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Crescimento microbiano

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estar entre 30 e 300. 
Erros na contagem (pág 137) 
 Se o período de incubação for pequeno as células 
depositadas no meio sólido não originarão colônias a 
uma mesma velocidade, gerando um número abaixo do 
real. 
OBS: a contagem de viáveis é frequentemente expressa 
em termos de unidades formadoras de colônia, obtidas 
em vez de número de células viáveis 
(uma unidade formadora de colônias pode conter uma ou 
mais células). 
Medidas indiretas do 
crescimento microbiano: 
turbidez (pág 138) 
 Uma suspensão celular tem aspecto turvo porque 
as células dispersam a luz que atravessa a suspensão. 
Quanto maior o número de células presentes, maior a 
quantidade de luz dispersa, portanto mais turva a 
suspensão. A turbidez pode ser medida com o auxílio de 
um fotômetro ou de um espectrofotômetro. 
Cultura contínua: o 
quimiostato (pág 138) 
 O quimiostato é um dos equipamentos mais usados 
para obtenção de culturas contínuas; controla a 
densidade populacional e a taxa de crescimento da 
cultura. 
Dois fatores são importantes no controle de um 
quimiostato: a taxa de diluição e a concentração de um 
nutriente limitante. 
A taxa e a eficiência de crescimento podem ser 
controladas de como independente em um quimiostato, 
pelo ajuste da taxa de diluição e pela variação da 
concentração limitantes, respectivamente. 
Usos experimentais de um 
quimiostato (pág 140) 
Uma vantagem prática do quimiostato é o fato de a 
população poder ser mantida na fase exponencial de 
crescimento por longos períodos; uma vez que células 
em fase exponencial são desejáveis em experimentos 
fisiológicos, a utilização do quimiostato permite a 
obtenção desse tipo de célula a qualquer momento. 
Efeitos ambientais no 
Crescimento microbiano 
Temperaturas cardeais (pág 141) 
Cada organismo apresenta uma temperatura mínima (abaixo 
da qual é incapaz de crescer), ótima (em que o crescimento 
ocorre rapidamente) e uma temperatura máxima (acima da 
qual o crescimento torna-se impossível). A essas três 
temperaturas damos o nome de temperaturas cardeais, 
geralmente características de cada tipo de organismo. 
Classes térmicas de organismos (pág 142) 
 Refere-se a temperaturas ótimas de crescimento: 
Psicrófilos =om ótimo situado em baixas temperaturas 
Mesófilos =com ótimo em temperaturas medianas 
Termófilos = com ótimo em altas temperaturas 
Hipertermófilos =com ótimo correspondendo a T muito 
elevadas. 
 
Microrganismos psicrófilos e 
psicrotolerantes (pág 143) 
 Os psicrófilos correspondem a um grupo de 
organismos cuja T ótima de crescimento situa-se de 15oC ou 
inferior, temperatura máxima situada abaixo de 20oC e 
mínima de 0oC. 
Os psicrotolerantes são capazes de crescer a 0oC, 
mas com ótimo entre 20oC e 40oC. 
Crescimento microbiano em altas 
temperaturas 
(pág 145) 
A vida microbiana acontece muito facilmente em ambientes 
de altas temperaturas, inclusive em água fervente, acima de 
650C, apenas as formas de vida procarióticas sobrevivem, 
mas mesmo nessa T, uma enorme diversidade de bactéria e 
Archea é encontrada. 
Crescimento microbiano em 
pH baixo ou alto (pág 147) 
 A maioria dos ambientes naturais apresenta valores 
de pH variando entre 5 e 9, sendo os organismos cuja faixa 
de pH corresponde a esses valores os maus comuns. Apenas 
algumas espécies são capazes de crescer em pHs inferiores 
a 2 ou superiores a 10. 
Organismos que crescem em pHs baixos são considerados 
extremófilos, sendo denominados acidófilos; os fungos 
tendem a ser mais tolerantes que as bactérias. 
Existem bactérias que são acidófilas obrigatórias, 
porem o grande problema desse tipo de organismo é que se 
levado a um pH próximo a neutralidade, a membrana 
citoplasmática se dissolve e as células morrem em 
decorrência de sua lise, sugerindo que altas concentrações 
de íons hidrogênio são necessárias à estabilidade. 
pH intracelular (pág 148) 
Embora alguns microrganismos necessitem de 
valores de pH específicos para seu crescimento, o pH ótimo 
representa apenas o meio externo, o pH intracelular deve 
permanecer próximo a neutralidade, evitando a destruição de 
macromoléculas sensíveis aos ácidos ou bases. 
Efeitos osmóticos no 
crescimento microbiano 
Atividade de água, osmose e 
halófilos(pág 148) 
A atividade de água (aw) corresponde à razão entre a pressão 
de vapor do ar em equilíbrio com uma substancia ou solução 
em relação à pressão de valor da água pura. 
No processo de osmose, a água se difunde a partir de uma 
região onde está em alta concentração (baixa concentração 
de soluto) para uma região de menos concentração (maior 
concentração de soluto). Na maioria dos casos, o citoplasma 
apresenta concentrações de soluto superiores às do meio 
externo, um estado chamado equilíbrio aquoso positivo, com 
a água tendendo a entrar na célula. 
Organismos halotolerantes suportam certo grau de redução 
na aw ambiental. 
Solutos compatíveis (pág 149) 
Quando um organismo cresce em um meio com 
baixa aw , esta pode ser obtida do meio ambiente ou pelo 
aumento da concentração de solutos internos. 
O soluto utilizado no interior da célula, para o ajuste da 
atividade de água citoplasmática, não deve ser inibitório aos 
processos químicos intracelulares, tais compostos são 
denominados solutos compatíveis. 
Oxigênio e crescimento 
microbiano (pág151) 
• Aeróbios: capazes de crescer em grandes 
tensões de oxigênio 
• Microaerófilos: são aeróbios que utilizam 
o O2 apenas quando este se encontra em 
níveis inferiores ao do ar, devido a sua 
capacidade limitada de respirar. 
• Aeróbio facultativo: podem crescer tanto 
na presença quanto na ausência de 
oxigênio. 
• Anaeróbios: não são capazes de respirar 
oxigênio. 
• Anaeróbios aerotolerantes: toleram e 
crescem na presença de O2 embora sem 
utilizá-lo. 
• Anaeróbios obrigatórios: são inibidos ou 
mortos na presença de O2. 
 
Formas tóxicas do oxigênio (pág 152) 
O oxigênio é um poderoso oxidante e um excelente 
aceptor de elétrons durante a respiração. Em seu estado 
normal, o O2 é referido oxigênio tripleto(3O2). 
Uma das principais formas tóxicas é denominada 
oxigênio singleto (1O2); outras formas tóxicas incluem o ânion 
superóxido (O2-) o peróxido de hidrogênio (H2O22) e o radical 
hidroxil (OH). 
Enzimas que destroem o 
oxigênio tóxico (pág 153)