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Resumo Atenção Farmacêutica I

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cuja 
dispensação não exija prescrição médica, 
incluindo medicamentos industrializados e 
preparações magistrais – alopáticos ou 
dinamizados-, plantas medicinais, drogas 
vegetais e outras categorias ou relações de 
medicamentos que venham a ser aprovadas 
pelo órgão sanitário federal para prescrição 
do farmacêutico. 
Fernanda Iachitzki 
 
Art 6° O farmacêutico poderá prescrever 
medicamentos cuja dispensação exija 
prescrição medica, desde que condicionado à 
existência de diagnóstico prévio e apenas 
quando estiver previsto em programas, 
protocolos, diretrizes ou normas técnicas, 
aprovados para uso no âmbito de instituições 
de saúde ou quando d formalização de 
acordos de colaboração com outros 
prescritores ou instituições de saúde. 
 
§ 1° Para o exercício deste ato será exigido, 
pelo CRF de sua jurisdição, o reconhecimento 
de título de especialista ou de especialista 
profissional farmacêutico na área clínica, com 
comprovação de formação que inclua 
conhecimentos e habilidades em boas práticas 
de prescrição, fisiopatologia, semiologia, 
comunicação interpessoal, farmacologia clínica 
e terapêutica. 
§ 2° Para a prescrição de medicamentos 
dinamizados será exigido [...] o reconhecimento 
de título de especialista em Homeopatia ou 
Antroposofia. 
§ 3° É vedado ao farmacêutico modificar a 
prescrição de medicamentos do paciente, 
emitida por outro prescritor, salvo quando 
previsto em acordo de colaboração, sendo 
que, neste caso a modificação, acompanhada 
da justificativa correspondente, deverá ser 
comunicada ao outro prescritor. 
 
Art. 7° O processo de prescrição 
farmacêutica é constituído das seguintes 
etapas 
1. Identificação das necessidades do 
paciente relacionadas à saúde 
2. Definição do objetivo terapêutico 
3. Seleção da terapia ou intervenções 
relativas ao cuidados à saúde, com 
base em sua segurança, eficácia, custo 
e conveniência, dentro do plano de 
cuidado 
4. Redação da prescrição 
5. Orientação ao paciente 
6. Avaliação dos resultados 
7. Documentação do processo de 
prescrição 
 
Art. 9° A prescrição farmacêutica deve ser 
redigida em vernáculo, por extenso, de modo 
legível, observados a nomenclatura e o 
sistema de pesos e medidas oficiais, sem 
emendas ou rasuras. 
 
Modelo de prescrição: 
 
 
 
 
Lei n° 13.021/2014 
 
-Dispõe sobre o exercício e a fiscalização das 
atividades farmacêuticas 
--Representa um avanço para a prestação de 
serviços nas farmácias brasileiras de natureza 
pública ou privada, incluindo aquelas de 
estabelecimentos hospitalares ou ambulatoriais. 
 
Fernanda Iachitzki 
 
Art. 2° Entende-se por assistência 
farmacêutica o conjunto de ações e de 
serviços que visem assegurar a assistência 
terapêutica integral e a promoção, proteção 
e a recuperação da saúde nos 
estabelecimentos públicos e privados que 
desempenhem atividades farmacêuticas, 
tendo o medicamento como insumo essencial 
e visando ao seu acesso e ao seu uso racional. 
 
Art. 3° Farmácia é humanidade de prestação 
de serviços destinada a prestar assistência 
farmacêutica, assistência à saúde e orientação 
sanitária individual e coletiva, na qual se 
processe a manipulação e/ou dispensação de 
medicamentos magistrais, oficinais, 
farmacopeicos ou industrializados, cosméticos, 
insumos farmacêuticos, produtos 
farmacêuticos e correlatos. 
 
Discussão de casos 
 
Paciente do sexo feminino, 23 anos de idade, 
chega à farmácia com queixa de dor de 
cabeça. Em conversa com o farmacêutico a 
paciente refere que tem tido insônia nos 
últimos dias e que tem passado por estresse 
no trabalho. Relata que para cumprir com as 
demandas do emprego aumentou o consumo 
de café e não está conseguindo almoçar. 
Pede algum medicamento para a dor e para 
dormir melhor, falando que sua amiga toma 
Rivotril para dormir 
 
MIPs: Consultar na tabela chamada CMED 
(utilizada para a farmacoeconomica) > PMVG 
(xls) > coluna TARJA > filtro tarja venda livre+ 
venda livre sem tarja. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atenção farmacêutica 1 
Saúde baseada em evidências 
 
Saúde/ Prática baseada em 
evidências 
-Grande quantidade de informações 
cientificas na área da saúde 
↳ Não podemos tomar decisões em saúde com 
base em um único estudo, tem que avaliar se o 
estudo, ou grupo de estudos foram bem conduzidos. 
 
-Analise crítica das informações disponíveis 
 
-Intuito de aprimorar os serviços em saúde 
 
Por definição, a pratica baseada em evidências 
corresponde ao elo, entre a melhor evidência 
disponível na literatura cientifica, a prática 
clínica do profissional de saúde, e os valores e 
preferências do paciente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Melhor evidência disponível 
→Como saber qual é a melhor evidência 
que eu tenho disponível 
 
 
 
 
-Temos a hierarquia da evidência, abaixo 
representada por uma pirâmide com vários 
desenhos metodológicos de estudos clínicos: 
 
 
 
A força da evidencia aumenta da base para o 
topo da pirâmide, na base temos a opinião de 
especialistas, estudos de relato de caso, acima 
experimental de caso único, ou série de casos, 
depois estudos descritivos, estudos quase-
experimentais, estudos caso-controle, estudo 
de coorte, ensaio clínico randomizado, e no 
topo temos os estudos de revisão sistemática 
com ou sem meta-análise, que são estudos 
secundários que vão sintetizar a evidência de 
estudos primários, que são os do retângulo 
azul. 
 
↳ Estudos primários: o próprio pesquisador 
que conseguiu os dados. 
 
Melhor 
Evidência 
disponível 
Prática 
clínica 
Valores e 
preferências 
do paciente 
 
 
Podemos dizer que as revisões sistemáticas 
com ou sem meta-análise, vão oferecer uma 
informação filtrada dos estudos primários. 
Mas esse modelo de pirâmide teve muitas 
críticas, pois uma revisão sistemática de 
estudos mal conduzidos, pode gerar uma 
evidência ruim, e isso comprometeria o fato 
dela estar no topo da pirâmide da evidência. 
Então foram feitas algumas mudanças na 
pirâmide 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Foi tirada a revisão sistemática do topo, e as 
linhas horizontais que eram retas, passaram a 
assumir um formato ondulado, porque 
dependendo do que eu estou avaliando, o 
estudo de coorte, pode ser melhor do que 
um ensaio clínico randomizado. Se eu estou 
avaliando a segurança de determinado 
produto para a saúde, o estudo de coorte 
pode me dar um resultado melhor do que um 
ensaio clínico randomizado, porque os estudos 
de coorte acompanham o paciente por mais 
tempo e como são estudos observacionais, 
vão nos dizer o que acontece com aquele 
paciente no mundo real. 
Sendo que no ensaio clinico randomizado nós 
temos o que acontece com o paciente em 
um mundo ideal. 
 
Por exemplo, o medicamento vioxx, um anti-
inflamatório seletivo para COX2, foi retirado do 
mercado porque levou muitos pacientes ao 
infarto, ou seja, levou muitos pacientes a óbito, 
porque o ensaio clinico randomizado mostrou 
que o medicamento era seguro (Rofecoxib), 
mas quando utilizado na prática, o evento 
adverso ocorria com um tempo maior de uso 
do que o que estava preconizado no ensaio 
clínico. Esse é um problema dos 
medicamentos novos no mercado, eles 
tiveram sua segurança comprovada em 
ensaio clínico randomizado, mas nós não 
sabemos se a longo prazo ele irá se mostrar 
seguro. 
 
Então por isso essa nova pirâmide tem esse 
modelo, pois os diferentes níveis de estudo 
podem ter maior nível de evidência do que o 
estudo acima dele. Essa nova proposta da 
pirâmide de evidências, onde a revisão 
sistemática com ou sem meta-análise vai 
servir de lente através da qual iremos analisar 
esses estudos primários. 
 
*Para fins didáticos utilizamos a pirâmide com 
a revisão sistemática no topo. 
 
Tipos de estudo 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esta figura é muito importante para 
conhecermos os diferentes desenhos 
metodológicos de estudos clínicos. 
 
 
Temos 2 grandes grupos: Os estudos