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direito tributário

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real, arbitrado ou presumido, da renda ou dos 
proventos de qualquer natureza tributáveis 
 
 Pessoa física – a base de cálculo resulta da diferença entre as somas 
algébricas: 
 De todos os rendimentos percebidos no ano 
 Das deduções com despesas em educação, saúde, previdência, 
próprias e com dependentes 
 Alíquotas – 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5% 
 
 Pessoa jurídica – a base de cálculo resulta do: 
 Lucro real – soma das receitas com a dedução das despesas 
 Incide alíquota de 15% de IRPJ e 9% da CSLL 
 Apuração trimestral – definitiva 
 
 
 Apuração anual – por estimativas 
 
 Lucro presumido – base de cálculo estabelecida por meio de uma 
ficção legal 
 Alíquotas – 1,6%, 8%, 16% e 32% 
 
 Lucro arbitrado – imposição da autoridade fiscal ou opção do 
contribuinte 
 Conduta irregular do contribuinte na contabilidade 
 Caso entenda que sua escrita contábil seja insuficiente para o 
cálculo do lucro real ou presumido 
 
b) Impostos sobre Produtos Industrializados (IPI) – art. 153, IV, §§1º e 
3º, CF 
 Submete-se à Anterioridade Nonagesimal 
 Incide sobre operações jurídicas praticadas com produtos 
industrializados 
 Não incide na venda de produto por comerciante a consumidor 
 
 Será: 
 Seletivo 
 Não-cumulativo 
 Não incide sobre produtos destinados ao exterior 
 Impacto reduzido na aquisição de bens de capital pelo contribuinte 
do imposto 
 
 
 
 
 
 Fato Gerador – art. 46, CTN 
Art. 46. O imposto, de competência da União, sobre produtos industrializados tem 
como fato gerador: 
I - o seu desembaraço aduaneiro, quando de procedência estrangeira; 
II - a sua saída dos estabelecimentos a que se refere o parágrafo único do artigo 51; 
III - a sua arrematação, quando apreendido ou abandonado e levado a leilão. 
 
 Produto Industrializado: é o resultante de qualquer operação definida 
neste Regulamento como industrialização, mesmo incompleta, parcial 
ou intermediária – art. 3º, Decreto 7.212/10 
 Exclusões do conceito de industrialização – art. 5º 
 
 Sujeito ativo: União 
 Sujeito passivo – art. 51, CTN – contribuinte autônomo 
Art. 51. Contribuinte do imposto é: 
I - o importador ou quem a lei a ele equiparar; 
II - o industrial ou quem a lei a ele equiparar; 
III - o comerciante de produtos sujeitos ao imposto, que os forneça aos contribuintes 
definidos no inciso anterior; 
IV - o arrematante de produtos apreendidos ou abandonados, levados a leilão. 
 
 Critério Espacial: cada estabelecimento é considerado autônomo 
para o cumprimento das obrigações tributárias, mesmo que 
pertencente à mesma Pessoa Física ou Pessoa Jurídica 
 Os valores tributados são apurados em cada estabelecimento 
industrial ou equiparado, atacadista, varejista e independente 
 
 Base de Cálculo – art. 47, CTN 
I - Desembaraço aduaneiro – o preço normal, acrescido do montante: 
 do imposto sobre a importação; 
 
 
 das taxas exigidas para entrada do produto no País; 
 dos encargos cambiais efetivamente pagos pelo importador ou dele 
exigíveis 
 
II – Saída do Estabelecimento Industrial: 
 o valor da operação de que decorrer a saída da mercadoria; 
 na falta do valor a que se refere a alínea anterior, o preço corrente 
da mercadoria, ou sua similar, no mercado atacadista da praça do 
remetente 
 
III – Valor da Arrematação Judicial 
 
 Alíquotas – variam de 0% a 365,63% (cigarros) 
 São seletivas – de acordo com a essencialidade dos produtos 
 Imposto é calculado pela aplicação das alíquotas previstas na TIPI 
 Arrecadação do IPI é concentrada em cigarro, bebidas e veículos 
 
c) Imposto de Importação (II) e Imposto de Exportação (IE) – art. 153, I, II 
e §1º, CF 
 Chamados de Tributos Aduaneiros 
 Fortemente vocacionados à extrafiscalidade – finalidade 
arrecadatória e regulatória 
 Competência tributária dos países de origem e de destino – risco de 
dupla tributação 
 
 Princípios do sistema jurídico brasileiro: 
 Interesse Econômico – exportar produtos e não tributos 
 Princípio da tributação no país de destino 
 
 
 Neutralidade em razão da origem dos bens e serviços 
 
 Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT): 
 Firmado em 1947 na Suíça, que o Brasil faz parte (ratificação pelo DL 
30/94 e promulgação pelo Decreto 1.355/94) 
 Mecanismo destinado a fomentar o intercâmbio internacional de 
mercadorias 
 O art. 1º proíbe a discriminação entre as partes no comércio 
internacional 
 Cláusula da nação mais favorecida 
 
Imposto de Importação (II) 
 Tipos de importação: 
 Própria 
 Por conta e ordem 
 Por encomenda 
 
 Fato Gerador – art. 19, CTN 
Art. 19. O imposto, de competência da União, sobre a importação de produtos 
estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional. 
 Ocorre com o despacho aduaneiro – apreensão ou registro da 
Declaração de Importação – alcança somente mercadorias com 
permanência definitiva 
 
 Sujeito ativo: União 
 Sujeito passivo: 
 Importador ou equiparado – art. 22, I, CTN 
 
 
 Arrematante de produtos apreendidos ou abandonados – art. 22, II, 
CTN 
 Destinatário de remessa postal – art. 31, II, DL 37/66 
 
 Critério Temporal: entrega na Declaração de Importação 
 Critério Espacial: território aduaneiro – todo território nacional 
 
 Base de Cálculo e Alíquotas – art. 20, CTN 
Art. 20. A base de cálculo do imposto é: 
I - quando a alíquota seja específica, a unidade de medida adotada pela lei tributária; 
II - quando a alíquota seja ad valorem, o preço normal que o produto, ou seu similar, 
alcançaria, ao tempo da importação, em uma venda em condições de livre 
concorrência, para entrega no porto ou lugar de entrada do produto no País; 
III - quando se trate de produto apreendido ou abandonado, levado a leilão, o preço 
da arrematação. 
 
 Pena de perdimento – art. 689, VI, X, XI e XXII, Decreto 6.759/09 
 
Imposto de Exportação (IE) 
 Função extrafiscal: gerar reservas monetárias 
 Onera atividade econômica fundamental para o desenvolvimento do 
país – as exportações 
 
 Fato Gerador – art. 23, CTN 
Art. 23. O imposto, de competência da União, sobre a exportação, para o estrangeiro, 
de produtos nacionais ou nacionalizados tem como fato gerador a saída destes do 
território nacional. 
 
 Critério Espacial: território aduaneiro 
 Critério Temporal: saída do país (CTN) 
 
 
 
 Sujeito ativo: União 
 Sujeito passivo: exportador ou equiparado – art. 27, CTN 
 
 Base de Cálculo e Alíquotas – art. 24, CTN 
Art. 24. A base de cálculo do imposto é: 
I - quando a alíquota seja específica, a unidade de medida adotada pela lei tributária; 
II - quando a alíquota seja ad valorem, o preço normal que o produto, ou seu similar, 
alcançaria, ao tempo da exportação, em uma venda em condições de livre 
concorrência. 
 Alíquota: 30% - art. 3º, DL 1.578/77 – pode chegar até 150% (p. único) 
 
d) Imposto Territorial Rural (ITR) – art. 153, VI e §4º, CF 
 Progressivo 
 Alíquotas destinadas a desestimular a manutenção de propriedades 
improdutivas 
 Não incide sobre pequenas glebas rurais se é o único imóvel do 
proprietário explorador – imunidade 
 Fiscalizado e cobrado pelos Municípios, se assim optarem 
 
 Rural: critério vinculado à localização do imóvel, em contraposição ao 
imóvel urbano 
 Exceção – imóvel urbano destinado a atividade rural – art. 15, DL 
57/66 
 
 Fato Gerador – art. 29, CTN 
Art. 29. O imposto, de competência da União, sobre a propriedade territorial rural tem 
como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel por natureza, 
como definido na lei civil, localização fora da zona urbana do Município. 
 
 
 
 Perda da posse por invasão do MST: impossibilidade de exigência do 
ITR pelo desaparecimento do substrato fático 
 Imóvel desapropriado por utilidade ou necessidade pública, ou 
interesse social – ITR incide até a data da perda da posse pela imissão