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Direito Civil - família e sucessões

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Direito Civil: 
Família e Sucessões 
 
 
 
 Micheli Holzschuh 
Instagram: @studylaw0 
 
 
 
 
 
Direito de Família 
Família antiga Família atual 
Numerosa Não numerosa 
Patriarcal Há divisão de tarefas 
Religiosas Não mais tão religiosa 
Política Sem viés político 
Procriação Livre escolha sobre ter filhos ou não 
 
Quais os motivos da mudança: 
 Mulher deixou de ser coadjuvante, submissa – a mulher ganha mais direitos ao 
longo dos anos e começa a ser protagonista juntamente com o marido na 
relação 
 Deixou de ser família rural para ser urbana – migração rural 
 Web – globalização das informações e estudos 
 Aspectos econômicos 
 Liberdade sexual 
 O Estado: 
 O Estado passou a intervir mais na família – isso ficou mais evidente a partir 
da CF/88 
 Artigos 226 a 230, CF/88 
 
 Proteção do Estado a qualquer entidade familiar 
 Família é detentora de direitos e obrigações 
 Os interesses pessoais se sobrepõem aos patrimoniais 
 Não há distinção entre filhos 
 Liberdade de constituir ou dissolver a entidade familiar 
 A família passou a ser um espaço de realização pessoal e de dignidade 
pessoal de cada pessoa 
 Esteio/Base AFETIVIDADE 
 
Princípios: 
1 – Fundamentais: 
a) dignidade da pessoa humana - art. 226, §7º; 227; 230, CF/88 
Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado. 
§ 7º Fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável, o 
planejamento familiar é livre decisão do casal, competindo ao Estado propiciar recursos 
educacionais e científicos para o exercício desse direito, vedada qualquer forma coercitiva por 
parte de instituições oficiais ou privadas. 
Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao 
jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, 
à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e 
comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, 
exploração, violência, crueldade e opressão. 
Art. 230. A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, 
assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e 
garantindo-lhes o direito à vida. 
b) solidariedade 
2 – Gerais 
a) igualdade – art. 226 caput e §5º; 227, §6º 
Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado. 
§ 5º Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem 
e pela mulher. 
Art. 227 - § 6º Os filhos, havidos ou não da relação do casamento, ou por adoção, terão os 
mesmos direitos e qualificações, proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à 
filiação. 
b) liberdade – art. 226, §7º 
 - exceção – art. 1641, II, CC 
Art. 1.641. É obrigatório o regime da separação de bens no casamento: 
II – da pessoa maior de 70 (setenta) anos 
c) afetividade 
d) convivência familiar – art. 5º, XI, CF 
Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos 
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à 
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: 
XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento 
do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante 
o dia, por determinação judicial; 
e) melhor interesse da criança/adolescente 
 
Entidades Familiares 
 Casamento 
 União estável formalizada 
 Não formalizada 
 União livre 
 Monoparental 
 Mosaico / Recompostas 
 
Do Casamento – art. 1511 
Art. 1.511. O casamento estabelece comunhão plena de vida, com base na igualdade de 
direitos e deveres dos cônjuges. 
 É um contrato? Sim 
 Documento formal 
 Regras estabelecidas pelo Estado 
 
 Características: 
1º. É um ato solene – art. 1535 – para dar segurança aos contraentes 
Art. 1.535. Presentes os contraentes, em pessoa ou por procurador especial, juntamente com 
as testemunhas e o oficial do registro, o presidente do ato, ouvida aos nubentes a afirmação 
de que pretendem casar por livre e espontânea vontade, declarará efetuado o casamento, 
nestes termos: "De acordo com a vontade que ambos acabais de afirmar perante mim, de 
vos receberdes por marido e mulher, eu, em nome da lei, vos declaro casados." 
2º. Normas de Ordem Pública 
3º. Comunhão de vida em comum, com igualdade de direitos e deveres – art. 
1565 e 1566 
Art. 1.565. Pelo casamento, homem e mulher assumem mutuamente a condição de consortes, 
companheiros e responsáveis pelos encargos da família. 
§1º Qualquer dos nubentes, querendo, poderá acrescer ao seu o sobrenome do outro. 
§2º O planejamento familiar é de livre decisão do casal, competindo ao Estado propiciar 
recursos educacionais e financeiros para o exercício desse direito, vedado qualquer tipo de 
coerção por parte de instituições privadas ou públicas. 
Art. 1.566. São deveres de ambos os cônjuges: 
I - fidelidade recíproca; 
II - vida em comum, no domicílio conjugal; 
III - mútua assistência; 
IV - sustento, guarda e educação dos filhos; 
V - respeito e consideração mútuos. 
4º. União permanente 
5º. Diversidade de sexo 
6º. Não comporta condições ou encargos: promessa de patrimônio em troca 
do casamento 
7º. Liberdade: de escolha dos nubentes e do regime de bens 
 
 Finalidade 
 Antiga: procriação 
 Atual: idealização de uma vida conjugal com metas, objetivos, ideias 
comuns, afinidade e afeto. 
 
 Da celebração do casamento – art. 1534 e 1535 
Art. 1.534. A solenidade realizar-se-á na sede do cartório, com toda publicidade, a portas 
abertas, presentes pelo menos duas testemunhas, parentes ou não dos contraentes, ou, 
querendo as partes e consentindo a autoridade celebrante, noutro edifício público ou 
particular. 
 Local: na sede do cartório (regra geral) ou em edifício público ou particular, 
autorizado pelo juiz de paz. 
 Horário: qualquer horário, exceto na madrugada, por conta do acesso das 
pessoas no casamento. 
 Data: não há restrição de data, desde que o juiz celebre a união. 
 Testemunhas – art. 1534 2 testemunhas – no cartório 
 4 testemunhas – fora do cartório ou se algum dos 
nubentes não souber ou não puder assinar 
 Autoridade: juiz de paz 
 Vontade: inequívoca 
 Suspensão – art. 1538 
Art. 1.538. A celebração do casamento será imediatamente suspensa se algum dos 
contraentes: 
I - recusar a solene afirmação da sua vontade; 
II - declarar que esta não é livre e espontânea; 
III - manifestar-se arrependido. 
Parágrafo único. O nubente que, por algum dos fatos mencionados neste artigo, der causa à 
suspensão do ato, não será admitido a retratar-se no mesmo dia. 
 Assinatura no livro – art. 1536 
Art. 1.536. Do casamento, logo depois de celebrado, lavrar-se-á o assento no livro de registro. 
No assento, assinado pelo presidente do ato, pelos cônjuges, as testemunhas, e o oficial do 
registro 
 
 Oposições ao casamento: 
1. Causas suspensivas – art. 1523 – não devem casar – 
orientação/sugestão/conselho 
Art. 1.523. Não devem casar: 
I - o viúvo ou a viúva que tiver filho do cônjuge falecido, enquanto não fizer inventário dos bens 
do casal e der partilha aos herdeiros; 
II - a viúva, ou a mulher cujo casamento se desfez por ser nulo ou ter sido anulado, até dez 
meses depois do começo da viuvez, ou da dissolução da sociedade conjugal; 
III - o divorciado, enquanto não houver sido homologada ou decidida a partilha dos bens do 
casal; 
IV - o tutor ou o curador e os seus descendentes, ascendentes, irmãos, cunhados ou sobrinhos, 
com a pessoa tutelada ou curatelada, enquanto não