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Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional
_____________________________________________________________________________________________
Introdução ao Curso e Ética Profissional
===========================================================
Apostila destinada ao Curso Técnico de Nível Médio em Agronegócio das Escolas Estaduais
de Educação Profissional – EEEP 
Material organizado pelo professor Leonardo Lopes Rufino
2018
======================================================================
Agronegócio – Introdução ao Curso Técnico e Ética Profissional 1
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional
_____________________________________________________________________________________________
Conteúdo
1. Histórico do Agronegócio no Brasil e no mundo;..........................................................4
EVOLUÇÃO DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO, DESAFIOS E PERSPECTIVAS ...................4
Agronegócio .................................................................................................................4
Histórico e Evolução do Agronegócio Brasileiro............................................................5
Perspectivas Para o Agronegócio Brasileiro..................................................................6
Importância Econômico-Social do Agronegócio Brasileiro.............................................7
Desafios do Agronegócio no Brasil................................................................................8
Considerações Finais..................................................................................................10
a) Atualidades.............................................................................................................11
Exportações do agronegócio crescem 4,1% até março de 2018 ............................11
3. Ética na área do agronegócio.....................................................................................14
a) Valores, direitos e obrigações.................................................................................14
O que são Valores....................................................................................................14
Valores de uma empresa............................................................................................14
Filosofia dos valores....................................................................................................14
b) O que é ética?.........................................................................................................17
C) Aplicando a ética no dia-a-dia profissional.............................................................18
Retrospectiva..............................................................................................................18
4. Sindicatos e órgãos regulamentadores......................................................................20
a) diferenças entre conselho, associação e sindicato:...................................................20
b) Sindicalização, por que e para que?.......................................................................20
c) Contribuição sindical...............................................................................................21
c) Direitos e obrigações..............................................................................................21
Alguns direitos constitucionais do trabalhador........................................................22
d) Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRT,....................................23
e) Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CREA;....................23
I - Plenário....................................................................................23
II - Câmaras especializadas..........................................................23
III - Presidência.............................................................................23
IV - Diretoria.................................................................................24
V - Inspetorias regionais...............................................................24
Agronegócio – Introdução ao Curso Técnico e Ética Profissional 2
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional
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VI - Comissões..............................................................................24
f) Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CONFEA....................24
5. Perspectivas da profissão...........................................................................................29
O que esperar da profissão de tecnólogo em agronegócio?..........................................29
Mercado profissional e profissionalização ..................................................................29
b) Perspectivas mercadológicas..................................................................................30
Desafios do setor.....................................................................................................30
c) O Cenário do quadro nacional.................................................................................30
A Distribuição de Insumos no Brasil.........................................................................31
Agronegócio – Introdução ao Curso Técnico e Ética Profissional 3
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional
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1. Histórico do Agronegócio no Brasil e no mundo;
EVOLUÇÃO DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO, DESAFIOS E PERSPECTIVAS 
O cenário atual aponta que o Brasil será o maior país agrícola do mundo em dez anos. O agronegócio
brasileiro é uma atividade próspera, segura e rentável. (BORGES, 2007). Com um clima diversificado,
chuvas regulares, energia solar abundante e quase 13% de toda a água doce disponível no planeta, o
Brasil tem 388 milhões de hectares de terras agricultáveis férteis e de alta produtividade, dos quais 90
milhões ainda não foram explorados. Esses fatores fazem do país um lugar de vocação natural para a
agropecuária e todos os negócios relacionados à suas cadeias produtivas. O agronegócio é hoje a
principal locomotiva da economia brasileira e responde por um em cada três reais gerados no país.
(MAPA, 2005).
O Brasil situa-se, no contexto mundial atual, como celeiro mundial em termos de agronegócio.
Segundo Rodrigues (2006), o país possui 22% das terras agricultáveis do mundo, além de elevada
tecnologia utilizada no campo, dados estes que fazem do agronegócio brasileiro um setor moderno,
eficiente e competitivo no cenário internacional. Todo esse cenário brasileiro atual do agronegócio
enquadra-se em uma evolução que remonta ao século XVI. Com isso, faz-se mister ressaltar seus
antecedentes históricos até o cenário atual. O artigo tem como objetivo geral identificar o cenário atual
do agronegócio brasileiro, por meio de uma pesquisa bibliográfica, e como objetivos específicos
mostrar a sua evolução, suas restrições e desafios.
Agronegócio 
Agronegócio também chamado de agribusiness, segundo Batalha (2002), é o conjunto de negócios
relacionados à agricultura dentro do ponto de vista econômico. Costuma-se dividir o estudo do
agronegócio em três partes. A primeira parte trata dos negócios agropecuários propriamente ditos (ou
de "dentro da porteira") que representam os produtores rurais, sejam eles pequenos, médios ou grandes
produtores, constituídos na forma de pessoas físicas(fazendeiros ou camponeses) ou de pessoas
jurídicas (empresas).
Na segunda parte, os negócios à montante (ou "da pré-porteira") aos da agropecuária, representados
pelas indústrias e comércios que fornecem insumos para a produção rural. Por exemplo, os fabricantes
de fertilizantes, defensivos químicos, equipamentos, etc. E, na terceira parte, estão os negócios à
jusante dos negócios agropecuários, ou de "pós-porteira", onde estão a compra, transporte,
beneficiamento e venda dos produtos agropecuários, até chegar ao consumidor final. Enquadram-se
nesta definição os frigoríficos, as indústrias têxteis e calçadistas, empacotadores, supermercados e
distribuidores de alimentos.
A definição correta de agronegócio é muito mais antiga do que se imagina e incorpora qualquer tipo de
empresa rural. Em 1957, dois pesquisadores americanos reconheceram que não seria mais adequado
Agronegócio – Introdução ao Curso Técnico e Ética Profissional 4
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional
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analisar a economia nos moldes tradicionais, com setores isolados que fabricavam insumos,
processavam os produtos e os comercializavam. (JUNIOR PADILHA, 2004).
Já para Callado (2006), o agronegócio é um conjunto de empresas que produzem insumos agrícolas, as
propriedades rurais, as empresas de processamento e toda a distribuição. No Brasil o termo é usado
quando se refere a um tipo especial de produção agrícola, caracterizada pela agricultura em grande
escala, baseada no plantio ou na criação de rebanhos e em grandes extensões de terra. Estes negócios,
via de regra, se fundamentam na propriedade latifundiária bem como na prática de arrendamentos.
O termo inclui todos os setores relacionados às plantações e às criações de animais, como comércio de
sementes e de máquinas e equipamentos, as indústrias agrícolas, os abatedouros, o transporte da
produção e as atividades voltadas à distribuição. Este tipo de produção agrícola também é chamada de
agribusiness ou agrobusiness. ( WIKIPÉDIA, 2009).
O conceito de agronegócio implica na idéia de cadeia produtiva, com seus elos entrelaçados e sua
interdependência. A agricultura moderna, mesmo a familiar, extrapolou os limites físicos da
propriedade. Depende cada vez mais de insumos adquiridos fora da fazenda e sua decisão de o que,
quanto e de que como produzir, está fortemente relacionada ao mercado consumidor. Há diferentes
agentes no processo produtivo, inclusive o agricultor, em uma permanente negociação de quantidades
e preços.
Davis e Goldberg (1957) definem, o agronegócio como sendo 'a soma total das operações de produção
e distribuição de suprimentos agrícolas; das operações de produção na fazenda; do armazenamento,
processamento e distribuição dos produtos agrícolas e itens produzidos a partir deles'. Este conceito
procura abarcar todos os vínculos intersetoriais do setor agrícola, deslocando o centro de análise de
dentro para fora da fazenda, substituindo a análise parcial dos estudos sobre economia agrícola pela
análise sistêmica da agricultura.
No Brasil, essa abordagem sistêmica foi utilizada explicitamente por Araújo, Wedekin e Pinazza
(1990), com a finalidade de levantar as dimensões básicas do agribusiness brasileiro. Estes autores
concluíram que o agribusiness brasileiro representava 46% dos gastos relativos ao consumo das
famílias, o que correspondia ao equivalente a 32% do PIB brasileiro em 1980. Assim, o Agronegócio é
toda relação comercial envolvendo produtos agrícolas.
Histórico e Evolução do Agronegócio Brasileiro
A história econômica brasileira, com suas implicações sociais, políticas e culturais, têm fortes raízes
junto ao agronegócio. Foi à exploração de uma madeira, o pau Brasil, que deu nome definitivo ao
nosso País. A ocupação do território brasileiro iniciada durante o século XVI e apoiada na doação de
terras por intermédio de sesmarias, monocultura da cana-de-açúcar e no regime escravocrata foi
responsável pela expansão do latifúndio. Antes da expansão deste sistema monocultor, já havia se
instalado no país como primeira atividade econômica a extração do pau-brasil.
A extinção do pau-brasil coincidiu com o início da implantação da lavoura canavieira, que durante esse
período serviu de base e sustentação para a economia. O processo de colonização e crescimento está
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ligado a vários ciclos agroindustriais, como a cana-de-açúcar, com grande desenvolvimento no
Nordeste; a borracha dá exuberância à região amazônica, transformando Manaus numa metrópole
mundial, no início do século, logo depois o café torna-se a mais importante fonte de poupança interna
e o principal financiador do processo de industrialização; mais recentemente, a soja ganha destaque
como principal commodity brasileira de exportação, (RENAI, 2007).
Da poupança da agricultura, instalam-se agroindústrias, como a do vinho e dos móveis, da carne
bovina, de suínos e aves. O progresso do Sul do Brasil também está ligado ao agronegócio. A pecuária
domina os pampas; a exploração da madeira nas serras e a agricultura se desenvolvem com a
participação das várias etnias que compõem o mosaico populacional da região.
Em síntese, fica evidente que, a partir da década de 1930, com maior intensidade na de 1960 até a de
1980, o produtor rural passou, gradativamente, a ser um especialista, envolvido quase exclusivamente
com as operações de cultivo e criação de animais; por sua vez, as funções de armazenar, processar e
distribuir produtos agropecuários, bem como as de suprir insumos e fatores de produção, foram
transferidas para organizações produtivas e de serviços nacionais e/ou internacionais fora da fazenda,
impulsionando, com isso, ainda mais a indústria de base agrícola. (VILARINHO, 2006).
O agronegócio brasileiro passou por um grande impulso entre as décadas de 1970 e 1990, com o
desenvolvimento da Ciência e Tecnologia, proporcionando o domínio de regiões antes consideradas
“inóspitas” para a agropecuária. Isso fez surgir à oferta de um grande número de produtos. O país
passou então a ser considerado como aquele que dominou a “agricultura tropical”, chamando a atenção
de todos os nossos parceiros e competidores em nível mundial.
Atualmente, produtos oriundos do complexo de soja, carnes e derivados de animais, açúcar e álcool,
madeira (papel, celulose e outros), café, chá, fumo, tabaco, algodão e fibras têxteis vegetais, frutas e
derivados, hortaliças, cereais e derivados e a borracha natural são itens importantes da pauta de
exportação brasileira (VILARINHO, 2006). A evolução da composição do Complexo do Agronegócio
confirma que as cadeias do agronegócio adicionam valor às matérias-primas agrícolas onde o setor de
armazenamento, processamento e distribuição final constituem o vetor de maior propulsão no valor da
produção vendida ao consumidor, consolidado na forte rede de interligação entre a agricultura e a
indústria.
Perspectivas Para o Agronegócio Brasileiro
Para Contini (2001), as perspectivas são promissoras. O Brasil detém terras abundantes, planas e
baratas, como são os cerrados com uma reserva de 80 milhões de hectares, dispõe de produtores rurais
experimentes e capazes de transformar essas potencialidades em produtos comercializáveis e detém
um estoque de conhecimentos e tecnologias agropecuárias, transformadoras de recursos em produtos.
Por qualquer ânguloque se analise o mercado, o tamanho que o Brasil adquiriu no campo do
agronegócio é impressionante.
Agronegócio – Introdução ao Curso Técnico e Ética Profissional 6
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Por conta de condições extremamente favoráveis para a contínua expansão deste mercado, como farto
espaço territorial, mão-de-obra acessível e diversas questões ligadas à conjuntura internacional, o país
é visto por muitos especialistas como principal candidato ao posto de grande fornecedor alimentício
global.
Até 2015, a participação nacional no mercado internacional de soja deve crescer dos atuais 36% para
46%. No caso do frango, o salto será de 58% para 66%. Nas áreas em que o país ainda tem uma fatia
pequena do comércio mundial, as evoluções devem ser muito maiores. Na suinocultura, por exemplo,
de acordo com previsões dos especialistas da área, o Brasil deve quadruplicar sua participação,
conquistando metade do mercado internacional. "Num futuro próximo, a suinocultura será tão
importante para a balança comercial do país quanto são hoje o frango e a carne bovina” (NETO, 2007
apud SEIBEL, 2007).
O agronegócio é o maior negócio mundial e brasileiro. No mundo, representa a geração de U$ 6,5
trilhões/ano e, no Brasil, em torno de R$ 350 bilhões, ou 26% do PIB (29%, segundo a Confederação
Nacional da Agricultura - CNA). A maior parte deste montante refere-se a negócios fora das porteiras,
abrangendo o suprimento de insumos, o beneficiamento/processamento das matérias-primas e a
distribuição dos produtos. (STEFANELO, 2002). Estes são pontos que reforçam a importância do
agronegócio no Brasil, além de sua grande competitividade, utilização de alta tecnologia e gerador de
empregos e riquezas para o país.
Importância Econômico-Social do Agronegócio Brasileiro
O agronegócio é também importante na geração de renda e riqueza do País. No aspecto social, a
agricultura é o setor econômico que ainda mais ocupa mão-de-obra, ao redor de 17 milhões de pessoas,
que somados a 10 milhões dos demais componentes do agronegócio, representa 27 milhões de pessoas,
no total. É o setor que ocupa mais mão-de-obra em relação ao valor de produção: para cada R$ 1
milhão, o número de ocupados, em 1995, era de 182 para a agropecuária, 25 para a extração mineral,
38 para a construção civil. (CONTINI, 2001).
O agronegócio como um todo envolve mais de 1/3 do PIB brasileiro. Mesmo reconhecendo-se os
benefícios da transformação de uma sociedade agrária para uma industrial-urbana, não se pode
esquecer que esta tem capacidade limitada de absorver mão-de-obra. Principalmente em regiões menos
desenvolvidas, os setores da agricultura, da agroindustrialização e de áreas correlatas serão importantes
para o crescimento da renda e do emprego. (RENAI, 2007).
No contexto da recente crise cambial, o agronegócio tem sido um fator que minimizou os
desequilíbrios das contas externas do Brasil. A agricultura contribuiu decisivamente para as
exportações com saldo comercial setorial positivo da ordem de US$ 40,18 bilhões de dólares em 2006
e de 49,7 bilhões em 2007. (Ver Tabela1).
Agronegócio – Introdução ao Curso Técnico e Ética Profissional 7
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Tabela 1 – Balança comercial do agronegócio brasileiro (US$ bilhões)
 
Período Exportações Importações Saldo
2000 US$ 20.610 US$ 5.799 US$ 14.811
2001 US$ 23.863 US$ 4.847 US$ 19.016
2002 US$ 24.839 US$ 4.492 US$ 20.347
2003 US$ 30.639 US$ 4.791 US$ 25.848
2004 US$ 39.015 US$ 4.881 US$ 34.134
2005 US$ 42.000 US$ 5.000 US$ 37.000
2006 US$ 52.040 US$ 11.86 US$ 40.180
2007 US$ 58.400 US$ 8.700 US$ 49.700
2008 US$ 69.400 US$ 11.200 US$ 58.200
 Fonte: Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, 2009)
A Tabela mostra o superávit do agronegócio brasileiro, evidenciando que o setor tem participação
importante para o equilíbrio de nossas contas. De acordo com os números, o crescimento do superávit
do ano 2000 até 2007 foi de 235% no período, um crescimento espetacular do setor.
No entanto, já sentindo os efeitos da crise, a balança comercial do agronegócio teve uma queda de
0,53% do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio no primeiro trimestre de 2009, de janeiro a
maio deste ano, saldo acumulado é de US$ 19,737 bilhões. Enquanto as exportações renderam US$
24,103 bilhões, as importações chegaram a US$ 4,366 bilhões. Apesar do saldo, o resultado é 12,49%
menor do que o registrado no mesmo período de 2008. (CNA, 2009).
Quando os efeitos da crise passar, as perspectivas acompanham as já anunciadas para o Brasil, de que
o agronegócio pode sair dessa melhor do que entrou.
Desafios do Agronegócio no Brasil
Segundo indicadores da (Unctad), a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e
Desenvolvimento, o Brasil será o maior país agrícola do mundo em dez anos. Em 2006 as exportações
cresceram 19,29% em relação a 2005, em termos de saldo, a ampliação em 2007 foi de cerca de US$
58,4 bilhões, um aumento de 10,8% acima dos US$ 52,04 bilhões de 2006. O país é líder mundial de
exportação de açúcar, café, suco de laranja e soja. Assumiu também a dianteira nos segmentos de carne
bovina e frango, depois de ultrapassar tradicionais concorrentes, como Estados Unidos e Austrália.
Essas boas posições devem consolidar-se ainda mais nos próximos anos. (BORGES, 2007).
Esse montante coloca o Brasil entre os líderes mundiais na produção de soja, milho, açúcar, café, carne
bovina e de frango. Mas todos esses bons resultados, assim como as expectativas futuras, correm sérios
riscos de sofrer um pesado revés se os problemas relacionados à infra-estrutura logística - o maior
obstáculo para o desenvolvimento do agronegócio do Brasil, não forem solucionados. Um dos grandes
entraves é a infra-estrutura, em particular a precariedade da malha rodoviária do país.
Agronegócio – Introdução ao Curso Técnico e Ética Profissional 8
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De acordo com uma das pesquisas mais recentes sobre o assunto, elaborada pela CNT Confederação
Nacional do Transporte (2007), dos 84.832 quilômetros avaliados, 37% encontram - se em estado
péssimo de conservação e outros 32% possuem alguma deficiência. Em razão desse tipo de problema,
regiões com potencial no agronegócio, como o Nordeste, ainda não conseguiram deslanchar. O
agronegócio é justamente o que mais sofre com a ineficiência dos canais de transporte, cujas
deficiências são responsáveis por prejuízo correspondente a 16% do PIB, segundo estudo do Centro de
Estudos de Logística da Universidade do Rio de Janeiro.
O gargalo logístico envolve praticamente toda a infra-estrutura de transporte do país. As ferrovias,
embora tenham recebido investimentos com a privatização, ainda estão longe de suprir a demanda do
setor de agronegócio e se consolidar como uma alternativa viável ao transporte rodoviário. Além da
ampliação da malha de 30 mil quilômetros de extensão (praticamente igual a do Japão, país 22 vezes
menor que o Brasil) é urgente a modernização do maquinário. Com os trens e bitolas atuais, a
velocidade média das composições não ultrapassa lentos 25 km/h. (BORGES, 2007).
Ainda de acordo com a mesma fonte, Ao mesmo tempo, deixamos de fazer uso de canais de transporte
degrande potencial, caso dos 42 mil quilômetros de hidrovias, em que apenas 10 mil quilômetros são
efetivamente utilizados. Como resultado, sistemas como o do Tietê-Paraná, com 2,4 mil quilômetros e
que consumiu US$ 2 bilhões em investimentos públicos em vários governos, escoa apenas 2 milhões
de toneladas de carga/ano, apenas 10% de sua capacidade total.
No transporte marítimo de cabotagem (outro canal com grande potencial no Brasil) assistimos a uma
situação semelhante. Embora a privatização tenha contribuído para a modernização dos portos, o
excesso de mão-de-obra (que chega a ser de três a nove vezes superiores aos portos europeus e
sul-americanos) ainda mantém os padrões de produtividade baixos. Enquanto o índice internacional de
movimentação é de 40 contêineres/hora, nos portos brasileiros essa média é de 27. É um dos motivos
pelos quais todos os anos caminhões formam filas de até 150 quilômetros de extensão para descarregar
suas cargas no porto de Paranaguá (PR).
Consciente de que sozinho não conseguirá reverter esse quadro, o governo federal já busca o apoio da
iniciativa privada. Por meio do plano de Parceria Público-Privada, que pretende investir R$ 13,68
bilhões em 23 projetos de reformas em rodovias, ferrovias, portos e canais de irrigação nos próximos
anos. Na certeza que só as Parcerias Público-Privada, não será suficiente para dotar o país de bom
infra-estrutura, o Governo Federal criou o (PAC) Programa de Aceleração do Crescimento lançado no
começo de 2007, foi concebido para eliminar esse descompasso e afastar o risco de gargalos nos
próximos anos. (PAC, 2009).
O objetivo do programa é aumentar o investimento em infra-estrutura para: eliminar os principais
gargalos que podem restringir o crescimento da economia; reduzir custos e aumentar a produtividade
das empresas; estimular o aumento do investimento privado; e reduzir as desigualdades regionais. Os
investimentos em Infra-Estrutura logística do PAC previstos até 2010 são de R$ 58 bilhões de reais.
É preciso destacar também que, além dos recursos, a iniciativa privada ainda tem muito a contribuir
para o desenvolvimento da infra-estrutura do país, incentivando a criação de pólos intermodais de
Agronegócio – Introdução ao Curso Técnico e Ética Profissional 9
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transporte (integração entre os sistemas rodoviário, ferroviário, marítimo, fluvial e aéreo) para redução
de custos e aumento do nível de serviços.
Um exemplo do potencial desses pólos é representado por um estudo do Geipot (Empresa Brasileira de
Planejamento em Transportes, ligada ao Ministério dos Transportes). Já em 2000, a empresa alertava
que o melhor aproveitamento e a utilização racional dos canais de transporte seria capaz de economizar
em cerca de US$ 75 milhões os custos anuais de escoamento de grãos. Para ilustrar o que estamos
falando, basta destacar que um único comboio na hidrovia Rio Madeira tem capacidade para 18 mil
toneladas de grãos, substituindo 600 carretas de 30 toneladas nos eixos Cuiabá (MT) / Santos (SP) e
Cuiabá (MT) /Paranaguá (PR). Essa redução dos custos de transporte contribuiria diretamente para
reduzir os custos de nossos produtos, tornando-os mais competitivos no mercado internacional. Isso
sem falar da economia de combustível e de fretes, na redução do tráfego e desgaste das rodovias.
Outro obstáculo sério ao desenvolvimento pleno do agronegócio está relacionado ao sistema tributário.
Com uma economia aberta ao exterior, isto é com possibilidade de exportar e importar qualquer
produto do agronegócio, a carga tributária deve ser compatível com a dos nossos competidores. Como
nossos concorrentes, inclusive no Mercosul, têm impostos baixos, fica difícil ao produtor brasileiro
competir nos mercados externos; vezes há que perde o próprio mercado interno porque os produtos
importados chegam mais baratos.
Não há como o produtor rural e a agroindústria serem competitivos com governos vorazes em criar
novos impostos, aumentar os atuais e com mecanismos complexos de arrecadação, o que aumenta os
custos de produção. A reforma tributária é urgente, com diminuição da carga e simplificação dos
procedimentos na tributação. Além das medidas de controle sanitário que também estão na relação de
assuntos importantes que vêm sendo negligenciados pelo governo.
O potencial de prejuízos que isso pode acarretar aos produtores já foi demonstrado nos últimos anos.
Por causa do surgimento de focos de febre aftosa em Mato Grosso do Sul e no Paraná, segundo Seibel
(2007) mais de 50 países impuseram embargo à carne bovina desses estados, que estão entre os
maiores produtores nacionais. Além do embargo à carne bovina, o agronegócio brasileiro sofreu com o
surto de gripe aviária, que prejudicou as exportações mesmo de países que não registraram casos da
doença (como o Brasil).
Como se vê, os obstáculos para o crescimento do agronegócio brasileiro são imensos, mas as soluções
também existem e precisam ser colocadas em prática. O que esperamos, é que tanto o governo nas
esferas federal, estadual e municipal, quanto a iniciativa privada, mantenham a sua determinação em
modernizar a infra-estrutura brasileira, e resolva os problemas domésticos para que o pais se torne a
potência do agronegócio do futuro.
Considerações Finais
Como se observa, é indiscutível a importância do agronegócio à nossa economia. O agronegócio se
tornou o setor chave para que o Brasil se inclua no comercio mundial. Apesar das grandes vantagens
encontradas no agronegócio brasileiro e das suas boas perspectivas futuras, o mesmo encontra muitos
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problemas e desafios a serem superados que dependem, essencialmente, de investimentos tanto
públicos como privados, bem como de mudanças nas políticas econômicas internas.
Como se vê, os obstáculos para o crescimento do agronegócio brasileiro são imensos, mas podem ser
superados. Muito embora o potencial de comércio do agronegócio brasileiro seja muito grande,
poderia ser ainda maior se houvesse políticas sérias agrárias e de infra-estrutura. Mesmo assim, o SAI
brasileiro ocupa lugar de destaque entre os países produtores de alimento no mundo.
Cabe ainda lembrar que para o Brasil se tornar a grande potência mundial do agronegócio, o país
precisa resolver problemas estruturais, pois somos competitivos em algumas cadeias produtivas e em
outras não. Além do mais, as políticas econômicas impedem que o rendimento seja maior e os
problemas de logística geram custos elevados.
Contudo, o agronegócio brasileiro é persistente e, apesar desses obstáculos, cresce sua participação no
mercado internacional. Isto implica dizer que as nossas vantagens como terras abundantes, potencial
de produção, climas favoráveis, imensa disponibilidade de água doce e energia renovável e sua
capacidade empresarial, estrategicamente suplanta qualquer problema, fazendo do agronegócio o nosso
maior negócio.
Logo, se faz necessário a criação de políticas públicas urgentes voltadas à infra-estrutura do país,
através, por exemplo, do PPP, que discute com a iniciativa privada a reconstrução da malha logística
do Brasil em todos os segmentos modais.
Cabe, ainda, ao Estado brasileiro promover a modernização de máquinas e equipamentos que dá
suporte ao desenvolvimento da boa performance do campo. Se faz necessário ainda, a articulação,
incremental e aplicação de políticas maisflexíveis e ágeis de crédito ao setor agrário. Os juros bem
como as altas taxas de importação de aparatos agrícolas vêm, ao longo dos anos, restringindo a
inserção de novas tecnologias e/ou tecnologias de ponta à agricultura de determinadas regiões, como o
NE brasileiro.
Alardear o potencial do agronegócio brasileiro é o que tem sido feito pelo poder público, entretanto,
buscar soluções práticas e definitivas, que dê sustentabilidade continuada ao setor, contigencialmente
não tem passado de engodo da velha política brasileira. Nas contingências atuais, já passou da fase de
discussão, deve-se calcar na viabilidade produtiva, nas diretrizes corretas fomentadas pelo Estado e na
vertiginosa capacidade privada de produzir de racionalizar e de fazer, de fato, com que os
investimentos se tornarem lucros financeiros e socialmente.
a ) Atualidades
Exportações do agronegócio crescem 4,1% até março de 2018 
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As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 9,08 bilhões em março, um crescimento de
4,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior (quando as vendas chegaram a US$ 8,73 bilhões). Os
dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura nesta segunda-feira.
Já as importações, registraram valor de US$ 1,29 bilhão, o que representa queda de 6,9% na
comparação com março de 2017. Por causa disso, o saldo da balança comercial do último mês
(exportações menos importações) foi de US$ 7,79 bilhões. Os produtos do agronegócio representaram
45,2% do total das vendas externas brasileiras no período, com aumento de quase dois pontos
percentuais de participação comparado a março do ano passado.
No período de avaliação, as exportações foram puxadas principalmente por produtos de origem
vegetal, como é o caso da celulose, com 75,4% de incremento (vendas de US$ 765 milhões), e as
carnes, que somaram US$ 592 milhões em vendas, um aumento de 22,1% na comparação com março
do ano passado. Também contribuíram para esse crescimento as vendas de produtos como sucos (US$
107,51 milhões); cereais, farinhas e preparações (US$ 93,55 milhões); fumo e seus produtos (US$
78,84 milhões) e fibras e produtos têxteis (US$ 27,97 milhões).
Em termos de valor exportado, o complexo soja (soja em grão, farelo de soja e óleo em soja)
representou 44,3% do total de vendas (US$ 4,03 bilhões), enquanto carnes (in natura e industrializada)
e produtos florestais (papel, celulose e mandeira) responderam, respectivamente, por 14,8% (US$ 1,34
bilhão) e 13,9% (US$ 1,2 bilhão). O complexo sucroalcooleiro (açúcar e álcool) somou 7% do total em
vendas (US$ 636 milhões), seguido do café, com 4,5% (US$ 349 milhões) do montante. Os cinco
setores representam 84,4% das exportações totais do agronegócio. O restante inclui itens como fumo,
couro, frutas, cereais e farinhas, pescado e lácteos.
Importações
As importações de produtos do agronegócio sofreram queda de US$ 96,09 milhões em março deste
ano na comparação com março de 2017. Os principais produtos adquiridos pelo Brasil foram: pescados
(US$ 142,72 milhões); álcool etílico (US$ 135,19 milhões); trigo (US$ 87,73 milhões); papel (US$
78,73 milhões) e vestuário e produtos têxteis de algodão (US$ 58,35 milhões). Além dos pescados e do
trigo, outros produtos que tiveram as maiores reduções em importações foram arroz (-US$ 30,93
milhões); lácteos (-US$ 22,53 milhões) e malte (-US$ 15,24 milhões).
A Ásia se manteve como principal região de destino das exportações do agronegócio, somando US$
4,65 bilhões. A União Europeia ocupou a segunda posição no ranking de blocos econômicos e regiões
geográficas de destino das vendas externas do agronegócio brasileiro no mês. Houve crescimento de
22,9% nas vendas ao mercado, decorrentes, principalmente, do aumento das exportações de celulose
(162,6%); soja em grãos (59,7%); sucos de laranja (38,8%); fumo não manufaturado (120,2%) e farelo
de soja (12,9%).
2. A profissão de técnico em agronegócio 
O principal desafio do Técnico em Agronegócio é aumentar a eficiência do mercado agrícola e
industrial. Por meio de técnicas de gestão e de comercialização, este profissional atua na execução de
procedimentos para planejar e auxiliar na organização e controle das atividades de gestão do negócio
rural.
Diferente do técnico agrícola, que trabalha focado na produção, o técnico em agronegócio é voltado à
gestão das empresas agrícolas. Mas, sua atuação não se limita aos processos internos de uma fazenda,
pode trabalhar em:
 Empresas comerciais, 
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 Estabelecimentos agroindustriais,
 Serviços de assistência técnica, 
 Extensão rural e pesquisa, 
 Revendas, consultorias e em 
 Empresas de fomento.
Além de identificar os segmentos das cadeias produtivas do setor agropecuários e avaliar os custos de
produção e aspectos econômicos para a comercialização de novos produtos e serviços, esse especialista
pode idealizar ações de marketing aplicadas ao agronegócio.
Este profissional também é responsável por executar ações sociais e ambientais visando à
sustentabilidade dos negócios rurais.
O Técnico em Agronegócio é um agente de transformação que atua como parceiro do produtor rural,
utilizando técnicas inovadoras e sustentáveis, na conquista pela produtividade e lucratividade, com
visão empreendedora para a melhoria da qualidade de vida do meio rural.
a) Regulamentação
O curso tecnológico em Agronegócios atende a proposta pedagógica estabelecida na Lei Federal nº
9.394/96, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
 LEI Nº 13.415, DE 16 DE FEVEREIRO DE 2017. Altera as Leis nos 9.394, de 20 de dezembro de
1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, e 11.494, de 20 de junho 2007, que
regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos
Profissionais da Educação, a Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no
5.452, de 1o de maio de 1943, e o Decreto-Lei no 236, de 28 de fevereiro de 1967; revoga a Lei no
11.161, de 5 de agosto de 2005; e institui a Política de Fomento e Implementação de Escolas de Ensino
Médio em Tempo Integral.
b) Perfil do trabalhador
Segundo o guia do estudante da editora Abril o profissional de Agronegócio lida com aspectos
administrativos, financeiros, econômicos e sociais envolvidos nos negócios do campo
O profissional trabalha para tornar as criações e as lavouras um negócio econômico, social e
ambientalmente sustentável. Cabe a ele, por exemplo, avaliar e gerenciar a viabilidade de alimentar os
rebanhos com os recursos regionais, como cactos no Nordeste ou resíduos da produção de
cana-de-açúcar no Sudeste. Pode ainda atuar na gestão pública implementando políticas de
desenvolvimento agrícola e rural.
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Sua responsabilidade se estende às atividades de logística e negociações com o mercado nacional e
internacional. Dá para ingressar na carreiracomo tecnólogo e atuar num segmento específico da
agropecuária, como cafeicultura, produção de grãos, horticultura e mecanização agrícola.
c) Campo de atuação
Administração rural: coordenar, planejar e organizar propriedades rurais de pequeno, médio e grande
portes, cuidando da gestão de pessoas, dos custos da produção e do contato com fornecedores e
clientes.
Consultoria: prestar assessoria a órgãos públicos e privados na gestão do agronegócio, definindo
estratégias de produção e estudos de aproveitamento do solo e dos alimentos.
Controle de qualidade: inspecionar e fiscalizar a qualidade da matéria-prima agrícola que sai das
unidades produtivas e que serão usadas pela indústria de alimentos.
Cultivo e produção: cuidar de plantações e do manejo de animais em fazendas.
Desenvolvimento de produtos: desenvolver defensivos agrícolas, novas sementes, insumos e outros
produtos que visem a otimizar a produção e diminuir custos.
Planejamento de produção: definir com o agrônomo os tipos e a forma de plantio da safra, os custos
e o preço do produto.
Políticas públicas: criar, implementar e avaliar políticas públicas que visem ao desenvolvimento
agrícola e rural de uma região.
Vendas: atuar em grandes indústrias vendendo equipamentos e insumos ao setor agropecuário.
3. Ética na área do agronegócio
a) Valores, direitos e obrigações
O que são Valores
Valores são o conjunto de características de uma determinada pessoa ou organização, que
determinam a forma como a pessoa ou organização se comportam e interagem com outros indivíduos
e com o meio ambiente.
A palavra valor pode significar merecimento, talento, reputação, coragem e valentia. Assim, podemos
afirmar que os valores humanos são valores morais que afetam a conduta das pessoas. Esses valores
morais podem também ser considerados valores sociais e éticos, e constituem um conjunto de regras
estabelecidas para uma convivência saudável dentro de uma sociedade.
Alguns autores afirmam que nos dias de hoje a maior crise que o ser humano pode enfrentar (e que
estamos enfrentando) é uma crise de valores, pois essa crise vai afetar a humanidade, que passa a viver
de forma mais egoísta, cruel e violenta. Assim, é necessário enfatizar a importância de bons exemplos
na sociedade, pois a transmissão de importantes valores humanos consiste na base de um futuro mais
pacífico e sustentável.
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Valores de uma empresa
Cada empresa tem uma motivação e uma identidade específica. Uma empresa se destaca das outras
não só pela sua área de atuação mas também pelo claro desenvolvimento e divulgação da sua missão,
visão e valores.
Assim, os valores de uma empresa consistem em comportamentos que determinam como ocorre a
gestão de uma empresa. Uma empresa sustentável costuma estar alicerçada em valores como
honestidade, responsabilidade social, integridade, inovação, sustentabilidade, transparência,
inteligência, inspiração, flexibilidade, entre outros.
É muito importante que essas normas e princípios sejam passados dos superiores hierárquicos para
outros trabalhadores da empresa, de modo a que possam juntos alcançar padrões mais elevados de
sucesso. É por esse motivo que os valores éticos de uma empresa são uma parte crucial da sua cultura
organizacional.
Filosofia dos valores
A filosofia dos valores consiste em uma teoria dos valores desenvolvida, entre outros, por H. Lotze, F.
Brentano, A. von Meinong e H. Rickert no final do século XIX e princípio do século XX.
Lotze procurou fundir o naturalismo positivista com o idealismo crítico mediante um novo conceito
dos valores, cuja característica essencial é o valer (ser válido).
É importante distinguir entre as diferentes posições dentro da teoria geral dos valores: a teoria
idealista, denominada também "teoria platônica do valor", que concebe os valores como entidades
absolutas, independentes dos homens e da realidade; a teoria realista, para a qual os valores são
características "do e no" real; a perspectiva relativista, que só conhece os valores na sua relação com o
homem e os considera entidades correlativas de uma apreciação e de um juízo subjetivos.
Ética, moral e direito estão relacionados. Mas, antes de mais nada, é fundamental termos
conhecimento do que representa cada termo.
A palavra moral deriva do latim moris, “relativo aos costumes”, significa o conjunto de regras que
trata dos atos humanos, dos bons costumes e dos deveres do homem em sociedade perante os de sua
classe. Moral é um ramo da ética e pode ser utilizada em dois sentidos diferentes: amplo e estrito.
Numa definição ampla, ela abrange todas as ciências normativas do agir humano, a ética seria a
palavra abrigada para essa concepção mais ampla. Numa acepção mais estrita, moral identifica-se
como a disciplina dos atos humanos. É o conjunto de normas inspiradas, tendentes a formar o homem
perfeito em si mesmo.
Além do sentido normativo, a palavra “moral” apresenta outras acepções no conjunto de valores
sociais, cujo tem-se o conceito de bons costumes, qualidade de conduta, nesse sentido a palavra é
empregada para contra distinguir uma relação de ordem física em face de uma relação de ordem
moral; qualidade de uma pessoa, e que corresponde ao conceito aristotélico da virtude, isto é, uma
prática que seria a forma mais plena da excelência moral, e por tal razão, não poderia existir em seres
ainda em formação, como as crianças.
A moral é, portanto, um conjunto de normas de atos do homem na sociedade, é o modo como ele deve
se comportar no cotidiano, é a moral de vida. Busca, acima de tudo, o próprio aperfeiçoamento.
O termo ética é de origem grega: êthos (que deriva de éthos). A princípio, o termo era utilizado para
denominar o local de moradia, habitação e mais tarde, passou a se identificar com a atitude do homem
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perante a sociedade. Segundo Aristóteles, a palavra passou a nominar o caráter de cada pessoa, seu
modo derivado de vida social.
Pode-se conceituar ética, segundo Antonio de Moraes Silva, como parte da filosofia que se ocupa em
conhecer o homem, com respeito à moral e costumes; que trata da natureza como ente livre,
espiritual; da parte que o temperamento e as paixões podem ter na sua índole, e costumes; da sua
imortalidade, bem-aventurança, e meios de a conseguir em geral; os antigos compreendiam nela a
parte que tratados ofícios ou deveres. Outra conceituação é: estudo dos juízos de apreciação que se
referem à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja
relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto. (Dicionário Aurélio Buarque de
Holanda).
A ética parte de uma série de práticas morais, buscando determinar à essência da moral, sua origem,
as condições objetivas e subjetivas do ato moral, as fontes de justificação desses juízos e o princípio
que rege a mudança e a sucessão de diferentes sistemas morais, tendo ainda como função
fundamental, explicar, esclarecer ou investigar uma determinada realidade, elaborando conceitos
correspondentes.
Enquanto ordenação dos comportamentos em geral, a ética quando destinados a realização de um
bem, pode ser vista, na lição de Miguel Reale, sob os prismas: do valor da subjetividade do autor da
ação, em que a moral individualou moral da pessoa que visa a plenitude da subjetividade do agente,
para que este se realize como individualidade autônoma. Trata dos valores e normas de conduta que
são exigidos para realizar sua personalidade; e do valor da coletividade em que o indivíduo atua
quando a conduta é analisada em função do valor da coletividade, a ética assume duas expressões: a
da moral social e a do Direito. A moral social cuida dos deveres indivíduo para com a coletividade,
visa o bem enquanto social. O direito preocupa-se, de maneira direta, com o bem enquanto do todo
coletivo, do bem comum.
Nenhuma sociedade pode sobreviver sem normas de conduta, é preciso um mínimo ético, sem o
mesmo ela se desagrega. A ética observa o comportamento humano e aponta seus erros e desvios,
formula os princípios básicos a que deve subordinar-se a conduta do homem. 
A ética, por representar o campo normativo, uma vez que demonstra uma obrigatoriedade de
comportamento, determina o agir social, descreve como o homem deve se comportar. Por ser possível
a violação desta norma, toda norma ética expressa um juízo de valor e é ligada à uma sanção. Inserido
na norma ética, existem as religiosas, morais, de trato social, e jurídica. 
Assim sendo, a ética refere-se à reflexão sobre a vida moral, é como uma moral teórica, pensada. É
construída com base nos valores históricos e culturais, estuda os valores e princípios morais de uma
sociedade.
Apesar dos termos ética e moral terem a mesma origem “relativo a bons costumes”, possuem
significados diferentes. A ética é uma reflexão filosófica sobre a moral. A moral representa os
costumes, os hábitos, os comportamentos dos seres humanos, as regras de comportamento adaptadas
pelas comunidades. 
A palavra direito vem do latim directus e tem diversos significados. No aspecto jurídico, direito é o
sistema de normas de conduta imposto por um conjunto de instituições para regular as relações
sociais. Segundo a teoria dos círculos secantes, exposta pelo antigo professor suíço Claude Du
pasquier consiste em dizer que direito e moral possuem um campo de competência comum e, ao
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mesmo tempo, uma área particular, independente. Isto significa que há uma área comum de
coexistência entre a moral e o direito, mas há diferenças notáveis que as distinguem, como o uso da
força que na moral, não lhe é atribuída e no direito, absolutamente.
Na vida em sociedade, é necessária a formulação de regras de conduta obrigatórias que disciplinem a
interação entre as pessoas, com o objetivo de alcançar o bem comum, a paz e a organização social.
Estas regras são denominadas leis, que são realizadas com a idéia de bem e valor para a comunidade
como um todo. O descumprimento destas leis resulta em uma sanção, imposta pela autoridade
constituída pela sociedade, o Estado. O cumprimento obrigatório da sentença satisfaz ao mundo
jurídico, porém não satisfaz à moral. Há então, a coercibilidade, que possibilita usar a força se
necessário no direito, diferente da moral. Outra diferença entre direito e moral é a bilateralidade, isto
é, a relação entre duas ou mais pessoas, pois o direito exige a existência de uma sociedade, busca pelo
bem coletivo, já a moral busca o próprio aperfeiçoamento, é unilateral. 
Tanto a moral, quanto o direito são imperativos, uma vez que são normas e traduz um comando. 
O direito é heterônimo, pois se o indivíduo concorda ou não com a norma internamente, basta
adequação exterior. A moral não é, porque necessita da adesão interna. Além destas diferenças, o
direito é atributivo e a moral não. Atributividade é ter a possibilidade de exigir atributo de alguém.
O direito e a moral estão inseridos na ética, pois a ética é a concepção ampla, que abrange todas as
ciências normativas do agir humano. Logo, estas ciências incluem a moral e o direito.
Segundo Adolfo Vasquez Sanches, o problema do que fazer em cada situação concreta é um
problema prático-moral e não-teórico ético. Isto quer dizer que definir o que é bom não é um
problema cuja solução caiba ao indivíduo em cada caso particular, mas um problema geral de caráter
teórico, de competência do investigador da moral, do ético. 
Bioética é uma ética aplicada, que visa desenvolver maneiras de solucionar conflitos e controvérsias
morais implicados pelas práticas no segmento das ciências da vida e da saúde do ponto de vista de
alguns valores. Distingue-se da ética teórica, mas se preocupa com conceitos e argumentos éticos.
Tais conflitos surgem das interações humanas em sociedades que devem encontrar as soluções a seus
conflitos de interesses e de valores sem poder recorrer, a princípios de autoridade transcendentes, mas
pela negociação entre agentes morais que devem, por princípio, ser considerados cognitiva e
eticamente competentes.
Biodireito é o novo ramo do direito ainda recente na realidade jurídica brasileira que se associa à
bioética, estudando as relações jurídicas entre o direito e os avanços tecnológicos conectados à
medicina e à biotecnologia.
Deontologia significa regras, dever, obrigação. É então, etimologicamente, quase um sinônimo de
moral ou ética. Porém, historicamente, a palavra foi ligada à experiência das profissões liberais
tradicionais, como direito, medicina, enfermagem, entre outros. Indica assim, o conjunto de deveres
ligados ao exercício de uma profissão.
Sendo assim, os profissionais do direito têm o compromisso de contribuir para a discussão dos
assuntos relacionados à bioética e biogenética, lembrando que uma das razões da existência do direito
é promover harmonia no convívio entre a ciência e a sociedade.
b) O que é ética?
A palavra ética é de origem grega derivada de ethos, que diz respeito ao costume, aos hábitos dos
homens. Teria sido traduzida em latim por mos ou mores (no plural), sendo essa a origem da palavra
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moral. Uma das possíveis definições de ética seria a de que é uma parte da filosofia (e também
pertinente às ciências sociais) que lida com a compreensão das noções e dos princípios que sustentam
as bases da moralidade social e da vida individual. Em outras palavras, trata-se de uma reflexão sobre
o valor das ações sociais consideradas tanto no âmbito coletivo como no âmbito individual.
O exercício de um pensamento crítico e reflexivo quanto aos valores e costumes vigentes tem início,
na cultura ocidental, na Antiguidade Clássica com os primeiros grandes filósofos, a exemplo de
Sócrates, Platão e Aristóteles. Questionadores que eram, propunham uma espécie de “estudo” sobre o
que de fato poderia ser compreendido como valores universais a todos os homens, buscando dessa
forma ser correto, virtuoso, ético. O pano de fundo ou o contexto histórico nos qual estavam inseridos
tais filósofos era o de uma Grécia voltada para a preocupação com a pólis, com a política.
A ética seria uma reflexão acerca da influência que o código moral estabelecido exerce sobre a nossa
subjetividade, e acerca de como lidamos com essas prescrições de conduta, se aceitamos de forma
integral ou não esses valores normativos e, dessa forma, até que ponto nós damos o efetivo valor a tais
valores.
Segundo alguns filósofos, nossas vontades e nossos desejos poderiamser vistos como um barco à
deriva, o qual flutuaria perdido no mar, o que sugere um caráter de inconstância. Essa mesma
inconstância tornaria a vida social impossível se nós não tivéssemos alguns valores que permitissem
nossa vida em comum, pois teríamos um verdadeiro caos. Logo, é necessário educar nossa vontade,
recebendo uma educação (formação) racional, para que dessa forma possamos escolher de forma
acertada entre o justo e o injusto, entre o certo e o errado.
Assim, a priori, podemos dizer que a ética se dá pela educação da vontade. Segundo Marilena Chauí
em seu livro Convite à Filosofia (2008), a filosofia moral ou a disciplina denominada ética nasce
quando se passa a indagar o que são, de onde vêm e o que valem os costumes. Isto é, nasce quando
também se busca compreender o caráter de cada pessoa, isto é, o senso moral e consciência moral
individuais. Segundo Chauí, podemos dizer que o Senso Moral é a maneira como avaliamos nossa
situação e a dos outros segundo ideias como a de justiça, injustiça, bom e mau. Trata-se dos
sentimentos morais. Já com relação à Consciência Moral, Chauí afirma que esta, por sua vez, não se
trata apenas dos sentimentos morais, mas se refere também a avaliações de conduta que nos levam a
tomar decisões por nós mesmos, a agir em conformidade com elas e a responder por elas perante os
outros. Isso significa ser responsável pelas consequências de nossos atos.
Assim, tanto o senso moral como a consciência moral vão ajudar no processo de educação de nossa
vontade. O senso moral e a consciência moral tem como pressuposto fundamental a ideia de um agente
moral, o qual é assumido por cada um de nós. Enquanto agente moral, o indivíduo colocará em prática
seu senso e consciência, pois são importantes para a vida em grupo entre vários outros agentes morais.
Logo, o agente moral deve colocar em prática sua autonomia enquanto indivíduo, pois aquele que
possui uma postura de passividade apenas aceita influências de qualquer natureza. Assim, consciência
e responsabilidade são condições indispensáveis à vida ética ou moralmente correta.
C) Aplicando a ética no dia-a-dia profissional
A questão da ética profissional é fundamental para qualquer setor profissional, logo o agronegócio não
fica de fora da sua importância, e para assegurar e incentivar tais atitudes éticas foi criado o Selo
Agro+ Integridade que premiará conduta ética de empresas do agronegócio
Retrospectiva
Mapa foi o primeiro a implementar programa alinhado ao Ministério da Transparência
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Em cerimônia no Palácio do Planalto, dia 12 de dezembro, o presidente Michel Temer e o ministro
Blairo Maggi, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), lançaram o selo Agro+ Integridade e
firmaram o Pacto pela Integridade com empresas e entidades do agronegócio representadas pela
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
“Hoje damos outro passo para aprimorar o ambiente institucional do agronegócio e torná-lo ainda mais
eficiente”, disse o presidente em seu discurso.
O Selo Agro Mais Integridade é o prêmio de reconhecimento às empresas que adotam práticas de
governança e gestão (compliance) capazes de evitar desvios de conduta e de fazer cumprir a legislação,
em especial, a Lei Anticorrupção (Lei 12.846, de 1º de agosto de 2013).
O Pacto pela Integridade representa compromisso na implementação de políticas internas,
procedimentos e regras anticorrupção. O pacto visa ainda o envolvimento de toda a sociedade a fim de
que atos ilícitos sejam impedidos e repudiados por todos, e não só pela autoridade pública. 
Essas iniciativas são desdobramentos do Plano Agro Mais, lançado pelo Ministro Blairo Maggi em
agosto de 2016, com o objetivo de melhorar o fluxo de informações, implementar a desburocratização,
a simplificação de normas e modernização de operações do agronegócio brasileiro. Já em 2017, o
Agro+ concluiu 830 ações que contribuíram para agilizar as atividades do setor.
O ministro Blairo Maggi destacou que o Agro Mais Integridade “é um instrumento novo de gestão,
que abre cada vez mais o mercado do Brasil para que seja reconhecido pela sua agricultura e pela sua
pecuária, pelo desenvolvimento na área da pesquisa nesses setores”.
A importância do agronegócio foi lembrada por Maggi, destacando que o solo brasileiro produz mais
do que a safra de grãos (226 milhões de toneladas estimada atualmente). “O total chega a 1,6 bilhão de
toneladas, quando incluímos café, eucalipto, vegetais, verduras, frutas. Tudo o que plantamos é
colhemos é mais do que o retirado em minério, 1,4 bilhão de toneladas”.
Integridade
O Mapa foi o primeiro Ministério a implementar um programa alinhado ao Programa de Fomento à
Integridade do Governo Federal (Profip) do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria
Geral da União. Com a medida, melhoraram os processos internos voltados para o tema integridade e
fundamentou-se essa cultura no Mapa. A participação de empresas - o que está sendo incentivado com
o selo -, passa a ser imprescindível para a disseminação de uma nova ética concorrencial no ambiente
do agronegócio.
O Comitê Gestor, que está sendo formado, será responsável por reconhecer e homologar o uso do Selo
Agro Mais. Já são integrantes o Ministério da Transparência, a CNA, a Embrapa, o Instituto Ethos e a
Associação Brasileira de Empresas Limpas. Estão em andamento tratativas para que a Confederação
Nacional da Indústria (CNI), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a B3 (Brasil, Bolsa, Balão
- Bolsas de Valores) também integrem o comitê.
As inscrições para as empresas obterem o selo serão abertas a partir de 1º de fevereiro de 2018 e
encerradas em 31 de maio. O resultado será homologado até o final de setembro e a premiação
ocorrerá no dia 17 de Outubro.
A empresa premiada poderá usar o Selo Agro Mais Integridade, anualmente, nos seus produtos, sites
comerciais, propagandas e publicações. “Os clientes estão cada vez mais exigentes e as empresas
precisam se adequar. Portanto, esse selo, nós entendemos que, muito em breve, passará a ser exigido
no Brasil, pelo consumidor interno, e pelo mundo, em países que compram os produtos do agro
brasileiro”, observou Eumar Novacki, secretário-executivo do Mapa.
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Requisitos
A empresa precisa comprovar que adota programa de compliance específico com código de ética e
conduta, que possui canais de denúncia e realiza treinamentos voltados para mudança da cultura
organizacional e, ainda, que atua com responsabilidade social e ambiental.
Na comprovação de ações de responsabilidade social, a empresa precisa estar atualizada com suas
obrigações trabalhistas, o que inclui: certidão de regularidade de FGTS; certidão negativa do INSS e
de débitos trabalhistas; nada consta de multas decorrentes de infrações trabalhistas ocorridas nos
últimos 12 meses, além de não constar na lista suja do trabalho escravo e infantil, ou em situação
análoga, no Ministério do Trabalho.
Também não pode constar da lista de estabelecimentos que incorreram em adulteração ou falsificação
comprovadas em processos com trânsito em julgado no âmbito administrativo, gerenciada pela
Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Mapa.
Ações de responsabilidade ambiental devem ser comprovadas pela implantaçãode programa com foco
ambiental, com ações efetivas de boas práticas agrícolas e enquadramento nas diretrizes do Programa
ABC (de redução na emissão de gás carbônico) ou em uma das metas dos 17 Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU. É necessário também o nada consta da Justiça
Federal em relação a crimes ambientais e de multas decorrentes de infrações ambientais, pelo Ibama,
relativo aos últimos 12 meses.
4. Sindicatos e órgãos regulamentadores
a) diferenças entre conselho, associação e sindicato:
É necessário entender as funções de cada organismo, pois assim você terá como saber onde resolver o
seu problema. Não é todo técnico em agronegócios ou agropecuária que tem conhecimento da
diferença entre Conselho, Associação e Sindicato. Isso faz com que o engano ocorra com frequência.
Abaixo, veja as atividades dos Conselhos, Associações, Sindicatos e tire as suas dúvidas sobre o
assunto:
Conselho: Os chamados Conselhos Regionais foram criados para regular, orientar e fiscalizar a
atividade profissional. São entidades fiscalizadas pelo Conselho Federal, órgão hierarquicamente
superior: dele emanam resoluções para os regionais. Cabe a ele julgar em grau de último recurso
procedimentos éticos e administrativos. Os conselhos regionais têm seu espaço de atuação delimitado
por leis constitucionais. Muitas vezes, estão impedidos legalmente de fazer mais pela profissão, senão
estarão invadindo a área de outras instituições, como Associações e Sindicatos.
Associação: Pessoa jurídica de direito privado, responsável por congregar os profissionais de
determinada área, visando atualização e aprimoramento profissional, através da promoção de eventos,
cursos, vendas de publicações da área, criação de grupos de trabalho por áreas, etc. Também atua na
divulgação da profissão, visando abrir vagas no mercado de trabalho, podendo disponibilizar bancos
de currículos e divulgar vagas.
Elas possuem cunho científico e o objetivo de reciclar os conhecimentos, atualizando os mesmos
diante de uma sociedade que exige cada vez mais qualidade, especialização, excelência e competência.
Sindicato: Pessoa jurídica de direito privado, que tem sua ação voltada para as questões referentes à
relação de trabalho, tais como salário, horas extras, insalubridade, acordos e dissídios coletivos, etc.
Entidade constituída para fins de proteção, estudo e defesa de interesses comuns. 
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Os profissionais podem se associar livremente. Tem as prerrogativas de representante legal da
categoria perante os três níveis de governo e junto ao Poder Judiciário. Faz todo ano negociações
salariais com os sindicatos e federações patronais. Ingressa anualmente na Justiça do Trabalho com o
dissídio coletivo da categoria, que fixa o percentual de reajuste dos salários, piso salarial e demais
benefícios.
b) Sindicalização, por que e para que?
A Sindicalização é importante para representar e lutar por direitos e melhorias um segmentos
específico de trabalho, a exemplo o sindicato dos agricultores rurais de um município, Sindicato dos
Trabalhadores Avicultura Estado do Ceará. E o Sindicato serve para:
- Defender direitos do trabalhador, lutar por condições dignas de trabalho e pela ampliação do mercado
de trabalho;
- Negociar as reivindicações das categorias junto aos empregadores públicos e privados e lutar, na
esfera do poder público, pela aprovação de projetos de lei que beneficiem a classe trabalhadora;
- Na implantação do banco de horas, fazer com que a empresa se submeta às regras instituídas através
da Convenção Coletiva de Trabalho, negociada pelo sindicato, para proteger os direitos dos
trabalhadores;
- Negociar e assinar a Participação nos Lucros e Resultados, que só pode ser negociada e assinada pelo
Sindicato, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho;
- Entre outros.
Quando você se sindicaliza, você está ajudando principalmente a fortalecer a categoria nas
negociações entre Empregado X Patronal, que é o que realmente importa! Ser sindicalizado significa
também poder defender seus direitos e reivindicar melhores condições de vida e de trabalho para toda
sua categoria.
Uma categoria forte e unida faz com que o Sindicato tenha condições de lutar por mais e melhores
benefícios numa negociação, assim como manter os benefícios já existentes.
Para que um Sindicato seja forte e tenha mais poder, é necessário que um número crescente de
trabalhadores sejam sindicalizados, assumindo também o papel de sustentar e apoiar essa luta. A
união no sindicato torna a luta coesa e mais fácil. Cada trabalhador é o elo de uma corrente construída
fraternalmente, com interesses em comum.
Mas para que serve a mensalidade?
 O Sindicato utiliza o valor da mensalidade para custear suas instalações e também suas atividades
sindicais, como negociações da CCT. Um Sindicato pode, através do valor recebido pelos associados,
investir em cursos de capacitação e formação para o trabalhador e seus dependentes legais e também
projetos habitacionais, entre diversos outros, de acordo com sua receita. 
A não sindicalização e oposição
Quando um trabalhador faz oposição à entidade Sindical que o representa, ele não está apenas
economizando alguns míseros reais. Ele está dizendo NÃO para a CCT, para o reajuste salarial, para o
ticket alimentação, para o auxílio creche, para o quinquênio e para todos os outros benefícios que o
Sindicato conquistou. Ele está enfraquecendo sua própria categoria. Esse é o trabalhador responsável
por perdas de benefícios já conquistados, por reajustes salariais baixos e pela falta de poder nas
negociações. 
Agronegócio – Introdução ao Curso Técnico e Ética Profissional 21
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A não adesão e oposição sindical estão há tempos inviabilizando investimentos e projetos para o
trabalhador em cooperativa médica na área da saúde, educação, formação do trabalhador e habitação.
c) Contribuição sindical
A contribuição sindical segundo os artigos149 da Constituição Federal, 578 e seguintes da 
Consolidação das Leis do Trabalho e 217, inciso I do Código Tributário Nacional; - A importância da 
contribuição sindical corresponde à remuneração de 1 (um) dia de trabalho no mês de Março, 
pagamento até o dia 30 de abril, ou em qualquer época do ano que o assalariado(a) rural tenha sido 
contratado. - Cálculos e lançamento a cargo do empregador rural conforme artigo 582 da CLT, 
conforme determina o artigo 600 da CLT; - O não recolhimento da contribuição implicará em 
fiscalização por parte da SRTE - Superintendência Regional do Trabalho e Emprego e nas penalidades 
cabíveis;
c) Direitos e obrigações
De um modo geral os sindicatos quanto aos direitos e obrigações seguem o que estabelece a 
constituição, e no geral é acrescentado apenas características especificas de cada setor. Por tanto é 
bordado aqui de um modo geral os direitos constitucionais do trabalhador. 
Alguns direitos constitucionais do trabalhador
Conforme a Constituição Federal, são direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que
visem à melhoria de sua condição social:
- Relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos de lei
complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros direitos;
- Seguro-desemprego, em casode desemprego involuntário;
- Fundo de garantia do tempo de serviço(FGTS);
- Salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender as suas necessidades vitais
básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene,
transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo
vedada sua vinculação para qualquer fim; 
 - Piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho; 
 - Irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo;
 - Garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração variável;
 - Décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria; 
 - Remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; 
 - Proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa;
 - Participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e, excepcionalmente,
participação na gestão da empresa, conforme definido em lei; 
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 - Salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei;
 - Duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada
a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de
trabalho; 
- Jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo
negociação coletiva;
Trabalhadores domésticos – direitos assegurados 
São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos previstos nos tópicos 4, 6, 7,
15, 17, 18, 19, 21 e 24, bem como a sua integração à previdência social.
A partir de 20.07.2006 é vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa da empregada doméstica
gestante desde a confirmação da gravidez até 5 (cinco) meses após o parto, conforme art. 4º da Lei
11.324/2006, que implementou o art. 4-A na Lei 5.859/1972.Base: art. 7 da Constituição
Federal/1988 e os citados no texto.
d) Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRT,
A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego é vinculada ao Ministério do Trabalho e
apresenta como Atribuições: executar, supervisionar e monitorar as ações relacionadas a políticas
públicas afetas ao Ministério do Trabalho na sua área de jurisdição, especialmente as de fomento ao
trabalho, ao emprego e à renda. No que diz respeito ao Sistema Público de Emprego (Sine), há
fiscalização do trabalho, mediação e arbitragem em negociação coletiva, melhoria nas relações de
trabalho, de orientação e apoio ao cidadão.
Municípios cearenses com agências: Aracati, Camocim, Canindé, Caucaia, Crateús, Crato, Fortaleza,
Iguatu, Itapipoca, Juazeiro do Norte, Limoeiro do Norte, Maracanaú, Maranguape, Mombaça,
Quixeramobim, Russas, São Gonçalo do Amarante, Sobral e Várzea Alegre.
e) Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CREA;
No Ceará o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia tem a seguinte organização 
básica:
I - Plenário
Órgão máximo diretivo e deliberativo, é constituído por conselheiros, na qualidade de profissionais
representantes diretos das entidades de classe, faculdades, escolas, centros e cursos de engenharia e
agronomia, sob a presidência de um profissional eleito diretamente pelos profissionais vinculados ao
sistema CONFEA/CREAs.
II - Câmaras especializadas
São instâncias do CREA-CE encarregadas de julgar e decidir sobre os assuntos de fiscalização,
pertinentes às respectivas especializações profissionais e infrações ao código de ética. São formadas
por, no mínimo, 03 (três) conselheiros de um grupo profissional e 01 (um) conselheiro de um grupo
profissional diferente, representante das demais categorias. Suas sessões necessitam de um quórum
mínimo de 03 (três) conselheiros.
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III - Presidência
Parte integrante do Conselho, é exercida por profissional brasileiro, diplomado em curso superior de
engenharia, agronomia, geografia, geologia ou meteorologia, com currículo pleno e legalmente
habilitado. É eleito diretamente por profissionais registrados no sistema, e em dia com as suas
anuidades. O mandato do presidente do CREA-CE é de 03 (três) anos, e se extingue no dia 31 de
dezembro.
IV - Diretoria
A diretoria do CREA-CE funciona como órgão auxiliar da presidência, é composta por conselheiros e
eleita na primeira quinzena de cada ano, em sessão especial do plenário. Atualmente, tem a seguinte
composição: presidente, primeiro vice-presidente, segundo vice-presidente, primeiro secretário,
segundo secretário, primeiro tesoureiro e segundo tesoureiro
V - Inspetorias regionais
As Inspetorias do CREA-CE fazem parte da organização
básica do Conselho e funcionam como órgãos auxiliares
da presidência, criadas para uma maior eficiência da
fiscalização, em cidades ou zonas que se fizerem
necessárias, a juízo do plenário.
VI - Comissões
As comissões do CREA-CE são parte integrante da
organização básica e funcionam como órgãos auxiliares da
presidência. Podem ser permanentes ou temporárias e são
constituídas por membros escolhidos pelo plenário. Suas deliberações são encaminhadas pelo
presidente ao plenário para apreciação.
f) Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CONFEA.
O Confea surgiu oficialmente com esse nome em 11 de dezembro de 1933, por meio do Decreto nº
23.569, promulgado pelo então presidente da República, Getúlio Vargas e considerado marco na
história da regulamentação profissional e técnica no Brasil.
Em sua concepção atual, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia é regido pela Lei 5.194 de
1966, e representa também os geógrafos, geólogos, meteorologistas, tecnólogos dessas modalidades,
técnicos industriais e agrícolas e suas especializações, num total de centenas de títulos profissionais.
O Confea zela pelos interesses sociais e humanos de toda a sociedade e, com base nisso, regulamenta e
fiscaliza o exercício profissional dos que atuam nas áreas que representa, tendo ainda como referência
o respeito ao cidadão e à natureza.
Em seus cadastros, o Sistema Confea/Crea tem registrados cerca de um milhão de profissionais que
respondem por fatia considerável do PIB brasileiro, e movimentam um mercado de trabalho cada vez
mais acirrado e exigente nas especializações e conhecimentos da tecnologia, alimentada intensamente
pelas descobertas técnicas e científicas do homem.
O Conselho Federal é a instância máxima à qual um profissional pode recorrer no que se refere ao
regulamento do exercício profissional.
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A importância da organização sindical dos trabalhadores 
Os sindicatos são organizações de representação dos interesses dos trabalhadores, criadas para
compensar o poder dos empregadores na relação contratual sempre desigual e reconhecidamente
conflituosa entre capitale trabalho. Nascem na primeira metade do século XIX, como reação às
precárias condições de trabalho e remuneração a que estão submetidos os trabalhadores no capitalismo.
Ao final do século XIX, os sindicatos obtiveram reconhecimento institucional nos principais países
industrializados. Desde então, têm exercido papel fundamental na organização da classe trabalhadora
para a luta por uma sociedade justa e democrática, pressionando pela ampliação dos limites dos
direitos individuais e coletivos ainda hoje estreitos em muitos países, entre os quais o Brasil. 
Os sindicatos nascem como reação às precárias condições de trabalho e remuneração a que estão
submetidos os trabalhadores no capitalismo 
Um dos marcos do reconhecimento da importância das organizações sindicais ocorreu em 1919, logo
após a 1ª Guerra Mundial, com a criação da Liga das Nações, entidade tripartite que deu origem à
Organização Internacional do Trabalho (OIT). Nos documentos e convenções da OIT, são
reconhecidos o direito de sindicalização, o direito de negociação coletiva e o direito de greve,
instrumentos de afirmação dos interesses dos trabalhadores e do poder sindical. Também a Declaração
Universal dos Direitos Humanos, aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948,
reconhece esse direito fundamental no Artigo 23, que estabelece: “Toda pessoa tem o direito de fundar
com outras pessoas sindicatos e de se filiar em sindicatos para defesa dos seus interesses”. 
São resultado da ação organizada dos trabalhadores importantes avanços sociais, entre os quais se
destaca a redução gradual da jornada de trabalho, de um total de até 16 horas, no século XVIII, para as
atuais 8 horas ou menos, na maioria dos países. 
As experiências vividas pelos países nórdicos e da Europa Ocidental, onde se atingiu o patamar
civilizatório mais desenvolvido no sistema capitalista, resultaram de lutas e negociações entre
sindicatos, entidades representativas de empregadores e governos, evidenciando que uma dimensão
indispensável da democracia é a existência de um Sistema de Relações de Trabalho democrático, tanto
mais avançado e duradouro quando constituído por agentes legítimos e representativos. 
Uma dimensão indispensável da democracia é a existência de um Sistema de Relações de Trabalho
democrático 
 No Brasil, os sindicatos são atores sociais que reivindicam e organizam a classe trabalhadora no
contexto de uma democracia representativa e também participativa, como previsto na Constituição
Federal de 1988. 
Nas últimas décadas, o Movimento Sindical brasileiro, além da organização e defesa dos direitos da
classe trabalhadora, tem exercido um importante papel na vida política nacional. Destaca-se sua
atuação no combate à ditadura e na luta pela redemocratização do país, nas campanhas pela anistia,
pelas eleições diretas para presidente da República e pela convocação de uma Assembleia Nacional
Constituinte. 
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A atuação dos sindicatos nos Comitês Pró-Participação Popular na Constituinte contribuiu
decisivamente para que a Constituição de 1988 reservasse todo o Artigo 7º, com 34 incisos, aos
direitos dos trabalhadores, ali reconhecidos como fundamentais. 
A atuação dos sindicatos contribuiu decisivamente para que a Constituição de 1988 reservasse todo o
Artigo 7º aos direitos dos trabalhadores 
 
Características das entidades sindicais no Brasil 
Segundo o CNES (Cadastro Nacional de Entidades Sindicais), existem em 2015, no Brasil, 11.173
entidades sindicais representativas de trabalhadores, presentes em todas as unidades da Federação
(Tabela 1). Estima-se, de acordo com dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), que
cerca de 50 milhões de trabalhadores são representados por essas entidades.
TABELA 1
Distribuição das entidades sindicais laborais
segundo regiões geográficas e unidades da Federação
Brasil – 2015
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 Fonte: MTE. CNES – Cadastro Nacional de Entidades Sindicais Elaboração: DIEESE
 
Mais de oito mil entidades sindicais representam trabalhadores urbanos e quase três mil abrangem
trabalhadores rurais.
TABELA 2
Distribuição das entidades sindicais laborais segundo área geoeconômica
Brasil - 2015
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 Fonte: TEM. CNES – Cadastro Nacional de Entidades Sindicais
Direitos dos trabalhadores e negociação coletiva
Uma das principais atribuições das entidades sindicais é a prática de negociações coletivas, que
asseguram aos trabalhadores por elas representados a possibilidade de ampliar direitos garantidos por
lei e adquirir novas conquistas. A própria legislação trabalhista, muitas vezes, promove a extensão a
todos os assalariados de direitos antes restritos a algumas categorias de trabalhadores, que os haviam
conquistado em negociações coletivas específicas. São os casos, entre outros, do 13º salário,
inicialmente negociado como “Abono Natalício” e estendido a todos os trabalhadores em 19621, e de
direitos inscritos na Constituição de 1988: redução da jornada de trabalho de 48 para 44 horas
semanais; elevação do percentual de remuneração da hora extra para 50%; ampliação da
licença-maternidade para 120 dias; criação da licença paternidade de cinco dias; e do adicional de 1/3
sobre a remuneração das férias. Em outro capítulo da Carta Magna, foi estendido aos servidores
públicos o direito de sindicalização e de greve, que, na prática, já eram exercidos por esses
trabalhadores.
As negociações coletivas ampliam direitos garantidos por lei e avançam em novas
conquistas para os trabalhadores A Constituição de 1988 reforça a atribuição negocial dos
sindicatos, quando dispõe sobre o “Reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho”
(Inciso XXVI), instrumentos já existentes desde os anos 1940, que adquiriram maior relevância a partir
do final dos anos 1970, com a retomada dos movimentos grevistas e o fortalecimento das negociações
diretas entre sindicatos e empresas ou organizações patronais, ainda no período ditatorial. A atuação
dos sindicatos ganha relevância inconteste quando se observa a diversificada gama de temas e itens
negociados e direitos inscritos nos Acordos e Convenções Coletivas. Anualmente, dezenas de milhões
de trabalhadores formalmente contratados têm suas condições de trabalho e remuneração renovadas
pela atuação de suas entidades representativas, em negociações diretas muitas vezes duras com as
empresas ou com suas representações setoriais. Nesse sentido, para que os trabalhadores, como parte
estruturalmente mais fraca na relação capital-trabalho, tenham chances de sucesso nos processos
negociais, suas entidades representativas precisam dispor de recursos-políticos e financeiros - para se
contraporem ao poder das corporações empresariais.
As entidades representativas de trabalhadores precisam dispor de recursos - políticose
financeiros - para se contraporem ao poder das corporações empresariais O fortalecimento da
negociação coletiva no Brasil tem resultado no aumento do número de instrumentos firmados entre
sindicatos e entidades patronais. Entre 2007 e 2015, foram registrados no Mediador - sistema criado
pelo Ministério do Trabalho e Emprego para depósito de acordos e convenções coletivas de trabalho -
cerca de 44 mil convenções e aproximadamente 238 mil acordos, firmados por cerca de 55% das
entidades sindicais cadastradas no CNES (6.121 das 11.173). Nesses oito anos, do total de entidades
representativas de trabalhadores urbanos do setor privado, quase 90% (4.354 em 4.950) depositaram
no Mediador algum tipo de instrumento que dispõe sobre os mais diversos aspectos das relações de
trabalho de categorias profissionais específicas. Para dar ideia da diversidade de questões tratadas
nesses documentos, são apresentados na Tabela 3 os grupos temáticos presentes nas mais de seis mil
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Convenções Coletivas de Trabalho vigentes em 2014 e as garantias mais frequentemente negociadas
em cada um desses grupos, além do número e do percentual de documentos em que aparecem.
5. Perspectivas da profissão
O que esperar da profissão de tecnólogo em agronegócio?
Tanto direta quanto indiretamente, todas as atividades envolvidas com a agricultura e com a pecuária
formam negócios. É aí que surge o agronegócio, um amplo e complexo sistema que inclui as
atividades internas, aquelas realizadas na propriedade rural, e as atividades externas, aquelas feitas fora
da propriedade rural e que englobam a distribuição, armazenamento e comercialização dos produtos e
insumos agrícolas.
De acordo com a Sociedade Espíritossantense de Engenheiros Agrônomos, o conceito de agronegócio
nasce na Universidade de Harvard, com a expressão agribusiness, em 1995. Assim, o agronegócio é
toda e qualquer relação comercial e industrial que envolve a cadeia produtiva agrícola ou pecuária.
Na prática, no Brasil, este é um dos principais mercados do país. De acordo com a Secretaria de
Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SRI), apenas em
setembro de 2015, o setor do agronegócio exportou US$ 7,24 bilhões, principalmente por meio da
produção de carne bovina, de frango e dos trabalhos do complexo sucroalcooleiro (soja, produtos
florestais e café).
Respondendo por cerca de 100 bilhões de dólares em exportações brasileiras anuais, ainda de acordo
com a SRI, fornecedores de bens e serviços para agricultura, produtos rurais, processadores,
transformadores e distribuidores, envolvidos na geração e no fluxo dos produtos de origem agrícola até
chegarem ao produto final, integram o ramo do agronegócio.
Para lidar com um mercado tão competitivo e estratégico para a economia mundial, o curso superior de
tecnologia em agronegócio capacita os profissionais a gerenciarem empreendimentos agroindustriais.
Mas, além de atuar em um dos principais ramos da economia, o que se pode esperar da profissão de
tecnólogo em gestão do agronegócio?
Mercado profissional e profissionalização 
No dia a dia, o profissional de agronegócio lida com as diversas etapas do mundo da agricultura e da
agropecuária, tendo o contato com pequenos produtores rurais e grandes empresas revendedoras,
durante a rotina de trabalho. Assim, ele pode atuar em diversas áreas, como engenharia rural,
engenharia florestal, agricultura, ciências do solo, zootecnia, construções rurais, agrimensura,
máquinas agrícolas, irrigação e drenagem, culturas e seu manejo, solos, adubação, nutrição de plantas,
dentre outras possibilidades de trabalho.
Enquanto peça fundamental para a manutenção e avanço da agricultura e da pecuária, o tecnólogo em
gestão do agronegócio tem as perspectivas de atuar em fazendas, base da cadeia de produção; no
processamento industrial, em indústrias de produtos alimentícios, por exemplo; e na comercialização
dos produtos agroindustriais, fase final da cadeia do agronegócio. Assim, o profissional da área pode
se especializar em três principais campos: administração de fazendas, consultoria agrícola e gestor de
produção.
Como o Brasil é um dos principais produtores mundiais de café, açúcar, álcool, frutas tropicais, soja,
carne de frango, carne de boi e biocombustíveis, os profissionais de agronegócio encontram
oportunidades em todo o país, não havendo uma concentração das vagas em uma única região, como
costuma ocorrer em alguns setores.
Segundo o Ministério da Agricultura, há projeções de crescimento em todas as áreas do agronegócio
até 2022, devido ao aumento da produtividade nas zonas rurais do país. Para garantir que a expansão
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ocorra – e se mantenha – os tecnólogos em gestão do agronegócio são necessários para atuarem desde
a produção, gestão, distribuição até o processamento dos produtos do campo.
Portanto, mesmo sendo uma formação recente, os profissionais tecnólogos em gestão do agronegócio
podem esperar um cenário de expansão para a agricultura e para a pecuária, bem como de necessidade
de mão de obra qualificada para a gestão.
b) Perspectivas mercadológicas
Hoje, o agronegócio ocupa quase 30% do território brasileiro e a sua produção tem tudo para
aumentar, devido à inserção de novas técnicas de cultivo, melhorias do controle de pragas e adequação
da produção animal a um manejo sustentável. Estas são algumas das atitudes que a tecnologia e o
resultado de pesquisas trazem para nortear o caminho do produtor rural.
Dentre as técnicas que, pouco a pouco, vem sendo difundidas e têm tudo para crescer e se tornar rotina
na vida do produtor rural está a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que possibilita a criação
de gado em áreas com árvores. É a bovinocultura caminhando para a sustentabilidade.
Outro ponto que é tendência para o agronegócio é o acesso a recursos no mercado internacional. Para
isso, o setor de gestão deve ser treinado e qualificado, pois só conquistará a confiança internacional a
empresa que passar uma imagem sólida e eficiente. Mais uma vez, os profissionais de agronegócio são
muito requisitados nesse processo.
Desafios do setor
Ultimamente, há um assunto amplamente divulgado no país: a falta de água. Mas, qual o papel do
agronegócio nisso?
O consumo de água é muito alto em vários setores, como por exemplo, na irrigação de grãos, frutas e
demais plantações. Há também o gasto na produção animal com higienização do ambiente, consumo e
depois no abatedouro e no beneficiamento dos produtos. Com isso, o uso da água de maneira
consciente é algo que precisa aplicado no setor, além de alternativas viáveis como o sistema de plantio
direto que ajuda a reabastecer os lençóis freáticos ao aumentar a infiltração de água no solo.
É necessário também se adaptar às variações climáticas para não correr riscos de perder toda a
plantação devido à seca, excesso de chuvas ou até geada. Outro ponto de extrema importância que
precisa ser aperfeiçoado pelos profissionais do setor do agronegócio é quanto ao desperdício do que
é produzido. De acordo com a FAO, aproximadamente 30% dos alimentos produzidos no mundo são
desperdiçados. Grande parte deles é perdida no transporte.
Para que esse cenário mude e seja aproveitado da melhor maneirapossível, a necessidade de
profissionais qualificados para gerir o setor do agronegócio é necessária. Você está preparado para esse
desafio?
c) O Cenário do quadro nacional
Todos que trabalham ou possuem alguma ligação com o Agronegócio Brasileiro sabem das dimensões 
e importância deste setor para a economia nacional e para o mundo, quando falamos em capacidade de 
produção de alimentos.
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A agricultura brasileira vem evoluindo a passos largos nos últimos anos. Na década de 2000, o
crescimento da produção de grãos foi de 61% passando de 92 milhões de toneladas na safra 2000/01
para 162 milhões na safra 2010/11. O crescimento é reflexo do aumento de área cultivada e também
dos ganhos em produtividade, que cresceu 34% no período devido aos altos investimentos em
pesquisas para novos cultivares mais produtivos e produtos mais eficazes.
Com todo este desenvolvimento, o setor precisa contar com uma estrutura de canais de distribuição
para colocar os insumos às mãos dos usuários finais que, neste caso, são os produtores rurais. Neste
setor, uma revenda agropecuária é o intermediário que disponibiliza, aos consumidores rurais, os
insumos para a produção agrícola e pecuária.
Num país de amplas extensões como o Brasil, que conta com 5.560 municípios nos quais estão
distribuídos mais de 7 milhões de produtores rurais, fica clara a pulverização do mercado, demandando
das empresas fornecedoras a capilarização de seus canais de distribuição para que os produtos
cheguem às mãos dos usuários finais. Atualmente, para atender esse público, estima-se a existência de
cerca de 9 mil pontos de venda que movimentam em torno de R$ 30 bilhões na comercialização dos
insumos agropecuários e produtos, que abastecem as propriedades brasileiras.
 
A Distribuição de Insumos no Brasil
O desenvolvimento do agronegócio brasileiro está sendo acompanhado por diversas transformações
tanto no setor como também na distribuição de insumos agrícolas. Para entendermos como funciona o
sistema de distribuição de insumos no Brasil, precisamos analisar como funciona a cadeia. Desde a
indústria até a agroindústria, como mostram as figuras 1 e 2 abaixo:
 
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A figura mostra também onde a força de vendas está presente na relação entre a indústria de insumos e
o produtor rural, partindo de uma estrutura de canais de distribuição que é a mais usada pela indústria
de insumos. Na maior parte das vezes estes canais são: as cooperativas, os revendedores (revendas, que
atendem outros pequenos revendedores e produtores), revendedores que possuem diversas lojas de
insumos agropecuários, grandes clientes através de vendas diretas, agentes externos, os portais da
internet e outros canais menos comuns.
O desenvolvimento do agronegócio brasileiro está sendo acompanhado por diversas transformações na
distribuição de insumos agrícolas. 
Segundo informações da ANDAV (2008), o setor de distribuição de insumos está sofrendo um
processo de consolidação. Entre 2002 e 2008 o número de revendas reduziu-se em 15%, passando de
cerca de 8.000 distribuidores para menos de 7.000 em 2008. A redução do número de distribuidores
não significa que o setor perdeu importância, pelo contrário, entre 2001 e 2010 o volume de defensivos
e fertilizantes comercializado cresceu 141% e 44%, respectivamente. 
A redução do número de distribuidores de insumos agrícolas e o crescimento do volume de insumos
comercializados são fatores que evidenciam que os distribuidores estão se tornando maiores, sendo
cada vez mais comum o processo de fusão ou aquisição entre as empresas, provocando uma
concentração no setor.
Outra evidência de transformação no campo é a “comoditização” dos insumos, principalmente
defensivos e fertilizantes. O Gráfico 1 apresenta a evolução média dos preços dos defensivos agrícolas
entre 2004 e 2011 no estado de São Paulo para uma cesta de 22 produtos, dentre eles, herbicidas,
inseticidas e fungicidas (ano base 2004). 
Gráfico 1 - Evolução dos preços dos defensivos agrícolas entre 2004 e 2011 em São Paulo.
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Para se adaptar às mudanças que vem sendo impostas pelo mercado, os canais de distribuição vem se
profissionalizando nos três principais pilares de gestão: financeiro e administrativo, recursos humanos
e sucessão familiar, e comercial e gestão de clientes (CRM). Entretanto, os canais ainda necessitam de
um planejamento estratégico para definir as diretrizes que devem seguir diante das mudanças do setor
de distribuição de insumos no médio e longo prazo. Nestes planejamentos, afim de que os canais
atinjam os seus objetivos, devem ser definidos: alocação de recursos financeiros (investimentos) e
humanos (pessoas), estratégias comerciais, parcerias, entre diversas outras ações.
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Bibliografia:
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Regional do Trabalho e Emprego. Disponível em: 
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<http://www.confea.org.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=917>. Acesso em 05 de junho de 2018.
CONSTITUIÇÃO FEDERAL/1988. art. 7 da Disponível em: 
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CORREIO O POVO, Exportações do agronegócio crescem 4,1% até março de 2018. Disponível 
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http://www.jornalatualidades.net/exportacoes-do-agronegocio-crescem-41-ate-marco-de-2018-2/
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CREA – CE, Organização Básica do Conselho, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do 
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CREFITO 16 - VEJA A DIFERENÇA ENTRE CONSELHO, ASSOCIAÇÃO E SINDICATO . Disponível em: 
<http://crefito16.gov.br/site/index.php/2016/02/02/veja-a-diferenca-entre-conselho-associacao-e-sindic
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DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, A IMPORTÂNCIA
DA ORGANIZAÇÃO SINDICAL DOS TRABALHADORES, NOTA TÉCNICA, Número 151, 
Novembro de 2015.
GUIA DO ESTUDANTE, 8 maio 2012, 12h05 - Atualizado em 2 maio 2018, 01h09, EDITORA 
ABRIL, Disponível em 
<https://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/agronegocios-e-agropecuaria/>. Acesso em 15 de 
maio de 2018.LOURENÇO, Carlos y LIMA, Barbosa de: "Evolução do agronegócio brasileiro, desafios e 
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LOURENÇO, Joaquim Carlos, LIMA César Emanoel Barbosa de. EVOLUÇÃO DO 
AGRONEGÓCIO BRASILEIRO, DESAFIOS E PERSPECTIVAS Disponível em: 
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MERCADO EM FOCO, Quais as perspectivas para o setor do agronegócio? Disponível em: 
<http://mercadoemfoco.unisul.br/quais-as-perspectivas-para-o-setor-do-agronegocio/<. Acesso em 11 
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O SIGNIFICADO DE DIREITO: Direito. Disponível em <https://www.significados.com.br/direito/>. 
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RIBEIRO, Paulo Silvino. "O que é ética?"; Brasil Escola. Disponível em 
<https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/o-que-etica.htm>. Acesso em 13 de junho de 2018.
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Hino do Estado do Ceará
Poesia de Thomaz Lopes
Música de Alberto Nepomuceno
Terra do sol, do amor, terra da luz!
Soa o clarim que tua glória conta!
Terra, o teu nome a fama aos céus remonta
Em clarão que seduz!
Nome que brilha esplêndido luzeiro
Nos fulvos braços de ouro do cruzeiro!
Mudem-se em flor as pedras dos caminhos!
Chuvas de prata rolem das estrelas...
E despertando, deslumbrada, ao vê-las
Ressoa a voz dos ninhos...
Há de florar nas rosas e nos cravos
Rubros o sangue ardente dos escravos.
Seja teu verbo a voz do coração,
Verbo de paz e amor do Sul ao Norte!
Ruja teu peito em luta contra a morte,
Acordando a amplidão.
Peito que deu alívio a quem sofria
E foi o sol iluminando o dia!
Tua jangada afoita enfune o pano!
Vento feliz conduza a vela ousada!
Que importa que no seu barco seja um nada
Na vastidão do oceano,
Se à proa vão heróis e marinheiros
E vão no peito corações guerreiros?
Se, nós te amamos, em aventuras e mágoas!
Porque esse chão que embebe a água dos rios
Há de florar em meses, nos estios
E bosques, pelas águas!
Selvas e rios, serras e florestas
Brotem no solo em rumorosas festas!
Abra-se ao vento o teu pendão natal
Sobre as revoltas águas dos teus mares!
E desfraldado diga aos céus e aos mares
A vitória imortal!
Que foi de sangue, em guerras leais e francas,
E foi na paz da cor das hóstias brancas!
Hino Nacional
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,Brasil!
Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra, mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores."
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- "Paz no futuro e glória no passado."
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil!
	1. Histórico do Agronegócio no Brasil e no mundo;
	EVOLUÇÃO DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO, DESAFIOS E PERSPECTIVAS
	Agronegócio
	Histórico e Evolução do Agronegócio Brasileiro
	Perspectivas Para o Agronegócio Brasileiro
	Importância Econômico-Social do Agronegócio Brasileiro
	Desafios do Agronegócio no Brasil
	Considerações Finais
	a) Atualidades
	Exportações do agronegócio crescem 4,1% até março de 2018
	3. Ética na área do agronegócio
	a) Valores, direitos e obrigações
	O que são Valores
	Valores de uma empresa
	Filosofia dos valores
	b) O que é ética?
	C) Aplicando a ética no dia-a-dia profissional
	Retrospectiva
	4. Sindicatos e órgãos regulamentadores
	a) diferenças entre conselho, associação e sindicato:
	b) Sindicalização, por que e para que?
	Alguns direitos constitucionais do trabalhador
	d) Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRT,
	e) Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CREA;
	I - Plenário
	II - Câmaras especializadas
	III - Presidência
	IV - Diretoria
	V - Inspetorias regionais
	VI - Comissões
	f) Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CONFEA.
	5. Perspectivas da profissão
	O que esperar da profissão de tecnólogo em agronegócio?
	Mercado profissional e profissionalização
	Desafios do setor
	A Distribuição de Insumos no Brasil

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