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direito tributário

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 Implicar em penalidade menos severa 
 
3. Interpretação 
 Lacuna de lei – analogia, princípio do direito tributário e direito 
público, equidade 
 
 
 Obs.: a lei tributária não pode alterar definição, conteúdo, alcance e 
conteúdos de direito privado 
 Interpretação literal: 
 Suspensão (art. 156, CTN) e exclusão do Crédito Tributário (remissão e 
isenção) – art. 158, CTN 
 Outorga isenção 
 Dispensa o cumprimento de obrigações acessórias 
 Interpretação benigna: define infração e comina penalidade 
 
a) Hipótese de incidência: norma descreve o fato 
 
b) Obrigação tributária: 
 Principal – conteúdo pecuniário: 
 Pagamento de tributo 
 Pagamento de pena pecuniária 
 Acessórias: 
 Prestações positivas ou negativas 
 Descumprimento – multa 
 Pessoas imunes/isentas – devem cumprir 
 
1. Sujeito ativo – art. 119, CTN 
 Titular do direito de cobrar (capacidade tributária) 
 Obs.: 
 Parafiscalidade 
 Delegação 
 Sujeito ativo destinatário de arrecadação (ex.: Simples Nacional) 
 Pessoa jurídica de direito público desmembrada 
- Sub-roga do direito 
 
 
- Legislação anterior até ter sua 
 
2. Sujeito passivo – art. 121 
 Devedor da obrigação tributária 
 Contribuinte – participa diretamente do fato gerador 
 Responsável tributário – terceiro – condição decorre da lei 
 Obs.: convenções particulares – inoponíveis ao FISCO – o próprio 
contribuinte paga os tributos ao FISCO 
 
3. Capacidade tributária – art. 126 
 Aptidão para ser sujeito passivo da Obrigação Tributária 
 Independe de: 
 Capacidade civil 
 Estar gozando de capacidade civil plena 
 Sociedade em comum 
 
4. Domicílio tributário – art. 127 
 Regra geral – contribuinte elege 
 Obs.: FISCO pode desconsiderar – dificulta – 
fiscalização/arrecadação 
 Regras especiais (falta do domicílio de eleição) 
 Pessoa natural: 
- Residência habitual 
- Centro habitual de atividades (na falta da residência) 
 Pessoa jurídica de direito privado/empresa individual: 
- Matriz (IRPJ / CSLL / PIS / COFINS) 
- Cada estabelecimento (ISS / IPI / ICMS) 
 Pessoa jurídica de direito público – qualquer das suas repartições 
 
 
 
c) Fato gerador: ocorrência de fato descrito em norma 
 Elementos: 
 Aspecto material (fato gerador) 
 Aspecto espacial (território de ocorrência do fato gerador) 
 Aspecto temporal (momento da ocorrência do fato gerador) 
 Aspecto pessoal (sujeito ativo e passivo) 
 Aspecto quantitativo (base de cálculo x alíquota) 
 Classificação: 
 Instantâneo – realiza em momento único (ex.: ICMS) 
 Periódico – realiza em determinado espaço de tempo (ex.: IR) 
 Continuado – projeta ao longo do tempo (ex.: IPTU) 
 
VIII. Momento da ocorrência do Fato Gerador 
 Regra geral: lei instituidora define 
 Regra especial - lei omissa: 
 Situação de fato – quando ocorrido o aspecto material (ex.: ICMS) 
 Situação de direito – quando definitivamente constituída (ex.: ITCMD) 
 Obs.: ato/negócio jurídico são sujeitos a condição: 
 Suspensiva: quando implementada a condição 
 Resolutória: desde a prática do ato/negócio jurídico – ocorre o fato 
gerador 
 Planejamento tributário: 
 Evasão fiscal – conduta ilícita - sonegação fiscal – fraude. Utilização 
de meios ilícitos para retardar, diminuir ou deixar de pagar tributos – 
incide Norma Antielisão 
 Elisão fiscal - conduta lícita – economia tributária. Ato omissivo ou 
comissivo do contribuinte de adotar um conjunto de medidas 
 
 
puramente lícitas, com o escopo de evitar, diminuir ou retardar o 
pagamento de um tributo 
 Elisão fiscal abusiva ou elusão fiscal – simulação de determinado 
negócio jurídico com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato 
gerador, utilizando meios artificiosos e atípicos para não pagar tributos. 
Não é exatamente ilícita – incide Norma Antielisão 
 Norma antielisão – art. 116, p. único, CTN – É aquela que permite ao 
FISCO desconsiderar condutas elisivas praticadas pelos contribuintes 
com o objetivo de economizar tributo, lançando-o tal como seria 
devido caso não verificada a elisão fiscal. Aplica-se em: 
a) fraude à lei 
b) simulação 
c) abuso de direito 
d) abuso de forma 
e) negócio jurídico indireto 
f) falta de propósito negocial 
 
 Princípio do Non Olet: 
 Fato gerador independe da validade do ato e dos efeitos dos fatos 
ocorridos 
 Independente da origem do recurso, tem que pagar os tributos 
igualmente 
 
IX. Responsabilidade Tributária 
1. Responsabilidade Solidária – art. 124, CTN 
 Hipóteses: 
 Interesse comum em situação que constitui o fato gerador 
 Previsto em lei (ex.: INSS de obra) 
 
 
 Efeitos: 
 Pagamento por um aproveita os demais 
 Isenção ou remissão do crédito (salvo se for pessoal) 
 Interrupção da prescrição (aproveita as demais) 
- Em favor (repetição de indébito) 
- Contra (cobrança) 
 
2. Responsabilidade por sucessão 
 Art. 131, CNT – são pessoalmente responsáveis: 
 Adquirente ou remetente – tributos dos bens 
 Sucessor e cônjuge meeiro: 
o Tributos devidos do de cujos: 
- Até a partilha ou adjudicação 
- Até o limite que recebeu 
 Espólio – tributos devidos do de cujos – até a abertura da sucessão 
 Art. 132, CTN – responde pessoalmente (operações societárias): 
 Pessoa jurídica de direito privado resultar em – fusão, cisão, 
transformação, incorporação 
 Art. 133, CTN: 
 Responsabilidade do adquirente (continuar atividade) – fundo de 
comércio e estabelecimento empresarial 
 Responsabilidade: 
- Integral – quando o alienante cessar a atividade 
- Subsidiária – quando o alienante continuar a atividade (mesma ou 
outra) 
- Não há responsabilidade na falência – art. 60, p. único, lei 11.101 
 
 
 
 
3. Responsabilidade de terceiro 
 Art. 134, CTN – responsabilidade subsidiária – ação ou omissão 
 Pais – tributos devidos pelos filhos menores 
 Tutores/curadores – tributos devidos pelos tutelados/curatelados 
 Administração de bens de terceiro – tributos devidos pelos terceiros 
 Inventariante - tributos devidos pelo espólio 
 Administração judicial - tributos devidos pelos tributos em massa 
falida/devedor 
 Tabelião - tributos devidos pelos atos praticados 
 Sócios – liquidação de sociedade 
 Art. 135, CTN – responsabilidade pessoal (sócios) 
 Ato praticado com: 
- Excesso de poder 
- Infração – lei, contrato social ou estatuto 
 Pessoas referidas acima 
 Mandatários, preposto, empregados 
 Diretores, gerentes, representantes 
 Obs.: Súmula 430/STJ – mero inadimplemento; Súmula 435/STJ – 
dissolução irregular 
 
X. Lançamento Fiscal 
 Competência privativa de autoridade administrativa – ato 
administrativo vinculado 
 Constitui crédito tributário 
 Conjunto de atos: 
 Verificar a ocorrência do Fato Gerador (fato-incidência) 
 Determinar matéria tributável (aspecto material) 
 Calcular tributo devido (aspecto quantitativo) 
Pessoa jurídica de 
direito privado 
 
 
 Identificar sujeito passivo – contribuinte e responsável 
 Impor penalidades: 
- Juros de mora (SELIC) + multa de mora (até 20%) 
- Multa de ofício (75% ou150%) – omissão/fraude 
- Multa isolada – descumpre obrigação acessória 
 Modalidades: 
a) Lançamento por declaração 
 Participação – FISCO + contribuinte – presta informações 
 Verifica informações – efetiva lançamento 
 Ex.: ITBI, ITCMD 
b) Lançamento por homologação (auto lançamento) 
 Participação – contribuinte apura e paga – o contribuinte faz tudo e 
o FISCO apenas homologa 
 O crédito tributário já está constituído 
- FISCO – homologa – expressa ou tácita (5 anos do fato gerador) 
 Súmula 436/STJ – declaração do contribuinte (auto lançamento) 
c) Lançamento de ofício 
 Direto – participação exclusiva do FISCO (ex.: IPTU, IPVA) 
 Substituição: 
- Revisão de outra modalidade de lançamento 
- Auto de infração – omissão/fraude – infração propriamente dita