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RESUMO DSV-AP2

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dá 
origem a duas descendentes, as duas dão origem a quatro, formando assim, a 
árvore filogenética. Muitos pesquisadores não entenderam a proposta 
darwiniana e a interpretação era de que fósseis da linhagem humana se 
encaixariam em uma única linhagem desde o ancestral comum com os 
chipanzés, até os humanos modernos. Foi apenas na década de 70 que ficou 
claro que mais de uma espécie de hominídeo já tinham habitado o planeta ao 
mesmo tempo. Esse conjunto de fósseis nos dá o cenário, com muitos 
detalhes, de como aconteceu a nossa história. 
Durante a nossa história o nosso cérebro mais que triplicou de tamanho, 
deixamos as árvores e assumimos a postura bipedal. O hábito bipedal se 
contrapõe ao hábito quadrúpede e está relacionado a como se dá a locomoção 
no ambiente terrestre. Um hábito terrestre se contrapõe a um hábito arborícola 
ou a um aéreo, que estão relacionados ao ambiente em que a espécie vive a 
maior parte do tempo. Características do andar bipedal: O fêmur sai da bacia e 
se direciona na diagonal ao centro do corpo, dedão do pé voltado p/ frente, 
curvatura na sola do pé. 
Muitas adaptações surgiram nestes seis milhões de anos, nossos 
antepassados com tias adaptações tinham maiores chances de sobrevivência 
do que outros humanos. Um dos fósseis mais importantes da nossa linhagem é 
a Lucy, este é o nome do fóssil mais completo encontrado de Australopithecus 
afarensis. Lucy esclareceu muitas coisas. Datada de 3,2mlh de anos atrás, ela 
já tinha adaptações ao hábito bipedal, o que indica claramente que ala tinha 
esse hábito. Uma adaptação típica a esse hábito, é que, o fêmur do bipedal sai 
da bacia e se direciona não verticalmente, mas tem direção para baixo do 
centro do corpo. Foi através da expansão da savana que o hábito bipedal se 
desenvolveu. Nos períodos de seca as florestas diminuíam de extensão, 
diminuindo as chances de sobrevivência. A savana se expandia e as florestas 
se resumiam em ilhas pequenas e grandes, no meio da savana em expansão. 
Imagine-se em uma dessas ilhas com vários de sua espécie, uma maneira de 
você sair dessa ilha muito povoada para outra menos povoada seria passando 
pela terra, ou seja, atravessando a savana pelo chão. Como o continente foi 
progressivamente perdendo suas florestas, os cientistas acham que esses 
períodos cada vez maiores de seca foram um incentivo ao hábito bipedal. 
Adaptações do hábito bipedal: 
 A angulação do fêmur. 
 Dedões dos pés voltados para frente que funcionam como uma alavanca 
para o andar bipedal 
 Travar o joelho reto (Lucy não possuía) 
 Curvatura da sola do pé (Lucy não possuía) 
Vantagens do hábito bipedal: 
 O animal bipedal está mais alto, maior visão da savana. 
 Detectar predadores e alimentos mais facilmente. 
 Mãos livres para carregar filhotes, alimentos ou água. 
 Eficiência hídrica há um menor consumo de água, menor área de 
incidência solar, perto do chão é mais quente. 
A espécie Lucy não era a única que andava bipedalmente, muitas espécies 
tinham esse hábito há 3mlh de anos na África. Elas eram agrupadas em dois 
grandes grupos: A. robustos e A. gráceis (Lucy) 
Robustos – Passaram a se alimentar de raízes e tubérculos de consistência 
dura. Eram mais fortes, mais robustos. Molares potentes e maiores. Mais 
diferenças morfológicas entre machos e fêmeas. 
Gráceis (Lucy) – Passaram a se alimentar de carne, restos deixados por outros 
mamíferos. Passaram a usar ferramentas trabalhadas p/ quebrar os ossos e 
retirar o tutano. 
afarensis 
sediba Linhagem Australopithecus gráceis – Passam a se 
 alimentar de carne 
 
Australopitecus sediba – Mais recente que o A. afarensis. O cérebro é um 
pouco maior, cerca de 500cm3. Ancestral recente do gênero Homo. 
 
Encefalização. – Outro ponto importante em nossa história é a mudança no 
tamanho do cérebro. 
 O aumento do crânio se torna acentuado no mesmo momento em que 
passamos a nos alimentar de carne. 
Transformações no corpo. 
 Transformações acentuadas em todo o corpo quando passamos a nos 
alimentar de carne, a partir de ancestrais vegetarianos. 
 
Domínio do fogo. 
Diminuição da mandíbula – Alimentos cozidos se tornam macios. Há a 
diminuição da mandíbula e dos dentes. 
Aumento da energia disponível – O alimento cozido é mais calórico, mais 
energético, o que dava aos nossos ancestrais a vontade de atravessar 
continentes. 
O fogo permitiu a colonização em lugares mais frios. 
Hábito de viver em cavernas – Cavernas eram lugares disputados por todos 
pela sua proteção, com o fogo foi possível aos ancestrais morarem em 
cavernas sem serem atacados por predadores. Também aumentou a 
socialização. 
O domínio do fogo modificou para sempre a nossa vida, passamos a habitar 
cavernas e a atravessar continentes. 
Não temos uma ideia clara sobre quando os nossos antepassados dominaram 
o fogo, mas é bem provável que tenha sido antes do Homo erectus ter saído da 
África e ter ido para a China e Europa. 
 
A origem do Homo sapiens 
 
Homo erectus Homo sapiens 
 
 
Duas teorias sobre a origem do Homo sapiens: 
Multiregional – origem do Homo erectus é na África e ele se dispersa para a 
Europa e Ásia. A transição entre Homo erectus e Homo sapiens ocorreu 
globalmente, ao mesmo tempo. Explicado por eventos menores de migração e 
de trocas genéticas entre populações depois da migração inicial de Homo 
erectus. Os proponentes dessa teoria explicam que todos os Homo sapiens 
apresentam as mesmas características, pois nesse processo cada uma das 
características exclusivas do Homo sapiens eram passadas em outros lugares 
pela migração. 
Para fora da África – A origem do Homo erectus é na áfrica e a do Homo 
aspiens também. Essa teoria requer dois eventos de migraçãopara fora da 
áfrica. O 1º seria do homo erectus e o 2º do Homo sapiens. Neste cenário 
o Homo erectus continuou a acumular modificações que o tornariam 
Homo sapiens antes do 2º evento de migração. De acordo com essa 
teoria as populações de Homo erectus asiático e europeu foram extintas. 
 
Aula 14 
Não há um consenso sobre as duas teorias da origem do Homo sapiens. 
 Dados morfológicos são mais compatíveis com a teoria Multiregional. 
 Dados moleculares dão um forte e consistente suporte à teoria Para 
fora da África. Por exemplo, a diversidade genética africana é maior que 
a diversidade genética fora desse continente somada. 
Há evidências contundentes de que não houve apenas uma migração 
para fora da África. Pois Homo sapiens não era a única espécie do 
gênero Homo habitando nosso planeta nos últimos milênios. Outras 
espécies como neanderthalensis e floresiensis também se extinguiram 
recentemente. Houve uma época em que o planeta era povoado por uma 
diversidade de espécies de Homo, que conviviam, competiam 
disputavam e trocavam recursos para a sua subsistência. 
Naledi – Viveu até cerca de 200mil anos na África. Seu esqueleto indica 
ser da espécie Homo. O cérebro se encaixa na transição Australoptecus 
sediba. Entretanto a data de 200mil anos é muito mais recente do que de 
outros fósseis de crânio do mesmo tamanho que viveram há 2mlh de 
anos. Acredita-se que essa espécie tenha sofrido poucas transformações 
ao longo do processo evolutivo. Exemplo de que a evolução não é linear. 
 
 
Os Hobbits 
 Homo florensiensis – Habitava a ilha de Flores na Indonésia. Como os 
hobbits, os Homo floresiensis eram pequeninos, cerca de 1m de altura e 
um crânio de 400cm3, chegou há 100 – 200mil anos a trás e 
desapareceu há 50 mil anos. 
 Tinham ferramentas muito modernas, muito