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Elementos de drenagem subterrânea de rodovias

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ELEMENTOS DE DRENAGEM SUBTERRÂNEA DE RODOVIAS 
A drenagem consiste em uma série de procedimentos realizados a fim de 
conduzir o excesso de água em um terreno, de modo a evitar infiltrações e 
assegurando a estabilidade das estruturas. 
Nesse contexto, a drenagem profunda é aquela realizada em níveis abaixo 
do terreno. De acordo com o Manual de Drenagem de Rodovias do DNIT (2006), 
Publicação IPR – 724, os principais dispositivos de drenagem profunda são: 
 
1. Drenos profundos 
"Os drenos profundos têm por objetivo principal interceptar o fluxo da água 
subterrânea através do rebaixamento do lençol freático, impedindo-o de atingir 
o subleito. 
Os drenos profundos são instalados, preferencialmente, em profundidades 
da ordem de 1,50 a 2,00m, tendo por finalidade captar e aliviar o lençol freático 
e, consequentemente, proteger o corpo estradal. 
Devem ser instalados nos trechos em corte, nos terrenos planos que 
apresentem lençol freático próximo do subleito, bem como nas áreas 
eventualmente saturadas próximas ao pé dos taludes. 
(...) 
Os drenos profundos são constituídos por vala, materiais drenante e 
filtrante, podendo apresentar tubos-dreno, juntas, caixas de inspeção e 
estruturas de deságue. 
No caso de drenos com tubos podem ser utilizados envoltórios drenantes 
ou filtrantes constituídos de materiais naturais ou sintéticos." 
 
2. Drenos em espinhas de peixe 
“São drenos destinados à drenagem de grandes áreas, pavimentadas ou 
não, normalmente usados em série, em sentido oblíquo em relação ao eixo 
longitudinal da rodovia ou área a drenar. 
Geralmente são de pequena profundidade e, por este motivo, sem tubos, 
embora possam eventualmente ser usados com tubos.” 
 
 
3. Colchão drenante 
“O objetivo das camadas drenantes é drenar as águas, situadas a pequena 
profundidade do corpo estradal, em que o volume não possa ser drenado pelos 
drenos "espinha de peixe". 
São usadas: 
a) nos cortes em rocha; 
b) nos cortes em que o lençol freático estiver próximo do greide da 
terraplenagem; 
c) na base dos aterros onde houver água livre próximo ao terreno 
natural; 
d) nos aterros constituídos sobre terrenos impermeáveis." 
 
4. Drenos sub-horizontais 
“Os drenos sub-horizontais são aplicados para a prevenção e correção de 
escorregamentos nos quais a causa determinante da instabilidade é a elevação 
do lençol freático ou do nível piezométrico de lençóis confinados. No caso de 
escorregamentos de grandes proporções, geralmente trata-se da única solução 
econômica a se recorrer. 
São constituídos por tubos providos de ranhuras ou orifícios na sua parte 
superior, introduzidos em perfurações executadas na parede do talude, com 
inclinação próxima à horizontal. (...) Estes tubos drenam a água do lençol ou 
lençóis, aliviando a pressão nos poros. Considera -se mais importante que o 
alívio da pressão a mudança da direção do fluxo d'água, orientando-se assim a 
percolação para uma direção que contribui para o aumento da estabilidade.” 
 
5. Valetões laterais 
“Existem casos em que se recomendam os valetões laterais formados a 
partir do bordo do acostamento, sendo este valetão constituído, de um lado, pelo 
acostamento, e do outro pelo próprio talude do corte, processo este designado 
por falso-aterro.” 
 
6. Drenos verticais 
“A eventual necessidade de executar um trecho rodoviário com aterros 
sobre depósitos de solos moles, tais como: siltes ou argilas orgânicas, argilas 
sensíveis e turfas pode representar problemas de solução difícil e onerosa e, a 
fim de reduzir os custos de implantação, deve-se realizar cuidadoso exame do 
assunto na fase de projeto. 
Entre a extensa gama de soluções possíveis de utilização, que vão da 
remoção do solo por escavação ou deslocamento até as técnicas construtivas, 
ou seja, velocidade de construção controlada, pré-adensamento, bermas 
estabilizadoras, etc., aparecem os drenos verticais de areia, drenos cartão e os 
drenos fibro-químicos. 
A opção pela solução mais favorável técnica e econômica, deve ser 
precedida de um amplo estudo de campo e laboratório e de um criterioso estudo 
comparativo de custos.” 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
DNIT, Manual de Drenagem de Rodovias. 2ª Edição, Rio de Janeiro. 2006.