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Resumo de Imunologia Básica

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afinidade química com o antígeno, os anticorpos que forem aprimorados se conectam mais tempo com o antígeno e tem ganho evolutivo na expansão clonal, necessitando apenas 1 sinal para ser ativo. 
E) Troca de isotipo: mudança na região constante da cadeia pesada, que determina a classe do anticorpo (IgG, IgM, IgD, IgA, IgE). Co-expressão regulada por processamento alternativo do RNA – retira introns a partir de cadeia nascente de RNA). Os isótopos tem varias propriedades diferentes, como tempo de ½ vida, localização, presença de dobradiças, forma (pentâmeros ou Dimeros), etc.
Reconhecimento dos antígenos pelos linfócitos T (Aula 3)
 TCR (Receptor de célula T): tem cadeia beta e alfa(95%) ou Gama e beta(5%). Essas cadeias são formadas por distintos fragmentos gênicos rearranjados. Para receptores de linfócitos T existem mais possibilidades de estruturas do que para BCR.
 O TCR assemelha-se a região Fab (variável) do anticorpo. Eles possuem co-receptores chamados de CD3, que se associam as cadeias alfa e beta para ajudar na sinalização para dentro da célula T.
· TCR vs BCR
 O anticorpo é solúvel e reconhece nos espaços extracelulares a superfície dos antígenos das mais variadas naturezas (protéicas, lipídica, etc). Já os receptores de linfócito T reconhecem apenas antígenos peptidicos que tenham sido processados, montados e apresentados por APC’s. Enquanto o BCR reconhece epitopos da superfície do patógeno, o TCR reconhecerá epitopo dentro deste.
· Processamento e apresentação de antígenos ao TCR
 A apresentação de antígenos é feita pelas proteínas MHC (Classe 1 ou 2), que ficam na face externa da membrana plasmática com os fragmentos peptidicos dos antígenos.
 Os peptídeos se ligam aos MHC’s através de resíduos de ancoragem. Estes resíduos tem características químicas semelhantes, podendo ter afinidade pelos mais diversos peptídeos simultaneamente.
 Os genes que codificam MHC’s são polimórficos e tem expressão co-dominante, o que causa uma grande variabilidade entre a população. É preferível que o pai e a mãe de um indivíduo tenha haploticos bem diferentes para que o filho seja imuno competente, podendo ligar variados antígenos nos resíduos de ancoramento.
*A diversidade do MHC é gerada a partir das varias possibilidades de genes. NÃO TEM REARRANJO GÊNICO.
· MHC classe 1
Constituído por uma cadeia alfa e uma proteína B2-Imunoglobulina. A cadeia alfa produz um sulco na estrutura para receber o peptídeo. Como este MHC tem apenas uma cadeia, ele possui menos flexibilidade que o classe 2, podendo transportar peptídeos menores, ligando-os nas extremidades do sulco. 
 As moléculas de MHC classe 1 não deixam o retículo endoplasmático nunca, a não ser que estejam ligadas aos peptídeos antigênicos. Estes peptídeos são deixados no RE por proteassomos que capturam patógenos intracelulares.
 Quando o MHC classe 1 chega a superfície, ele sinaliza para linfócitos T citotóxicos CD8+ que vão levar a morte da célula infectada. A classe 1 está presente tanto nas células do tecido linfoide quando outras células nucleadas.
· MHC classe 2
 Constituído por uma cadeia alfa e uma beta, essas duas cadeias são responsáveis por se estruturar de forma a criar um sulco para ligação no peptídeos o que confere maior flexibilidade ao MHC de classe 2, que pode completar peptídeos maiores ligando-os ao longo do sulco. 
 Peptídeos montados no MHC de classe 2 vem de antígenos proteicos que estão no meio extracelular, estes foram internalizados e digeridos pelas vesículas lisossomais. Estas vesículas contendo o peptídeo antigênico fundem-se a vesículas que contenham o MHC 2 advindas do golgi, quando ocorre esta fusão a CLIP (proteína que bloqueia entrada do peptídeo no MHC) vai se dissociar com a ajuda do HLADM. 
 O MHC classe 2 é reconhecidos pelos Linfócitos T auxiliares CD4+, que ativam linfócitos B e aprimoram a fagocitose. Este MHC está presente apenas nas células do tecido linfoide.
Diferenciação dos linfócitos (Aula 4)
· Diferenciação dos linfócitos B 
As células B se desenvolvem na medula óssea e migram para os órgãos linfóides periféricos onde podem ser ativadas pelo antígeno. A expansão clonal da célula B grande com cadeia pesada pronta possibilita o pareamento de varias cadeias leves diferentes, o que ajuda já diversidade das imunoglobulinas.
· Órgão linfoide primário 
1º) Reunião de repertório: Células B progenitoras rearranjam seus genes de imunoglobulinas na medula óssea.
2º) Seleção negativa: células B imaturas que se ligam a componentes do organismo humano ( auto-reativas) são removidas.
· Órgão linfoide secundário
3º)Seleção positiva: As células que entram no tecido linfoide secundário tornam-se células B maduras (quimiocinas nos folículos primários ativam-nas), enquanto que as que falham em entrar (anérgicas) são eliminadas. 
4º)Recirculação de células maduras pela linfa e corrente sanguínea até encontrarem com o antígeno.
5º) Células que reconhecem o patógeno serão ativadas e sofrerão expansão clonal, originando plasmocitos que se diferenciam em linfócitos e células de memória.
Células foliculares dendríticas: auxiliam na ativação de linfócitos B, e evitam a apoptose de células de memória porque possuem pedaços de antígenos.