impede O2 chegar nos tecidos, aumenta 
metabolismo anaeróbico → elevação de lactato arterial (grande marcador de sepse) e 
comprometimento da perfusão tecidual; 
 
DEFINIÇÕES 
o Consenso de 2008 (conceitos 1992) = SEPSE 1 – SIRS/SEPSE/SEPSE GRAVE/CHOQUE 
SÉPTICO/IMO 
o Consenso 2012 = SEPSE 2 – novos critérios para SEPSE e SEPSE GRAVE 
o Consenso de 2016 = SEPSE 3 – extingue SIRS e SEPSE GRAVE; redefine SEPSE e 
CHOQUE SÉPTICO; valoriza SOFA e qSOFA 
→ Os conceitos de sepse foram mudando ao longo do tempo. Hoje – consenso de 2016 = 
Sepse 3: extinguiu SIRS (mas precisamos saber, fator indicativo clinico de gravidade desse 
paciente) e sepse grave; redefine sepse e choque séptico; valoriza SOFA e qSOFA 
 
SEPSE 1 (Revista Surviving Sepse – maior repista de sepse) → 2008 
Sepse sempre começa o raciocínio clinico quando temos o contexto de uma infecção 
(geralmente bacteriana); infecção determinada que isolamos o germe ou uma infecção que 
suspeitamos, é a nossa hipótese de Dx principal (podemos fazer hipótese dx sem ter exames, 
culuras) – se suspeitamos de infecção isso já é suficiente para ficar esperto com sepse; quando 
ocorre uma infecção sistêmica que toma conta do corpo todo – preocupação maior. 
Foco de Infecção + síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS) = sepse 
Além de Dx sepse, podíamos enquadrar em sepse grave e a evolução mais grave – sepse grave 
(falência múltipla dos órgãos – morte) 
 
2 Larissa Leslye 
 
 
 
 
 
 
SIRS: presença de dois ou mais desses elementos: 
- Taquicardia (FC>90) 
- Taquipneia (FR>20 OU gasometria - PaCO2<30) 
- Leucograma - leucocitose ou leucopenia (<4000 OU >12.000 OU >10% de formas jovens) – as 
vezes infecção nos preocupamos só por causa da leucocitose, NÃO, tem bactérias agressivas 
que n fazem leucocitose e sim leucopenia 
- Hipertermia ou Hipotermia (<36 C OU 38C) 
 
SEPSE 2 → 2012 
= Foco infeccioso documentado ou suspeito + Disfunção orgânica → n fala mais em SIRS; JÁ É 
DIRETO SEPSE 
Foco infecciosos documentado/suspeito + alguma disfunção orgânica → (pelo menos um 
desses itens): 
 Hipotensão pela sepse 
 Lactato acima da normalidade 
 Diurese <0,5 ml/Kg/H com adequada hidratação 
 PaO2/FiO2 <250 na ausência de 
pneumonia 
 PaO2/FiO2 <200 na presença de 
pneumonia 
 Creatinina >2,0 
 Bilirrubina total >2,0 
 Plaquetas < 100.000 
 INR >1,5 
Obs: Plaquetopenia – pensamos em 
infecção viral; MAS cuidado 
plaquetopenia tbm importa no Dx de 
infecções bacterianas 
O tempo de protrombina, também conhecido como TAP ou TP, é utilizado no setor 
de hemostasia para se avaliar, por meio dos seus fatores, a integridade da via 
extrínseca e comum da cascata de coagulação. Por esse ensaio, consegue-se 
estabelecer o tempo de formação do coágulo de fibrina, o qual é iniciado a partir 
da ativação do fator VII, culminando com a conversão do fibrinogênio (Fator I) em 
fibrina. 
 O INR nada mais é que um cálculo automático, realizado pelos aparelhos a partir 
do resultado do TAP, o que permite uma comparação interlaboratorial, 
independentemente da tromboplastina utilizada. Ele é expresso por essa fórmula: 
INR = [TAP do paciente em segundos / TAP médio normal em segundos]. ISI 
(medida, determinada pelos fabricantes, que cada reagente do TAP possui) 
O valor de referência do tempo de protrombina para uma pessoa saudável deve 
variar entre 10 e 14 segundos. Já no caso do INR, o valor de referência para um 
pessoa saudável deve variar entre 0,8 e 1. 
 
 
 
 
3 Larissa Leslye 
SEPSE 3 → 2016 
Sepse: disfunção orgânica potencialmente fatal causada por uma reposta imune desregulada a 
uma infecção 
Choque séptico: sepse acompanhada por profundas anormalidade circulatórias e 
celulares/metabólicas capazes de aumentar a mortalidade substancialmente; 
Critérios Clínicos: 
Sepse: suspeita ou certeza de infecção e um aumento agudo de maior ou igual a 2 pontos no 
SOFA e em resposta a uma infecção (representando disfunção orgânica). 
Choque séptico: sepse + necessidade de droga vasoativa/vasopressor para elevar a pressão 
arterial média acima de 65 mmHg e lactato >2mmol/L (18 mg/dL) após reanimação volêmica 
adequada; 
CRITÉRIOS DE SOFA 
 
Nota de 0-4 para algumas disfunções orgânicas (pelo menos 2 ponto para cravar sepse): 
- Hipoxemia: hipóxia piora conforme gravidade da sepse, a ponto do pct só conseguir ventilar 
por ventilador 
- Plaquetas: quanto pior a plaquetopenia pior a sepse 
- Fígado: bilirrubina total aumenta; quanto pior a sepse aumenta a bilirrubina total; 
- Cardiovascular: PA média cai ao ponto de só conseguir ser mantida por droga vasoativa 
- SNC: valorizamos a escala de come de Glasgow 
 
4 Larissa Leslye 
- Aparelho urinários: valorizamos a creatinina; aumenta conforme a piora da sepse; + pct 
diminui a diurese conforme gravidade de sua sepse 
 
 
ADITIVO – QUICK SOFA – CRITERIOS de PROGNÓSTICO: se pct tiver dois desses critérios → pct 
séptico com prognóstico ruim 
 
 
TRATAMENTO - PACOTE DE PRIMEIRA HORA – a partir da triagem inicial (antes mesmo 
de confirmar sepse; a partir do raciocínio que estamos frente de uma sepse): 
1- Dosar lactato. Medir novamente se >2mmol/L 
2- Obter hemoculturas antes de iniciar ATB 
3- Iniciar ATB de amplo espectro assim que pensamos em sepse – na primeira hora de 
abordagem (quando fizer a cultura e descobrir o MO, pode trocar para ATB mais 
específico) 
FR>22 
 
5 Larissa Leslye 
4- Ressuscitação volêmica com 30 ml/Kg de cristalóide para hipotensão ou ringer lactato 
>4 – os pct com hipotensão ou já com lactato maior que 4 que vão ter essa reposição 
volêmica – na primeira hr dá essas 30 ml/kg 
5- Vasopressores se hipotensão durante ou a durante ou após a ressuscitação volêmica 
para manter a PAM >65 mmHg 
BRASIL – ILAS – INSTITUTO LATINO AMERICANO DE SEPSE