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Resumo Atenção Farmacêutica I


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Fernanda Iachitzki 
 
Atenção farmacêutica 1 
Assistência farmacêutica no SUS e 
redes de atenção à saúde 
 
 
Contexto 
Tem que se avaliar a situação de saúde da 
população brasileira, e o estágio de 
desenvolvimento do SUS 
 
Desafio: Garantia da integralidade do cuidado; 
 
Estratégia: Organização do sistema em Redes 
de Atenção em Saúde, que serão 
coordenadas e orientadas pela Atenção 
Básica em Saúde. 
 
Histórico 
Avaliação do histórico da construção da saúde 
pública no Brasil, para entender como o 
sistema se organizou nessa forma de redes 
de atenção à saúde. 
 
● 1978- Conferência Internacional sobre 
Cuidados Primários de Saúde (OMS, Alma-
Ata): “necessidade de ação urgente de todos 
os governos, de todos os que trabalham nos 
campos da saúde e do desenvolvimento e da 
comunidade mundial para promover a saúde 
de todos os povos do mundo”. 
 
 
↳ Essa conferência inovou pois frisou a 
necessidade dos cuidados primários em saúde. 
 
Histórico- Brasil 
●1986- 8° Conferência Nacional de Saúde (até 
então o SUS não existia) 
-Temática: Direito à saúde, Sistema de Saúde 
e Financiamento 
- Definição de um programa para a Reforma 
Sanitária 
- Proposta da criação do Sistema Único de 
Saúde (SUS) 
→ Acesso universal e igualitário a ações e 
serviços; 
→ Participação da comunidade; 
→ Rede regionalizada e hierarquizada; 
→ Descentralização. (para que a saúde não 
ficasse somente centralizada no MS mas 
também decisões para estados e municípios) 
-Ampliação do conceito de saúde – A saúde 
foi reconhecida como direito dos cidadãos e 
dever do Estado 
● 1988- Promulgada a Constituição Federal 
Fernanda Iachitzki 
 
-Art .196. A saúde é direito de todos e dever 
do Estado, garantido mediante políticas sociais 
e econômicas que visem à redução do risco 
de doença e de outros agravos e ao acesso 
universal e igualitário às ações e serviços para 
sua promoção, proteção e recuperação. 
-Constituição do SUS, integrando todos os 
serviços públicos em uma rede 
● 1990 – Lei 8080/1990- Lei orgânica de 
saúde 
-Dispõe sobre as condições para a promoção, 
proteção e recuperação da saúde, a 
organização e o funcionamento dos serviços 
correspondentes e dá outras providências. 
-Artigo 6° determina como campo de atuação 
do SUS: a “Formulação da política de 
medicamentos (...)” e atribui ao setor saúde a 
responsabilidade pela “execução de ações de 
assistência terapêutica integral, inclusive 
farmacêutica.” 
Políticas farmacêuticas no Brasil 
● Criação do SUS 
● Lei Orgânica de Saúde 
 
Com a criação do SUS e a Lei Orgânica de 
saúde, nós vemos uma necessidade da 
formulação de uma política de medicamentos 
consoante à nova estrutura de saúde 
estabelecida para o país, a partir disso temos 
duas principais políticas: 
 
↳ Política Nacional de Medicamentos 
 
↳ Política Nacional de Assistência Farmacêutica 
 
 
Política Nacional de Medicamentos 
(PNM) 
 
 Propósito: Garantir a necessária segurança, 
eficácia e qualidade destes produtos, a 
promoção do uso racional e o acesso da 
população àqueles considerados essenciais”. 
Principais diretrizes: 1, 2, 3 e 6 
ReNaMe- Relação Nacional de Medicamentos 
Essenciais 
 
Uma outra diretriz da PMN é a: 
● Reorientação da assistência farmacêutica 
 “O modelo de assistência farmacêutica será 
reorientado de modo a que não se restrinja à 
aquisição e à distribuição de medicamentos. 
As ações incluídas nesse campo da assistência 
terão por objetivo implementar, no âmbito 
das três esferas do SUS, todas as atividades 
relacionadas à promoção do acesso da 
população aos medicamentos essenciais” 
(Aqueles elencados na ReNaMe) 
. 
Política Nacional de Assistência 
Farmacêutica 
Princípios: 
↳ ...Envolve um conjunto de ações voltadas à 
promoção, proteção e recuperação da saúde 
e garante os princípios da universalidade, 
integralidade e equidade; 
Fernanda Iachitzki 
 
 
↳ A Assistência Farmacêutica deve ser 
compreendida como politica pública 
norteadora para a formulação de políticas 
setoriais (políticas de medicamentos, de 
ciência e tecnologia, de desenvolvimentos 
industrial e de formação de recurso humanos); 
 
↳ A Assistência Farmacêutica trata de um 
conjunto de ações voltadas à promoção, 
proteção e recuperação da saúde, tanto 
individual como coletivo, tendo o 
medicamento como insumo essencial visando 
acesso e ao seu uso racional. Este conjunto 
envolve a pesquisa, o desenvolvimento e a 
produção de medicamentos e insumos, bem 
como a sua seleção, programação, aquisição, 
distribuição, dispensação, garantia da qualidade 
dos produtos e serviços, acompanhamento e 
avaliação de sua utilização, na perspectiva da 
obtenção de resultados concretos e da 
melhoria da qualidade de vida da população; 
 
↳ As ações de Assistência Farmacêutica 
envolvem aqueles referentes à Atenção 
Farmacêutica, considerada como um modelo 
de prática farmacêutica, desenvolvida no 
contexto da Assistência Farmacêutica e 
compreendendo atitudes, valores éticos, 
comportamentos, habilidades, compromissos 
e corresponsabilidades na prevenção de 
doenças, promoção e recuperação da saúde, 
de forma integrada à equipe de saúde. É a 
interação direta do farmacêutico com o 
usuário, visando uma farmacoterapia racional 
e a obtenção de resultados definidos e 
mensuráveis, voltados para a melhoria da 
qualidade de vida... 
 
*O termo Cuidado Farmacêutico é mais 
adequado. 
 
CICLO DA ASSISTÊNCIA 
FARMACÊUTICA 
 
 
 
 
Esse ciclo foi estruturado visando a 
promoção e o acesso da população aos 
medicamentos essenciais e seu uso racional. 
Não adianta só fornecer o medicamento e 
não acompanhar como ele está sendo 
utilizado. 
Componentes da assistência 
farmacêutica 
● Componente básico: medicamentos e 
insumos da Assistência Farmacêutica no 
âmbito da Atenção Básica em Saúde e 
daqueles relacionados a agravos e programas 
de saúde específicos; 
Ex: Anti-hipertensivos (alguns), para colesterol, 
diabetes, doenças com alta prevalência na 
população; 
 
● Componente estratégico: controle de 
endemias (tuberculose, hanseníase, malária, 
leishmaniose, doença de Chagas e outras 
doenças endêmicas); antirretrovirais do 
programa DST/AIDS; sangue e 
hemoderivados imunobiológicos 
 
Fernanda Iachitzki 
 
● Componente especializado: busca da 
garantia de integralidade do tratamento 
medicamentoso em nível ambulatorial, com 
linhas de cuidado definidas em Protocolos 
Clínicos e em Diretrizes Terapêuticas 
Ex: Para câncer, doenças neurológicas, 
dislepidemias (atorvastatina), medicamentos de 
alto custo. 
 
Estruturação da assistência 
farmacêutica 
● Assistência Farmacêutica- Visa assegurar o 
acesso da população aos medicamentos a 
partir do uso correto destes. 
Para garantir o acesso e o uso correto eu 
tenho que pensar na integralidade do cuidado 
e na resolutividade das ações em saúde, para 
isso eu vou pensar em estruturar o sistema 
de saúde em redes de atenção à saúde e a 
partir disso atender às demandas da 
população. 
Essas redes de atenção vão se organizar a 
partir das necessidades da população. 
 
Redes de atenção à saúde 
● RAS: estratégia de organização do sistema 
de saúde potencialmente capaz de 
incrementar o desempenho do SUS em 
termos de acesso, de qualidade e eficiência 
econômica. 
 
Como a rede faz isso? 
A partir da atenção primária como a grande 
porta de entrada do SUS. 
 
Como foi essa estruturação? 
A gente tem que avaliar a situação de saúde 
no Brasil, nós tivemos e estamos tendo uma 
transição demográfica e uma transição 
epidemiológica. 
● Transição demográfica 
- Acelerado crescimento da população 
- Mudanças expressivas na estrutura etária 
 
 Embora nos últimos anos nós tenhamos uma 
redução na taxa de natalidade como as 
pessoas estão vivendo mais tempo (taxa de 
bruta de mortalidade menor) essa população 
vai crescendo e envelhecendo, essa redução 
na taxa bruta de mortalidade se deve ao fácil 
acesso aos serviçosde saúde e como 
consequência estão vivendo por mais tempo, 
mas isso acarreta algumas dificuldades para o 
sistema de saúde, o perfil das doenças tem 
mudado, ocorre um aumento da ocorrência 
de doenças crônicas devido ao aumento da 
população idosa. 
Então junto com a transição demográfica 
vem uma transição no tipo de doenças e isso 
tem que ser considerado nessa nova estrutura 
do sistema de saúde pq senão o sistema de 
saúde não da conta de atender as demandas 
da população, e a estruturação em rede visa 
atender a essas necessidades. 
 
 
● Transição epidemiológica 
 
-Mortalidade por doenças infecciosas 
↳ 1930- 46% 
↳ 2000- 5% 
 
-Mortalidade por doenças cardiovasculares 
↳ 1930- 12% 
↳2000- 30% 
→Temos um aumento muito expressivo de 
mortes por doenças crônicas, que não eram 
vistas antigamente pois as pessoas morriam 
antes. 
Fernanda Iachitzki 
 
Claro, tem toda a questão de estilo de vida e 
alimentação envolvida também, por isso que 
além do tratamento temos que pensar em 
estratégias de promoção e prevenção da 
saúde, pois todo o nosso estilo de vida ruim, 
que foi piorando ao longo dos anos, também 
esta relacionado com o crescimento dessas 
doenças crônicas (obesidade, diabetes tipo 2) 
Então juntamente com o medicamento, 
mudanças de estilo de vida, não podemos 
pensar só na terapia farmacológica, a gente 
tem que pensar nas terapias não 
farmacológicas. 
● No Brasil, diferente da transição 
epidemiológica em países desenvolvidos, que 
basicamente saiu de um perfil de doenças 
agudas para doenças crônicas, como o Brasil 
ainda é um pais em desenvolvimento, nós 
temos uma tripla carga de morbimortalidade, 
além desse aumento expressivo nas doenças 
crônicas, nós ainda temos uma grande taxa de 
mortalidade por doenças agudas, a diferença 
de acesso das diferentes regiões do Brasil, 
causam muitos desafios que acarretam essa 
tripla carga de morbimortalidade. 
Então nós ainda temos uma alta taxa de 
mortalidade por doenças infecciosas, incluindo 
doenças parasitárias e desnutrição. 
As doenças crônicas aumentando 
expressivamente e todos os fatores de risco 
envolvidos como tabagismo, sedentarismo e 
obesidade. 
E ainda, existem as causas externas, alta taxa 
de morbimortalidade relacionada a violência, 
acidentes de trânsito, homicídios/suicídios. 
Então o ambiente que a pessoa vive, toda a 
realidade socioeconômica também influencia. 
●Como resolver isso? 
Isso leva a toda a reestruturação do sistema 
de saúde, pq anteriormente o sistema de 
saúde era muito focado na resolução das 
doenças infecciosas, e não funciona na 
realidade que temos hoje, esse modelo já está 
ultrapassado. 
As redes de atenção a saúde foram 
estabelecidas pela portaria n° 4.279 de 20110 e 
estabelece as diretrizes para a organização da 
Rede de Atenção à Saúde no âmbito do SUS. 
Por definição as redes de atenção a saúde 
consistem em arranjos organizativos de ações 
e serviços de saúde, de diferentes densidades 
tecnológicas, que integradas por meio de 
sistemas de apoio técnico, logístico e de 
gestão, buscam garantir a integralidade ao 
cuidado. Fundamenta-se na compreensão da 
APS como primeiro nível de atenção, 
enfatizando a função resolutiva dos cuidados 
primários sobre os problemas mais comuns 
de saúde e a partir do qual se realiza e 
coordena o cuidado em todos os pontos de 
Fernanda Iachitzki 
 
atenção. Os pontos de atenção a saúde são 
entendidos como espaços onde se oferta 
determinados serviços de saúde, por meui de 
uma produção singulas (BRASIL,2010) 
 
Organização anterior as redes de atenção 
à saúde 
 
 
 
 
Tínhamos uma organização piramidal, um 
sistema hierarquizado e fragmentado em que 
os níveis de atenção não se conversavam, e 
o paciente se perdia no meio do processo, o 
principal foco da atenção se perdia. 
A gente ainda tem esses níveis de atenção, 
mas não funciona mais como uma hierarquia, 
agora eles assumem a mesma importância 
dentro desse sistema de saúde. 
 
 
A organização em rede tem a APS como 
principal centro e o sistema todo conversa. 
 
Características das redes de atenção à 
saúde 
-Poliárquica- formação de relações horizontais 
entre os pontos de atenção, tendo APS como 
centro de comunicação; 
-Responsabilização por atenção contínua e 
integral; 
-Compartilhamento de objetivos e 
compromissos com resultados sanitários e 
econômicos; 
-Cuidado multiprofissional; 
-Centralidade nas necessidades de saúde da 
população (estruturar conforme a população); 
 
↳ Com isso, o objetivo é que a APS tenha 
capacidade para solucionar mais de 85% dos 
problemas de saúde de sua população 
(resolução). 
 
 
 
 
Fernanda Iachitzki 
 
Operacionalização 
Os elementos constitutivos das redes de 
atenção a saúde incluem população e região 
de saúde (pra atender eu preciso ter a 
população, e a região de saúde pra saber se 
essa população tem alguma 
vulnerabilidade/necessidade especial), também 
é um componente a estrutura operacional 
que são os componentes propriamente ditos 
das redes de atenção à saúde e preciso de 
um modelo de atenção à saúde. 
● População e região de saúde – População 
adscrita (que esta presente no território da 
UBS) - estimular o desenvolvimento de 
relações de vinculo e responsabilização entre 
as equipes e a população, garantindo a 
continuidade das ações de saúde e a 
longitudinalidade do cuidado..... 
 
● Estrutura operacional – Constituída pelos 
diferentes pontos de atenção à saúde. 
Dentro dessa estrutura operacional temos o 
centro de comunicação- exercido pela APS 
(coordenadora do cuidado), que ordena fluxos 
e contrafluxos de pessoas, produtos e 
informações entre os diferentes 
componentes das redes. 
Além disso nós temos os pontos de atenção 
nessa rede- espaços nos quais se ofertam 
determinados serviços de saúde (unidades 
básicas de saúde, unidades ambulatoriais 
especializadas, serviços de hemoterapia e 
hematologia, centros de apoio psicossocial...) 
Temos também pontos de apoio diagnóstico 
e terapêutico- unidades que ofertam 
procedimentos de apoio (diagnostico de 
imagem, patologia, analises clinicas e métodos 
gráficos). 
Sistemas de apoio- locais onde se prestam 
serviços comuns a todos os pontos de 
atenção à saúde (Sistemas de Apoio 
Diagnóstico e Terapêutico, Sistemas de 
Informação e Sistema de Assistência 
Farmacêutica. 
E Sistemas logísticos- consistem na efetivação 
de um sistema eficaz de referência e 
contrarreferência que orientam decisões 
assistenciais, de prevenção da doença e de 
promoção da saúde (comunicação entre as 
equipes e os serviços, a programação de 
ações e a padronização de determinados 
recursos) 
 
● Modelo de atenção à saúde – Sistema 
lógico que organiza o funcionamento da RAS 
-Modelo vigente: configuração inadequada; 
incoerência entre oferta de serviços e a 
necessidade de atenção 
-Modelo de atenção à saúde “pautado na 
defesa da vida”- capaz de responder as 
condições crônicas e as condições agudas e 
promover ações de vigilância e promoção a 
saúde, efetivando a APS como eixo 
estruturante da RAS no SUS. 
 
 
 
 
 
 
 
Fernanda Iachitzki 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fernanda Iachitzki 
 
Atenção farmacêutica 1 
Assistência farmacêutica integrada 
ao processo de cuidado 
 
 
Assistência farmacêutica integrada 
ao processo de cuidado em saúde 
Dentro do processo de assistência 
farmacêutica nós temos como se fossem 
duas etapas, dois campos de atuação do 
profissional farmacêutico. 
 
↳ Gestão técnica da assistência farmacêutica 
 
↳ Gestão clínica do medicamento 
 
 
● Gestão técnica da assistência farmacêutica- 
Consiste em um conjunto de atividade 
farmacêuticas focadas na qualidade, no acesso 
e no uso racional de medicamentos. 
 
 
 
 
↳ Envolve aquele ciclo da cadeia de 
abastecimento farmacêutico e da produção 
desse medicamento, então uma vez queesse 
medicamento é produzido é necessário fazer 
a seleção dos medicamentos que vão ser 
disponibilizados, a programação, a aquisição, 
adequado armazenamento e distribuição dos 
medicamentos, então esse ciclo consiste na 
gestão técnica, e nós temos o utente (usuário 
do sistema de saúde) que vai passar por uma 
avaliação/diagnóstico dependendo do nível 
assistencial em que ele está inserido, pode ser 
no hospital ou na unidade básica, vai receber 
uma prescrição médica e um plano 
terapêutica e vai receber o medicamento 
através da dispensação e orientação, todas 
essas etapas referentes a gestão técnica da 
assistência farmacêutica, são feitas antes do 
uso do medicamento, então tudo que 
acontece com o medicamento antes do 
paciente utilizar. 
 
Assim a gente passa para a gestão clínica do 
medicamento, que seria durante o uso do 
medicamento. 
 
 
Fernanda Iachitzki 
 
● Gestão clínica do medicamento- atividade 
assistencial fundamentada no processo de 
cuidado, relacionada com a atenção à saúde e 
os resultados terapêuticos efetivamente 
obtidos, tendo como foco principal o utente. 
 
Aqui o cuidado farmacêutico está diretamente 
inserido, estaremos diretamente conversando 
com o paciente para acompanhar o uso do 
medicamento e resolver potenciais problemas 
da farmacoterapia, ou problemas da saúde 
que tenham surgido em decorrência da 
farmacoterapia. 
Começa com a continuidade do cuidado e 
avaliações periódicas, nessa gestão clínicas 
temos que fazer indicações clínicas bem 
estabelecidas e os objetivos terapêuticos, tem 
que se avaliar pra que o paciente está 
utilizando aquele medicamento, e o que eu 
quero com aquele medicamento. Se 
pensarmos em um paciente que tem 
colesterol alto, por exemplo, e verificamos que 
ele tem uma prescrição de estatina, está 
adequado, mas qual é o meu objetivo 
terapêutico com essa estatina? Normalmente 
quando prescreve-se uma estatina, tem que 
avaliar o risco cardiovascular do meu paciente 
pra estabelecer esse objetivo terapêutico, 
dependendo do risco cardiovascular do meu 
paciente eu vou ter uma meta de LDL pra 
ele, então por exemplo, se é um paciente 
com baixo risco cardiovascular, a meta 
terapêutica vai ser o LDL abaixo de 130 
mg/dL, se for um paciente com risco 
intermediário a meta vai ser abaixo de 100 
mg/dL, risco alto abaixo de 70 mg/dL, e risco 
muito alto abaixo de 50mg/dL, então o 
objetivo terapêutico ele muda conforme a 
necessidade do paciente, por isso eu preciso 
conhecer além da indicação clínica o quanto 
eu preciso abaixar aquele LDL com o 
medicamento, podendo assim avaliar o quanto 
aquele medicamento está sendo efetivo ou 
não, se está sendo suficiente para o paciente 
ou não. É bem individualizado, por isso é 
preciso conhecer bem o paciente. 
Outro ponto importante que o farmacêutico 
deve avaliar na gestão clínica é a 
compreensão do utente e a adesão 
terapêutica, pq quando o paciente 
compreende o pq dele estar usando aquele 
medicamento, fica mais fácil dele concordar e 
aderir, o processo de adesão é fundamental, 
e a falta de adesão terapêutica pode ser 
voluntária ou involuntária então eu posso 
detectar um problema na adesão terapêutica 
não somente pelo fato do paciente não 
querer fazer o tratamento, mas por estar 
fazendo de maneira errada, isso também é 
uma falta de adesão.. 
A avaliação da efetividade e da segurança 
também é um passo importante da 
terapêutica. Efetividade não sinônimo de 
eficácia, quando falamos de eficácia, 
corresponde ao efeito do medicamento em 
condições de uso ideal, ou seja, adesão 100%, 
como em um ensaio clinico randomizado. 
Quando eu falo em efetividade, estou falando 
do uso do medicamento em condições de 
mundo real, aquela condição que as vezes o 
paciente esquece de tomar o medicamento 
por exemplo, então eu não tenho uma 
adesão 100%. Então a gente precisa avaliar se 
Fernanda Iachitzki 
 
essa terapêutica esta ou não sendo efetiva, se 
não está, o motivo, antes de pensar em 
mudar a dose ou adicionar um outro 
medicamento, eu tenho que verificar a 
adesão, e outro ponto importante também 
são as medidas não farmacológicas (dieta, 
exercício físico) devem estar junto do 
tratamento farmacológico. E também avaliar a 
segurança da terapêutica observando se o 
medicamento não está causando algum efeito 
nocivo para o paciente. Então aqui a gente 
pode mencionar 4 pilares para execução 
desse processo de cuidado em saúde do que 
a gente tem que avaliar em relação a 
farmacoterapia desse paciente, que seria : a 
necessidade, se o paciente utiliza todos os 
medicamentos que ele precisa, para todas as 
condições de saúde que ele apresenta e se 
não tem nenhum medicamento 
desnecessário, também a adesão terapêutica 
(voluntaria ou involuntária), efetividade, e 
segurança. 
E existe uma lista de problemas que podemos 
encontrar com a farmacoterapia desse 
paciente quando a gente faz essa gestão 
clínica do medicamento, e o nosso intuito é 
verificar quais são esses problemas e resolver. 
Exemplos de problemas: 
-Problema de saúde não tratado 
-Falha no acesso ao medicamento 
-Medicação não necessária 
-Desvio de qualidade do medicamento 
-Baixa adesão ao tratamento 
-Interação medicamentosa 
-Duplicidade terapêutica 
-Discrepâncias na medicação 
-Falta de efetividade terapêutica 
-Reação adversa ou toxicidade 
-Erro de medicação 
-Contraindicações 
-Outros... 
Assistência farmacêutica integrada 
ao processo de cuidado em saúde 
Como o farmacêutico reconhece as 
necessidades de saúde dos pacientes e realiza 
a gestão clínica do medicamento? 
Pelo cuidado farmacêutico, através dos 
serviços farmacêuticos. 
 
 
 
 
 
Atenção farmacêutica 1 
Cuidado farmacêutico 
(Histórico e conceitos) 
 
Histórico 
 
 
 
● 1860- Manufatura 
 
● 1870- Manipulação (boticário: manipulação 
especifica para o paciente) 
 
-Criação da indústria farmacêutica, ainda tem-
se a farmácia de manipulação, mas com os 
medicamentos prontos, o farmacêutico 
assume um novo papel no sistema de saúde. 
 
● 1952- Fragmentação da profissão 
(farmacêutico que trabalhava no hospital, onde 
nasceu a farmácia clínica, e o farmacêutico na 
comunidade, nas farmácias comerciais. 
 
● 1960- Começa a surgir o pensamento da 
atuação clínica do farmacêutico, e surge no 
âmbito hospitalar, surge ali a farmácia clínica e 
suporte a distribuição, então o farmacêutico 
 
 
 
além de atuar nas compras dos 
medicamentos, ele vai atuar diretamente com 
o paciente, fazendo revisão da 
farmacoterapia, resolvendo problemas 
relacionados a farmacoterapia desse paciente. 
 E na comunidade, já se observa a atividade 
de dispensação com um aconselhamento, 
além da entrega da caixinha do medicamento 
propriamente dita, fazendo alguma orientação 
para esse paciente. 
 
● 1990- Atenção farmacêutica- Hoje o 
farmacêutico clínico atua em vários níveis de 
atenção à saúde e em diferentes locais. 
 
Conceitos: 
Vários conceitos foram sendo aprimorados ao 
longo do tempo... 
 
“O cuidado que um dado paciente requer e 
recebe, o qual assegura o uso racional e 
seguro dos medicamentos.” (Mike et al, 1975) 
↳Muito focado no medicamento, no produto em si, 
mas já começa a surgir a idéia da atuação clínica 
 
“Inclui a determinação das necessidades de 
medicamentos para um dado indivíduo e a 
provisão não somente do medicamento 
requerido, assim como também os serviços 
 
 
necessários (antes, durante e depois do 
tratamento) para assegurar uma terapia 
perfeitamente efetiva e segura.” (Brodie, 1980) 
↳ Ampliação do conceito, e começando a trabalhar 
com o período anterior ao uso do medicamento 
 
 
 
 
 
“é uma relação baseada no acordo entre 
paciente e farmacêutico, na qual o 
farmacêutico realiza uma função de controle 
do uso de medicamentos, baseado na 
vigilância e buscando o interesse do paciente.” 
(Hepler, 1987) 
↳Aqui tiramos toda a responsabilidade que era toda 
do farmacêutico e começa a compartilhara 
responsabilidade com o paciente. Quando a gente vai 
propor um plano de cuidado para o paciente, temos 
que garantir que ele está de acordo com esse plano, 
para que o tratamento seja efetivo. 
 
● 1990—Hepler e Strand- “Opportunities and 
responsabilities in the Pharmaceutical Care” 
 
-Nesse trabalho foi levantado um dado muito 
importante e impactante, eles colocam que 
cerca de 12 mil mortes, 15 mil hospitalizações 
devido a eventos adversos relacionados a 
medicamentos foram reportados pelo FDA 
em 1987, e muitas ainda não foram reportada, 
então ainda temos uma subnotificação da 
quantidade de mortes e hospitalizações por 
evento adverso a medicamento. E eles 
colocam que a morbimortalidade relacionada 
aos medicamentos são frequentemente 
previniveis, e os serviços farmacêuticos 
podem reduzir o número desses eventos 
adversos relacionados ao medicamento, 
também o período de hospitalização, e 
consequentemente o custo do cuidado (os 
custos do setor de saúde são reduzidos 
quando temos o farmacêutico inserido no 
processo de cuidado com o paciente. 
 
↳ Morbimortalidade e custos (doenças e 
medicamentos 
↳ Novo paradigma/ novo perfil farmacêutico 
(O farmacêutico vai ter que atuar monitorando 
o uso desses medicamentos pela população, 
para prevenir a ocorrência de eventos 
adversos, do mal uso, da falta de efetividade 
em decorrência do uso incorreto. 
 
●1993—OMS “El papel del farmacêutico em el 
sistema de Atención de Salud” 
 
↳ Assume o conceito de Hepler e Strand 
sobre cuidado farmacêutico 
 
↳ Estende Atenção Farmacêutica à 
comunidade (não fica só no meio hospitalar) 
 
↳ Prevenção de doenças e promoção da 
saúde 
 
● 1999- Declaração tel aviv - Associação 
medica mundial - sobre as relações 
profissionais entre médicos e farmacêuticos 
na terapia medicamentosa 
 
C. Responsabilidades do farmacêutico 
 
13. Assegurar a obtenção, armazenamento e 
distribuição segura de medicamentos (dentro 
das regulamentações pertinentes) 
 
14. Repasse de informações aos pacientes, que 
pode incluir o nome do medicamento, sua 
ação, interações potencias e efeitos 
secundários, como também o uso e 
armazenamento corretos. 
 
Mudança de foco 
Medicamento → Paciente 
ee 
 
 
 
15. Seguimento da prescrição para identificar 
interações, reações alérgicas, contra-
indicações e duplicações terapêuticas. As 
preocupações devem ser discutidas com o 
médico. 
 
16. A solicitação do paciente, discussão dos 
problemas relacionados com medicamentos 
ou preocupações com respeito aos 
medicamentos prescritos. 
 
17. Assessoramento aos pacientes, quando 
corresponda, sobre a seleção e utilização dos 
medicamentos não prescritos e o manejo dos 
sintomas ou mal-estares menores (aceitando 
a responsabilidade do dito assessoramento). 
Quando a auto-medicação não é apropriada, 
pedir aos pacientes que consultem os seus 
médicos para tratamento e diagnóstico. 
 
18. Informar as reações adversas aos 
medicamentos, às autoridades de saúde, 
quando necessário. 
 
19. Repasse e repartição de informação geral 
e específica relacionada com os 
medicamentos, e assessorar ao público e 
provedores de atenção médica. 
 
20. Manter um alto nível de conhecimentos 
sobre a terapia de medicamentos, através de 
um desenvolvimento profissional continuado. 
 
Cuidado farmacêutico – Brasil 
 
● 2001- Proposta de Consenso Brasileiro de 
Atenção Farmacêutica (OPAS) 
 
 
 
Componentes: 
 
 
 
 
● 2003 - Conferência Nacional de 
Medicamentos e Assistência Farmacêutica 
(aprova a AF como serviço de farmácia) 
 
Conselho Nacional de Saúde (aprova a Política 
Nacional de Assistência farmacêutica -
Resolução n° 338 de 06 de maio de 2004) 
-“As ações de Assistência Farmacêutica 
envolvem aquelas referentes à Atenção 
Farmacêutica, considerada como um modelo 
de prática farmacêutica, desenvolvida no 
contexto da Assistência Farmacêutica e 
compreendendo atitudes, valores éticos, 
comportamentos, habilidades, compromissos 
e co-responsabilidades na prevenção de 
doenças, promoção e recuperação da saúde... 
é a interação direta do farmacêutico com o 
usuário, visando uma farmacoterapia racional...” 
 
-Resolução n° 585 de 2013 do CFF- 
Regulamenta as atribuições clínicas do 
farmacêutico e dá outras providências- 
constitui a base legal para a atuação clínica do 
farmacêutico 
 
Resolução n° 586 de 2013 do CFF- Regula a 
prescrição farmacêutica e dá outras 
providencias 
 
Essas resoluções trazem alguns conceitos 
dentro da área do cuidado farmacêutico, que 
 
 
trazem as principais bases legais para atuação 
clínica do farmacêutico.. 
 
 A resolução n° 585 traz o cuidado centrado 
no paciente: relação humanizada que envolve 
o respeito às crenças, expectativas, 
experiencias, atitudes e preocupações do 
paciente ou cuidadores quanto às suas 
condições de saúde e ao uso de 
medicamentos, na qual farmacêutico e 
paciente compartilham a tomada de decisão e 
a responsabilidade pelos resultados em saúde 
alcançados. 
 
↳ Farmácia clínica: área da farmácia voltada à 
ciência e prática do uso racional de 
medicamentos, na qual os farmacêuticos 
prestam cuidado ao paciente, de forma a 
otimizar a farmacoterapia, promover saúde e 
bem-estar, e prevenir doenças. 
 
↳ Ciência- tem contribuído para o acúmulo de 
conhecimentos sobre a atuação clínica do 
farmacêutico e o aprimoramento de práticas 
profissionais 
 
↳ Pesquisa 
-Estudos de avaliação de tecnologias em 
saúde (revisões sistemáticas com meta-
análises, estudos farmacoeconômicos) 
 
-Estudos de serviços de saúde (ensaios 
clínicos) 
-Estudos de utilização de medicamentos 
(observacionais) 
 
Orienta a prática profissional – modelos de 
prática 
-Cuidado farmacêutico (modelo de prática) 
 
Cuidado farmacêutico 
 Modelo de prática que orienta a provisão de 
diferentes serviços farmacêuticos diretamente 
destinados ao paciente, à família e à 
comunidade. 
 
→Obejtivos dos modelos de prática: 
- Prevenção e resolução de problemas da 
farmacoterapia 
- Uso racional e ótimo dos medicamentos 
- Promoção, proteção e recuperação da 
saúde 
- Prevenção de doenças e de outros 
problemas de saúde 
 
Relação entre os constructos da 
área do saber farmácia clínica 
 
 
Aqui a farmácia clinica como grande área do 
saber vai nortear a prática profissional e a 
pesquisa, nessa pratica profissional nós temos 
um modelo de pratica que é o cuidado 
farmacêutico e como modelo de pratica ele 
vai contemplar a filosofia da pratica, qual é essa 
filosofia? o intuito maior é reconhecermos as 
necessidades de saúde do paciente e atende-
las, então quando pensamos em filosofia 
temos que pensar nas necessidades de saúde 
dos nossos paciente. 
 
 
Como modelo de pratica o cuidado também 
vai contemplar um processo de trabalho, 
método clinico, como vai ser o processo, 
como vamos prestar esse cuidado ao 
paciente. Nós temos um método, bem 
delineado e estruturado para promover o 
cuidado farmacêutico que vai incluir: coleta de 
dados do paciente, identificação dos 
problemas relacionados a farmacoterapia, 
elaboração do plano de cuidado em conjunto 
com o paciente e o segmento terapêutico 
desse paciente. 
Também requer uma gestão de prática, eu 
preciso de recursos para executar esses 
serviços, para conseguir praticar o cuidado 
farmacêutico, então eu preciso ter: ambiente 
apropriado, materiais apropriados, recursos 
humanos (capacitação), então é tudo que me 
permite praticar o cuidado farmacêutico, e 
tudo isso esta embasado em normas, nós 
temos a regulamentação dessa prática 
contemplando as resoluções 585 e 586, 
esses 4 fatores são bem importantes que a 
gente conheça para conseguir executar um 
cuidado farmacêutico. 
 
Quanto a pesquisa, nós temos áreas dentro 
da farmácia clinica como a :Prática profissional 
com modelagem e avaliação de serviços, 
então se eu vou implantar um serviço 
farmacêutico na farmácia comunitária eu 
preciso ter todo um estudo, sobrecomo eu 
vou implantar, se foi bem-sucedido. 
Também o estudo de utilização de 
medicamentos, avaliação de tecnologias em 
saúde e outros temas de interesse. 
 
Serviços farmacêuticos clínicos (ou 
serviços farmacêuticos destinados ao 
paciente, família e a comunidade) 
 
-Visam prevenção e promoção e 
recuperação da saúde e prevenção de 
doenças 
Dentro do cuidado farmacêuticos nós temos 
9 serviços farmacêuticos clínicos 
Inicia-se com o rastreamento em saúde que 
visa a identificação provável da doença ou 
condições de saúde para diagnóstico 
oportuno, correto e precoce. 
 
Dispensação: Visa o acesso ao medicamento 
e a produtos para a saúde adequados a 
orientação sobre o processo de uso correto 
e seguro, sua conservação e seu descarte. 
 
Manejo de problema de saúde autolimitado: 
(Transtornos menores: tosse, levemente 
febril.dor de cabeça.) Controle de sinais e/ou 
sintomas 
 
Conciliação de medicamentos: Confrontar 
prescrições, principalmente quando o paciente 
transita de um nível de saúde pra outro, 
visando identificar discrepâncias e resolver as 
discrepâncias não intencionais 
 
Monitorização terapêutica de medicamentos: 
Solicitar exames, avaliação do nível sérico de 
alguns medicamentos como o valproato, o 
lítio, verificar se está dentro da dose 
terapêutica. 
 
Revisão da farmacoterapia: Lista todos os 
medicamentos que o paciente utiliza e verifica 
necessidade, adesão, efetividade e segurança. 
Também vai verificar se existe alguma 
interação medicamentosa grave, 
contraindicação, se os medicamentos estão 
nas doses e posologia corretas. 
 
 
 
Gestão da condição de saúde: Monitorar as 
condições de saúde do paciente, verificar se 
esta dentro da meta terapeutica. 
 
Acompanhamento farmacoterapêutico: não 
são todos os pacientes que necessitam, 
normalmente são indivíduos com condições 
crônicas, polimedicados, algum grupo de risco 
aí eu preciso ter periódicos retornos desse 
paciente para ir acompanhando-o. 
 
Todos esses serviços visam: 
-Controle, cura ou prevenção de 
complicações da doença; 
-Prevenção e resolução de problemas 
relacionados a farmacoterapia; 
 
Educação em saúde 
Visa autonomia para o paciente manter-se 
saudável e para cura ou controle de condições 
de saúde. 
 
 Necessidades de saúde do paciente, 
família e comunidade 
Uma vez reconhecidas essas necessidades 
nós vamos prestar serviços de saúde e dentro 
dos serviços de saúde se inserem grupos de 
serviços e procedimentos farmacêuticos. 
Então nós temos as atividades meio, ou de 
apoio nas redes de atenção à saúde, que são 
aquelas atividades que não consistem em um 
contato direto ao paciente. Temos: 
 
Serviços de apoio ao diagnóstico como os 
serviços de analises clinicas e análises 
toxicológicas e serviços relacionados ao 
medicamento como P&D, produção e a 
logística. 
E temos as atividades fim nas redes de 
atenção a saúde, que são aquelas atividades 
que contemplam o contato direto com o 
paciente 
 
Processo de cuidado farmacêutico 
Acolhimento e identificação da demanda, 
identificar a necessidade de saúde do paciente, 
família ou comunidade. 
Temos dividido em serviços dentro do 
cuidado farmacêutico (modelo de prática) 
contemplando os 9 serviços de educação em 
saúde. E temos as praticas integrativas e 
complementares que tem normas especificas 
incluindo homeopatia, acupuntura, fitoterapia, 
floralterapia e antroposofia. Além disso o 
farmacêutico também pode atuar em práticas 
em estética. 
 
Procedimentos diretamente relacionados ao 
paciente: 
-Determinação de parâmetros clínicos 
(temperatura, pressão, glicemia) 
-Realização de pequenos curativos 
-Administração de medicamentos (inclusive 
vacinas) 
-Procedimentos em acupuntura 
-Procedimentos em estética 
-Organização de medicamentos 
 
*Serviços diferente de procedimentos* 
 
Processo de cuidado farmacêutico 
 
 
 
 
-Acolher ou identificar a demanda 
-Identificar a(s) necessidade(s) de saúde do 
paciente, família ou comunidade 
-Planejar e realizar intervenção (ões) 
-Avaliar os resultados da(s) intervenção(ões) 
-Alta do paciente ou intervenção concluída. 
 
Todo esse processo tem que ser 
documentado, então cada estabelecimento de 
saúde pode ter as suas particularidades, mas 
eu vou ter o prontuário desse paciente, se eu 
faço uma consulta, ou uma anmnese, eu 
preciso coletar muitos dados desse paciente, 
então eu preciso ter um documento, preciso 
abrir um prontuário desse paciente e a 
medida que eu for fazendo o 
acompanhamento farmacoterapêutico, volto 
nesse prontuário e vou avaliando. Se eu fiz 
uma intervenção, tenho que documentar pq 
eu preciso saber o que eu fiz com aquele 
paciente. 
 
Também podemos fazer o encaminhamento 
a outros profissionais ou serviços de saúde, e 
também é um documento que a gente emite, 
temos que escrever tudo que aconteceu com 
esse paciente, os dados dele, pq a gente está 
encaminhando... 
 
*Ao adquirir os conhecimentos da farmácia 
clínica, o farmacêutico estará apto para 
realizar um acompanhamento 
farmacoterapêutico completo e de qualidade, 
contribuindo para a promoção da saúde e 
bem-estar dos pacientes e da sociedade.” 
 
Gestão técnica e clínica do medicamento 
*Como o farmacêutico reconhece as 
necessidades de saúde dos pacientes e realiza 
a gestão clínica do medicamento? 
-Para conseguir reconhecer as necessidades 
de saúde, a gente precisa conhecer esse 
paciente através de uma consulta 
farmacêutica que realiza um episódio de 
contato através do qual ocorre a prestação 
do serviço. 
 
“Episódio de contato entre o farmacêutico e 
o paciente, com a finalidade de obter os 
melhores resultados com a farmacoterapia, 
promover o uso racional de medicamentos e 
de outras tecnologias em saúde. Objetiva 
ainda, promoção, proteção e recuperação 
da saúde, a prevenção de doenças e de 
outras condições por meio da execução de 
serviços e procedimentos farmacêuticos” 
 
PORTANTO, A CONSULTA 
FARMACÊUTICA NÃO É UM SERVIÇO 
FARMACÊUTICO. 
 
Serviços 
Constituem um conjunto de atividade 
organizadas em um processo de trabalho; 
 
Serviços de saúde 
São aqueles que lidam com a prevenção, o 
diagnóstico e tratamento de doenças e de 
outras condições, bem como com a 
promoção, manutenção e recuperação da 
saúde. 
↳Os serviços farmacêuticos constituem parte dos 
serviços de saúde. 
 
Serviços Farmacêuticos 
Compreendem um conjunto de atividades 
organizadas em um processo de trabalho que 
visa contribuir para a prevenção de doenças, 
promoção, a proteção e a recuperação da 
saúde, e para a melhoria da qualidade de vida 
das pessoas. 
 
 
 
Serviços de saúde 
Lidam com o diagnóstico e o tratamento de 
doenças ou com a promoção, manutenção 
e recuperação da saúde. 
 
Onde realizar serviços farmacêuticos 
 
↳ Farmácia comunitária 
↳ Leito hospitalar 
↳ Farmácia hospitalar 
↳ Serviços de urgência e emergência 
↳ Serviços de APS 
↳ Ambulátório 
↳ Domicilio do paciente 
↳Instituições de longa permanência 
 
Serviços farmacêuticos diretamente 
destinados ao paciente, à família e 
a comunidade. 
São os 9 serviços: 
 
-Educação em saúde 
Conceito: serviço que compreende diferentes 
estratégias educativas, as quais integram os 
saberes popular e científico, de modo a 
contribuir para aumentar conhecimentos, 
desenvolver habilidades e atitudes sobre os 
problemas de saúde e seus tratamentos. Tem 
como objetivo a autonomia dos pacientes e o 
comprometimento de todos (pacientes, 
profissionais, gestores e cuidadores) com a 
promoção da saúde, prevenção e controle de 
doenças, e melhoria da qualidade de vida. 
Envolve, ainda, ações de mobilização da 
comunidade com o compromisso pela 
cidadania. 
 
 
 
-Rastreamento em saúde 
Conceito: serviço que possibilita a identificação 
provável de doença ou condição de saúde, 
em pessoas assintomáticas ou sob risco de 
desenvolvê-las, pela realização de 
procedimentos, exames ou aplicação de 
instrumentos de entrevistavalidados, com 
subsequente orientação e encaminhamento 
do paciente a outro profissional ou serviço de 
saúde para diagnóstico e tratamento 
(CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA, 2013f; 
BRASIL, 2010c). 
 
-Revisão da farmacoterapia 
Conceito: serviço pelo qual o farmacêutico faz 
uma análise estruturada e crítica sobre os 
medicamentos utilizados pelo paciente, com 
os objetivos de minimizar a ocorrência de 
problemas relacionados à farmacoterapia, 
melhorar a adesão ao tratamento e os 
resultados terapêuticos, bem como reduzir o 
desperdício de recursos. 
 
-Acompanhamento farmacoterapêutico 
Conceito: serviço pelo qual o farmacêutico 
realiza o gerenciamento da farmacoterapia, 
por meio da análise das condições de saúde, 
dos fatores de risco e do tratamento do 
paciente, da implantação de um conjunto de 
intervenções gerenciais, educacionais e do 
acompanhamento do paciente, com o 
objetivo principal de prevenir e resolver 
problemas da farmacoterapia, a fim de 
alcançar bons resultados clínicos, reduzir os 
riscos, e contribuir para a melhoria da 
eficiência e da qualidade da atenção à saúde. 
Inclui, ainda, atividades de prevenção e 
proteção da saúde. 
 
-Manejo de problema de saúde autolimitado 
 
 
Conceito: serviço pelo qual o farmacêutico 
acolhe uma demanda relativa a problema de 
saúde autolimitado, identifica a necessidade de 
saúde, prescreve e orienta quanto a medidas 
não farmacológicas, medicamentos e outros 
produtos com finalidade terapêutica, cuja 
dispensação não exija prescrição médica e, 
quando necessário, encaminha o paciente a 
outro profissional ou serviço de saúde. 
 
-Monitorização terapêutica de medicamento 
Conceito: serviço que compreende a 
mensuração e a interpretação dos níveis 
séricos de fármacos, com o objetivo de 
determinar as doses individualizadas 
necessárias para a obtenção de 
concentrações plasmáticas efetivas e seguras. 
 
 
 
-Dispensação 
Conceito: serviço proporcionado pelo 
farmacêutico, geralmente em cumprimento a 
uma prescrição de profissional habilitado. 
Envolve a análise dos aspectos técnicos e 
legais do receituário, a realização de 
intervenções, a entrega de medicamentos e 
de outros produtos para a saúde ao paciente 
ou ao cuidador, a orientação sobre seu uso 
adequado e seguro, seus benefícios, sua 
conservação e descarte, com o objetivo de 
garantir a segurança do paciente, o acesso e 
a utilização adequados [Adaptado de Arias 
(1999) e Brasil (1998)]. 
 
-Gestão da condição de saúde 
Conceito: serviço pelo qual se realiza o 
gerenciamento de determinada condição de 
saúde, já estabelecida, ou de fator de risco, 
por meio de um conjunto de intervenções 
gerenciais, educacionais e no cuidado, com o 
objetivo de alcançar bons resultados clínicos, 
reduzir riscos e contribuir para a melhoria da 
eficiência e da qualidade da atenção à saúde 
(Adaptado de Mendes, 2012). 
 
-Conciliação de medicamentos 
Conceito: serviço pelo qual o farmacêutico 
elabora uma lista precisa de todos os 
medicamentos (nome ou formulação, 
concentração/dinamização, forma 
farmacêutica, dose, via de administração e 
frequência de uso, duração do tratamento) 
utilizados pelo paciente, conciliando as 
informações do prontuário, da prescrição, do 
paciente, de cuidadores, entre outras. Este 
serviço é geralmente prestado quando o 
paciente transita pelos diferentes níveis de 
atenção ou por distintos serviços de saúde, 
com o objetivo de diminuir as discrepâncias 
não intencionais 
Fernanda Iachitzki 
 
Atenção farmacêutica 1 
Aspectos legais dos Serviços 
Farmacêuticos 
 
Normas que regem os serviços 
farmacêuticos 
-Resolução/CFF n° 585/2013 
-Resolução/CFF n° 586/2013 
-Lei n° 13.021/2014 
 
Resolução/CFF n° 585/2013 
-Regulamenta as atribuições clínicas do 
farmacêutico e dá outras providências 
-Constitui a base legal para atuação clínica do 
farmacêutico 
 
As atribuições clínicas do farmacêutico visam 
proporcionar cuidado a paciente, família e 
comunidade, de forma a promover o uso 
racional de medicamentos e otimizar a 
farmacoterapia, com o propósito de alcançar 
resultados definidos que melhorem a qualidade 
de vida do paciente. 
 
Art. 3° No âmbito de suas atribuições, o 
farmacêutico presta cuidados à saúde, em 
todos os lugares e níveis de atenção, em 
serviços públicos ou privados 
 
Art. 7° São atribuições clínicas do 
farmacêutico relativas ao cuidado à saúde, nos 
âmbitos individual e coletivo (28 atribuições): 
 
 
 
 - Participar do planejamento e da avaliação da 
farmacoterapia, para que o paciente utilize e 
forma segura os medicamentos de que 
necessita nas doses, frequência, horários, vias 
de administração e duração adequados, 
contribuindo para que o mesmo tenha 
condições de realizar o tratamento e alcançar 
os objetivos terapêuticos; 
 
-Realizar intervenções farmacêuticas e emitir 
parecer farmacêutico a outros membros da 
equipe de saúde, com o propósito de auxiliar 
na seleção, adição, substituição, ajuste ou 
interrupção da farmacoterapia do paciente. 
 
-Fazer anamnese farmacêutica, bem como 
verificar sinais e sintomas, com o propósito de 
prover cuidado ao paciente; 
 
-Solicitar exames laboratoriais, no âmbito de 
sua competência profissional, com finalidade 
de monitorar os resultados da farmacoterapia 
 
-Elaborar uma lista atualizada e conciliada de 
medicamentos em uso pelo paciente durante 
os processos de admissão, transferência e alta 
entre os serviços e níveis de atenção a saúde; 
 
 
Fernanda Iachitzki 
 
Art. 8° “São atribuições do farmacêutico 
relacionadas à comunicação e educação em 
saúde (8 atribuições): 
 
-Estabelecer processo adequado de 
comunicação com pacientes, cuidadores, 
família, equipe de saúde e sociedade, incluindo 
a utilização dos meios de comunicação de 
massa; 
 
-Informar, orientar e educar os pacientes, a 
família, os cuidadores e a sociedade sobre 
temas relacionados à saúde, ao uso racional 
de medicamentos e a outras tecnologias em 
saúde; 
 
-Elaborar materiais educativos destinados à 
promoção, proteção e recuperação da saúde, 
e prevenção de doenças e de outros 
problemas relacionados; 
 
Art. 9°” São atribuições do farmacêutico 
relacionadas a gestão da pratica, produção e 
aplicação do conhecimento (11 atribuições) 
 
- Participar de coordenação, supervisão, 
auditoria, acreditação e certificação de ações 
e serviços no âmbito das atividades clínicas do 
farmacêutico; 
 
- Buscar, selecionar, organizar, interpretar e 
divulgar informações que orientem a tomada 
de decisões baseadas em evidência, no 
processo de cuidado à saúde; 
 
- Participar de elaboração, aplicação e 
atualização de formulários terapêuticos e 
protocolos clínicos para a utilização de 
medicamentos e outras tecnologias em saúde; 
 
 
Resolução/CFF n° 586/2013 
- Regula a prescrição farmacêutica e dá outras 
providências 
- Esta resolução inova ao considerar a 
prescrição como uma atribuição clínica do 
farmacêutico, definir sua natureza, especificar 
e ampliar o seu escopo para além do produto 
e descrever seu processo na perspectiva das 
boas práticas, estabelecendo seus limites e a 
necessidade de documentar e avaliar as 
atividades de prescrição. 
 
Art 3° Para os propósitos desta resolução, 
define-se a prescrição farmacêutica como ato 
pelo qual o farmacêutico seleciona, e 
documenta terapias farmacológicas e não 
farmacológicas, e outras intervenções relativas 
ao cuidado à saúde do paciente, visando à 
promoção, proteção e recuperação da saúde, 
e à prevenção de doenças e de outros 
problemas de saúde. 
 
Art. 4° O ato da prescrição farmacêutica 
poderá ocorrer em diferentes 
estabelecimentos farmacêuticos, consultórios, 
serviços e níveis de atenção à saúde, desde 
que respeitados o princípio da 
confidencialidade e a privacidade do paciente 
no atendimento. 
 
Art 5° O farmacêutico poderá realizar a 
prescrição de medicamentos e outros 
produtos com finalidade terapêutica,cuja 
dispensação não exija prescrição médica, 
incluindo medicamentos industrializados e 
preparações magistrais – alopáticos ou 
dinamizados-, plantas medicinais, drogas 
vegetais e outras categorias ou relações de 
medicamentos que venham a ser aprovadas 
pelo órgão sanitário federal para prescrição 
do farmacêutico. 
Fernanda Iachitzki 
 
Art 6° O farmacêutico poderá prescrever 
medicamentos cuja dispensação exija 
prescrição medica, desde que condicionado à 
existência de diagnóstico prévio e apenas 
quando estiver previsto em programas, 
protocolos, diretrizes ou normas técnicas, 
aprovados para uso no âmbito de instituições 
de saúde ou quando d formalização de 
acordos de colaboração com outros 
prescritores ou instituições de saúde. 
 
§ 1° Para o exercício deste ato será exigido, 
pelo CRF de sua jurisdição, o reconhecimento 
de título de especialista ou de especialista 
profissional farmacêutico na área clínica, com 
comprovação de formação que inclua 
conhecimentos e habilidades em boas práticas 
de prescrição, fisiopatologia, semiologia, 
comunicação interpessoal, farmacologia clínica 
e terapêutica. 
§ 2° Para a prescrição de medicamentos 
dinamizados será exigido [...] o reconhecimento 
de título de especialista em Homeopatia ou 
Antroposofia. 
§ 3° É vedado ao farmacêutico modificar a 
prescrição de medicamentos do paciente, 
emitida por outro prescritor, salvo quando 
previsto em acordo de colaboração, sendo 
que, neste caso a modificação, acompanhada 
da justificativa correspondente, deverá ser 
comunicada ao outro prescritor. 
 
Art. 7° O processo de prescrição 
farmacêutica é constituído das seguintes 
etapas 
1. Identificação das necessidades do 
paciente relacionadas à saúde 
2. Definição do objetivo terapêutico 
3. Seleção da terapia ou intervenções 
relativas ao cuidados à saúde, com 
base em sua segurança, eficácia, custo 
e conveniência, dentro do plano de 
cuidado 
4. Redação da prescrição 
5. Orientação ao paciente 
6. Avaliação dos resultados 
7. Documentação do processo de 
prescrição 
 
Art. 9° A prescrição farmacêutica deve ser 
redigida em vernáculo, por extenso, de modo 
legível, observados a nomenclatura e o 
sistema de pesos e medidas oficiais, sem 
emendas ou rasuras. 
 
Modelo de prescrição: 
 
 
 
 
Lei n° 13.021/2014 
 
-Dispõe sobre o exercício e a fiscalização das 
atividades farmacêuticas 
--Representa um avanço para a prestação de 
serviços nas farmácias brasileiras de natureza 
pública ou privada, incluindo aquelas de 
estabelecimentos hospitalares ou ambulatoriais. 
 
Fernanda Iachitzki 
 
Art. 2° Entende-se por assistência 
farmacêutica o conjunto de ações e de 
serviços que visem assegurar a assistência 
terapêutica integral e a promoção, proteção 
e a recuperação da saúde nos 
estabelecimentos públicos e privados que 
desempenhem atividades farmacêuticas, 
tendo o medicamento como insumo essencial 
e visando ao seu acesso e ao seu uso racional. 
 
Art. 3° Farmácia é humanidade de prestação 
de serviços destinada a prestar assistência 
farmacêutica, assistência à saúde e orientação 
sanitária individual e coletiva, na qual se 
processe a manipulação e/ou dispensação de 
medicamentos magistrais, oficinais, 
farmacopeicos ou industrializados, cosméticos, 
insumos farmacêuticos, produtos 
farmacêuticos e correlatos. 
 
Discussão de casos 
 
Paciente do sexo feminino, 23 anos de idade, 
chega à farmácia com queixa de dor de 
cabeça. Em conversa com o farmacêutico a 
paciente refere que tem tido insônia nos 
últimos dias e que tem passado por estresse 
no trabalho. Relata que para cumprir com as 
demandas do emprego aumentou o consumo 
de café e não está conseguindo almoçar. 
Pede algum medicamento para a dor e para 
dormir melhor, falando que sua amiga toma 
Rivotril para dormir 
 
MIPs: Consultar na tabela chamada CMED 
(utilizada para a farmacoeconomica) > PMVG 
(xls) > coluna TARJA > filtro tarja venda livre+ 
venda livre sem tarja. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atenção farmacêutica 1 
Saúde baseada em evidências 
 
Saúde/ Prática baseada em 
evidências 
-Grande quantidade de informações 
cientificas na área da saúde 
↳ Não podemos tomar decisões em saúde com 
base em um único estudo, tem que avaliar se o 
estudo, ou grupo de estudos foram bem conduzidos. 
 
-Analise crítica das informações disponíveis 
 
-Intuito de aprimorar os serviços em saúde 
 
Por definição, a pratica baseada em evidências 
corresponde ao elo, entre a melhor evidência 
disponível na literatura cientifica, a prática 
clínica do profissional de saúde, e os valores e 
preferências do paciente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Melhor evidência disponível 
→Como saber qual é a melhor evidência 
que eu tenho disponível 
 
 
 
 
-Temos a hierarquia da evidência, abaixo 
representada por uma pirâmide com vários 
desenhos metodológicos de estudos clínicos: 
 
 
 
A força da evidencia aumenta da base para o 
topo da pirâmide, na base temos a opinião de 
especialistas, estudos de relato de caso, acima 
experimental de caso único, ou série de casos, 
depois estudos descritivos, estudos quase-
experimentais, estudos caso-controle, estudo 
de coorte, ensaio clínico randomizado, e no 
topo temos os estudos de revisão sistemática 
com ou sem meta-análise, que são estudos 
secundários que vão sintetizar a evidência de 
estudos primários, que são os do retângulo 
azul. 
 
↳ Estudos primários: o próprio pesquisador 
que conseguiu os dados. 
 
Melhor 
Evidência 
disponível 
Prática 
clínica 
Valores e 
preferências 
do paciente 
 
 
Podemos dizer que as revisões sistemáticas 
com ou sem meta-análise, vão oferecer uma 
informação filtrada dos estudos primários. 
Mas esse modelo de pirâmide teve muitas 
críticas, pois uma revisão sistemática de 
estudos mal conduzidos, pode gerar uma 
evidência ruim, e isso comprometeria o fato 
dela estar no topo da pirâmide da evidência. 
Então foram feitas algumas mudanças na 
pirâmide 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Foi tirada a revisão sistemática do topo, e as 
linhas horizontais que eram retas, passaram a 
assumir um formato ondulado, porque 
dependendo do que eu estou avaliando, o 
estudo de coorte, pode ser melhor do que 
um ensaio clínico randomizado. Se eu estou 
avaliando a segurança de determinado 
produto para a saúde, o estudo de coorte 
pode me dar um resultado melhor do que um 
ensaio clínico randomizado, porque os estudos 
de coorte acompanham o paciente por mais 
tempo e como são estudos observacionais, 
vão nos dizer o que acontece com aquele 
paciente no mundo real. 
Sendo que no ensaio clinico randomizado nós 
temos o que acontece com o paciente em 
um mundo ideal. 
 
Por exemplo, o medicamento vioxx, um anti-
inflamatório seletivo para COX2, foi retirado do 
mercado porque levou muitos pacientes ao 
infarto, ou seja, levou muitos pacientes a óbito, 
porque o ensaio clinico randomizado mostrou 
que o medicamento era seguro (Rofecoxib), 
mas quando utilizado na prática, o evento 
adverso ocorria com um tempo maior de uso 
do que o que estava preconizado no ensaio 
clínico. Esse é um problema dos 
medicamentos novos no mercado, eles 
tiveram sua segurança comprovada em 
ensaio clínico randomizado, mas nós não 
sabemos se a longo prazo ele irá se mostrar 
seguro. 
 
Então por isso essa nova pirâmide tem esse 
modelo, pois os diferentes níveis de estudo 
podem ter maior nível de evidência do que o 
estudo acima dele. Essa nova proposta da 
pirâmide de evidências, onde a revisão 
sistemática com ou sem meta-análise vai 
servir de lente através da qual iremos analisar 
esses estudos primários. 
 
*Para fins didáticos utilizamos a pirâmide com 
a revisão sistemática no topo. 
 
Tipos de estudo 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esta figura é muito importante para 
conhecermos os diferentes desenhos 
metodológicos de estudos clínicos. 
 
 
Temos 2 grandes grupos: Os estudosexperimentais e os estudos observacionais, 
para ser classificado como um estudo 
experimental, o investigador que vai fornecer 
o medicamento para o participante do estudo, 
se é o próprio investigador que irá estabelecer 
se o paciente vai para o grupo experimental 
ou para o grupo controle. 
Mas se o investigador só vai observar o que 
está acontecendo com o paciente. O paciente 
está em um centro de saúde, recebendo o 
seu medicamento, mas o pesquisador não 
tem nada a ver com isso, ele só vai observar 
o que está acontecendo com esse paciente, 
aí o estudo é dito observacional. 
Dentro do estudo experimental temos que 
ver se a alocação dos participantes foi 
randomizada ou não, se eu vou controlar para 
fatores de confusão, vou fazer uma 
randomização de modo que eu não vou 
selecionar pra onde vai o meu paciente, isso 
vai ser aleatório, o grupo pra onde ele será 
designado, é aleatório. Então se a gente tem 
uma alocação randomizada, temos um ensaio 
clínico randomizado, senão eu tenho um 
ensaio clinico não randomizado e esse tipo de 
estudo também recebe o nome de estudo 
quase experimental, nesse estudo quase 
experimental eu posso ter dois grupos 
comparadores de modo que a alocação dos 
participantes não foi randomizada, ou eu 
posso ter ausência de um grupo controle, eu 
vou fornecer o medicamento pro grupo de 
pacientes e avaliar antes e depois do uso 
desse tratamento. 
 
Nos estudos observacionais, eu tenho que ver, 
se eu tenho um grupo comparador, eu vou 
ter um estudo analítico, se eu não tenho um 
grupo comparador, terei um estudo descritivo. 
 No estudo analítico tenho que ver a direção 
temporal desse estudo, tenho 3 tipos de 
estudos observacionais analíticos: 
-Estudos de coorte 
-Estudos de caso controle 
-Estudos Cross-sectional (transversais) 
Estudo Cross sectional (ou transversal) - é 
como se fosse uma foto de um determinado 
período, em que eu vou avaliar a prevalência 
de determinada condição de saúde. 
Ex: Uma pesquisa na turma de quantos 
utilizam tylenol pra dor de cabeça, ai eu vou 
ter nesse momento quanto de vocês usam o 
tylenol.. 
↳ (Aqui a exposição e o desfecho ocorrem 
ao mesmo tempo). 
 
O que gera dúvida é estudo de coorte e 
estudo de caso controle, o que diferencia é 
se eu parto da exposição ou do desfecho. 
 
Estudos de coorte: Eu sempre vou partir da 
exposição (do uso de um determinado 
medicamento, por exemplo), e ver o que 
acontece, quais são os desfechos que esse 
paciente apresenta ao longo do tempo. 
↳ (Podem ser prospectivos, como 
retrospectivos, porém mesmo que seja 
retrospectivo, eu vou partir da exposição até 
o desfecho. Quando eu falo de um estudo de 
coorte retrospectivo, é porque a minha coleta 
de dados vai pegar pacientes que já 
terminaram determinado tratamento, eu faço 
isso muitas vezes para não perder uma 
amostra de pacientes que já finalizaram o 
tratamento que é do meu interesse.) 
 
Caso controle- Eu sempre parto do desfecho, 
para voltar no tempo e ver o que causou 
aquele desfecho, qual foi a exposição que 
causou esse desfecho, por exemplo, um 
 
 
estudo de caso controle, eu vou avaliar se foi 
o tabagismo que causou câncer de pulmão 
dos pacientes, então eu parto de um grupo 
de pacientes com câncer de pulmão, e outro 
grupo que vai ser o controle sem o câncer 
de pulmão. Assim eu vou analisar quantos 
deles foram expostos ao tabaco. 
↳ (Sempre retrospectivos, vou ir do presente 
para o passado) 
 
Os dois estudos são ditos longitudinais, porque 
eu vou estar avaliando o paciente por um 
período mais longo de tempo, e eu vou ter 
pelo menos duas medidas de desfecho para 
esse paciente, a basal e a final. 
 
Tipos de revisão 
●Revisão narrativa- mapeamento 
●Revisão integrativa 
●Revisão sistemática 
 
As três visam responder uma pergunta 
especifica (Pergunta de pesquisa). 
Diferem de acordo com o método de 
elaboração 
 
Revisão narrativa: 
 A partir da revisão narrativa, vamos conseguir 
fazer um mapeamento, do que tem publicado, 
mas ela não tem todo o rigor metodológico 
que a revisão integrativa e a sistemática tem. 
 
↳Não utiliza metodologia definida para seu 
desenvolvimento 
↳ Busca- não precisa esgotar as fontes de 
informação 
↳Seleção dos estudos- a cargo dos autores 
(não tem um critério para incluir ou excluir 
estudos) 
↳Interpretação subjetiva- vieses e erros 
 
*Quando a gente pensa em tomada de 
decisão em saúde, dificilmente vamos ver 
baseada em uma revisão narrativa. A revisão 
narrativa vai nos auxiliar a verificar qual a 
prevalência de determinada doença, ou uma 
revisão sobre os principais sintomas de 
determinada doença. 
 
Adequada para a fundamentação teórica de 
artigos, dissertações, teses, trabalhos de 
conclusão de cursos 
 
Publicada com o título (revisão narrativa da 
literatura) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Revisão integrativa 
↳Integra resultados de estudos com diferentes 
desenhos metodológicos (estudos 
experimentais e observacionais) 
↳Rigor metodológico das revisões sistemáticas 
Avaliação e 
síntese 
 
 
↳Resultado- análise crítica dos estudos 
incluídos 
↳Definição de conceitos, identificação de 
lacunas na literatura, revisão de teorias e 
análise metodológica dos estudos sobre 
determinado tópico. 
 
*Muito utilizada pela enfermagem 
 
 
 
 
Revisão sistemática 
↳Metodologia definida- protocolo 
↳Imparcial (Não se coloca opinião pessoal) 
↳Evidencia cientifica de maior grandeza 
↳Reprodutibilidade (Se eu faço, uma revisão 
sistemática, do outro lado do mundo um outro 
pesquisador tem que chegar no mesmo 
resultado que eu) 
 
 
 
 
Para tomada de decisão em saúde, são 
utilizadas principalmente as revisões 
sistematicas, a integrativa também pode gerar 
orientações 
 
Revisões sistemáticas e meta-
analise 
 
Para fazer uma revisão sistemática temos que 
saber onde consultar as recomendações, para 
executar esse tipo de estudo, onde consultar 
essas recomendações? 
2 Principais organizações internacionais: 
 
→Colaboração Cochrane (um pouo 
complexo) 
 
→Joanna Briggs Insttitute (mais didático para 
revisões sistemáticas) 
 
Para fazer revisões sistemáticas, seguimos as 
diretrizes do PRISMA 
 
→PRISMA (Preferred Reporting Items for 
Systematic Reviews and Meta-Analyses) 
 
Diz respeito a como deve-se reportar os 
resultados das revisões sistemáticas, e isso é 
para garantir a transparência do processo, pois 
como os estudos de revisão sistemática são 
muito rigorosos, e tem que ser reprodutíveis, 
eles também devem ser transparentes em 
todas as etapas, pois quando for publicado o 
revisor pode pedir algum material referente a 
alguma etapa do processo de execução. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Execução de revisão sistemática 
Por onde começar? 
→Pergunta clínica, que pode ser formulada 
com auxílio de alguns acrônimos, como o 
PICOS que é o que é utilizado em revisões de 
intervenção, mas também temos revisões 
sistemáticas para avaliar acurácia de teste 
diagnóstico e outros tipos que seguem outros 
acrônimos. 
 
O PICOS é o mais comum 
 
 
 
 
 
Exemplo: 
 
 
 
Uma vez que temos que temos a pergunta 
clínica montada, o próximo passo da revisão 
sistemática, é elaborar uma estratégia de 
busca. 
 
Execução de revisão sistemática 
●Estratégia de busca 
Preciso buscar estudos primários publicados, 
para isso utiliza-se descritores 
-Tipo de estudo: Ensaio clínico randomizado 
-Condição clínica: Epilepsia 
-Tratamentos: 
Anticonvulsivante A 
Anticonvulsivante B 
 
Esses 3 descritores eu vou combinar com os 
operadores booleanos (AND e OR) 
 
Onde fazer essas buscas? 
Vou selecionar as bases de dados 
dependendo do que eu estou avaliando, 
temos algumas bases de dados que são mais 
especificas para determinada condição de 
saúde. São utilizadas pelo menos duas bases 
de dados para fazer essa busca. 
Os mais frequentes são: 
-PubMed 
-Web of Science 
-Scopus 
 
Além das buscas estruturadas em bases dedados pra revisão sistemática, como nós 
queremos recuperar tudo que está publicado, 
também fazemos a busca na chamada 
literatura cinza, que é aquela literatura que não 
está indexada nas bases dados (Resumo de 
congresso, tese, dissertação, artigo). 
 Também posso fazer a busca manual que vai 
ser a busca na lista de referências dos estudos 
que eu inclui na minha revisão sistemática. 
 
●Critérios de inclusão- PICOS 
 
● Critérios de exclusão 
-Estudos comparando o mesmo 
medicamento em diferentes doses 
-Publicação em caracteres não romanos 
(chinês, japonês, árabe, etc..) 
 
 
 
 
Critérios de exclusão NÃO são o contrário de 
critérios de inclusão 
↳ Então se for incluir, por exemplo, ensaios clínicos 
randomizados, não precisa citar que vai excluir 
estudos de revisão, relato de caso.. porque já está 
implícito, se você for incluir somente ensaio clinico 
randomizado, eu já sei que exclui todos os outros.. 
 
Então quando for estabelecer critérios de 
exclusão tem que pensar, uma vez que eu já 
passei todos os meus critérios de inclusão, o 
que sobra pra eu excluir? 
 
Então temos agora a pergunta clínica 
formulada e a estratégia de busca concluída, 
partimos para a execução propriamente dita 
da revisão sistemática. 
 
Execução: 
 
 
 
As etapas em verde têm que ser feitas por 
duas pessoas, que são dois revisores, e essas 
etapas são feitas de maneira independente 
(eu na minha casa, o revisor na casa dele, sem 
contato) para não gerar viés. 
 
●Leitura dos títulos/ resumos (triagem): O 
intuito dessa etapa é retirar o lixo, aquilo que 
eu tenho certeza que não tem nada a ver. 
Por exemplo, se eu estou avaliando um 
estudo de pacientes com epilepsia, se eu 
pego estudos de pacientes com Parkinson 
por exemplo, já vou retirar, porque não é do 
meu interesse. 
↳ Terminada essa parte, os dois revisores vão 
comparar o que cada um incluiu e excluiu, na chamada 
reunião de consenso. 
 
Depois do consenso, dessa etapa de triagem, 
eles vão ter uma lista dos estudos que foram 
incluídos nessa etapa de triagem, e na próxima 
etapa os dois revisores novamente de 
maneira independente vão fazer a leitura na 
integra dos artigos que foram selecionados. 
 
● Leitura na integra dos artigos selecionados 
(elegibilidade): Vão ler os artigos na integra, 
pra ver se incluem ou excluem esses artigos, 
essa inclusão e exclusão são baseados nos 
critérios vistos anteriormente. 
 
Passada essa etapa de leitura na integra, os 
revisores fazem uma nova reunião de 
consenso pra ver os artigos que realmente 
vão ficar na revisão sistemática. Esses artigos 
então terão os dados extraídos. 
 
● Extração dos dados e avaliação da 
qualidade/ risco de viés: Os dados extraídos 
ficam a critério do pesquisador, extrair os 
dados que interessam pra ele, além dos dados 
basais (número de participantes, autor, pais de 
publicação), além da extração de dados os 
revisores também irão fazer a revisão da 
qualidade metodológica dos estudos incluídos 
e do risco de viés, pra gente saber se o dado 
que a gente tem pra sintetizar é de qualidade 
ou não. 
 
Depois dessa etapa os dois vão fazer um novo 
consenso para comparar esses dados 
extraídos., depois desse consenso acabou a 
revisão sistemática, ai temos que ver como 
que vai agrupar esses dados, se vai ser por 
 
 
meio de meta-análise ou não, pois a meta-
análise nem sempre é possível. 
 
Análise e apresentação dos 
resultados 
 
Síntese qualitativa (quando não é possível 
meta-análise → Conclusão subjetiva 
↳ Os autores vão apresentar os resultados principais 
dos estudos que foram incluídos (síntese desses 
resultados), mas não vai ser numérico, tem uma força 
um pouco menor, se pensarmos em recomendação. 
 
Sintese quantitativa → Metá análise 
↳ Temos uma série de softwares que podem nos 
auxiliar na execução dessa meta-análise. 
 
Softwares: Review Manager; R; ADDIS 
 
META- ANÁLISE 
-Corresponde à síntese estatística dos dados 
obtidos a partir da revisão sistemática 
-Combina os resultados de cada estudo para 
obter uma estimativa global do efeito avaliado 
-Detecta possíveis diferenças 
(heterogeneidade) entre os estudos 
selecionados- aumento do poder estatístico da 
revisão sistemática 
 
O que é necessário para a realização de uma 
meta análise? 
-Dados numéricos 
-Número mínimo de estudos COMPARÁVEIS 
 Mesma pergunta (PICOS) (estudos com o 
mesmo objetivo) 
 Desfecho em comum 
 Desenhos de estudo semelhantes (ECR, 
coorte...) 
 
Essa meta-análise, vai me dar uma medida de 
estudo global quando eu combino os 
resultados desse estudos, só que essa medida 
de efeito global ela vai depender da natureza 
da variável (desfecho) com o qual eu estou 
trabalhando, então é importante conhecer a 
natureza desses desfechos clínicos. 
 
 
 
 
E para a meta- análise, podemos ter dois tipos 
de desfechos clínicos, pode ser categórica, e 
quando assume duas categorias é dita 
dicotômica, e grande parte das meta-análises, 
os desfechos são dicotômicos, que são 
aqueles resultados, por exemplo, o paciente 
apresentou ou não apresentou ? quantos 
pacientes apresentaram ? Vou ter uma 
quantidade de pacientes que apresentou taxa 
de cura, um outro número de pacientes que 
apresentou um evento adverso sério. 
 E eu posso também ter a variável numérica, 
quando eu trabalho com valores não inteiros 
eu digo que essa variável é continua, então 
cada paciente vai apresentar um valor pra 
essa variável, como por exemplo, valor de 
pressão sistólica, Hemoglobina glicada, 
Glicemia de jejum... cada paciente vai ter o seu 
valor e depois eu vou sumarizar isso na forma 
de média. 
 
Medidas de efeito 
 
 
As medidas de efeito que vão sumarizar os 
resultados são diferentes para a variável 
dicotômica e a variável contínua 
 
 
 
As medidas de efeito quando eu trato de 
variáveis dicotômicas, podem ser o Odds Ratio 
(OR) que é traduzido como razão de chance, 
ou Risco Relativo (RR), ou diferença de risco 
(DR). O Odds Ratio e o Risco Relativo são 
medidas relativas de efeito, elas são melhores 
estatisticamente do que a Diferença de Risco 
que é um valor absoluto, mas nós podemos 
expressar o resultado da meta-análise, quando 
a gente tem variável dicotômica por qualquer 
uma dessas três medidas de efeito. 
 
E quando eu falo de variável contínua, eu 
posso expressar esses resultados ou pela 
Diferença Média (DM), por exemplo, vou ter 
média de hemoglobina glicada no início do 
tratamento e a média da hemoglobina glicada 
no final do tratamento e vou ter uma 
diferença entre esses valores que é a 
diferença média. 
 Ou a Diferença Média Padronizada (DMP), 
utiliza-se Diferença Média Padronizada, quando 
eu mensuro a minha variável em escalas 
diferentes, por exemplo, quando eu estou 
avaliando dor, eu posso pegar estudos que 
utilizaram escalas de dor diferentes. 
 
 
 
Medidas de efeito dicotômicas 
A partir do Risco Relativo a gente pode derivar 
outras medidas de efeito: 
 
● Número necessário para tratar (NNT)- 
representa o número de pacientes que se 
precisa tratar para se prevenir um evento 
indesejado (ex: morte, recaída) 
↳Vemos em muitos protocolos clínicos e 
diretrizes terapêuticas do Brasil, quando a 
diretriz vai falar de eficácia de um determinado 
tratamento, eles utilizam esse valor o NNT. 
 
 
 
Quanto próximo de 1 melhor 
O NNT do tratamento A é igual a 2, ou seja, 
eu preciso tratar 2 pacientes com o 
tratamento A para evitar uma recaída. E o 
NNT do tratamento B é igual a 5, ou seja, eu 
preciso tratar 5 pacientes com o tratamento 
B para evitar uma recaída. 
O tratamento A é mais efetivo, porque eu 
preciso tratar menos pacientes para evitar o 
efeito indesejado. 
 
*O NNT também leva em consideração a 
frequência da ocorrência de determinado 
evento. Quando eu só trabalho com número 
relativo, como o RR por exemplo, eu posso 
chegar numa eficácia muito alta, mas quando 
eu vou ver a realidade do meu país eu vejo 
queo número de eventos que eu estou 
evitando é muito pequeno então eu 
incorporar esse tratamento, não vai fazer 
muita diferença, e quando eu penso em 
tecnologias novas, estou pensando em 
tecnologias caras. 
 
 
META-ANÁLISE 
● Heterogeneidade- Variabilidade entre os 
estudos 
↳Heterogeneidade clínica- participantes, 
intervenções e desfechos estudados 
↳Heterogeneidade metodológica- desenho do 
estudo e risco de viés 
 
 O que é heterogeneidade? 
É a variabilidade entre os estudos que não se 
deve ao acaso, por mais que a gente inclua só 
ECR, eles vão ter uma certa variabilidade entre 
eles, e pode ser classificada como clínica ou 
metodológica. 
 
Ex heterogeneidade clínica: Supondo que no 
elenco de estudos incluídos na revisão 
sistemática eu tenha um ECR que foi realizado 
com pacientes adultos e outro que foi 
realizado com pacientes pediátricos, tenho 
aqui uma variabilidade, porque a idade dos 
participantes é muito diferente. 
 
Ex. Heterogeneidade metodológica: Se eu 
estou fazendo uma revisão sistemática de 
algum tratamento para doença rara como 
acromegalia por exemplo, provavelmente vou 
recuperar poucos estudos, então eu não 
posso querer incluir somente ECR duplo cego 
fase 3, porque provavelmente não vou ter 
quase nada de estudos, então acaba sendo 
melhor o pesquisador ser um pouco mais 
flexível e incluir ECR tanto duplo cego quanto 
open label (estudos não cegos) 
▪ Duplo cego: aquele que tanto o 
participante como o corpo clínico, não 
sabem qual tratamento o paciente 
está fazendo. 
 
▪ Open label: O paciente e o médico 
sabem qual o tratamento utilizado 
 
Frente a detecção de heterogeneidade eu 
preciso saber se ela é importante ou não no 
meu estudo e isso é avaliado através de um 
método estatístico (o software fornece), que 
é chamada a estatística do I2 ( I quadrado) 
-0% a 40%: pode não ser importante 
-30% a 60%: pode ser moderada 
-50 a 90% pode representar uma 
heterogeneidade substancial 
-75% a 100%: Considerada alta 
heterogeneidade 
 
Quando detecto essa heterogeneidade eu 
tenho que reportar no meu estudo e 
investigar o pq dessa alta heterogeneidade, 
vou tentar identificar no meu hall de estudos 
incluídos se tem algum que é responsável por 
eu ter essa heterogeneidade, e tem no 
software como fazer essa detecção, e vou 
relatar, mas eu não elimino nenhum estudo da 
minha meta-análise em virtude da alta 
heterogeneidade, todos os estudos serão 
mantidos na meta-análise e eu vou reportar 
que tive uma alta heterogeneidade e qual o 
motivo. 
 
Grafico de floresta 
Como é expresso o resultado da meta-análise, 
o que o software nos fornece: 
 
Uso de meias de compressão para prevenir 
trombose venosa profunda em passageiros 
de avião 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nesse exemplo, ele trata do uso de meias de 
compressão para prevenir trombose venosa 
profunda em passageiros de avião, então ele 
está avaliando se o uso de meias 
compressivas previne ou não a trombose em 
voos de avião longos. 
 
Como interpretar o gráfico: 
Na primeira coluna eu tenho o nome do 
estudo ou subgrupo, os nomes dos estudos 
que foram incluídos na revisão sistemática, 
muitos estudos clínicos tem um nome, ou 
nomeamos com o sobrenome do primeiro 
autor e o ano de publicação. 
Nas colunas seguintes temos Stockings e No 
stockings, ou seja, os grupos comparadores, 
stocking é a intervenção que são as meias e 
o comparador (no stockings) que é a ausência 
de meias, e para cada um desses grupos nós 
temos o número de eventos e o total de 
participantes naquele grupo. 
 
Pro primeiro estudo, LONFLIT 2 eu tive um 
evento no grupo que usou as meias, de um 
total de 411 indivíduos que foram alocados 
nesse grupo, esse evento seria a trombose. 
E no grupo controle, que não usou as meias 
19 tiveram trombose de um total de 422 
pessoas. Esses dados numéricos é o 
pesquisador que vai inserir no software, e 
esses dados foram obtidos a partir da 
extração de dados dos estudos incluídos na 
revisão sistemática. 
 Na coluna seguinte eu tenho o peso, que 
seria a influência desse artigo no resultado final 
da meta-análise, e esse peso, no caso do 
primeiro estudo 38,5%, tem a ver com o 
tamanho amostral, quanto maior for o estudo 
(mais participantes), menor vai ser o grau de 
incerteza que eu tenho. E no gráfico o peso 
do estudo é representado pelo tamanho do 
quadrado. 
Na coluna seguinte eu vou ter o resultado 
estatístico desse estudo, nesse caso a medida 
de efeito utilizada foi o Risco Relativo e o risco 
foi de 0,05 e os valores entre colchetes se 
referem ao intervalo de confiança, como 
estou usando o intervalo de confiança de 95% 
eu tenho 95% de certeza que o meu risco 
relativo está dentro desse intervalo que vai de 
0,01 a 0,40, no gráfico esse valor do risco 
relativo é apresentado pela posição do 
quadrado cinza e a linha horizontal representa 
o intervalo de confiança.. No gráfico eu tenho 
a linha vertical que é chamada linha da nulidade 
nesse caso passando pelo número 1, como 
estou trabalhando com variável dicotômica, a 
linha da nulidade sempre vai passar pelo 1 
porque o risco relativo é uma divisão entre o 
risco de trombose no grupo de intervenção 
pelo risco da trombose no grupo controle, se 
eu tenho uma divisão de números iguais o 
resultado é igual a 1, ou seja, eu vou ter um 
risco relativo igual a 1 se o risco da trombose 
no grupo intervenção for igual ao risco da 
trombose no grupo controle. E se eu tenho 
risco igual a 1 a interpretação é que não existe 
diferença estatisticamente significativa entre 
os grupos que eu estou comparando para o 
evento trombose venosa profunda. 
 Quando vamos avaliar o resultado final da 
meta-análise que é expresso pelo losango 
preto chamado de diamante, ele vai ser o 
combinado dos resultados dos 6 estudos, e 
ele também vai ter um risco relativo e um 
intervalo de confiança, o risco relativo de 0,1 
marcando o centro do diamante e o intervalo 
de confiança é a largura que vai de 0,04 a 
0,26, e a interpretação é a mesma, se o 
intervalo de confiança do diamante contiver o 
1, significa que não existe diferença estatística 
 
 
entre os dois grupos, o que não aconteceu 
neste e exemplo. 
 
Concluiu-se que o uso de meias reduziu em 
90% o risco de trombose venosa profunda 
em passageiros de avião. 
 
Meta-análise em rede 
O tipo de meta-análise visto anteriormente 
que compara um grupo com o outro é 
chamado de meta-análise de pares. 
 
Mas na prática temos algumas condições 
clinicas pras quais temos muitos tratamentos 
disponíveis e comparar um com o outro 
individualmente seria inviável, e não seria útil 
na pratica. Então seria interessante dispor de 
um método estatístico que permitisse a 
inclusão de múltiplos tratamentos na mesma 
análise, e isso é possível através das meta-
análises em rede. 
 
-Inclusão de múltiplos tratamentos 
-Comparação indireta 
-Resultado em ranking 
-Estatística Bayesiana (É uma estatística de 
probabilidades e ela é mais sofisticada do que 
a estatística frequentista) 
 
O que seria uma comparação indireta? 
Supondo que eu tenha um estudo que 
compara o medicamento A com o 
medicamento B 
E outro estudo que compara o medicamento 
B com o C, mas eu quero comparar o 
medicamento A com o C e eu não tenho 
estudos comparando, nesse caso eu posso 
comparar o A com o C indiretamente 
utilizando o medicamento B como braço 
comum, e isso é possível fazer com a meta-
análise em rede. 
 
 
 
 
 
 
 
Isso deixa a pesquisa mais barata, porque 
quando eu tenho muitas comparações, muitos 
estudos eu consigo ter uma análise bastante 
robusta dessas comparações indiretas de 
modo que não seria mais necessário fazer um 
novo ensaio clínico, que é muito caro, 
demorado, expõe o paciente a risco. Por isso 
o interesse por esse tipo de estudo tem 
crescido muito, por permitir essa comparação 
indireta numa mesma rede. 
 
Exemplos de redes: 
 
 
 
 
 
 
 
Não tem um método padrão para reportar

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