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Aulas de Silvestre 6 semestre

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(complexo b)
• Elas fazem parte da metabolização e liberação do ác. graxo para o sistema. Na deficiência dessas vitaminas não é possível realizar corretamente a liberação do ác. graxo que está armazenado. 
Alterações endócrinas ligadas a ovário (ex. postura)
• Um animal que está próximo a postura ele precisa de mais gordura para produzir a gema. Então ele tem uma “lipidose hepática” que é característica dele nesse período.
 Amazona spp são um dos mais acometidos
• Tendência a obesidade.
Sinais Clínicos Não Específicos 
 Anorexia
 Letargia
 Perda de peso
 Fraqueza
*ALTERAÇÕES LIGADAS A AUSENCIA DE FUNÇÃO DO FÍGADO.*
 Diarreia
• Pode estar ligada a compressão do fígado no intestino ocasionando uma disúria/disquesia levando a uma retenção de fezes e urina, somente quando o volume está grande ele conseguirá defecar, isso dará uma impressão de diarreia.
• Havendo uma dificuldade de metabolização pode ocorrer um aumento de volume de fezes e urina porque não está havendo metabolização e estará sendo eliminado, isso vai gerar uma alteração de flora bacteriana, essa alteração pode gerar um crescimento bacteriano indesejável de bactérias patogênicas. → já que não estarão sendo metabolizados os nutrientes no intestino
 PU/PD
Penas fracas
• Já que ele não está metabolizando bem o alimento para produzir penas de qualidade
• Obs: Para isso acontecer a lipidose hepática deve ser “importante”. Em casos agudos isso não vai ocorrer, apenas em casos crônicos.
 Dispneia
• Geralmente é após um exercício ou depois de uma contenção.
• Se ele tiver com uma lipidose hepática com hepatomegalia e hepatopatia muito importante essa dispneia pode acontecer até com o animal em repouso.
→ Por conta da hepatopatia grave pode levar a uma ascite por conta das proteínas. A ascite vai comprimir os sacos aéreos e isso vai fazer com que a dispneia seja constante.
Sinais Clínicos Específicos de Alteração Hepática
 Uratos amarelos ou verdes (biliverdinúria/bilirubinúria)
• Geralmente ela é branca composta de ácido úrico. 
• Se ela estiver amarelada ou esverdeada significa que a biliverdina e bilirrubina não está sendo eliminada de forma correta. Essa eliminação e metabolização é feita no fígado, então se o urato está sendo eliminado com uma coloração diferente significa que o fígado não está conseguindo metabolizá-los.
 Aumento de volume abdominal
• Só consegue observar se conter o animal e afastar as penas,
 Ascite
• Devido à dificuldade de produzir proteínas.
• Perigoso, pode significar que a alteração hepática é muito grave e irreversível.
 Coagulopatias
• A vitamina K é metabolizada no fígado, se ela não for metabolizada não vai ocorrer a cascata de coagulação de maneira correta.
• Apenas em doenças hepáticas em estágio final haverá sangramento por cavidades.
• Pode ocorrer uma dificuldade de coagulação em coisas simples. Ex: corte de unha demorar para estancar. Ou hematoma grande após coleta de sangue.
 Melena
 Anormalidades em bico e unhas
• Hipercrescimento que está correlacionado a hipovitaminose A. Devido a perda de função dos osteoclastos.
 Penas com coloração alterada
• Na lipidose hepática além de haver uma alteração nas penas deixando-as mais opacas pela diminuição da metabolização as penas ficarão mais oleosas devido ao excesso de lipídeos no organismo.
Diagnóstico
 Ácidos biliares aumentados
• Necessário para fechar o diagnóstico.
 AST aumentado com Creatina normal
• Necessário para fechar o diagnóstico.
• Muito utilizado em aves. O AST é uma enzima liberada quando há lesão hepática, porém ela não é liberada apenas nesse caso, ela é liberada também quando há uma lesão muscular.
• Quando a creatina está normal significa que não há uma lesão celular importante, logo o AST aumentado com creatina normal é indicativo de uma lesão hepática.
 Soro lipêmico mesmo em jejum
• Mesmo deixando o animal em jejum de 6 a 7 horas, ao coletar o sangue e centrifuga-lo, o soro não fica transparente, ele fica com uma coloração mais alaranjada.
→ Obs: comum ficar gelatinoso em papagaios.
Ultrassom 
•Deve-se colocar o transdutor na região abdominal e ver como está o tecido hepático.
Endoscopia e biópsia
• Para o diagnóstico estar completamente fechado é preciso ter todos os demais indicativos acima ou realizar uma biópsia de fígado. Só que se evita muito realizar a biópsia de fígado no Brasil porque é arriscado devido ele sangrar bastante e não há como estancá-lo.
• Considerar estado do paciente, ele pode estar com coagulopatia.
 Exame radiográfico
• O correto nas aves é conter uma ampulheta cardiopática “cinturinha”. Se a ave possui ampulheta ela está com tamanho adequado de fígado em relação ao coração. Quando o animal tem lipidose hepática ele terá uma hepatomegalia alterando a ampulheta cardiopática.
Tratamento
 Se o animal estiver com uma lipidose hepática grave o tratamento será apenas de suporte.
Fluidoterpia (60-90ml/Kg – soro fisiologico SID)
• Inicialmente se faz a fluidoteraopia, mas vai depender do estado do animal. O ideal é fazer no primeiro mês junto com o tratamento oral, para que ajude o fígado na metabolização e eliminar todas as toxinas.
 Suporte nutricional
• Interna o animal e da papinha via sonda.
• A necessidade nutricional desse animal é um pouco maior do que um animal que não tem lipidose hepática porque ele já está acostumado com uma maior carga glicêmica e metabólica.
• Ele não pode perder peso muito rápido porque pode gerar uma cetose.
• Se o animal não estiver em caso grave basta mudar a alimentação do animal com uma adequação nutricional.
 Lactulona / Legalon (Silimarina)
• É um xarope que vai ajudar na metabolização do fígado.
• Desvantagem quando se manipula consegue fazer ele em uma concentração maior e dar em um volume menor, e quando se compra o legalon pronto o volume necessário para fazer efeito é muito grande, nem sempre o tutor consegue realizar o volume todo. O legalon é um fluidoterapico, ele é natural e não vai funcionar tão rapidamente, é de utilização crônica.
• Obs: Deve deixar claro paro tutor que o medicamento é para o resto da vida dependendo do estado do paciente.
Tratar infeções secundárias
• Caso elas aconteçam. Ex: Pneumonia secundaria a uma hipovitaminose secundaria a uma lesão hepática. 
• Obs: lembrando sempre de tratar a causa primária.
Hipovitaminose A
 Está correlacionado a nutrição.
 Ela faz parte de muitos sistemas e por isso vai causar muitos problemas.
 Visão (Retinal + opsina => rodopsina)
• Na visão há um sistema que fica nos bastonetes que é Retinal + opsina => rodopsina, são duas proteínas que se ligam e desligam e nesse processo permite que haja a visão.
• A vitamina A faz parte da retinal, se não houver vitamina A, pode haver uma dificuldade de entrada de luz no olho levando a uma diminuição da visão.
 Manutenção de células epiteliais de revestimento
• Sem a vitamina A não terá a vitamina que faz parte da manutenção dessas células e isso leva a uma alteração estrutural → metaplasia escamosa.
 Crescimento e remodelamento ósseo
• Osteoclasto e osteoblasto.
 Síntese de glicoproteínas
• A vitamina A é uma vitamina lipossolúvel muito importante. → Ela tem uma afinidade por lipídeos. 
• OBS: É mais fácil ter uma hipovitaminose por uma vitamina que é hidrossolúvel porque se ela é lipossolúvel ela se dissolve em lipídeo e lipídeo é armazenado no organismo e fica presa
07/04/2020
HIPOVITAMINOSE A(continuação)
Principais causas 
A vitamina A é lipossolúvel, elas se armazenam pois dificilmente são secretadas. 
Uma das causas é quando o animal não ingere vitamina A na alimentação (geralmente que só come só girassol)
Muitos vegetais não possuem vitamina A em si, mas são precursores. 
Algumas vezes pode ter uma hepatopatia, o transporte da Vitamina será prejudicado, assim não compensa fazer a aplicação da vitamina A, tendo que tratar e saber o problema primário. 
Parasitas intestinais – Irá perder muitos nutrientes por conta da diarreia por exemplo
SINAIS CLINICOS 
Hiperqueratose; pata mais grossa; unha e bico com crescimento maior; pele descamando 
Xeroftalmia