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Resumo Atenção Farmacêutica I - Parte II

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de cada medicamento em 
uso- um medicamento inseguro será 
aquele que produzir ou agravar um 
problema de saúde do paciente. 
Fernanda Iachitzki 
 
 
4. A última etapa consiste em verificar se 
existe algum problema de saúde não 
tratado no paciente, que não esteja 
relacionado a outro problema da 
farmacoterapia e que deva ser tratado 
com medicamentos 
 
 Método Pharmacotherapy Workup 
(PWDT)- a base do modelo está na ideia 
de que todo paciente apresenta 
necessidades relacionadas aos 
medicamentos e que a responsabilidade 
do farmacêutico é avaliar criticamente, a 
todo o momento, se essas necessidades 
se encontram atendidas. 
 
Esse método baseia-se em uma avaliação 
sistemática de cada medicamento/ tratamento 
em uso pelo paciente em relação a sua 
1. Indicação 
2. Efetividade 
3. Segurança 
4. Adesão ao tratamento 
Avalia-se a farmacoterapia primeiro e depois 
o comportamento do paciente (adesão) 
 Método MAI (Medication Appropriateness 
Index; Indice de Adequação dos 
Medicamentos) - foi desenvolvido como 
um método padrão para avaliação de 
múltiplos elementos de uma prescrição, de 
modo a identificar casos em que a 
prescrição contenha medicamentos 
desnecessários, inefetivos, prejudiciais, 
inviáveis e/ou muito caros que contribuam 
para maior morbidade, internações e 
despesas para os pacientes 
 
Método MAI- avalia a prescrição quanto a 
possíveis problemas relacionados aos 
medicamentos segundo 10 critérios essenciais: 
1. Indicação (sinal, sintoma, doença ou 
condição para prescrição 
2. Efetividade (produção de resultado 
benéfico) 
3. Dose (total de medicamentos tomados em 
24 horas 
4. Administração (instruções para uso 
correto de um medicamento) 
5. Comodidade/praticidade (facilidade do 
tratamento em ser usado ou colocado em 
prática) 
6. Interações medicamento-medicamento 
7. Interação medicamento-doença 
8. Duplicidade terapêutica 
9. Duração (período de tempo e tratamento) 
10. Custo (custo de um medicamento em 
comparação com outros agentes de igual 
eficácia e segurança) 
 
 Método MAI 
Segue uma escala de 3 pontos: 
↳ 1 = uso apropriado do medicamento 
↳ 1 = uso limitadamente apropriado do 
medicamento 
↳ 1 = uso inapropriado do medicamento 
↳ 9 = não sei 
Para cada um dos 10 critérios essências vai se 
atribuir uma pontuação 
A pontuação total por paciente é obtida pela 
soma da pontuação de cada um dos 
Fernanda Iachitzki 
 
elementos analisados para cada medicamento- 
quanto mais alta a pontuação obtida na escala 
de 1 a 3, mais inapropriada é a prescrição. 
Apesar de fácil e útil para revisar um grande 
número de medicamentos utilizados pelo 
paciente, o método apresenta algumas 
desvantagens: 
↳Não inclui na escala a presença de RAM 
(exceto aquelas provocadas por interações) 
↳Não inclui a presença de problema de saúde 
não tratado, qualidade de vida e não adesão 
ao tratamento 
↳Tempo despendido para revisar cada 
medicamento é de aproximadamente 10 
minutos, o que pode impossibilitar a aplicação 
em locais muito movimentados 
 Método NO TEARS- propõe abranger 
necessidade e indicações clínicas, 
perguntas abertas, testes e monitoração, 
evidências e diretrizes, eventos adversos, 
redução do risco e prevenção e 
simplificação e conveniência. 
A ferramenta pode ser aplicada em uma 
consulta de 10 minutos e apresenta um 
sistema flexível que pode ser adaptado ao 
estilo de consulta do profissional de saúde 
N- Necessidade e indicações 
↳ O paciente sabe por que usa este 
medicamento? Ainda precisa toma-lo? O 
tratamento é por quanto tempo? A dose é 
adequada? O diagnóstico está confirmado? 
Não é melhor um tratamento não 
farmacológico? 
O- Open (perguntas abertas) 
↳Dar ao paciente a chance de expressar seu 
ponto de vista sobre o tratamento: “É comum 
para muitas pessoas não tomar todos os 
comprimidos. Isso ocorre com você?”; “Vamos 
acordar o que tomar regularmente?”; “Você 
acha que seus medicamentos funcionam?” 
T- Testes e monitoração 
↳Avaliar o controle da doença. Alguma doença 
está sendo subtratada? Dar orientação sobre 
a monitorização apropriada conforme 
diretrizes ou linhas-guia. Considerar diretrizes 
clínicas brasileiras ou protocolos da instituição, 
do estado, município ou Ministério da Saúde. 
E- Evidência e diretrizes 
↳Houve alguma mudança nas diretrizes de 
tratamento desde o início da terapia? A linha-
guia atual desaconselha a prescrição de algum 
dos medicamentos em uso? 
A- Adverso (eventos adversos) 
↳O paciente apresenta alguma reação 
adversa? O paciente vem utilizando 
medicamentos alternativos ou por 
automedicação? Verificar interações, 
duplicidades e contraindicações. Verifique a 
existência de “cascata iatrogênica” 
(interpretação de reações adversas como 
novos problemas). 
 
R- Redução do risco e prevenção 
↳Se o tempo permitir, realizar testes de 
rastreamento. Quais são os riscos do 
paciente? A farmacoterapia encontra-se 
otimizada de modo a reduzir esses riscos? 
S- Simplificação e conveniência 
↳O tratamento pode ser simplificado? O 
paciente sabe quais são os tratamentos mais 
importantes? Considerar a possibilidade de 
substituição de vários medicamentos em 
baixas doses por um único medicamento em 
dose mais alta. Apresentar possibilidades de 
trocas de medicamentos que melhorem a 
Fernanda Iachitzki 
 
relação custo-efetividade do tratamento (p.ex. 
genéricos). 
Revisão da farmacoterapia com foco na 
adesão ao tratamento 
-Serviços focados na adesão do paciente ao 
tratamento 
-Avaliação do conhecimento, habilidade, 
altitude, capacidade de gestão e adesão ao 
tratamento pelo paciente 
-Avaliação das preocupações, necessidade, 
expectativas e experiencias do paciente com 
o tratamento 
-Técnicas diversas, como educação e 
aconselhamento, calendários, dispositivos, 
organizadores, pictogramas, recursos 
facilitadores, consultas domiciliares 
 
Pensando na adesão, como a gente convence 
o paciente a fazer o tratamento? 
Quando temos atitudes do prescritor e 
percepção do paciente separados o paciente 
não vai ser aderente pq ele ta só recebendo 
a informação e o prescritor não está 
preocupado se o paciente está concordando 
ou não, e o paciente tem que entender e 
concordar. 
Quando tem uma troca de informações entre 
prescritor e paciente e ele entende a 
importância daquilo mesmo que ele não 
goste, vai acabar concordando e dai sim 
aderindo ao tratamento. 
 Capacidade de gestão de medicamentos 
 Constructos 
-Autonomia 
-Conhecimento 
-Habiilidade 
 Instrumentos 
-Instrumentos que utilizam os medicamentos 
do paciente 
-Instrumentos que utilizam atividades simuladas 
de medicamentos 
 MedTake (Teste de Conhecimento da 
Terapia) 
1. Abrir o recipiente e simular a tomada da 
primeira dose do dia/ identificar o 
medicamento 
2. Descrever a indicação 
3. Descrever os alimentos e líquidos que 
ingere concomitantemente 
4. Descrever o regime posológico 
 
 
 Instrumentos que utilizam os 
medicamentos do paciente 
 
 SM Task – Self-Medication Task – o 
sujeito é convidado a ler em voz alta os 
rótulos de três medicamentos 
dispensados, abrir cada frasco, e planejar a 
administração semanal 
▪ Seis pontos são gerados 
↳Precisão de leitura 
↳Velocidade de abertura do frasco 
↳Sucesso de abertura do frasco 
↳Erros nos horários da medicação 
Fernanda Iachitzki 
 
↳Erros na dosagem 
O paciente vai receber um dispositivo para 
organizar a administração semanal 
 
 
Promoção da adesão à farmacoterapia 
 Estratégias que focam na aquisição de 
competências (conhecimento, habilidades 
de autocuidado) 
 Intervenções simples para tratamentos de 
curta duração e intervenções complexas 
para tratamentos de longa duração 
melhoram adesão e desfechos clínicos 
 Programas de automonitoramento ou 
autocuidado 
 Regimes simplificados de dose 
 Lembretes, dicas e/ou organizadores, 
materiais 
 Educação sobre doenças e manejo de 
medicamentos 
 Em idosos intervenções farmacêuticas