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AP_v2_administraçao de terminais rodoviarios_25042017 - modulo 5

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Administração 
de Terminais 
Rodoviários
MÓDULO 5
2
Sumário
Unidade 13 | Novos Modelos de Exploração de Terminais 4
1. Desafios do Financiamento da Implantação de 
Novos Terminais Rodoviários 6
2. Exemplo de Financiamento de Implantação do Novo 
Terminal Rodoviário de Belo Horizonte - MG 8
Glossário 12
Atividades 13
Referências 14
Unidade 14 | Acessibilidade nos Terminais 15
1. A Acessibilidade aos Terminais Rodoviários 17
2. As Adaptações e Reformas Necessárias são Complicadas e Caras? 17
3. A Adequada Sinalização 18
4. Cuidados com o Piso 18
5. Tipos de Sinalização no Piso 19
6. As Rampas 20
7. Cuidados com as Escadas 20
8. Corrimãos e Guarda - Corpos 21
Glossário 23
Atividades 24
Referências 25
Unidade 15 | Acessibilidade e Infraestrutura 27
1. Vagas Reservadas para Veículos 29
3
2. Bilheterias e Balcões de Informação 30
3. Embarque e Desembarque em Ônibus 30
4. Cuidados com Sanitários 31
5. Telefones Públicos Acessíveis 33
6. Equipamentos Eletromecânicos 34
7. Atendimento Prioritário 34
Glossário 35
Atividades 36
Referências 37
Gabarito 38
4
UNIDADE 13 | NOVOS MODELOS 
DE EXPLORAÇÃO DE TERMINAIS
5
Unidade 13 | Novos Modelos de Exploração de 
Terminais
Como ser criativo na ampliação ou implantação de novos 
terminais rodoviários? Qual a estrutura de financiamento de 
um projeto de infraestrutura de transportes com a participação 
do capital privado?
Nos dias atuais, vivemos um paradoxo: enquanto os entes governamentais passam por 
dificuldades financeiras, as demandas por transporte e novas infraestruturas não param 
de crescer. Nesse contexto, é preciso encontrar formas criativas que possam dar condições 
de financiabilidade aos projetos.
Nesta unidade, abarcaremos os desafios do financiamento da implantação de novos 
terminais rodoviários de passageiros e será visto o exemplo de financiamento de 
implantação do novo Terminal Rodoviário de Passageiros de Belo Horizonte – MG.
Fonte: www.pibay.com
6
1. Desafios do Financiamento da Implantação de Novos 
Terminais Rodoviários
De acordo com a NTU (2016), pode-se verificar, na Figura 4, o percentual de programas 
de financiamento em infraestrutura de transportes do Governo Federal, previstos por 
tipo de intervenção. 
Programas de financiamento em infraestrutura de transportes do Governo Federal – representatividade dos projetos 
previstos por tipo de intervenção. 
Fonte: NTU (2016)
Mais da metade dos programas referem-se ao modo rodoviário de transporte e ao 
atendimento à Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei no 12.587/2012), havendo, 
por conseguinte, a implantação de terminais rodoviários de passageiros. 
Contudo, boa parte desses programas não foi executado, sendo que, de um lado, as 
várias esferas de governo passam por sérios problemas de caixa para investimento e, 
de outro lado, as demandas por melhores infraestruturas de transporte aumentam 
cada vez mais.
35,0
30,0
25,0
20,0
15,0
10,0
5,0
0,0
14,1
32,5
4,2
1,2 1,2 1,0 0,8 0,4
2,8
4,0
13,7
15,8
4,83,8
Projetos
Sistemas
BRT
Corredor
de ônibus
Faixa
exclusiva
Ciclovia Trem Metrô Monotrilho VLT Aeromóvel Teleférico ITS Obra
viária
Outros Projeto
excluído do
cronograma
7
Apenas para se ter uma ideia da dimensão do mercado de transporte rodoviário de 
passageiros, consoante a NTU (2016), somente em um mês são movimentados mais de 
400 milhões de passageiros pelo transporte urbano no país. E, de acordo com a ANTT 
(2016), no transporte interestadual e internacional, o movimento anual de 2014 foi de 
99,6 milhões de passageiros.
Devido a essa demanda e à necessidade de investimentos em infraestrutura, o Brasil 
passou por mudanças em seu regramento jurídico, possibilitando a participação de 
atores privados, além dos tradicionais públicos, como se descreve:
• Obras públicas tradicionais: contratação de obras públicas de infraestrutura 
de transportes por meio da Lei de Contratos e Licitações (Lei no 8.666/1993), 
realizando-se o financiamento do projeto com recursos públicos.
• Concessões de serviços públicos: a prestação de serviços públicos pode vir 
acompanhada da obrigação da concessionária implantar a infraestrutura – no caso, 
terminal rodoviário –, em que o instrumento legal utilizado é a Lei de Concessões 
(Lei no 8.987/1995), sendo a concessionária remunerada, principalmente, pela 
cobrança de tarifa dos passageiros e por receitas alternativas.
As receitas alternativas incluem desde o arrendamento 
interno de áreas comerciais, a veiculação de publicidade, a 
exploração de estacionamentos, e até a exploração imobiliária 
do entorno das estações, com construção de shopping centers 
e office buildings (edifício de escritórios).
• Parcerias público-privadas: nesses casos, a simples cobrança de tarifa 
dos passageiros não é suficiente para manter a viabilidade financeira do 
empreendimento e a remuneração da concessionária — o governo deve entrar 
com uma parcela de complementação da tarifa. O instrumento legal utilizado é a 
Lei no 11.079/2004.
Um exemplo dessa nova forma de exploração de terminais rodoviários de passageiros 
será visto no item seguinte.
8
2. Exemplo de Financiamento de Implantação do Novo 
Terminal Rodoviário de Belo Horizonte - MG
O exemplo refere-se aos estudos de viabilidade que foram levados à Consulta Pública 
pela Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTRANS), em 2011, para 
a implantação do novo Terminal Rodoviário de Passageiros de Belo Horizonte – MG.
De acordo com a BHTRANS (2011), o modelo escolhido de implantação do novo terminal 
de passageiros foi sob o regime de concessão pública. Na modelagem do negócio e de 
concessão, os vários atores envolvidos se beneficiariam, a saber:
• Prefeitura: com a criação de um legado para a população, melhoria da mobilidade 
no centro da cidade, menor desembolso para a Prefeitura, financiamento do 
sistema viário de acesso ao terminal por meio da concessão.
• População: o principal benefício é a melhoria da qualidade do serviço de 
transporte.
Entre os benefícios à população, também se incluem: a 
revitalização da região, a criação de um centro de lazer e 
compras no entorno do terminal, a melhoria do sistema viário 
das regiões Central e de São Gabriel de Belo Horizonte, a maior 
integração entre os sistemas de transporte, facilitando o acesso 
ao terminal.
• Concessionária: exploração de empreendimentos no entorno a critério 
dos investidores, remuneração atrativa do capital privado, possibilidade de 
financiamento competitivo, potencial de valorização da região, alavancando as 
unidades de negócio e financiamento do sistema viário de acesso ao terminal por 
meio da concessão.
9
No tocante à dimensão da infraestrutura, estavam previstos nos estudos de viabilidade 
(BHTRANS, 2011):
 • Terminal rodoviário:
1. Área total: 70 mil m²;
2. Área construída: 27 mil m²;
3. 56 plataformas;
4. 479 vagas de estacionamento;
5. 2.887 m² de área bruta locável (ABL);
6. Área para apoio operacional: capacidade para 26 ônibus e 75 táxis; 
7. Investimento: R$ 59 milhões.
• Shopping (sugerido nos estudos de viabilidade):
1. Área construída estimada: 30.523 m²;
2. ABL: 12.209 m²;
Área do novo terminal rodoviário de Belo Horizonte – MG, com previsão de shopping e hotel, de acordo com os 
estudos de viabilidade
Fonte: BHTRANS (2011)
10
3. 610 vagas de estacionamento;
4. Público-alvo: classes C e D;
5. Fácil acesso ao terminal rodoviário (< 300m); 
6. Investimento: R$ 33 milhões.
De acordo com a Lei no 8.987/1995, parte das receitas 
alternativas arrecadadas pela concessionária, além de ajudar 
no financiamento de implantação das infraestruturas, deve ser 
revertida à modicidade tarifária.
• Hotel (sugerido nos estudos de viabilidade):
1. Área construída: 3.978 m²;
2. 180 quartos com área útil de 17 m²;
3. Fácil acesso às áreas de comércio e serviços existentes no shopping e terminal 
rodoviário (< 500m);
4. Investimento: R$ 13 milhões.
Quanto