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direito tributário

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Prescrição – art. 174 
 Atinge a pretensão da cobrança do crédito tributário 
 Ocorre depois de constituído o crédito 
 A pretensão de cobrança prescreve em 5 anos contados da data da 
sua constituição definitiva 
 Hipóteses da suspensão da prescrição – art. 151: 
 Moratória 
 Depósito do montante integral 
 Reclamações e recursos, nos termos das leis reguladoras do processo 
tributário administrativo 
 Concessão de medida liminar em mandado de segurança 
 Concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras 
espécies de ação judicial 
 Parcelamento 
 Hipóteses de interrupção da prescrição – art. 174, p. único: 
 Despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal 
 Protesto judicial 
 Qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor 
 Qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em 
reconhecimento do débito pelo devedor 
 Prescrição intercorrente – art. 40, LEF 
Art. 40. O Juiz suspenderá o curso da execução, enquanto não for localizado o 
devedor ou encontrados bens sobre os quais possa recair a penhora, e, nesses casos, 
não correrá o prazo de prescrição. 
 
 
 
5. Remissão 
 Perdão do débito (tributo) 
 Lei específica 
 
XIV. Exclusão do Crédito Tributário 
 Art. 175 – Anistia e Isenção 
 A exclusão do crédito tributário não dispensa o cumprimento das 
obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo 
crédito seja excluído, ou dela consequente – art. 175, p. único 
 
 Isenção – art. 176 
Art. 176. A isenção, ainda quando prevista em contrato, é sempre decorrente de lei 
que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a 
que se aplica e, sendo caso, o prazo de sua duração. 
 Parágrafo único. A isenção pode ser restrita a determinada região do território da 
entidade tributante, em função de condições a ela peculiares. 
- Norma infraconstitucional que exclui o crédito tributário, impedindo a 
incidência da norma de tributação. Para tanto, deverá ocorrer antes 
da prática do fato gerador. É a retirada, mediante lei, da possibilidade 
de tributar 
 
 Anistia – art. 180 
Art. 180. A anistia abrange exclusivamente as infrações cometidas anteriormente à 
vigência da lei que a concede, não se aplicando: 
I - aos atos qualificados em lei como crimes ou contravenções e aos que, mesmo sem 
essa qualificação, sejam praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito 
passivo ou por terceiro em benefício daquele; 
II - salvo disposição em contrário, às infrações resultantes de conluio entre duas ou 
mais pessoas naturais ou jurídicas 
- Hipótese de exclusão do crédito tributário, na qual o crédito já foi 
constituído e houve o inadimplemento por parte do contribuinte, cuja 
 
 
consequência é a imputação de multa. A anistia consiste, exatamente, 
na feitura de lei posterior com a finalidade de perdoar a multa 
 
XV. Competência Constitucional Tributária 
 
 Conceito: é a parcela de poder conferida pela Constituição Federal 
a cada ente político para a instituição de tributos 
 
 A Constituição Federal não criou tributos, apenas discriminou 
competências tributárias aos entes políticos – delimitou o espaço de 
atuação legislativa dos entes políticos para a instituição de tributos 
 
 A discriminação das rendas é rígida e tem por objetivos: 
 Impedir a bitributação jurídica 
 Assegurar efetivamente a autonomia financeira dos entes políticos 
 Evitar conflitos de competência em matéria tributária 
 
 Capacidade tributária ativa: significa ter as funções de arrecadar ou 
fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões 
administrativas em matéria tributária – pode se manter no ente que 
detém a competência ou delega-la a outra Pessoa Jurídica de Direito 
Público 
 
 Características: 
 Facultativa 
 Indelegável (a capacidade é delegável) 
 Imprescritível 
 Inalterável 
 
 
 Irrenunciável 
 
 Espécies: 
 Privativa – só pode ser exercida por um único ente político 
 Cumulativa – atribuída ao Distrito Federal para legislar como Estado 
membro e como Município 
 Comum – exercida por todos os entes federativos 
 Extraordinária – exclusiva da União para instituir impostos 
extraordinários em caso de guerra externa ou sua iminência 
 Residual – atribuída somente à União para instituir novos impostos e 
novas contribuições para seguridade social 
 Concorrente – atribuída à União para estabelecer normas gerais, 
suplementadas pelos Estados e pelo Distrito Federal 
 
a) Federalismo: Federação é a forma de Estado resultante da união de 
entidades autônomas, chamadas estados federados, cujo exercício do 
poder é repartido entre os entes 
 Dois níveis de governo – Federal + Regional 
 CF/88 – art. 1º, caput e art. 60, §4º, I 
 
 Federalismo Fiscal: distribuição constitucional das competências 
tributárias entre os 2 ou 3 níveis da federação. Regula os papéis e as 
interações dos governos federal, estadual e municipal no sistema 
federativo 
 
 Questões centrais: 
 Arrecadação de receitas 
 Despesas públicas 
 
 
 Endividamento 
 
 Objetivos do federalismo fiscal: 
 Eficiência econômica nacional 
 Suficiência de recursos para os entes subnacionais 
 Previsibilidade e estabilidade no financiamento das políticas públicas 
 Cooperação entre os entes da federação 
 Responsabilidade fiscal 
 
 Custos do federalismo fiscal: 
 Concorrência predatória entre os entes federativos (guerra fiscal) 
 Distorções na alocação de recursos econômicos em decorrência de 
incentivos fiscais ilegítimos 
 Inviabilidade de uma administração tributária eficiente em todo o 
país 
 
 Receitas Tributárias no federalismo fiscal: 
 Próprias ou transferidas 
 Viabilizam a autonomia financeira dos governos subnacionais e 
promovem a responsabilidade fiscal 
 Adequada e equilibrada repartição das competências legislativas 
tributárias 
 
 
 
Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: 
I - importação de produtos estrangeiros; 
II - exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados; 
III - renda e proventos de qualquer natureza; 
IV - produtos industrializados; 
V - operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários; 
VI - propriedade territorial rural; 
VII - grandes fortunas, nos termos de lei complementar. 
 
a) Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza (IR) – art. 
153, III e §2º, I, CF 
 Definição de renda + proventos de qualquer natureza: mutação 
patrimonial que constitui acréscimo de seus elementos, sendo originado 
pelo trabalho, pelo capital, pela aposentadoria ou qualquer outra fonte 
geradora de riqueza nova 
 
 Princípios específicos: 
 Generalidade – a renda deve ser considerada como um todo. Veda-
se a segregação de renda auferida 
 Universalidade – a renda auferida por toda e qualquer pessoa está 
sujeita à tributação, dentro dos limites da competência tributária 
 Progressividade – quanto maior a renda auferida passível de 
tributação, maiores serão as alíquotas aplicáveis 
 
 Fato gerador – art. 43, CTN 
Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer 
natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou 
jurídica: 
 
 
I - de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação 
de ambos; 
II - de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais 
não compreendidos no inciso anterior. 
 
 Sujeito ativo: União 
 Sujeito passivo: pessoa física ou jurídica titular da renda ou do provento 
de qualquer natureza – a empresa também pode ser a responsável 
tributária pelo IR dos empregados (contribuintes) 
 
 Critério temporal: 
 Período é inerente ao IR 
 Periodicidade anual – art. 7º, Lei 9.250/96 
 
 Base de Cálculo e Alíquota – art. 44, CTN: a base de cálculo do 
imposto é o montante