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TURBINAS: Ação – São aquelas em que o trabalho mecânico é obtido pela transformação da energia cinética da água em escoamento, através do elemento do sistema rotativo hidromecânico (rotor). Essas turbinas são operadas sobre pressão atmosférica por um jato livre. A altura encontrada é convertida em velocidade de queda; Pelton, Banki e Turgo. Reação – O trabalho mecânico é obtido pela transformação das energias cinética e de pressão da água em escoamento, através do elemento do sistema rotativo hidromecânico (rotor); Francis, Kaplan, Tubular e Subqueda. Gravidade - a água aciona a turbina pelo seu peso. Elas podem ser subdivididas em: Rodas d’água, Espirais. Pelton: O gerador é acoplado diretamente ao eixo da turbina, por meio de acoplamentos rígidos. No caso da utilização de correias, para pequenas potências dá-se preferência as correias padronizadas em V, que são mais versáteis e baratas que as correias planas, recomendadas para potências maiores. Basicamente a turbina consiste das seguintes partes consideradas principais: o rotor, o bocal e a caixa. Os rotores atuais são fundidos em uma só peça, com as conchas e a roda formando um só conjunto. Entretanto é possível a fabricação separada das conchas e da roda. A fixação por meio de pinos e parafusos. O material utilizado para a fabricação das conchas é o aço fundido com adição de 13% de cromo. A concha deve ter a capacidade de absorver convenientemente a energia cinética transmitida pela ação do jato que sai do bocal e ao mesmo tempo distribuí-la no seu retorno, sem interferir com a pá subsequente. No bocal, a pressão da água é convertida em velocidade. O bocal consiste em uma peça cônica fixada ao extremo da tubulação e uma agulha interna acionada por uma haste, a qual regula o fluxo de saída da água para a roda da turbina. Tanto o bocal quanto a agulha sofrem severo desgaste, sendo feitos de material de alta qualidade, normalmente um aço com manganês, que apresenta grande resistência ao desgaste, provocado por partículas como areia. Algumas máquinas possuem a agulha do bocal construídas em bronze e apresentam boa resistência ao desgaste. Turgo: Apresenta um rotor de diâmetro menor. Alta rotação [rpm]. Banki ou Fluxo cruzado: Este tipo de turbinas consiste num rotor com forma de tambor com um disco sólido em cada extremidade e pás dispostas radialmente unido os dois discos. O jacto de água entra na parte superior do rotor através das pás curvas emergindo na outra extremidade do rotor, passando assim duas vezes pelas pás. O seu rendimento é inferior aos das restantes turbinas, mas mantém-se num valor elevado ao longo de uma extensa gama de caudais. O seu campo de aplicação atende quedas de 3 a 100 metros, vazões de 0,02 a 2,0 m3/s e potência de 1 a 100 kW. Em geral as turbinas de acção são mais flexíveis a variações de caudal fora do valor nominal de projeto, no entanto normalmente necessitam de diferenças de cota superiores a 10 m e idealmente acima dos 50 m. Francis: Este tipo de turbina é uma modificação das turbinas de reação, onde a água flui radialmente acionando o rotor e emerge axialmente. O rotor é montado normalmente em caixa em espiral com pás para orientação do fluxo de água. São turbinas adequadas para operação com condições intermédias de queda e de caudal. Apresentam um alto rendimento (80% a 90%), tanto mais alto quanto maior for a potência. As turbinas de reação em geral são menos flexíveis a variações de caudal, sendo que o máximo de eficiência é sempre próximo do valor de caudal de projeto, no entanto podem operar com alturas abaixo dos 10 m. Tem sido aplicada largamente, pelo fato das suas características cobrirem um grande campo de rotação específica. Atualmente se constroem para grandes aproveitamentos, podendo ultrapassar a potência unitária de 750 MW. Antigamente (entre 1930 a 1950) não possuíam rendimentos superiores a 85%, hoje ultrapassam a 92% para grandes máquinas. Horizontal: a roda trabalhando verticalmente é utilizada para pequenas unidades, nesse caso apoiados em mancais de deslizamentos radiais (não utiliza mancais guia) Vertical: utiliza-se mancais guias, além da utilização do mancal de escora axial. Kaplan: Também chamada de propeller consiste basicamente de um rotor, similar a hélice de navio, ajustada internamente na continuação de um conduto, com o eixo saindo do conjunto no ponto em que a tubulação muda de direção. Normalmente três ou quatro pás são utilizadas quando a altura de queda é relativamente baixa, podendo ter até oito pás para maiores alturas. A entrada da água é regulada por palhetas diretrizes. O rendimento dessa turbina com vazões menores daquela do ponto normal de funcionamento tende a baixar de maneira considerável. Variando o passo das pás do rotor simultaneamente com as palhetas do distribuidor, pode-se conseguir bons rendimentos com vazões parciais. As pás do rotor podem ser construídas ou fundidas, ou estampadas e soldadas ou montadas no cubo, normalmente fundido. Para tipo propeller, as pás e o rotor podem ser fundidos em uma só peça. Alguns tipos de turbinas axiais podem possuir um conjunto de pás diretrizes dispostas de maneira radial, juntamente com uma caixa espiral. As turbinas axiais vêm apresentando grande interesse para quedas pequenas em rios de maiores vazões que habitualmente se consideraria para instalações da turbinas tipo Francis e fluxo cruzado. Contudo deve-se salientar, que é aquela que apresenta o maior custo em relação ao kW instalado, quando comparada com as tradicionais, Francis simples e Pelton. CENTRAIS HIDRELÉTRICAS: Caracterização da turbina em uma usina hidrelétrica: As turbinas hidráulicas convertem a energia potencial da água em energia cinética, pela utilização de diferenças entre dois níveis de água resultando numa altura (H). Essa diferença entre dois níveis de água é usualmente obtida com a construção de uma estrutura especial, chamada de Barragem, cuja altura dependerá das condições do local. Tipos de Usinas: QUANTO A VAZÃO: Centrais a Fio de Água Centrais a Fluxo Corrente Centrais com Regularização: diária, semanal, anual, plurianual QUANTO A POTENCIA: Grandes centrais :Potência acima de 100 MW Médias centrais: Potência entre 10 MW e 100 MW Pequenas centrais: Potência entre 1 MW e 10 MW Mini centrais: Potência entre 100 kW e 1000 kW Micro centrais: Potência abaixo de 100 kW Pequenas centrais: Potência até 30 MW e Barragem até 3,0 km2 QUANTO A QUEDA D’AGUA: Alta queda: acima 250m Media queda: entre 50m e 250m Baixa queda: entre 10m e 50m Baixissima queda: abaixo de 10m QUANTO A CAPTAÇÃO DE AGUA Centrais em desvio de curso; Centrais em leito de rio. QUANTO A SUA FUNÇÃO NO SISTEMA Usinas de base Usinas de ponta Usinas de semi-base (ou Flutuantes) Usinas Reversíveis: de Bombeamento BOMBAS: Conceito de Bomba Centrífuga: É aquela que desenvolve a transformação de energia através do emprego de forças centrifugas. As bombas centrífugas possuem pás cilíndricas, com geratrizes paralelas ao eixo de rotação, sendo essas pás fixadas a um disco e a uma coroa circular, compondo o rotor da bomba. O funcionamento da bomba centrífuga baseia-se, praticamente, na criação de uma zona de baixa pressão e de uma zona de alta pressão. Para o funcionamento, é necessário que a carcaça esteja completamente cheia de liquido e portanto, que o rotor esteja mergulhado no liquido. Devido à rotação do rotor, comunicada por uma fonte externa de energia (geralmente um motor elétrico), o liquido que se encontra entre as palhetas no interior do rotor é arrastado do centro para a periferia pelo efeito da força centrífuga. Produz-se assim uma depressão interna ao rotor, o que acarreta um fluxo vindo através da conexão de sucção. O liquido impulsionado sai do rotor pela sua periferia, em alta velocidade e é lançadona carcaça que contorna o rotor. Na carcaça grande parte da energia cinética do liquido (energia de velocidade) é transformada em energia de pressão durante a sua trajetória para a boca de recalque. Faz-se necessária essa transformação de energia porque as velocidades do liquido na saída do rotor, seriam prejudiciais às tubulações de recalque e também porque a energia de velocidade pode ser facilmente dissipada por choques nas conexões e peças das canalizações de recalque. Principais Componentes: Constituída essencialmente de duas partes: a) Uma parte móvel: rotor solidário a um eixo (denominado conjunto girante) b) Uma parte estacionaria carcaça (com os elementos complementares: caixa de gaxetas, mancais, suportes estruturais, adaptações para montagens etc,.). Rotor: É a peça fundamental de uma bomba centrífuga, a qual tem a incumbência de receber o líquido e fornecer-lhe energia. Do seu formato e dimensões relativas vão depender as características de funcionamento da bomba. Carcaça: É o componente fixo que envolve o rotor. Apresenta aberturas para entrada do liquido até ao centro do rotor e saída do mesmo para a tubulação de descarga. Fundido juntamente, ou a ela preso mecanicamente, tem a câmara (ou câmaras) de vedação e a caixa (ou caixas) de mancal. Possui na sua parte superior, uma abertura (suspiro) para vantagem e escorva; e na parte inferior, uma outra para drenagem. Nas bombas de maior porte, tem ainda as conexões para as tubulações de “líquido de selagem” e “liquido de refrigeração”. O bocal (flange) de entrada do fluido na carcaça recebe o nome de “sucção da bomba” e o de saída de “descarga da bomba”. Os materiais geralmente utilizados na fabricação da carcaça são: ferro fundido, aço fundido, bronze e aços liga. Vantagens Das Bombas Centrífugas: a) Maior flexibilidade de operação: Uma única bomba pode abranger uma grande faixa de trabalho (variando a rotação e o diâmetro do rotor). b) Pressão máxima: Não existe perigo de se ultrapassar, em uma instalação qualquer, a pressão máxima(Shutt-off) da bomba quando em operação . c) Pressão Uniforme: Se não houver alteração de vazão a pressão se mantém praticamente constante. d) Baixo custo: São bombas que apresentam bom rendimento e construção relativamente simples Classificação das Bombas Centrifugas: a) De fluxo radial: centrifuga propriamente dita. O liquido sai do rotor radialmente a direção do eixo. São as mais difundidas. A potência consumida cresce com o aumento da vazão. b) De fluxo axial: propulsora. A água sai do rotor com a direção aproximadamente axial com relação ao eixo. Neste tipo de bomba o rotor é também chamado de hélice. A potência consumida, ao contrário da centrífuga é maior quando a sua saída se acha bloqueada. É indicada para grandes vazões e baixas alturas manométricas. c) De fluxo misto: centrifugo-propulsora. O liquido sai do rotor com direção inclinada com relação ao eixo. Atende a faixa intermediária entre a centrifuga e a axial A direita do ponto de melhor rendimento a vazão aumenta com decréscimo da altura manometrica, mas a potência consumida diminui ligeiramente. Para a esquerda a altura manometrica cresce com a diminuição da vazão, enquanto que a potência consumida cresce ligeiramente de inicio e em seguida decresce. BOMBAS EM PARALELO: É recomendável neste tipo de associação, que as bombas tenham as mesmas características, ou pelo menos muito próximas. Neste tipo de associação tem-se: as bombas operando com a mesma altura manométrica: HB1 = HB2, a vazão do sistema é QS =Q1 +Q2. Recomendações para associação em paralelo. a) Selecionar bombas com curvas características do tipo estável; b) Utilizar de preferencia bombas iguais; c) Empregar motores cujas potências sejam capazes de atender a todas as condições de trabalho (bombas operando em paralelo e isoladamente), sem perigo de sobrecarga; d) Projetar a instalação, de modo que o NPSHDISP > NPSHREQ em qualquer ponto de trabalho (bombas operando em paralelo e isoladamente). BOMBAS EM SÉRIE: Se duas ou mais bombas estão operando em série as vazões se mantém e as alturas manométricas totais se somam. Nestas aplicações, deve-se tomar cuidados de verificar se a flange de sucção da segunda bomba suporta a pressão de descarga da primeira. Para a associação em série, a curva resultante tem as seguintes características: HBS = HBs1 + HBs2; QS = Q1 = Q2. BOMBA CENTRÍFUGA FUNCIONANDO COMO TURBINA (BFTs) Nos projetos de mini e micro centrais hidrelétricas pode ser interessante o estudo de utilização de uma bomba funcionando como turbina. O PROJETO é similar tanto para a bomba como para a turbina convencional. O uso de bomba trabalhando como turbina em aproveitamentos hidráulicos com potência até 500 kW. Para maiores potências as bombas NÃO são fabricadas em grande escala, portanto possuem uma desvantagem com relação as turbinas, pois no caso de se optar pela fabricação, essa opção recairá sobre a máquina mais indicada, a turbina, por não se poder usar uma bomba de prateleira. Algumas condições limitam a utilização das bombas como turbinas: A operação eficiente de uma bomba requer uma constância nas condições tanto de vazão quanto de queda, devido a falta de mecanismos de controles hidráulicos (pás distribuidoras existentes nas turbinas, que controlam a entrada da água no interior do rotor) A vazão pode ser regulada por uma válvula de controle; isso é frequentemente adotado nos acionamentos diretos de equipamentos ou interligações a rede elétrica, onde a variação de velocidade não apresenta grandes problemas. Entretanto esse método é ineficiente, pois a válvula reduz a altura útil dissipando considerável energia. Variações de vazões podem ser acomodadas pela utilização de BFTs em paralelo permitindo funcionamento de cada uma conforme a variação da vazão. Entretanto, pode não haver vantagem no custo para esse tipo de arranjo quando comparado com o custo de uma turbina convencional possuindo um tradicional sistema de regulação de vazão através do uso de distribuidor; Sua operação mecânica é suave e silenciosa; O pico de rendimento apresentado quando funcionando como turbina é o mesmo quando funcionando como bomba; A altura e vazão para o melhor ponto de rendimento quando trabalhando como turbina, são mais altos com relação aqueles medidos quando trabalhando como bomba; O custo final da utilização da bomba funcionando como turbina, pode chegar a um terço do valor de uma turbina para a mesma finalidade; Na utilização de uma BFT é importante também para minimizar os custos o estudo do motor de indução como gerador;