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Pensamento e Linguagem

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1 e 2. Numa primeira fase, a tentativa de um plano vem à mente através de funções automáticas da memória associativa (sistema 1. Na próxima fase há um processo de deliberação em que o plano é mentalmente simulado para verificar se vai funcionar (sistema 2).
Adquirindo a habilidade:
Como é que as informações que apoiam a intuição ficam “guardados na memória”? Certos tipos de intuições são adquiridos de forma muito rápida. Adquirimos, dos nossos antecessores, uma grande facilidade de aprender quando ter medo. Vamos rotular de desconfortável essa intuição que for seguida de uma experiência má. Este modo de aprendizagem emocional está muito próximo do que aconteceu com os experimentos de Pavlov.
A aprendizagem emocional pode ser rápido, mas o que consideramos de “expertise” geralmente demora muito tempo para desenvolver.
O ambiente das habilidades:
A confiança de uma pessoa numa crença depende de duas impressões: facilidade cognitiva e coerência. Estamos confiantes quando a história que contamos vem facilmente à cabeça, sem contradições ou cenários em competição. No entanto, a facilidade e a coerência não garantem que uma crença seja verdadeira. A máquina associativa está preparada para suprimir a dúvida e para evocar ideias e informações que são compatíveis com a história que estamos a contar no momento.
Klein e Kahneman concordaram num princípio importante: a confiança que as pessoas têm nas suas intuições não é um guia fiável para a validação. Por outras palavras, não confiar em ninguém – incluindo o próprio- para dizer o quão pode confiar nos seus julgamentos.
Se a confiança subjetiva não deve ser confiada, então como podemos avaliar a validade de um julgamento intuitivo? A resposta vem de duas condições básicas para adquirir uma habilidade:
· Um ambiente que é suficientemente regular para ser previsível;
· Uma oportunidade de aprender essas regularidades através da prática prolongada.