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Problemas causados pelos esgotos sanitários lançados sem tratamento

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PROBLEMAS CAUSADOS PELOS ESGOTOS SANITÁRIOS 
LANÇADOS SEM TRATAMENTO “IN NATURA” 
 
 
Universidade Federal de São Carlos 
Disciplina de Engenharia Civil e Meio Ambiente 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
São Carlos, 2014. 
 
 Engenharia Civil e Meio Ambiente 
 
Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de São Carlos 
 
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A monografia apresentada, com vistas à conclusão da disciplina Engenharia Civil e Meio Ambiente, discorre 
sobre vários parâmetros e informações acerca do lançamento de esgotos sanitários sem tratamento in natura. 
Dados estatísticos; conceito e composição de esgotos sanitários; problemas à saúde humana e ao Meio Ambiente 
causados pelo lançamento dos mesmos sem tratamento em corpos hídricos; menção a cidades exemplares 
quanto ao tratamento de água e esgotos; exemplos de soluções para a problemática do assunto em questão; 
além da descrição do processo de tratamento em uma ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) foram 
informações incluídas na monografia, a fim de seguir o que fora requerido pela Professora Doutora na descrição 
do trabalho, e, além disso, incluindo informações extras complementares necessárias ao pleno entendimento 
e contextualização do tema. Assim sendo, o tema proposto ao grupo foi aqui completamente explorado, no 
intuito de desenvolver um trabalho completo e satisfatório para o assunto. 
 
PALAVRAS-CHAVE: Esgoto Sanitário, Tratamento, In-natura, ETE, Consequências, Exemplos. 
 
 
 
 Engenharia Civil e Meio Ambiente 
 
Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de São Carlos 
 
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O presente trabalho dissertará sobre os problemas causados pelos esgotos sanitários lançados sem tratamento 
"in natura", abordando mais concretamente sobre o conceito e composição do esgoto sanitário, o 
funcionamento de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), exemplos de cidades com tratamento de esgoto 
e estatísticas sobre o tratamento no Brasil e no estado de São Paulo, as consequências do lançamento 
inadequado quanto à saúde, meio ambiente e problemas urbanos e as ações que vêm sendo tomadas pelo 
governo para melhorar a atual situação de precariedade de saneamento básico, mais especificamente quanto 
ao esgotamento sanitário. 
 
 
 Engenharia Civil e Meio Ambiente 
 
Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de São Carlos 
 
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A água é um bem precioso no meio ambiente e um aliado importante no cotidiano de cada cidadão. 
Frequentemente lavamos as mãos, tomamos banho, lavamos a louça, a roupa e usamos a descarga do vaso 
sanitário. Toda essa água eliminada é denominada esgoto. 
 
O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) - órgão consultivo e deliberativo do Sistema Nacional do 
Meio Ambiente que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente - define Esgotos Sanitários como 
qualquer despejo líquido residencial, comercial ou até mesmo águas de infiltração na rede coletora, os quais 
podem conter parcela de efluentes industriais e efluentes não domésticos. Em resumo, o Esgoto, também 
chamado de Águas residuais, é o termo usado para águas que, após a utilização humana, apresentam suas 
características naturais alteradas. 
 
O esgoto sanitário é composto de 99,9% de água e somente 0,1% de sólidos, dentre tais, 70% são compostos 
inorgânicos, como proteínas, carboidratos e gorduras e os outros 30% são compostos inorgânicos, como areia, 
sais e metais. Essa parcela, numericamente tão pequena, é, no entanto, causadora dos mais desagradáveis 
transtornos, pois a mesma possui em seu meio: matéria orgânica, nutrientes, sólidos em suspensão e 
organismos patogênicos. Daí, quando lançado in natura (sem tratamento), provoca diversos impactos 
ambientais negativos ao meio ambiente. 
 
Convém ressaltar que a expansão demográfica e o desenvolvimento tecnológico trazem como consequências 
imediatas o aumento do consumo de água e a ampliação constante do volume de águas residuárias não 
reaproveitáveis que, quando não condicionadas de modo adequado, acabam poluindo as áreas receptoras 
causando desequilíbrios ecológicos. Tais águas, juntamente com as de escoamento superficial e de possíveis 
drenagens subterrâneas, formarão as vazões de esgotamento ou simplesmente esgotos. 
 
Ademais, levando em conta a origem do esgoto sanitário, podemos classifica-lo de três maneiras diferentes: 
 
 Esgotos domésticos: toda a vazão esgotável originada do desempenho das atividades domésticas, tais como 
lavagem de piso e de roupas, consumo em pias de cozinha e esgotamento de peças sanitárias, como por 
exemplo, lavatórios, bacias sanitárias e ralos de chuveiro. 
 
 Esgotos industriais: possui características próprias, inerentes aos processos industriais. Suas características 
químicas, físicas e biológicas variam de acordo com o ramo de atividade da indústria, operação, matérias-
primas utilizadas, etc. 
 
 Águas Pluviais: tem a sua vazão gerada a partir da coleta de águas de escoamento superficial originada as 
chuvas e, em alguns casos, lavagem das ruas e de drenos subterrâneos ou de outro tipo de precipitação 
atmosférica. 
 
Como já citado anteriormente, os resíduos são divididos em três tipos diferentes: esgotos domésticos, 
provenientes das residências; esgotos pluviais, vindos da água da chuva; e os industriais, formados em fábricas. 
Nas casas, comércios ou indústrias, ligações com diâmetro pequeno formam as redes coletoras, que são 
conectadas aos coletores-tronco (tubulações instaladas ao lado dos córregos), de onde os esgotos vão, então, 
para os interceptores (tubulações maiores, normalmente próximas aos rios) e, de lá, para uma Estação de 
Tratamento. Temos aqui como exemplo a Sabesp, que é a empresa responsável pelo sistema de coleta e 
tratamento de esgoto do município de São Paulo, sendo que, na Região Metropolitana, o método de tratamento 
de esgoto utilizado é o por lodos ativados, onde há uma fase líquida e outra sólida. O método, desenvolvido 
na Inglaterra em 1914, consiste num sistema no qual uma massa biológica cresce, forma flocos e é 
continuamente recirculada e colocada em contato com a matéria orgânica sempre com a presença de oxigênio, 
o que faz do processo, portanto, estritamente biológico e aeróbio, sendo que o esgoto bruto e o lodo ativado 
são misturados, agitados e aerados em unidades conhecidas como tanques de aeração, e o lodo é, então, 
enviado para o decantador secundário, onde a parte sólida é separada do esgoto tratado e o lodo sedimentado 
retorna ao tanque de aeração ou é retirado para tratamento específico. (SABESP) 
 
O tratamento do esgoto líquido pode ser descrito da seguinte forma: o esgoto vai pela rede de esgotos; passa 
por grades para retirar a sujeira (como papéis, plásticos, etc.); é transportado para uma caixa que vai retirar 
a areia contida nele; é enviado aos decantadores primários, onde ocorre a sedimentação das partículas mais 
pesadas, de onde vai, então, para os tanques de aeração, onde o ar fornecido faz com que os microrganismos 
ali presentes multipliquem-se e alimentem-se de material orgânico, formando, assim, o lodo; passa, por fim, 
 
 Engenharia Civil e Meio Ambiente 
 
Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de São Carlos 
 
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pelo decantador secundário, onde o sólido restante vai para o fundo e a parte líquida, que já está sem 90% das 
impurezas, é lançada nos rios ou reaproveitada para limpar ruas e praças e regar jardins. (SABESP) 
 
Já o tratamento do esgoto sólido ocorre da seguinte maneira: com a entrada do lodo primário, a água é 
separada do sólido através da sedimentação das partículas mais pesadas (semelhante ao que ocorre nos 
decantadores), daí ele vai para os adensadores, onde acontece o processo de adensamento,

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