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direito tributário

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prévia ou provisória do Poder Público na posse; data da perda da 
propriedade pela transferência ou incorporação do imóvel ou 
patrimônio do Poder Público 
 
 Sujeito ativo: União 
 Sujeito passivo – art. 31, CTN 
Art. 31. Contribuinte do imposto é o proprietário do imóvel, o titular de seu domínio útil, 
ou o seu possuidor a qualquer título. 
 
 Critério Temporal: anual 
 
 Base de cálculo – art. 30, CTN 
Art. 30. A base do cálculo do imposto é o valor fundiário. 
 
 Alíquotas: varia de 0,03% a 20% 
 
 Imunidades – art. 150, CF 
 Pequena gleba rural – §4º, II, 
 Imóveis rurais da União, dos Estados, do DF e dos Municípios – VI, “a” 
 Imóveis rurais de autarquias e fundações instituídas e mantidas pelo 
Poder Público – §2º 
 Imóveis rurais de instituições de educação e de assistência social, sem 
fins lucrativos – VI, “c” 
 
 
 
e) Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) – art. 153, V e §1º, CF 
 Engloba: 
 IOF-Crédito 
 IOF-Câmbio 
 IOF-Seguro 
 IOF-Títulos ou Valores Mobiliários 
 
 Exceção aos princípios: 
 Legalidade – alteração de alíquotas 
 Anterioridade do Exercício Financeiro 
 Anterioridade Nonagesimal 
 
 Função extrafiscal 
 Sujeito ativo: União 
 Critério Espacial: território nacional 
 STF julgou inconstitucional a incidência de IOF sobre a transmissão do 
ouro ativo – RE 190.363 
 
IOF-Crédito 
 Fato Gerador – art. 63, I, CTN 
Art. 63. O imposto, de competência da União, sobre operações de crédito, câmbio e 
seguro, e sobre operações relativas a títulos e valores mobiliários tem como fato 
gerador: 
I - quanto às operações de crédito, a sua efetivação pela entrega total ou parcial do 
montante ou do valor que constitua o objeto da obrigação, ou sua colocação à 
disposição do interessado 
 
 Sujeito passivo: pessoa física ou jurídica tomadora de crédito 
 Critério Temporal: entrega do valor ou sua colocação à disposição do 
interessado 
 Base de cálculo: valor da operação (abrange IOF-Título e IOF-Seguro) 
 Alíquotas: 1,5% ao dia (máxima) 
 
 
 
IOF-Câmbio 
 Fato Gerador: realização de operações de câmbio 
 Sujeito passivo: comprador/vendedor de moeda estrangeira – 
responsável tributário: instituições autorizadas 
 Critério Temporal: momento da liquidação da operação de câmbio 
 Base de Cálculo: valor da liquidação da operação 
 Alíquotas: 25% (máxima) e 1,1% (regra) 
 
IOF-Título 
 Fato Gerador: realização de operações de títulos e valores mobiliários 
 Sujeito passivo: adquirentes de títulos e valores mobiliários e titulares de 
aplicações financeiras – responsável tributário: instituições autorizadas 
 Alíquotas: 1,5% ao dia (regra) e 25% IOF-Derivativos 
 
IOF-Seguro 
 Fato Gerador: realização de operações de seguro 
 Sujeito passivo: pessoa segurada – responsável tributário: operadoras 
de seguro 
 Critério Temporal: efetivação da operação 
 Alíquotas: 25% (máxima) 
 
 
 
 
Contribuição: atividade estatal para atendimento de finalidades 
constitucionalmente definidas e, portanto, com previsão de destinação 
do produto arrecadado a órgão, fundo ou despesa 
 
 A competência para a instituição de contribuições sociais e 
contribuições especiais é, em regra, privativa da União – art. 149, CF 
 Exceção: contribuições para custeio do regime previdenciário dos 
servidores dos Estados, Municípios e Distrito Federal – art. 149, §1º, CF 
 
 Referibilidade Indireta: a atividade estatal deverá se voltar para o grupo 
de pessoas instado a contribuir para o órgão, fundo ou despesa 
 
 Necessidade: existência de uma necessária correlação entre o custo da 
atividade estatal e o montante a ser arrecadado 
 
 Finalidade/Destinação específica: o produto da arrecadação deve, 
necessariamente, ser aplicado na finalidade que deu causa à 
instituição da contribuição 
 
Imunidade 
 art. 159, §7º, CF 
 São isentas para seguridade social as entidades beneficentes de 
assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei 
 As exigências que podem ser feitas aos contribuintes são apenas as 
previstas no artigo 14, I, II e III do CTN 
 A União se posiciona pela possibilidade de impor exigências 
adicionais, previstas em Lei Ordinária 
 
 
 
 
Princípio da Legalidade 
Em regra, podem ser instituídas por Lei Ordinária → exceção: 
contribuição residual para a seguridade social 
 Estão sujeitas às normas gerais em matéria tributária – art. 146, III, CF 
 Não dependem de Lei Complementar para a definição dos seus 
elementos fundantes – art. 146, III, “a”, CF 
 O fato gerador, a base de cálculo e os contribuintes são definidos na 
Lei Ordinária que institui a contribuição 
 
Princípio da Anterioridade Tributária 
Em regra, sujeitam-se aos princípios da anterioridade anual e da 
anterioridade nonagesimal – art. 150, III, “b” e “c”, CF 
 Exceções: 
 CIDE-Combustíveis: não se aplica a anterioridade anual à redução e 
ao restabelecimento de suas alíquotas 
 Contribuições da Seguridade Social: devem respeitar um período 
especial de 90 dias para que possam ser exigidas 
 
Contribuições de Seguridade Social 
 As contribuições sociais destinadas à seguridade social têm 
materialidades definidas constitucionalmente, existindo ainda a 
outorga de uma competência residual 
 Previdência Social – arts. 201 e 202, CF 
 Assistência Social – arts. 203 e 204, CF 
 Saúde – art. 196 a 200, CF 
 
a) Contribuição Previdenciária Patronal (CPP) 
 Fundamento constitucional – art. 195, I, “a”, CF 
 Fundamento legal – art. 22, I, Lei 8.212/91 
 
 
 Fato Gerador: folha de salário e demais rendimentos pagos ou 
creditados, a qualquer título, à pessoa física 
 
 Base de Cálculo: total das remunerações pagas, devidas ou 
creditadas ao segurado empregado, ao trabalhador avulso e ao 
segurado contribuinte individual 
 
 Alíquota: 20% 
 
 Sujeito Passivo: empregador, empresa e equiparado 
 Sujeito Ativo: União 
 
 Desoneração da folha de salários – art. 195, §13, CF – objetiva reduzir 
os ônus tributários na contratação de empregado, busca do pleno 
emprego e combater o trabalho informal 
 
b) Seguro Acidente de Trabalho (SAT) 
 Fundamento constitucional – art. 195, I, “a”, CF 
 Fundamento legal – art. 22, II, Lei 8.212/91 
 
 Fato Gerador: folha de salário e demais rendimentos pagos ou 
creditados, a qualquer título, à pessoa física 
 
 Base de Cálculo: total das remunerações pagas, devidas ou 
creditadas ao segurado empregado, ao trabalhador avulso e ao 
segurado contribuinte individual 
 
 Alíquotas – 1% (risco leve), 2% (risco médio), 3% (risco grave) 
 
 Sujeito Passivo: empregador, empresa e equiparado 
 Sujeito Ativo: União 
 
 
 
c) COFINS 
 Fundamento constitucional – art. 195, I, “b”, CF 
 Fundamento legal – Lei 12.973/14 e LC 70/91 
 
 Fato Gerador: auferimento de faturamento mensal 
 
 Base de Cálculo: faturamento mensal ou receita bruta mensal 
 
 Alíquotas – 3% (regime cumulativo), 7,6% (regime não cumulativo) 
 
 Sujeito Passivo: empregador, empresa e equiparado 
 Sujeito Ativo: União 
 
Faturamento: receita bruta proveniente da venda de mercadorias e 
serviços 
Receita Bruta: ingresso de recursos que se incorpora ao patrimônio da 
pessoa jurídica 
Meras Entradas/Ingressos: todo recurso que ingressa provisoriamente nos 
cofres de uma entidade 
 
d) PIS/PASEP 
 Previsão normativa – arts. 195, I, “b” e 239, CF; Lei 9.718/99; Lei 10.637/02 
 Origem – LC 07/70 (PIS); LC 08/70 (PASEP) 
 
 Fato Gerador: auferimento de faturamento mensal 
 
 Base de Cálculo: faturamento mensal ou receita bruta mensal 
 
 Alíquotas – 0,65% (regime cumulativo), 1,65% (regime não cumulativo) 
 
 
 
 Sujeito Passivo: empregador, empresa e equiparado 
 Sujeito Ativo: União 
 
e) PIS/COFINS (Regimes Tributários) 
 Legislação: 
 Regime Cumulativo – Lei 9.718/98 
 Regime não Cumulativo – Lei 10.637/02 (PIS), Lei 10.833/03